Broadway Market

Programa de sábado para a juventude alternativa do East End: ir comer besteira e comprar frescuras em Broadway Market, bem ao lado do Regent’s Canal com suas casas-barco charmosíssimas. Tem pub, tem barraquinhas vendendo macarrão orgânico e cidra artesanal, tem brechó, tem loja de antiguidades, tem açougueiro e boteco tailandês, tem loja de livro usado, tem comida de Ghana, da Índia, da Itália e, claro, tipicamente britânica: alguém aí a fim de enguias em molho de gelatina? ;)

Esse sanduíche de porco desfiado estava incrível. ♥

Método de transporte hipster. :)

Espero que alguém ajude a trazer a Lola de volta pra casa. :(

Terminando o dia com uma super fruit tart diretamente da barraquinha de bolos, chocolates e biscoitos da adorável Coco & Me. ♥

Broadway Market acontece todos os sábados a partir das nove no coração de Hackney, East London.

Skip to the loo, my darling

Eu sempre quis um banheiro verdinho. Não necessariamente na cor das paredes, mas na presença da natureza. Sabe aqueles banheiros de catálogo de decoração cheios de potes de plantas, samambaias escorrendo pelas paredes, suculentas de cores variadas? Pois é. Infelizmente nenhum dos banheiros da casa alugada tinha luz o suficiente para permitir que plantas sobrevivessem - na verdade NENHUM canto daquela caverna era agraciado com luz natural.

Agora que esse já não é mais o caso (hurrah!) eu finalmente poderei começar a minha temporada de jardinagem interior. Estou apenas começando (são só alguns potinhos), mas já planejo pendurar plantas na parede, pôr potes maiores no chão e basicamente transformar meu banheiro numa filial européia da Mata Atlântica. :)

Essa ivy (hera) é forreals. Hera é fácil de manter, não requer tanta água (mas não a deixe secar!) ou atenção, sobrevive em condições de luz menos generosas mas até que gosta quando rola um solzinho - note como as folhas já estão se voltando em direção à janela.

Esse potinho azul contém Saxifraga White Star (olha que meiga). Não consigo descrever a sensação de escovar os dentes podendo admirar uma plantinha viva. Acha idiota? Faça o teste. Melhor que isso só o meu banheiro em Jersey, onde eu tinha a oportunidade de tomar banho observando vacas pastando no terreno do vizinho.

Minhas piriguetes vintage de maiô - em technicolor! Por alguma razão achei que o banheiro seria o cenário ideal para essa cena de irmandade feminina 50s. Meio feminista, meio blog de moda - “tons pastel são a nova tendencinha primaveril; INVISTAM NO LOOK, meninas! Mas eu pegaria leve nesses sapatos combinando com a roupa porque essa vibe é muito anos 80 e não combina com o espírito pin-up que estamos tentando emular aqui”.

Dizem que perfume estraga exposto à luz e eu até entendo a química por trás do conselho; por isso os meus vivem no cantinho menos iluminado do banheiro. I’m hoping for the best.

De vez em quando gosto de abrir a janela para deixar a natureza de fora entrar, também. Vai ser legal ver essas árvores mudando de cor e forma durante o ano todo. :)

Aleatoriamente.

Na escola, eu:

Não era nerd, nem popular, não tinha os amigos certos e nem os errados.
Sentava no fundão, não pra fazer bagunça, mas para ficar longe dos professores e das patricinhas puxa saco que sentavam perto deles.
(e deu certo, eles não percebiam a minha existência)
Sempre quis levar meus cachorros pra aula; achava que a experiência seria muito mais agradável.
Nem sempre saía da sala na hora do recreio.
Comprava salgado + refrigerante. Quase sempre “joelho” ou enroladinho de salsicha.
(se levasse de casa, era sanduíche, meh)
Gostava de dormir na debruçada na mesa. E às vezes babava.
Notei que as pessoas escreviam letras da Legião Urbana à lápis na mesa. Eu apagava.
Adorava as aulas de biologia, inglês, história e literatura.
Detestava todas as aulas de exatas, exceto por um ano em que o professor de Química era bacana.
Ficava me achando porque meu namorado encapava meus livros com xerox de mapas antigos.
Pedi para uma menina que copiava letras de música para os outros para me copiar Timidez do Biquini Cavadão a fim de puxar conversa com ela. A amizade durou anos.
Era boa de decoreba dinâmica. Memorizava tudo, largava na prova, esquecia tudo em seguida.
Tirava boas notas. Quer dizer, aceitáveis. Menos em exatas.
(mas em Bio, Hist, Lit, Ing e Port eu sempre me saía bem)
Usava saia de tergal azul marinho plissada + a camiseta de malha da escola. Tinha alguns furos nela.
Não curtia usar sutiã pra fazer educação física. Não curtia fazer educação física.
Percebi que todas as minhas professoras de educação física eram lésbicas. Clichê, much?
Achava besta pular corda. Preferia pular elástico, era mais intelectualmente desafiador.
Ia andando pra escola sozinha, e aproveitava o trajeto para pensar. Isso quando a mãe não dava carona no Fusca.
Não tinha a menor vergonha de ganhar carona da mãe. Ganhava de longe de ter que voltar pra casa na chuva.
Muitos dos meus melhores amigos até hoje foram feitos na escola.

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Tá ficando bonita a primavera, que finalmente decidiu dar as caras. Mas hoje o tempo nublou, como se para avisar que a) quem dá as cartas aqui é a Natureza, não o serviço de previsões metereológicas e b) ingleses têm o seu caráter formado nas adversidades; muito sol, calor e tulipas coloridas não condizem com a realidade de um povo que nunca se sente confortável estando 100% feliz, que encara verão e calor como breve novidade seguida de inconveniência, que nunca sabe exatamente o que vestir quando a temperatura passa dos 30 graus e que nunca se deixa acostumar muito às coisas boas - porque foram criados por gente que ainda se lembra de que elas podem ser temporárias.

E hoje, combinando com a chuva, temos médico. Joinha.

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Estive pensando naquilo que eu disse sobre a menina que não apreciava a comida na Europa novamente depois que me mostraram esse link aqui. Olha, sem querer parecer a chata paga-pau de europeu (até porque ninguém tem obrigação de gostar de país nenhum e de comida nenhuma), mas… Se você se presta a escrever um post à maneira de GUIA para turistas, vale a pena se informar um pouquinho e realmente ter alguma vivência no lugar sobre o qual pretende escrever. A moça diz que não existe carne, nem arroz nos restaurantes daqui, e eu me pergunto ONDE ela esteve comendo. Será que foi mesmo num país onde mesmo nas menores villages você encontra um delivery de comida indiana ou chinesa - mais arroz que isso, impossível - ou aqueles restaurantes turcos que vendem churrasquinho no espeto? E as carverys, as BOAS steakhouses…

Por essas e outras, sempre que alguém me pede um “guia de viagem” eu sugiro comprar um livrinho da Eyewitness Travel. São bem completos, lindamente ilustrados, com informações históricas detalhadas, mapas, etc. Quem está vindo para Londres pode comprar a última edição da Time Out ou assinar algum bom feed no Twitter ou Facebook sobre o que está rolando na cidade. Eu não curto dar dicas porque elas geralmente são pedidas por estranhos - e se eu não conheço a pessoa, não tenho como saber do que ela gosta. Simples assim. Fora que não me considero conhecedora da cidade a ponto de dar dicas inéditas que mais ninguém conhece. Curto os parques, alguns museus, mercados de rua, lojas, passeios off London no countryside mais próximo e é basicamente isso. E sim, curto comer. ♥

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Meu pai chegou no domingo. Sem falar português no aeroporto, foi “detido” até que descobrissem a que ele tinha vindo. Puseram uma pessoa que falava espanhol para conversar com ele. Me custa crer que numa cidade LOTADA de brasileiros seja impossível contratar um para traduzir em Heathrow. Ou talvez seja justamente isso que eles não querem; um conterrâneo para “facilitar” as coisas. Um espanhol que fale português então, que tal? :)

Enfim. Micro susto à parte, ele já está instalado. E querendo ser útil, me pedindo coisas com frequência a fim de ajudar, infelizmente num momento da minha vida em que eu só queria tomar um calmante e dormir o dia todo. Mas vamos levando, e é bom saber que ele gostou da casa, do lugar e parece estar se divertindo. Meu pai sempre diz que a saúde dele melhora assim que ele pisa aqui - apesar de, assim como as moçoilas brazucas em Londres, ele ter reservas quanto à comida - , e por isso sou grata. Espero que seja contagioso. :)

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(Fotos feitas em Regents Park e na vizinhança)

Ruivinha.

Primeiras fotos das “meninas” desde a mudança.
Sim, eu estou animada por ter novamente lugar para fotografá-las. ♥

Essa é a Autumn.

Qual das duas ruivas é a mais bonita?

Eu? Jura? Yay! (#eujásabia)

Vocês não se incomodam se eu postar fotos ocasionais das bonecas aqui também, né? ;)

Red Door One

Foi assim que batizei a nossa casa no check-in do 4Square.

Temos uma porta vermelha. O número é um. Estou tomando Rivotril e bebendo prosecco. As coisas poderiam estar piores. Eu podia estar bebendo cava barata. Ok, na verdade a cava barata estaria de excelente tamanho. Não sou exigente em termos de álcool, exceto quando se trata de vinho não-espumante. Vinho espumante precisa ser muito, mas MUITO ruim para eu desgostar. E estou mudando de assunto mais rápido do que esvazio essa garrafa.

Há mais de uma semana sem internet em casa. O telefone foi desligado e ainda não voltou nessa parte da cidade; mas hey! desde ontem a banda larga da Virgin Media (Deus abençoe a fibra ótica!) está up and running e agora eu posso alimentar minhas vaquinhas no Farmville a fim de me acalmar nos horários de pico das crises de ansiedade. Minha saúde não anda muito boa e, como sempre acontece nesses momentos, a saúde psicológica fica ainda pior. 

Estamos na casa nova há pouco menos de duas semanas. Ou melhor, EU estive. Chegamos aqui carregados de caixas numa sexta feira, e na segunda seguinte Respectivo picou a mula para Dubai, onde passou dez dias. Fiquei sozinha rodeada de coisas para fazer, o que em situações normais me encheria de entusiasmo e animação - arrumar lugar para as coisas depois de uma mudança é parecido com brincar de casinha. Infelizmente meu sistema digestivo não anda colaborando e eu me transformei numa pilha de nervos ambulante. Não vou entrar em detalhes trágicos, mas eu realmente não precisava de mais stress em cima de uma mudança de proporções mamutísticas. Re-al-men-te.

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Enfim. Cá estamos no subúrbio, ainda mais subúrbio que o subúrbio anterior. O borough de Havering está praticamente dentro de Essex (porém londrino o bastante para ser servido por Nigh Buses!) mas estou de tal maneira apaixonada pelo meu jardim que, honestamente, eu poderia estar até em Norfolk; no shits would be given. 

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Estou considerando plantar umas daquelas roseiras trepadeiras na frente da casa, ou aquelas heras verdes/vermelhas que sobem pelas paredes. E a vontade de plantar um pé de Magnólia ali no cantinho também é grande. Vamos ver como fica - ou seja, vamos ver quanto CUSTA. :)

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Essa é a minha nova escrivaninha no meu novo escritório. Perceba a quantidade de luz (essa foto foi feita no fim da tarde). Depois de viver numa caverna mal iluminada pelos últimos dois anos, ter toda essa luz à disposição é um verdadeiro luxo.

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Arrumação temporária, claro. Ainda há surpresas dentro de caixas que nem tive tempo de abrir.

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Não há “decoração”; simplesmente tirei coisas das caixas e empilhei da melhor maneira possível. Se tudo der certo, terei anos para descobrir novos lugares para todas as coisas e novas coisas para todos os lugares.

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Sala, que vai mudar bastante em breve. Essa lareira elétrica será demolida e substituída por uma de verdade.

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Mesinhas laterais feitas de caixotes. Temporárias, claro - mas melhores que as caixas de papelão que ocupavam antes o mesmo lugar. O fato é que estou achando OK e com vontade de simplesmente pintar esses caixotes… Mas nah, não farei isso porque minhas mesas laterais (que vieram de Jersey e estão num galpão até segunda ordem) valem muito a pena. :)

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Cantinho de leitura temporária. Estou realmente amando toda essa luz.

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Jardim querido. O ex-dono da casa está deixando todos os móveis  externos - sem contar o equipamento, como cortador de grama, leaf blower, etcétera. Economizaremos um bom dinheiro com isso. Tô quase perdoando o cara por ele ainda não ter tirado as tralhas dele da garagem…

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Móveis de jardim herdados. Um pouco de primer, uma tinta colorida e vai ficar lindo. ♥

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Como se vê, eu herdei MUITOS potes. ♥

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Alguns vizinhos. Por sorte longe do cafofo e não conseguem ver o que se passa no jardim. :)

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Janelas da cozinha, um dos meus lugares preferidos da casa. Depois de reformada va ficar linda. :)

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Gerânios comprados hoje, minha primeira aquisição no mercado de rua do bairro. :) E eis o carvalho centenário que mora no jardim:

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Quando compramos a casa, uma cláusula determinava que o carvalho poderia ser aparado, mas jamais cortado. Concordamos, e quem não haveria de? Como jogar no chão uma coisa tão linda? Em breve, fotos do bichinho cheio de folhas - o paraíso dos esquilos. :)

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Pôr do sol, um dos primeiros. Tomara que seja o primeiro de muitos.
Desde que meu estômago colabore.

E eu adoraria escrever mais, mas… Benzodiazepine + alcool não costuma ser uma boa combinação, a coisa tá séria e vejo elefantes voadores rosados à minha volta. E antes que eles caiam na minha cabeça prejudicada, me despeço. Em breve a gente volta por essas quebradas. ;)

Impressões sobre impressões sobre a Inglaterra.

Se existe uma coisa extremamente compreensível quando chegamos a um país novo é buscar pelo diferente a fim de compará-lo ao que nos é familiar. Especialmente quando estamos deixando para trás as nossas próprias raízes e tentando nos adaptar. É como se fosse um mecanismo de defesa; tentar reafirmar e proteger a nossa própria identidade ao rejeitar a identidade local.

Lembro que quando estava prestes a me mudar para cá entrei numa comunidade de expatriadas no Orkut, e em meio a histórias cômicas, surpreendentes ou francamente patéticas, comecei a acumular experiências alheias e usá-las para criar um panorama aproximado sobre o que poderia ser a minha vida em outro país. A “reclamação” número um era a famosa “ausência do ralo no banheiro” (que inclusive deu origem a esse blog aqui), seguida de perto pela aparente impossibilidade de se encontrar panela de pressão, jiló e calcinhas que não fossem enormes. As histórias que li de moçoilas desembarcando em outras terras arrastando malas pesadas contendo um estoque anual de absorvente higiênico, analgésicos e esmaltes Colorama jamais serão esquecidas. Na impossibilidade de carregar o sol, a família, os amigos, o idioma e a novela das oito, carregava-se panelas.

Eu também reclamei. Principalmente da falta de requeijão - mais tarde encontrei um similar muito bom, se não me engano polonês, chamado Puck. E em seguida encontrei também feijão, mandioca, café Pilão, paçoca, tudo aquilo que chegava aqui apertado em malas de brasileiras nervosas com a possibilidade de perder contato com o que quer que fosse que lhes parecesse importante e indispensável, um ponto de conforto e constância em meio a essa viagem sem volta ao desconhecido. Com o tempo percebi que aquelas coisas nem tinham tanta importância assim, que havia aqui similares tão bons quanto ou melhores, que comida chinesa, indiana e árabe eram boas e baratas e que feijão só seria degustado quando eu fosse ao Brasil. Porque eu havia passado duas décadas comendo a ração típica do brasileiro, descobri que na verdade tudo o que eu queria era experimentar coisas novas, me dar a chance de conhecer e me apaixonar por outros aromas, cores, sabores e lugares. Para transformar esse país na minha casa eu precisava desapegar do conforto do que me era familiar; se fosse para me manter escrava dos meus velhos hábitos seria mais prático simplesmente permanecer no meu país.

Um erro comum que vejo por aí com frequência é tentar transformar esse espanto com o novo em crítica, muitas vezes desnecessariamente rude. Imagine o que você sentiria se recebesse um hóspede estrangeiro na sua casa e ele começasse a rir da sua decoração, da roupa da sua família, da maneira com que você limpa a casa, etcétera. Um pouco grosseiro, certo? Não é diferente de chegar num país e começar a achincalhar a cultura local. Se isso seria visto como esnobismo e preconceito caso acontecesse num país pobre, não deveria ser visto de forma muito diferente num país desenvolvido.

E é por isso que eu penso, “ainda bem que blogs como esse nunca me chamam para dar as minhas ‘impressões sobre a Inglaterra’.” Concordo com alguns (poucos) pontos feitos, mas como dar pitaco é meu exercício favorito, vamos comentar outros. :)

“2 – A comida inglesa não é boa e quase não existem legumes como acompanhamento (tirando a batata, a ervilha e com alguma sorte, o brócolis).”

Eu sempre fico um pouco cansada com essa generalização de que “comida inglesa não é boa”. Num lugar com tamanha variedade de alimentos, afirmar isso com essa convicção toda trai um pouco de má vontade. Assim como os italianos, o brasileiro é um povo extremamente apegado às suas próprias tradições culinárias. Mas ao contrário dos italianos, verdade seja dita: o brasileiro não costuma ter um paladar sofisticado. Comer carne quase queimada em churrascos é considerado normal. Chamar fatias de tomate e cebola crua jogadas em cima de folhas velhas de alface de “salada” é normal. Cozinhar legumes num caldeirão de água até que eles praticamente derretam e percam todo o sabor e valor nutritivo é normal. Comida feita às pressas sem o menor carinho, inspiração e por pura obrigação é normal. Encher um prato com praticamente a mesma coisa TODOS OS DIAS, idem.

Então não me parece muito coerente falar mal da comida dos outros países. Aqui temos queijos de toda a Europa (incluindo cheddar de VERDADE) a preço de banana - isso quando a banana custava barato no Brasil… As pessoas costumam preferir legumes e verduras orgânicas e consumidas na época certa, por serem melhores e mais baratas. Não estou dizendo que a alimentação dos ingleses seja perfeita; é claro que quem trabalha acaba se atirando nas ready meals ou pedindo comida pelo telefone - até mesmo por falta de tempo. Mas posso dizer que depois de vários anos de Inglaterra eu nunca comi melhor na minha vida, e que sofro um bocado quando estou no Brasil e não encontro creme de leite fresco, queijos decentes e sou obrigada a comer cenoura murcha porque as pessoas sequer imaginam que seja possível fazer legumes no forno. E ah, vamos lembrar que num país onde ninguém “forra o prato” com arroz e feijão, legumes são sim muito importantes. Então afirmar que aqui “quase não existem legumes” é meio estranho, ainda mais quando nos PFs brasileiros “legume” se chama farofa. E foi a Inglaterra que me apresentou ao ruibarbo, ao parsnip (que o google me traduziu como… CHERIVIA?) e à couve de Bruxelas, yum yum. :)

“3 - A carne de boi é vendida como “British Beef”, mas ninguém sabe exatamente que parte do boi é aquela. Não é surpresa que a carne aqui seja tão ruim e esquisita.”

Não sei onde essa moça compra carne, mas o fato é que TODO MUNDO sabe que parte do boi está comendo. Isso está inclusive descrito nas embalagens. As pessoas nunca visitam açougues? É claro que existem carnes menos nobres, mais duras - assim como no Brasil - e por isso elas serão mais baratas. Desculpe, mas em qualquer lugar do mundo você recebe a qualidade que consegue pagar.

“5 – Os ingleses não são grosseiros como todo mundo imagina. A maioria deles é muito educada e paciente, mas quando não são, é melhor sair de perto!”

Exatamente como os brasileiros, então? ;)

“6 – O transporte em Londres é impecável, mesmo que vários londrinos reclamem e achem o contrário. Existem alguns painéis em pontos de ônibus e no metrô indicando a que horas o próximo veículo vai chegar ao ponto/plataforma, e eles sempre estão extremamente corretos.”

Eu pessoalmente evito os ônibus. Eles são extremamente lentos e pouco confiáveis: se o turno do motorista terminar antes do fim daquela viagem, ele vai parar o carro NO MEIO DO CAMINHO, fazer todo mundo descer e seguir para a garagem. Por várias vezes me vi jogada num lugar estranho no meio da noite, no frio, sem saber direito onde estava e tendo que esperar o próximo veículo - que podia demorar. Evito sempre que possível. Mas em compensação, pra mim é Munrá no céu e o metrô na Terra. Bless! :)

“7 – Aqui ninguém precisa de carro, já que o transporte funciona muito bem e a qualquer hora do dia.”

O metrô funciona até pouco depois da meia noite e os ônibus idem. Existem os Night Buses, que rodam a noite inteira, mas não posso dar opinião porque nunca usei. Mas discordo de que ninguém precise de carro. Existem áreas da cidade que não são muito bem servidas por transportes. Sem contar localidades mais distantes onde *não há* transporte. As pessoas que trabalham e se movimentam em Londres não vivem *somente* em Londres, vale lembrar.

“8 – Até hoje não vi um londrino que não abriu um sorrisão quando falo que sou brasileira e que não me pergunte “por que que diabos você trocou o lindo e ensolarado Brasil pela cinzenta Londres?””

Esse é um clichê típico de brasileiros no exterior. Não afirmo que seja o caso da entrevistada, mas para esses a quem me refiro TODO mundo “adora” o Brasil - quando na verdade talvez estejam apenas querendo ser simpáticos, regurgitando uns estereótipos amigáveis de “futebol, carnaval, copacabana, samba” sobre um país para o qual eles, na realidade, não dão a mínima. Será que os ingleses continuariam “abrindo sorrisão” para os brasileiros se soubessem o quanto falamos mal da comida e da cultura deles? Hihihi.

“9 – As pessoas têm mania de falar “sorry” por tudo, sempre!”

Essa mania se chama EDUCAÇÃO e deveria ser universal. Infelizmente não é verdade que todo inglês seja assim tão educado. Menos ainda os londrinos, mas isso é de se esperar de uma cidade grande…

“11 – O sotaque do interior da Inglaterra é absurdamente difícil de se compreender. Sabe o ovo que a gente acha que os ingleses têm na boca? O pessoal do interior parece ter uma melancia inteira!”

Imaginei um gringo chegando no norte do Brasil e reclamando do  sotaque. Seria linchado. E o sotaque não é difícil de compreender, não. Os nativos conseguem, e com o tempo até quem não é se acostuma e aprende. :)

“12 – É muito normal um inglês usar um casaco a vida inteira sem lavar uma vez sequer (e consequentemente, às vezes o cheiro é de matar).”

Muitos casacos de inverno não podem ser lavados na máquina; às vezes nem à mão. É preciso mandar para uma lavanderia. Eu tenho um casaco comprado em 2005 que só foi lavado uma vez. O cheiro não é “de matar” porque ninguém transpira usando casaco de inverno sob a pele. Algumas pessoas moram em casas pequenas, dividem apartamento, cozinham no quarto, o cheiro da gordura dos alimentos gruda no tecido. É esse o único cheiro que costumo sentir na roupa dos outros aqui. É claro que existe gente pouco asseada, velhinhos que fazem xixi nas calças e não lavam, mas em circunstâncias normais casaco de inverno não se lava semanalmente, galera. E não fede. Get over it.

“14 – Aqui uma faxineira consegue pagar aluguel e ainda sobra um dinheiro no fim do mês. Não existe isso de diferença social, pois todo mundo tem a chance de fazer praticamente as mesmas coisas, independente de sua profissão.”

TODO MUNDO é forçar a barra. Não é bem assim. Muitas pessoas vivem com o dinheiro contado para pagar aluguel e não sobra pra comprar comida cara, roupa de grife ou viajar pro exterior. Dizer que todo mundo pode fazer essas coisas é ignorar a situação complicada em que muitos ingleses vivem.

“15 – Os ingleses acham que no Brasil só existe o Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, e alguns até se surpreendem quando falamos de outras cidades.”

Achei engraçada a menção a Curitiba; nunca ouvi ninguém citar essa cidade. As mais citadas são Rio, São PaOlo (que eles não conseguem escrever certo de jeito nenhum, o que MUITO me irrita) e Brasília.

“16 – Os ônibus parecem estar sempre cheios, não importa o horário! Já peguei ônibus lotado às 4 horas da manhã de um dia de semana!”

Ônibus vivem vazios aqui, algumas linhas até mesmo na hora do rush. Muitos deles são double deckers (têm dois andares), mas mesmo os menores dificilmente lotam.

“17 – As inglesas têm mania de enrolar o cabelo pro alto em um coque que mais parece um rolo de arame farpado, de tanto nó. Me pergunto se elas penteiam o cabelo algum dia.”

O “coque podrinho” não é privilégio das inglesas, é moda na Europa toda. E de forma semelhante as inglesas poderiam perguntar quando é que as brasileiras vão assumir os cachos algum dia e parar de passar formol na cabeça para estirar os fios…

“19 – Na Inglaterra a conta do bar não é dividida no fim da festa. Ao invés disso, cada um paga uma rodada pra todo mundo, e talvez por isso seja tão fácil ver gente tonta e feliz da vida no meio da rua.”

Eu sinceramente não entendi como o método de pagamento influencia na bebedeira. As pessoas pagam “rounds” aqui ao invés de “dividir a conta no fim” porque nos pubs você paga toda vez que compra uma bebida; não existe “pedir a conta”. Quando as pessoas acabam de beber elas podem levantar e ir embora, porque tudo já foi pago. Isso é ótimo porque elimina a necessidade de gorjetas e comandas.

“24 – Se marcarem às 10:30h com você, apareça com no mínimo 15 minutos de antecedência. A “pontualidade britânica” é levada a sério.”

Hahahahaha. MITO.

“26 – Parece que as inglesas fazem as unhas de 3 em 3 meses, pois é raro ver alguma que tenha todas as unhas pintadas completamente. Imagine o terror quando chega o verão e elas resolvem usar sandálias?!”

Mas nem todo mundo tem que ser obcecado com o estado do esmalte. Ou então tem coisas mais importantes com que se preocupar (carreira, filhos, reprises de East Enders, etc). Eu, por exemplo, sou brasileira e meu esmalte vive descascando. Nunca perdi um dedo e nunca vivi nenhum “terror” por causa disso. :)

“29 – A maioria dos ingleses têm os dentes, com sorte só amarelos, mas muitas vezes nem têm todos os dentes na boca. É comum ver gente só com pedacinhos de dente e podre ainda. Acho que junta a falta de higiene, o fumo exagerado e o preço absurdo que os dentistas cobram por aqui.”

Eu pessoalmente não vejo essa problemática bucal toda. Ok, não costumo prestar atenção nos DENTES das pessoas com tanta coisa mais interessante pra admirar. E muita gente que fala dos dentes amarelos dos estrangeiros não tem dentes muito melhores. Ou seja…

“30 – Algumas palavras do inglês britânico são diferentes do inglês americano. Por exemplo: aqui, batata frita se chama chips e não french fries. O metrô é o underground e não subway ou tube, como nos EUA.”

Isso era de se esperar, exatamente como o português de Portugal não é exatamente igual ao nosso. Entretanto, uma correção: “tube” é usado aqui na Inglaterra sim, e não nos EUA. Subway aqui são apenas aquelas passagens subterrâneas que ajudam as pessoas a atravessar ruas movimentadas. :)

“35 – Se sua casa não tem jardim, você vai ter que lavar as roupas em uma máquina de lavar instalada na cozinha e estender em um varal no meio da sala perto do aquecedor.”

Ué, isso não acontece também no Brasil para quem mora em apartamentos pequenos sem área de serviço? Você pode também comprar uma secadora de roupas - muito mais barata aqui do que no Brasil. Acabou-se o “problema”. :)

“40 – Os ingleses falam alto. As mulheres gostam de berrar no meio rua.”

E os brasileiros, italianos e espanhóis também, né? Honestamente, qualquer uma dessas nacionalidades poderia receber o prêmio “decibéis desnecessários em estabelecimentos comerciais”. Ingleses só falam alto quando bêbados - ou seja, quase sempre. Rárá.

“41 – O troco aqui é sempre certo, o que faz com que você saia dos lugares cheio de moedinhas de 1 “centavo” na mão. Quando percebe, tem £50 em casa só em moedas pequenas, impossíveis de serem usadas!”

Aí você junta todas, leva ao banco e troca por notas. Ou para o supermercado e troca por vouchers para usar na loja. ;)

“42 – Ainda encontra-se em muitas residências e banheiros públicos pia com duas torneiras. Uma com água MUITO gelada e outra com água quente de doer. A escolha entre congelar as mãos ou ter queimaduras de terceiro grau, pode ser bem complexa!”

Na sua casa, opte por instalar uma mixer tap para misturar as duas. Nada melhor do que ter água quentinha saindo da torneira no meio do inverno. :)

“45 – Aqui você vê criança de 5 anos em carrinho de bebê e criança menor (2 ou 3 anos) de coleira. Sim, coleira.”

Não é coleira, é uma “guia” que prende o peito e a cintura da criança. Muito prática, permite que ela ande e se exercite ao mesmo tempo que restringe seus movimentos e impede que se atire na frente de um carro. Muito melhor que o carrinho, na minha opinião.

“56 – Os ingleses confiam nas pessoas, como por exemplo: confiam que todo mundo vai pagar antes de entrar no metrô ou trem mesmo quando não existem catracas e nenhum tipo de cobrador e você mesmo passa e paga suas compras nos mercados.”

Mas às vezes eles fazem checagens aleatórias, e se você tentou bancar o esperto sem pagar, toma multa.

Enfim. Como dizem por aí, a “maldição do expatriado” é se sentir em casa no mundo todo, mas nunca se sentir realmente em casa em lugar nenhum. Paradoxal, mas faz sentido. Você nunca mais vai olhar o seu país com os mesmos olhos, vai começar a questioná-lo profundamente - e meio de longe, como se gringo fosse. E depois de um período de adaptação num país diferente, os outros países serão apenas mais diferenças - mais piadas que você não entende, cafés da manhã esquisitos, mapas complicados e idiomas em caracteres indecifráveis; ou seja, tudo normal - ao invés de um monstro bilingue querendo engolir a sua cabeça.

O monstro está, na verdade, dentro da gente.
Eu costumo alimentar o meu com baked beans e fish and chips. E quem sabe uns tempurás quando eu estiver no Japão. ;)

Moving out.

Finalmente temos uma data para mudar. Ela significa que, em três ou quatro dias, eu estarei ocupando corredores, cômodos e gavetas da minha futura-quase-definitiva-casa. Não empacotei praticamente nada ainda, porque só hoje recebi a confirmação das datas num email da companhia de mudanças. Eles chegarão num dia para encaixotar nossos pertences e desmontar os poucos móveis que compramos para essa casa; no dia seguinte o caminhão virá buscá-los. Estamos indo para um bairro um pouco mais afastado do centro, mas que nos oferecerá um pouco mais de espaço, garagens e privacidade.

Me parece estranho agora pensar que o último fim de semana que passei aqui ficou para trás sem que eu tivesse percebido. Fez um pouco de sol domingo passado. Ventou um bocado também, e por isso preferi não sair - eu e minhas eternas desculpas esfarrapadas para ficar em casa onde é seguro, não chove, tem coca cola + salame na geladeira e internet rápida. Ao invés de entrar na minha parka mágica e sair, tirei da garagem uma cadeira de lona (onde ela passou suas longas férias de inverno) e, pela primeira vez neste ano, pude sentar do lado de fora por alguns momentos. Joguei farelos de aveia para o casal de melros que está fazendo seu ninho nos galhos (ainda pelados, em abril) da árvore vizinha que se estende sobre o nosso quintal e observei as nuvens desfilando pelo céu surpreendentemente azul. É que eu desacostumei de olhar para o alto e ver qualquer outra cor além de variados tons de cinza - no naughty literary pun intended.

E me sinto agora da mesma maneira como me senti quando passei um ano na Alemanha; não creio que sentirei falta da casa em si, da  cozinha pequena e desagradável, do jardim escuro e úmido, das janelas mal vedadas que transformavam os cômodos num freezer, do carpete vagabundo, da falta de espaço e organização. Nunca planejamos passar dois anos vivendo aqui; era para ser um lar temporário, mas as circunstâncias foram as que foram e aqui estamos ainda. Eu vou, no entanto, me lembrar deste lugar. Por mais alguns dias continuarei a dormir no quarto dos fundos como se nada acontecesse, com as cortinas abertas como sempre faço, sob a luz das janelas acesas no prédio vizinho, ouvindo o vento balançando as folhas das árvores e os esquilos brigando por comida na cerca do jardim; até o dia em que vou acordar e será hora de me juntar às pilhas de caixas que levarão dentro delas a pequena história contada aqui em 23 meses, entrar no carro e ir embora.

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Daiso stores

Como eu disse no último post, estive em Dubai semana passada; em breve a gente fala mais sobre os Emirados Árabes. :) Um dos passatempos locais é ir para o shopping (só na capital são cerca de setenta), já que durante o verão a temperatura fica pela casa dos 40 graus e ninguém quer ficar passeando pelas ruas. Outro passatempo é encarar engarrafamento, porque o tráfego fica pesado na hora do rush; táxis (com ar condicionado, claro) são baratos e há filas enormes para eles na saída dos shoppings.

No Dubai Mall (aparentemente o maior shopping do mundo, com cerca de 1200 lojas numa área equivalente a 50 campos de futebol) eu esbarrei numa lojinha chamada Daiso. É uma rede japonesa de “100 yen stores” (o equivalente a “lojinhas de 1,99) e que, se não me engano, já tem filiais no Brasil. Eu perdi quase duas horas daquela tarde fuçando cada prateleira e saí de lá feliz da vida com tudo isso aí embaixo, tendo gasto o equivalente a cerca de um pacote de mariolas. Result!

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Cadernos. Espero um dia me livrar do vício de comprá-los. Mas sempre encontro alguma utilidade para eles, então talvez uma rehab não seja prioridade. :)

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Na teoria, essa pomada deveria servir para tirar pontos pretos do nariz. A realidade: não estou nem aí se vai funcionar, comprei porque achei bonitinho. :)

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Tigelinha de polka dots e esmalte porque achei o vidro meigo e não tenho nenhum “rosa calcinha” na coleção. Infelizmente não me liguei no “nail art” do rótulo e o pincel do esmalte é fino demais - serve para fazer pontinhos e desenhos na unha. Whatever.

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Na vã tentativa de evitar que eu continue a queimar coisas na cozinha nas raras vezes em que me aventuro com panelas, comprei um timer. Não é uma graça o moranguinho? E é imantado, ou seja, dá pra pôr na geladeira. O estojinho de maquiagem traz um blush e um highlighter.

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O copo azul de vidro lapidado eu vou usar como porta velas. A caneca é muito mais lindinha do que essa foto ruim demonstra.

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Por fim, o item menos glamouroso (e talvez mais útil): palitos de dente descartáveis de plástico.

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Já tive desses, mas aqui eles custam caro. Taí um pote com 70 peças por uma mixaria. A parte com fio dental é uma maravilha, bem mais fácil de usar do que os fios comuns.

Palmas para a dedicação do marido, que aguentou as duas horas ao meu lado, carregando a cestinha com bagulhos, sugerindo produtos, se empolgando com os bichinhos meigos na capa dos cadernos e reclamando que eu deveria ter aproveitado e comprado mais, já que tudo era tão barato. Casei bem ou SUPER? ;)

Been eating.

Adoro comer em restaurantes. Sem muita espera, sem ter trabalho, sem sujeira, sem panelas e cozinha pra limpar, num lugar bonito e arrumado. Comer em casa também é legal, mas num propósito diferente; pra mim, tem a ver com conforto. E nunca, jamais, deveria envolver panelas (no MEU caso, ok? Pra quem ama cozinhar e não se importa com a sujeira/bagunça, é diferente). Imagino uma mesa com uma pequena tábua de queijos e frios de excelente qualidade, pão artesanal fresco, vinho italiano e algumas (poucas) pessoas queridas.

Algumas coisas que andei comendo por aí, recentemente (fotos de celular, ok?)

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Caipirinha. ♥

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Tapas.

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Boeuf Bourguignon.

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Beringela gratinada.

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Kir Royal.

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Mixed grill.

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Chicken wings + sour cream.

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Tapas II.

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Presunto e salada + sunday roast.

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Fish cake.

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Chicken wings + molho barbecue.

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Moules a la Creme.

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Queijo brie frito + salada.

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Carne de porco (em York, no feriado de páscoa). Na verdade era servida num sanduíche com molho de maçã e stuffing, mas com a minha impossibilidade de comer o pão, me deram a carne no copinho. Pra compensar a falta do carboidrato, me deram legumes assados (estavam no fundo do copo, junto com o molho de carne).

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E muitas novidades por aqui. :) A primeira é que a venda da casa finalmente se completou e ela é oficialmente nossa. Prazo previsto para mudança: três semanas. Devia ser antes, mas acho que o morador se enrolou com a mudança dele. Enfim, agora já temos um endereço e eu até já cadastrei a casa no 4Square, haha.

A outra novidade é que Respectivo vai ter que passar bastante tempo em Dubai esse ano por motivos de trabalho. Estive lá na semana passada por quatro dias e me surpreendi bastante com o lugar - positivamente, that is. :) Já temos um apartamento alugado e eu provavelmente também passarei algum tempo lá.

Na tentativa de atualizar o blog com mais frequência, estou dando uma repaginada no propósito desse site. Os posts longos com fotos “bacanas” continuam, mas havia tanta imagem no celular que eu não compartilhava por achar que a qualidade das fotos não era boa, tantos pensamentos vagos que eu engavetava por achar que “não rendia um post” e aí acabava não registrando uma parcela enorme da minha vida. Então é isso: menos pretensão, mais presença. :) Os comentários estão fora do ar por conta de algum probleminha de configuração. Enquanto eles não voltam, quem quiser comentar pode fazê-lo o Facebook ou o Ask. :)

This scar is a fleck on my porcelain skin.

Me pediram fotos do livro antigo em alemão que mencionei em alguma rede social, então resolvi mostrar todo o book haul que fiz na Oxfam:

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Tudo isso aí custou pouco mais de 10 libras (cerca de 30 reais), incluindo os livros antigos. O alemãozinho citado é essa belezinha aí:

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Apaixonada pela tipografia gótica, pelos esqueletos na capa e pelas ilustrações. Jamais serei capaz de ler nada aqui (meu alemão é não existente, apesar de ter morado por um ano na capital da baixa saxônia), mas o privilégio de ter essa preciosidade na estante e folhear/cheirar de vez em quando me basta.

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Sim, 2.49 dinheiros. Foi o mais caro da leva, aliás.

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Esse também é belíssimo, as ilustrações de paisagens e arquitetura da área da Bohemia são maravilhosas - e sim, esse está em inglês.

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Se há uma coisa que eu não costumo recomendar é maquiagem da H&M. Elas costumam ser MUITO baratas, mas em termos de qualidade dificilmente valem o pouco que custaram. Mas outro dia me deixei levar por embalagens bonitinhas e preço baixo:

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Ok, o blush foi uma boa idéia. Não é a melhor coisa do universo e não vai durar muito na sua bochecha - mas 1.99 não é preço de MAC, certo? E esse aí é bem mais visualmente agradável que aquelas embalagens foscas e sem graça.

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A rosinha brilhante ao centro é um iluminador. Até que funciona, para os meus padrões pouco exigentes.

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Compartimento inferior, com espelho e pincel grande e macio; o estojo em si é de boa qualidade.

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O brilho labial só vale pela embalagem com cara de bala. O produto tem consistência grossa de cola, faz os lábios grudarem e não tem cor alguma. Fail, H&M. O esmalte “perfumado” não tem cheiro de nada e o roxinho com glitter eu só comprei por essa embalagem linda com cara de “feita em casa”; não usei ainda, mas não tenho grandes expectativas…

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Voltando a falar de livros, achei essa gracinha aqui que estava cogitando comprar faz tempo, mas sempre evitando por achar caro. Achei no saldão da TX Maxx quase de graça e não resisti; sou fã enrustida da fofíssima Gemma Correll e estou oficialmente saindo do armário:

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Por fim, tive um dia de sorte em Chinatown; nunca consigo encontrar Pockys em sabores diferentes, mas essa última visita me renderam manga (versão mousse), chá, leite (mousse), lichia e banana (mousse).

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Pockys são palitinhos de biscoito com cobertura de sabores variados. São extremamente viciantes apesar de não serem nenhuma maravilha gourmet. Existem vários sabores especiais/limitados, e quando eu for ao Japão vou trazer de volta uma mala só de Pockys diferentes. :)

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Estou em estágio de pré-contagem regressiva para a mudança. Não empacotei nada ainda porque não tenho ainda uma data, mas tudo progride de acordo com o esperado e certamente Abril será um mês bastante movimentado, excitante, cansativo, estressante… A casa esrá em perfeito estado e não há muito o que fazer, mas é claro que eu vou querer pintar umas paredes e alterar alguns detalhes - carpete em escadas e corredores, por exemplo, eu não quero nunca mais. Tenho algumas fotos da casa que fiz em uma das visitas (o atual morador ainda está lá), mas todas muito escuras e ruins; fotografei apenas para ter idéia de espaço e começar a planejar os novos lugares para as minhas velhas coisas. ♥ Ter uma geladeira de verdade e uma secadora de roupas novamente? Mal posso esperar. ;)

Por ora, fiquem com esse link fofo que encontrei hoje: o What’s in Your Bedroom, uma versão decór do What’s in Your Bag. :)

A place to rest.

Outro dia fui conhecer o City of London Cemetery que, descobri, fica aqui perto, em Wanstead. Fiquei chocada com o TAMANHO do dito cujo; parecia um mini vilarejo - as “casas”, pelo menos, eram muito mais bonitas que a de muitos bairros por aí. Não consegui ver tudo num mesmo dia, até porque estava fazendo um frio CRUEL; preciso voltar quando a temperatura subir um pouco.

O cemitério foi aberto em 1856 porque a cidade já não estava mais dando conta de enterrar todos os seus mortos nos graveyards já existentes. Num deles, em Holborn, o terreno subiu a mais de 4 metros acima do nível original, devido aos corpos sendo literalmente empilhados. Cães e outros animais os desenterravam e espalhavam os ossos pelas ruas, um risco para a saúde pública. O City of London é o maior cemitério/crematório municipal em toda a Europa e conduz cerca de 5 mil funerais por ano.

Existe uma pequena florestinha para o que eles chamam de “enterros naturais”; não há lápide, apenas uma plaquinha de madeira que é removida depois de algum tempo. Há também várias capelas espalhadas pelo terreno, ruas largas por onde circulam carros e muitas árvores, flores e animais silvestres como esquilos, ouriços, tartarugas, sapos, morcegos, pássaros e insetos - apesar de ser um lugar destinado a celebrar o fim de um ciclo, a vida à sua volta continua. Juro que considerei um piquenique no verão, porque a área é realmente linda.

Essas estátuas aí embaixo faziam parte de uma única sepultura enorme.

Anjos contemplando a eternidade.

Como o cemitério foi inaugurado na era Vitoriana, muitas lápides trazem esculturas da época. Fotografei algumas que achei mais bonitas.

Crocus primaveris florescendo a todo vapor.

Snowdrops, que me fizeram lembrar de Jersey:

Esquilinho que posou para a foto; não tive sorte com os pássaros - tímidos, não deram a menor chance para os paparazzi.

Confesso que nunca entendi muito bem a relação complicada que os meus conterrâneos têm com cemitérios. Na infância lembro da minha mãe tirando sempre os sapatos e o máximo possível de roupa antes de entrar em casa assim que voltava dos enterros - segundo ela, era “mau agouro”. Certa vez eu e uma amiga ouvimos um sermão de um segurança quando fomos surpreendidas fotografando sepulturas. Muita gente não cogitaria a idéia de passear num cemitério e teria “medo” de morar ao lado de um. Bem, Respectivo morou ao lado de um cemitério por quase dez anos, e segundo ele diz “foram os melhores vizinhos que ele já teve; quietos e compreensivos”. Minha mãe ficou horrorizada quando a levei para conhecer o (lindo!) cemitério em questão, que tem vista para o mar e uma capela de 800 anos construída no terreno.

Aqui na Inglaterra todo vilarejo de um certo tamanho tem a sua paróquia, e toda paróquia tem o seu “churchyard”: um pequeno cemitério para uso local. O nosso ficava a dez minutos de casa, ao lado da lojinha de conveniência e do pub, e eu gostava de caminhar até a loja, comprar uma revista + um lanche, sentar-me num dos banquinhos doados pelos moradores (com plaquinhas de metal homenageando algum falecido) e ficar curtindo o sol e o movimento do vilarejo; as mães estacionando na lojinha depois de buscar as crianças na escola, os bebuns chegando no pub, uma delícia. ♥

E qual a sua relação com cemitérios? Amigável ou prefere evitar contato? :)

E para quem curte, outro post relacionado. :)

Sense, sensibility and bargains.

Achei outro dia numa charity shop aqui perto de casa por, sei lá, duas libras?

É claro que eu já tenho uma cópia desse livro. É claro que eu comprei mais essa. Livro antigo com capa fofa por dois dinheiros? Sign me in. ♥

Aliás ando obcecada por comprar livros em charity shops e na TK Maxx. A futura casa fica a uns 10 minutos a pé de uma filial ENORME da TK Maxx e a mais dez minutinhos de ônibus tem outra maior ainda. NUNCA MAIS TEREI DINHEIRO NOVAMENTE.

E perto da estação de trem há uma Oxfam realmente LETAL para quem é viciado em livro velho. Ontem comprei um de 1948 (com dedicatória manuscrita) em alemão, tipografia gótica e capa de couro. Ok, eu jamais serei capaz de ler - mas quem liga? Amooooor.

Jardim Botânico, 2005

Achei essas fotos enquanto fazia backup das minhas pastas de imagens no HD. Nada excepcional, já que a maioria dessas fotos foram feitas com uma câmera digital baratinha (a minha… A dele era um pouco melhor) mas vale o registro pelas lembranças de um dia longo e divertido de verão, de uma época cheia de felicidade e expectativas. :)

Eu ainda tenho (e uso, e amo) essa sandália. E olha que ela já era velhinha em 2005…

A famosa escultura na entrada do parque recriando em 3D o quadro A Dança, do Matisse. E aí embaixo a aléia principal dentro do jardim com as famosas palmeiras imperiais.

Gringo curtindo a experiência.

E fotografando formigas.

Resultado do trabalho:

Olá, amiguinho!

The Christ.

Os anjinhos da fonte (eu, tentando fazer fotos “artísticas” com câmera de 2MP):

Sim, eu tenho fobia de libélulas. Mas de longe elas são até bonitinhas.

Planta assustadora na estufa de orquídeas.

O Jardim Botânico, para mim, é um programa imperdível no Rio; especialmente para quem curte natureza e uns minutinhos de paz em meio à pulsação constante da cidade. Não é hype, não tem muitas “coisas para fazer”, os banheiros são limpinhos mas sem glamour e as opções de alimentação são limitadas, mas o ingresso é barato, a beleza é estonteante, tem pequenas trilhas, lugares bacanas para fotografar (não deixe essas poucos fotos ruins desanimá-lo!) e se você for durante a semana ainda leva algum silêncio de brinde. :)

Ultimamente.

Yotsuba, sendo linda. Aprendi a trocar as cabecinhas com as diferentes expressões e agora eh nóis na zuera. Amo essa bichinha. ♥

Livrão pipocão delícia sobre cinema. Bem low brow, mas estou devorando com coca zero e torresminho. :) E atualizando a lista de filmes que preciso assistir antes de bater as botas. Melhor: custou cinco dinheiros na TK Maxx - que está rapidamente virando um dos meus lugares favoritos para comprar livros.

Gnomo Guineto guinetando nas minhas suculentas.

Brincar com papel = ♥

Comecei a fazer essa brincadeira outro dia, por conta de uma idéia que achei no Pinterest. De lá pra cá cobri mais teclas, com fitas washi japonesas em várias padronagens. Pena que a cor de algumas desbota rapidamente com o uso e é preciso trocar. Mas yup, fofo. :)

Depois de semanas de bagunça, onde havia papel empilhado quase até o teto, eu arrumei tudo e tenho de novo uma vista da janela, hahahaha. As luzinhas de natal continuam no lugar até hoje, e permanecerão porque luzinhas coloridas me fazem feliz. :)

A Cat’s Life.

Amorzinho novo que comprei esse fim de semana: uma máquina de costura portátil (vermelha!) da John Lewis. Ok, ela é bem café com leite e só costura tecidos leves. Mas como é só pra isso que eu usava a anterior (super vagabunda e que não funcionava mais direito), considero ter feito uma boa aquisição.

Pouco antes de sair de casa, ontem. Tenho Docs cor de rosa de novo. ♥

A caneca que eu tive vontade de comprar na Wilkinson (é a minha cara, não?) e a cartela de adesivos para unha que de fato comprei e achei uma porcaria. Ficou tudo enrugado.

Body count atual de capinhas para celular. A maioria dessas custou 99 centavos na Poundland, ou na Poundworld, qualquer uma dessas lojinhas que vendem tudo a uma libra - o equivalente britânico das lojinhas de 1,99. :) Não, eu não vou parar de comprar. E não, não quero um iPhone 5 porque aí vou ter que jogar todas as minhas capinhas no leesho. *chora lágrimas de Apple juice*

Precisando mesmo.

Todas sabe que o único luxo a que me dou são bolsas; adoro minhas Pradinhas. :) TODO o resto é de atacadão, mesmo. Só que ontem eu não resisti a essa bolsa, que não é de grife mas também não é lixão. É estilo “maletinha” (como a Speedy da Louis Vuitton), tem alça comprida (condição sine qua non pra mim: TETESTO carregar bolsa no suvaco!) e essa cor foi paixão à primeira vista. 30 dinheiros na TK Maxx. Buemba: pra onde estou me mudando tem uma TK Maxx quase do lado; nunca mais vou ter dinheiro, né? Hahahaha.

O perfume e as demais mini tralhinhas são da H&M.

Da TK Maxx também veio esse livrinho 70s.

Ikea! Billy já chegou arrasando nos anos 70.

Melhor caneca para quando a vida fica tão bizarra que só rindo, mesmo.

Ikea Trip, Part 2

Segunda parte da visitinha à Ikea. Não fiz muitas fotos das cozinhas porque era fim de semana e estava tudo meio lotado; na próxima visita eu conserto isso. :)

Essa cozinha aí embaixo é parecida com a que tínhamos em Jersey; a diferença era o layout e os puxadores.

Adoro essas pias de cerâmica, bem tradicionais.

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E esses azulejos estilo hidráulico na parede? Sou apaixonada pelas versões originais, mas são caras e difíceis de achar. Existem alternativas mais baratas e tão bonitas quanto (como a dessa parede), e estou considerando-as para a casa nova.

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Tudo bem sinalizado, com dicas, preços e as etiquetas com a localização exata de onde encontrar as peças no estoque. O próprio cliente pega as caixas e leva para  pagar. Na Ikea não tem moleza alguma, e é justamente por isso que o preço é tão baixo. :)

O departamento de iluminação é outro favorito:

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Tralhas variadas:

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Adoráveis as ilustrações dessa bandeja:

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Caixas para todas as necessidades (essa é apenas uma pequena amostra da seção):

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Pelúcias fofas e baratinhas. ♥

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A área de têxteis:

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Molduras:

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E that’s all por enquanto. :) Voltarei muito em breve porque muitos planos estão no horizonte, e mais fotos virão. Estou colecionando idéias de personalização dos móveis da Ikea internet afora, e esse projeto fantástico de transformação das estantes de livro BILLY certamente será posto em prática na biblioteca. Veja como ficaram ainda mais lindas depois de pintadas!

Para quem quiser se inspirar, aqui temos 25 links de personalizações bem interessantes e criativas; olhem que coisa adorável essas luminárias com cobertura de crochê. E sempre há os excelentes boards de Ikea Hacks no Pinterest. :)