That was the week that was

1. Um dia desses, admirando o céu nublado.

2. Reduzidas de 50 pilas para 10. TopShop é o melhor lugar pra comprar sapato na promoção. E eu já mencionei a alegria de já ser novamente época de usar botas?? ♥

3. SWEATHA WEATHA. ♥ E hora de arrumar esse armário…

4. Essa suruba de cogumelos. Do tamanho de uma cabeça de criança, sério.

5. Por falar em cabeça, essa aqui fazendo cara de “BITCH, PLEASE”. Priceless.

6. Os melhores e mais bizarros lugares para tomar brunch na cidade. Pergunte-me como.

7. Achar no meio da faxina uma lata cheia de canetas que você esqueceu que tinha.

8. Food is my boyfriend. Food is my hot, hot sex.

9. Cappuccino perfeito, mesa sofrida.

10. Abrir a revista e só ler vdds.

(A título de curiosidade: “That was the week that was” / TWTWTW / TW3 era o nome de um programa jornalístico/humorístico do começo dos anos 60 aqui na Inglaterra)

I’ll tell you my sins and you can sharpen your knife

Vamos brincar de compartimentalizar? Vamos.
Extrovertidos = estímulos externos, comunicação, agitação, gostam de sair, formar laços e de cachorro. Introvertidos = estímulos internos, análise, tranquilidade, gostam de ficar em casa, da própria companhia e de gatos. E quase invariavelmente os extrovertidos vão achar os introvertidos meio esquisitos/doentes, e os introvertidos por sua vez vão achar os extrovertidos meio vazios/irritantes.

Isso é observação e não está escrito em nenhuma pedra. Nem mesmo naquela debaixo de que eu, como boa introvertida, me escondo. Vivo me explicando para extrovertidos, que costumam analisar ao pé da letra tudo o que ouvem. Talvez por não terem tempo de refletir sobre o que acabaram de ouvir porque precisam chegar logo a uma conclusão a fim de “manter a conversa andando”. Perdi as contas de quantas vezes interrompi uma opinião precipitada para perguntar, “eu sei que você OUVIU o que eu disse, mas você ENTENDEU o que eu quis dizer?”

Respira, doido.

Outro dia eu li no jornal sobre um experimento feito com dois grupos de pessoas: um que havia se declarado como “extrovertido” na entrevista e outro que havia se declarado “introvertido”. Depois da entrevista elas eram deixadas individualmente em uma sala e ouviam “você se importa de esperar aqui por 15 minutos?”. Na sala havia uma botão que, quando apertado, fazia com que músicas tocassem e luzes se acendessem. Os introvertidos apertavam o botão uma vez, descobriam o que ele fazia e não apertavam de novo. Os extrovertidos passavam os 15 minutos apertando o botão continuamente. Necessidade de estímulo externo. O introvertido abana a cabeça. “Passaram os 15 minutos em silêncio”, pensa o extrovertido. E abana a cabeça também.

Certa vez eu estava com duas pessoas na casa de uma delas. Enquanto tomávamos cerveja na piscina, o cachorro do dono da casa (um desses raros introvertidos que prefere cachorro a gato, embora ele reclamasse que o bicho era meio “chato” e “carente”) escapa pelo portão que o moço da entrega de gás havia esquecido aberto. Saímos para a rua a procurar o cão. A extrovertida diz, “vamos pedir ajuda para procurar e perguntar às pessoas se elas viram o cachorro”. O introvertido diz, “o cachorro é meu, eu sei exatamente como ele é, não preciso pedir ajuda a ninguém, não complica”. O introvertido assobia e chama pelo cachorro; a extrovertida começa a parar pessoas na rua a fim de conseguir ajuda para procurar e perguntar se elas por acaso viram um cachorrinho marrom. Notei que ela perdia mais tempo procurando gente para procurar o cachorro do que, efetivamente, procurando o cachorro. O introvertido perdia tempo reclamando disso.

Embora o reclamão fosse chato (e nem todo introvertido é chato, juro - embora possamos parecer assim para extrovertidos) eu reconheço que a necessidade da outra de interagir para tudo, de buscar nos outros, mesmo que fossem estranhos, um certo consolo no meio do desespero não ressonava em nada comigo. Ela teria tropeçado no cão que estava procurando, tão focada estava em fazer o mundo inteiro saber que o cão havia sumido. O chato assobiava.

Por fim eu achei o cachorro. Seguro pela coleira, levo portão adentro, fecho o trinco e volto para a rua a fim de anunciar a minha descoberta.

Os dois: “onde ele estava??”
Eu: “não sei, eu estava aqui parada rindo de vocês quando senti alguém lamber o meu dedo.”

Isso descreve de forma mais ou menos precisa a minha personalidade.

(fotos em Battersea Park / Albert Bridge / Chelsea Embankment, iphone)

Papel e Hitchcock.

Saldo do prejuízo de ontem:

Descobri que a lojinha da Artbox, que antes ficava em Camden mas fechou anos atrás, se mudou pra uma galeria em Seven Dials e aumentou muito de tamanho. Bejeebus. ♥ Fui servida por uma mocinha japonesa super simpática e fucei artigos de papelaria e demais fofices nipônicas ao som de J-pop. Gosh, me senti em Tóquio de novo; só faltou uma maquininha de gashapon num canto - fica aí a dica, Artbox. :)

Eu estava querendo esses Sonny Angels “moreninhos de praia” há um tempão. Ontem mesmo ele já estava dando pinta no Instagram:

http://photos-h.ak.instagram.com/hphotos-ak-xpa1/1941122_358748784250311_490944674_n.jpg

As canetas são uma graça e bem fininhas (ponta variando entre 0.3 e 0.4), como eu prefiro para escrever/desenhar na Filofax, que tem folhas finas e canetas grossas costumam marcar o verso do papel. Os mini bloquinhos são uma graça e eu pretendo usar como post-its (basta passar uma glue pen no verso ou colar no papel com fita washi). A 1,80 cada eu me arrependi de não ter comprado outros; num deles o personagem é uma “berinjela bêbada”. Gotta love Japan.

Os dots de feltro não têm utilidade prática, apenas decorativa. Eu também deveria ter comprado mais porque eles tinham todas as cores do arco-íris.

E o melhor, pra finalizar, é receber suas compras nessa sacolinha adorável que eu não tive coragem de jogar fora. Infelizmente apesar de linda ela é péssima pra carregar, então eu tive que dobrar e pôr na bolsa; daí ter ficado assim, toda marcada.

Ali perto tem a Magma Books onde eu encontrei mais um exemplar da raríssima (e cara…) revista Flow.

No fim do dia eu fui pegar meu trem em Victoria Station e já que estava ali mesmo fucei as prateleiras da HEMA (já falei dela aqui). Eles têm uma variedade bacana de caderninhos tamanho A6 de capa dura, que funcionariam muito bem como agendas/planners ou até mesmo journalling se você não for muito prolixo. E os preços são bacanas, entre 3 e 5 libras.

Mais uma das muitas surpresas dessa cidade: parar num posto de gasolina e descobrir que Alfred Hitchcock havia nascido ali (quando era uma casa e não um posto de gasolina, claro):

E quando olho pro lado me deparo com essa singela homenagem de um artista local ao diretor de Os Pássaros: (destaque para a pequena Tippi Hedren desesperada, o que imediatamente me faz lembrar dessa Barbie, risos).

Love you, London. ♥

P.S.: Enche o saco de vocês ficar lendo posts sobre papelaria e afins? Porque eu cogitei a possibilidade de  fazer um blog separado para essas coisas, mas para quem como eu anda com tempo corrido ter mais um sítio para atualizar é garantia de acabar não atualizando nenhum. Mas well, fica aí a questiúncula para os meus doze leitores (sim, eu contei).

Músicas para cantar no Karaokê (e no chuveiro…)

Karaokê é aquele momento de diversão retardada irresistível, que costuma unir os saidinhos e os mais tímidos em torno de um microfone e uma tela sem se preocupar muito com o mico sendo pago em decibéis esganiçados. Geralmente as pessoas começam pegando leve, escolhendo músicas curtinhas e seguras - mas conforme a autoconfiança (e a lista de bebibas alcóolicas na comanda do bar) aumenta a tendência é liberal geral, fazer coreografia, performance e fingir que você realmente vai conseguir fazer aquelas evoluções vocais de Bohemian Rhapsody ou imitar a vozinha de tirolês do Morrissey no final de The Boy With The Thorn In His Side. Abafa. Juro que não fui eu quem cometeu essas infrações. Juro.

Então eu fiz uma lista de sete músicas que, embora não estejam no meu Top 7 mais interpretadas (uma dela aliás eu nunca arrisquei) valem o destaque por um motivo ou outro. Senta aí e vamo dar mais umas pageview$$$ pro VeVo (I know, meh):

7. American Pie - Don McLean (vídeo) Essa é uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos e lembro que quase tive um piripaque de emoção quando vi que ela constava no catálogo do finado karaokê da Play Toy do Unigranrio Shopping. A letra da música se refere ao “dia que a música morreu”, segundo o próprio McLean: 3 de Fevereiro de 1959, quando um acidente aéreo encerrou tristemente a carreira e as vidas de Buddy Holly, Ritchie Vallens e Big Bopper. “But February made me shiver / With every paper I’d deliver / Bad news on the doorstep”. Infelizmente meu entusiasmo foi inversamente proporcional à minha disposição para cantar aquilo tudo (a música não acaba nunca) e eu meio que desisti na metade, já de saco cheio de repetir BYE BYE MISS AMERICAN PIE para uma audiência de ninguém, já que as pessoas também se cansaram e saíram de perto. Nota: fail.

http://i2.wp.com/pgoaamericanprofile2.files.wordpress.com/2012/09/e-don-mclean-playing-guitar.jpg?crop=0px%2C68.5px%2C1500px%2C846px&resize=487%2C292

Don Mclean, gato, drove his chevy to the levee but the levee was dry. :(

6. Wuthering Heights - Kate Bush. (vídeo) Kate escreveu Wuthering Heights na adolescência, impressionada depois de assistir a uma série da BBC e ler o livro. É claro que NINGUÉM consegue imitar a voz dela nessa música - nem mesmo a própria Kate Bush, que arrepiava nos anos 70 mas deixou de cantar canções dos primeiros álbuns ao vivo porque não alcança mais aquelas notas. Porém cantar mal aqui é simplesmente TODA a graça; passar três minutos ganindo às gargalhadas, se contorcendo como a Kate e evocando o espírito atormentado de Cathy Earnshaw que bate à janela do seu amor, Heathcliff. “IT’S ME YOUR CATHY I’VE COME HOME e abre LOGO antes que eu quebre a janela no soco!!” ♥ (Não sabe quem é Cathy e Heathcliff? Sai do Whatsapp e vai descobrir, gafanhota). Nota: geralmente alta, porque a gritaria é tanta que confunde a máquina.

5. Andrea Doria - Legião Urbana. (video) Não nego que curto Legião.  A expressão “GUILTY pleasure” não consta do meu vocabulário porque todo mundo gosta de alguma coisa que os outros acham uma merda. Hoje em dia a gente chocha o Renato, mas na minha infância ele era um semideus para os jovens, com aquelas letras cheias de teenage angst atrasada e que traduziam tão bem a rebeldia e desesperança da adolescência. Andrea Doria é uma pérola melancólica (e por razões diversas uma porrada na minha cara) que eu nunca arrisquei no karaokê porque conheço meus limites: o Renato canta num tom muito baixo pra mim e quando sobe eu não consigo acompanhar; prefiro ir de “Quase sem querer” ou “Tempo Perdido” para o alívio de todos. Mas na minha cabeça (e quando não tem ninguém por perto) Andrea Doria it is. Nota: não aplicável, grazadels

http://www.lumenfm.com.br/files/2013/07/legiao.jpg

Faríamos floresta do deserto e diamantes de pedaços de vidro

4. My Heart Will Go On - Celine Dion (video) Quem nunca. Eu também tive aquela amiga que viu Titanic no cinema vinte vezes, tinha posters do DiCaprio fazendo cosplay de picolé até no céu da boca e era viciada em qualquer coisa relativa ao filme. É lógico que ela sempre cantava My Heart Will Go On e é LÓGICO que eu era sempre a criatura sem brio escolhida para cantar de dupla - assim o mico era dividido em partes iguais e não ficava tão feio pra ninguém. Eu, claro, sempre escrotizava o lance com um virundum: quando a Celine sussura “I believe that the heart does go on" soa igual a  "the HOT DOGS go on". E assim nascia o hot dog infinito, o hot dog highlander, o hot dog brasileiro que não desiste nunca e "goes on". Ok, parei. Nota: rindo tanto do hot dog eterno que nem lembrava de conferir.

Celine prontinha pro desafio do balde de gelo: pode trazer o iceberg!

3. O Amor e o Poder - Rosana (vídeo) É uma pena que a diva esteja mal representada online; fotos de baixa resolução, sites mal acabados, etc. Os fãs deviam se mobilizar, viu. Enfim, essa música (versão em português da canção original de Jennifer Rush) foi tema de novela nos final dos anos 80 e catapultou nossa Rosaninha à fama nacional e ao “privilégio” de ter videoclips produzidos pela equipe do Fantástico - acredite quando eu digo que eles eram geralmente péssimos, mas Rosana teve sorte (?) e na vez dela a galera deu uma caprichada, toda uma pegada gótica do subúrbio, um luxo. Enfim, em homenagem ao clipe eu e um amigo desenvolvemos uma versão goth/trash metal pra música, que era realmente fenomenal e acumulou fãs em karaokês Rio de Janeiro afora. Nota: baixa, mas quem liga quando a platéia vai ao delírio?? ♥

http://super.abril.com.br/imagem/rosana-deusa-amor-poder.jpg

A MÚSICA NA SOMBRAAAAAAARGHASGAFRAGHASGSRRAWWWR

2. Eu Queria Ter uma Bomba - Barão Vermelho (video) Minha fase preferida do Barão Vermelho é a que conta com as letras do Cazuza; depois que ele saiu da banda pouca coisa me interessou. Mas essa música, ah, ela é linda. E combina com o meu timbre, ou seja, não faço feio. Ela também é melancólica, mas de uma maneira meio debochada, meio de saco cheio e não levando a tristeza muito a sério; uma espécie de crise romântica dos não-românticos. O clipe é uma novelinha demente com a presença da linda Daniele Daumerie (ex-mulher do Lobão e que faleceu recentemente) toda goth chic. Essa música é a cara do Rio nos anos 80, onde eu adoraria ter sido adolescente para viver a época de ouro antes do declínio - mas infelizmente nasci tarde demais. Nota: Boa, e por mérito próprio. :)

http://cazuza.com.br/wp-content/uploads/2013/07/14172524.jpg

Você sai de perto eu penso em suicídio, mas no fundo eu nem ligo

1. Girls Just Wanna Have Fun - Cindy Lauper (vídeo) Nem tinha como estar fora da lista. Era a época em que videoclips queriam contar uma história e não ganhar prêmios de arte; a coisa começou a degringolar com “Losing My Religion” do R.E.M. Cindy, maior nepotista da história da MTV, colocava a família toda nos vídeos; nesse aqui por exemplo a mãe da historinha é a mãe dela for realz. :) A música é o hino das meninas solteiras, especialmente daquela que não quer “put a ring on it” (ouviu, Beyoncé?) e nem ter alguém pra “hide her away from the rest of world” - só quer se divertir. E isso em 1983! Feminismo r00ts é isso aí. ♥ Não existe nada melhor do que berrar isso cazamayga (inclusive as gay) no karaokê: WHEN THE WORKING DAY IS DONE OH GIRLS THEY WANNA HAVE FUN. Nota: DEZ, NOTA DEZ!

I want to be the one to walk in the sun!!

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Alexandra Nurseries

Seguindo a indicação de um blog eu outro dia fui parar nesse pedacinho de paraíso (e bota “inho” nisso, porque o lugar é minúsculo) chamado Alexandra Nurseries. Eu acho fofo que a palavra “nursery” aqui signifique tanto creche como também quarto de bebê e loja de plantas; ou seja, define qualquer lugar onde coisas estejam sendo “cultivadas”, sejam bebês ou tomates. Essa aqui vende plantas, vende comida, vende tralhas vintage e fica escondida numa curva do caminho chamada Penge no sul da cidade, quase caindo pra fora do mapa.

(fotos de celular de novo. desculpa.)

Devo dizer que em matéria de preços não é o lugar mais barato. Eu costumo comprar minhas plantas em Chigwell e Longhouse, onde a relação custo X benefício é bem melhor. Mas lá eles não têm cafés nem comercializam tralhas. Então eu acho que esse lugarzinho aqui vale a pena para passar uns momentos charmosos do seu dia tomando café com bolo (e devo dizer que os bolos, que eu não provei, tinham uma cara ótima) cercado de flores e plantinhas verdes enquanto considera a compra de frescuras  vintage.

Aeonium purple. ♥ Me vi na obrigação de pagar os cinco dinheiros e levar um pra casa.

O cantinho das suculentas:

Na lojinha fica também o balcão que serve bolos, cafés, saladas e pães caseiros.

SE20 é o código postal de Penge. :) Uma almofada com o seu CEP bordado? Isso basicamente define bairrismo londrino.

Livrinhos de bonecas de papel (alguém aí lembra?) dos anos 70. Cobicei.

A única coisa marromeno chata é a clientela. Uma mistura de hipsters de meia idade com aquela turma que usa birkenstock, não penteia o cabelo e curte pagar de “gente como a gente” mas mora em casas cujo valor entra fácil na casa dos seis dígitos e paga 10 libras num saquinho de couve orgânica. Vibe entojada, o que me desmotivou de arriscar uma sopinha de legumes com coca cola diet. Peguei meu aeonium, meus vasos de terracota velhos (três libras cada um e Respectivo quase infartou: “MAS SÃO VASOS DE TERRACOTA VELHOS!” - “vintage”, eu corrigi), entrei no carro e voltamos para a parte menos fashionable, porém mais barata da cidade.

Mas ó, vale o passeio. Experimentem o bolo por mim e me contem.

The Fragrance List: Amarige

Motivada pelas 9836512 perguntas que recebo sobre quais são os meus perfumes favoritos (e me aproveitando do fato de que esse é um assunto de que eu gosto) resolvi criar essa “tag” sem tag para falar dos meus. No momento o “bottle count” da casa está em treze frascos, mas a minha wishlist é enorme e agora que o verão está partindo e não vou gastar mais dinheiro com plantas até março 2015 (yay!) a nova fonte de gastos vai ser a Escentual. Afinal não há estação mais propícia para conhecer e usar perfumes do que outono/inverno - já que perfume no verão causa dermatite grave e pode deixar você assim.

Um dos meus perfumes favoritos é um caso típico de Amor X Ódio: Amarige, by Givenchy. Uma senhorinha fofa veio falar comigo na rua hoje e disse “you smell lovely”. Aww. ♥ É uma fragrância clássica e intensa, garantia de sucesso com as gerações mais velhas - especialmente aqueles cujo olfato começa a diminuir com a idade e não é mais tão simples perceber aromas sutis.

Mas um amigo meu, na casa dos 30, se recusa a me ver se eu estiver usando porque deixa ele enjoado. “Fresco”, eu pensava, mas na verdade através dos anos eu encontrei perfumes que tiveram o mesmo efeito sobre mim, portanto agora eu costumo ser mais compreensiva com os reclamões. O que não quer dizer que eu não irei usar ocasionalmente quando sei que vou encontrar o fresco, só pra irritar. :)

O perfume foi criado pelo perfumista Dominique Ropion em 1991 para a House of Givenchy; o design do frasco inspirado no design da “Bettina Blouse”, uma das peças da primeira coleção de Hubert de Givenchy e que levou esse nome em homenagem à sua modelo e musa Bettina Graziani. É um floral adocicado com base amadeirada e tem notas de flor de laranjeira, pêssego, violeta, ameixa, orquídea, rosa, gardênia, sândalo e baunilha. Mas, como todo perfume, vai ser percebido de maneiras diferentes em contato com a pele de cada pessoa. Minha mãe adorou, o que é um problema porque agora ela gasta um vidro desses a cada seis meses e espera ganhar um novo. Ouch. :/

De vez em quanto até eu pego bode do Amarige. Preciso deixá-lo de lado por uns tempos, esquecido no fundo de uma gaveta escura, e esperar pelo dia em que eu vou me lembrar dele e sentir uma vontade irresistível de sentir o perfume. Outro dia achei isso numa agenda de 1999: “I like to spray a bit of Amarige in the air and walk into the mist, feeling like a goddess afterwards; the kind of woman that walks into a party and causes everyone to fall in love with her a little bit.

Hahaha. Silly young me. :)
Mas é assim que certos perfumes nos fazem sentir, ou pelo menos deveriam.

To my beautiful, tortured nemesis.

Foi só depois de alguns meses que eu deixei o Brasil em definitivo que finalmente quebrei um hábito de anos: deletar sucessivas contas de email e criar novas, para fugir de você. Eu passava horas rabiscando idéias esdrúxulas para nomes de usuário em guardanapos de boteco, páginas de revistas, livros, agendas… Até hoje quando resolvo revirar os rastros físicos do meu passado, na forma de um livro querido de infância ou um encarte de CD, eu esbarro nessas palavras (“deaddonnut”… “miss_ann_thrope”… “perfectlyhideous”…), que não fariam o menor sentido aos olhos de estranhos mas que me afundam a alma em desconforto.

Seu ódio por mim fez com que você focasse nas nossas diferenças; minha tentativa de compreender o seu ódio me fez buscar nossas similaridades. E durante esse processo eu percebi que em alguns aspectos nós éramos bastante parecidas. O dia em que chegamos usando os mesmos sapatos baratos, ainda que você tivesse dinheiro para calçar os tênis mais caros. O fato de que não nos importávamos muito com maquiagem ou cabelo. De que nunca optávamos pelos sabores mais populares na sorveteria - eu pedi jaca, você fingiu vomitar mas pediu feijão “porque era engraçado”. De que nos recusávamos a usar *qualquer* peça na cor branca durante o reveillon. Aquela tarde em que nós duas gritamos ao mesmo tempo “não tira! deixa aí!” quando alguém tentava sintonizar outra rádio no carro porque começou a tocar Joy Division. Nossas respostas assustadoramente parecidas nos cadernos de perguntas. A falta de traquejo social e inabilidade de jogar conversa fora - o lance era abrir a alma ou nada. A tola fascinação juvenil pela chuva/roupas pretas/Londres. A risada compartilhada na mesma piada ruim que ninguém mais entendeu. As opiniões vagamente controversas e o gosto pelo humor escatológico. O medo de que ele eventualmente fosse encontrar outra pessoa com quem se importar. E em meio a todas aquelas pessoas, a Solidão.

Você me disse e fez coisas horríveis. Impensáveis, hediondas, monstruosas. Coisas que poriam você na cadeia. Coisas que me fizeram questionar os níveis mais básicos de confiança nos humanos. Mas você devolveu o meu livro pelo correio e colocou um saquinho de balas na caixa - que eu, sinto dizer, joguei fora por medo de envenenamento. Você me defendeu quando me acusaram injustamente. Você me ajudou a procurar o cordão que eu perdi na piscina. Você pediu perdão (e eu fingi não perceber o seu ar de escárnio no background). Você pediu sorvete de jaca no dia seguinte. Eu não lembro se provei o de feijão.

As últimas notícias suas que chegaram a mim por contatos em comum não eram boas. Sua vida estava exatamente onde naquela última tarde eu previ que estaria: no esgoto. Com essas palavras eu virei as costas e não nos vimos mais de frente. Mas eu encontro você quase todos os dias, nas palavras cruéis dos outros onde a sua voz ainda ecoa. De certa forma eu lamento pela natureza grotesca da sua queda anunciada, mas é assim que os grandes caem: espetacularmente. Você esteve no topo e foi de lá que despencou. Impossível não machucar.

Percorrer meus arquivos online (blogs, sites, FAQs) sempre que você me descobria e deletar coisas que eu não queria que você lesse fez com que eu me perguntasse várias vezes por que diabos eu não optava pela solução mais simples, colocando senha em tudo. Era assim que eu me rebelava contra a sua perseguição? Me punindo com angústia desnecessária? E do que, afinal de contas, eu tinha medo? Dando scroll freneticamente através dos anos, me perguntando até onde você tinha chegado nos meus arquivos e o quanto já teria lido - eu estava correndo contra o insondável. E nem era como se eu realmente me importasse em apagar os supostos segredos; não é como se eles realmente fossem segredos para você. Não havia uma única frase que você já não tivesse ouvido antes - de mim, dele, dos outros. Nem um único episódio que lhe fosse desconhecido. Meu medo não vinha da vergonha, mas sim do orgulho. Eu sabia que você se lembrava de tudo; eu só não queria que você soubesse que eu me lembrava também.

Porque em pelo menos uma coisa eu queria muito que nós fôssemos diferentes. Mas bem, nós não somos.
Nós nunca vamos nos livrar do passado.

If you read this. I hope you’re well.

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Este post faz parte da blogagem coletiva "Das cartas que eu nunca te escrevi" do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Lately and around.

Comprei um pacote de mistura para pão Atkins.
Not pretty, mas ficou ótimo.

Tem bastante nozes, mas não compromete o sabor e nem o gostinho de pão.

Ficou muito bom com manteiga salgadinha e café + creme.
Infelizmente deixei fora da geladeira sob sugestão do respectivo e dias depois estava com gosto rançoso. Tive que jogar o resto fora. :(

Coisas que andei comendo por aí:

Parece vômito, mas é frango coberto de presunto de parma + queijo derretido e molho de tomate. Quase uma pizza. (@ Il Boteglio)

Parece diarréia, mas é fígado de frango (que eu adoro) em molho de laranja + redução de balsâmico. (@ Morello’s)

Coisas que a Chantilly andou comendo. Isso é o que eu chamo de “prato colorido” e “dieta balanceada” (jargão de nutricionista, haha). O único inconveniente deste belo prato é que ela costuma vomitar por esporte - e esse vermelho bombeiro aí vai ficar uma maravilha no meu carpete bege claro. Not.

Passeios na Ikea. Esse quarto é uma graça, mas fora algumas exceções eu percebo que a Ikea está ficando cada vez mais cara. Aliás a Ikea UK é uma das mais caras do mundo; desvantagens de ganhar em libras?

Registrando no meu espelho sujo o primeiro dia desse verão em que foi possível sair usando um pulôver.
Adivinhe? Está acontecendo.

Passei uns dias num daqueles estados de espírito limbo (nem de boas no céu, nem queimando no inferno) mas depois de um breve hiatus internético (mais especificamente redes sociais) e de focar na mudança do meu quarto me sinto ridiculamente bem. Change your environment. Odeio linguagem de auto-ajuda, mas em certos contextos faz muito sentido.

O céu está azul, mas em breve isso deve mudar.
Na rua fiquei olhando esses saplings (“filhote de árvore”, como eu chamo) e pensei que daqui a 200 anos, se ninguém cortar, eles ainda estarão aqui. I will be long gone, and so will all my problems. Um pouco de perspectiva nessa tarde. :)


The countryside.

Julho foi há dois meses mesmo?
Parece que foi ontem. Se eu forçar a memória, acho que consigo até suar de novo. Na verdade estou suando só de olhar para essas fotos. E dois meses depois eu estou aqui, usando meias e moleton dentro de casa.

O verão está indo embora, e acho que esse ano sentirei sua falta.

Change of scenery

E em verdade vos trago mais um post cheio de fotos de celular - não sou blogueira PRO, grazadels, senão já tinha perdido todos os patrocínios, risos. Então, a zona acima são as ruínas de um império em franco declínio… meu ex-estúdio. Esse era, até sexta à tarde, o meu quarto de costura/bonecas/bagunça. Tive um estalo na sexta retrasada de que queria mudar de quarto (porque cansei daquela mesa da Ikea e queria reaproveitar a escrivaninha que usava em Jersey) e não consegui parar por vários dias. MUITOS móveis sendo arrastados, muito suor, muita língua de fora. Me pesei hoje e perdi um quilo. Yay?

Enfim, resultado temporário é mais ou menos esse aqui… em OUTRO quarto:

O quarto que foi “abandonado” é definitivamente maior e mais claro. O sol da manhã bate com força e é lindo. Porém a vista dele não é das melhores. Ok, tem um verdezinho ali, mas é o álamo do vizinho e perde as folhas no inverno - ou seja, quase metade do ano. Sem ele o que temos? O paredão lateral da garagem, e um pouco mais adiante fachadas de casas da vizinhança. Blé.

O quarto atual é de fundos e tem vista para o jardim. Ok, no meio do jardim temos o nosso carvalho e na lateral mais dois álamos - que pertencem ao outro vizinho e que também vão perder as folhas no inverno. Mas não tem nenhuma fachada de casa alheia à vista ou paredão de tijolos na minha cara. Outra coisa que não terá na minha cara? O sol de inverno, que no quarto anterior me cegava a ponto de eu ter que fechar as persianas. Outra coisa que o quarto “novo” tem é um sinal de wi-fi bem mais forte. Uma necessidade na minha vida, agora que eu praticamente só ouço música via streaming.

E a cama/day bed… Eu estava com saudade de ter uma caminha no estúdio. Ali eu posso cochilar, sentar para fazer crafts, para ler, para usar o laptop numa posição mais confortável ou simplesmente ficar admirando os esquilos saindo na porrada nos galhos do carvalho. ♥

Essa parede escura vai ser pintada no  mesmo tom de cinza das outras. Só preciso tomar coragem e começar (vambora, Lolla, é uma parede só, pintar é divertido, etc).

Essas prateleiras são da Ikea e foram projetadas para serem aparafusadas na parede. No entanto eu não estava com saco pra furar nada, e como havia um espaço vazio embaixo da janela eu inventei essa moda. Serve para guardar alguns livros e bagulhos, mas vai rolar uma curadoria punk ali em breve porque tem tralha demais e eu ando numa vibe minimalista.

Como eu perdi muitas gavetas e espaço com a mudança de quarto e o retorno da day bed, tive que aproveitar os espaços disponíveis. Embaixo da cama, por exemplo. Dei nova utilidade às caixas de vinho antigas e a essa mala ancestral, que herdamos da família que nos vendeu a casa em Jersey. Nela tem um selinho de 1968. :) Documentos, papéis e outros bichos vão parar ali. DVDs vão para a biblioteca, meus CDs serão vendidos ou doados - exceto uns poucos que ficam, lembranças de momentos ou pessoas. As almofadas vão ganhar capas de patchwork ou crochê. O pequeno baú eu tinha há anos na sala e foi reaproveitado como mesinha de cabeceira. A luminária amarela não tem nada a ver com o enredo deste samba e já vai sair daí.

Outra coisa que o quarto novo tem? Um banheiro. Essa porta ali do lado da cama. Porque esse quarto estava destinado a ser o quarto de hóspedes; mas agora os hóspedes terão o quarto mais claro da casa mas ainda poderão usar o banheiro do estúdio, que fica logo em frente.

E como não poderia deixar de ser, suculentas já começam a popular as superfícies…

Os vasos vieram de brechós e são perfeitos para plantas pequenas. Adoro especialmente aquele azul, que na real é uma caneca, com o carinha tirando meleca do nariz, awww. Minhas fadinhas com asas anti-homofobia podem até ser meio cafonas, mas eu tenho um afeto todo especial por elas.

Então, essa é uma das mudanças que estava ocupando meu tempo. Se tudo colaborar eu recomeço a pintar paredes/costurar cortinas/fazer capas para almofadas/jogar lixo fora essa semana e na próxima termino mais essa tarefa doméstica e poderei finalmente… começar a reforma da biblioteca. :/ #ShitNeverEnds

[6 on 6] Architecture

Agosto foi um mês bom, porém atarefado. Muitos projetos pessoais e de DIY saindo do papel. Não sobra muita energia para o blog - realmente admiro quem consegue trabalhar E blogar - embora eu tenha mil coisas para mostrar e contar; acontece. Uma das poucas (únicas?) vantagens de não ter um blog profissional é a liberdade de abandoná-lo às vezes, quando a alma não está naquilo.

De qualquer modo hoje é dia 6 e o Projeto 6 on 6 não pode parar. Infelizmente pra mim ele quase parou porque o dia escolhido para pôr a câmera na bolsa e sair pela cidade não podia ter sido um fracasso maior. Depois de semanas de sol e céu azul o tempo amanheceu nublado e a luz chocha destruiu as fotos; nem photoshop na causa deu jeito. Outra coisa que destruiu as fotos e eu só fui perceber na hora de editar é que a lente estava suja. Um cacetada de manchinhas nas fotos que eu fiz o possível para remover na edição, mas meu talento é limitado. Some-se a isso o fato de que eu estava com dor de cabeça - valeu, cetose! - e a área que escolhi fotografar por ter elementos arquitetônicos únicos e de épocas diferentes é extremamente movimentada (trânsito e pessoas) durante a semana e… já era. :(

O plano de mostrar prédios em particular - como o Staple Inn, uma antiga estalagem medieval da era Tudor e que sobreviveu ao Grande Incêndio de Londres de 1666 e aos bombardeios da Segunda Guerra - foi por água abaixo. Sorry. Tento me planejar melhor mês que vem. :/

Outras cidades: Paula (Holanda) - Nicole (França) - Taís (Irlanda) - Rita (Portugal)

Craaaaayfish Party at Ikea

Outro dia eu browseava o site da Ikea (coisa que faço com relativa frequência, porque sou viciada mesmo e assumo) e descobri que naquela tarde estaria rolando a “Festa do Lagostim”. :) A comemoração do Dia de Santa Lucia ano passado foi um sucesso, por isso liguei imediatamente reservando uma mesa. De tempos em tempos a Ikea promove esses eventos temáticos com elementos da cultura sueca - e sempre envolvendo bufê liberado. \o/

Chegamos lá às 18:30h, meia hora depois do começo e o lugar já estava bom-ban-do de gente; o salmão defumado, inclusive, já tinha esgotado. Boo. :(

Parece vazio com esse monte de cadeiras desocupadas, mas nesse preciso momento havia uma fila IMENSA no bufê. Que é estilo bandejão: paga-se uma mixaria e come-se o quanto quiser (bebidas pagas à parte, mas o refil de refrigerante e café/chá é de graça). Imaginei que seria mais tranquilo como na festa de Santa Lucia - onde ok, a gente chegou bem no comecinho, totalmente por acidente. Dessa vez o lugar me pareceu estar bem mais lotado e eu vi gente empilhando uns CINCO pedaços de salmão no prato. Greedy fuckers…

Mas ó, teve música ao vivo! E a música ao vivo em questão era uma banda cover do ABBA com direito a coreografia, peruca, roupinha e palco personalizado. Me apaixonei pela peruca de Barbie da Agnetha fake e por essas botinhas de go-go girl dos anos 80:

see that girl, watch that scene, digging the dancing queen

É comum a galera sueca se reunir no verão para encher a cara e comer lagostim - especialmente em agosto, que é o período onde a pesca do crustáceo é liberada. A decoração na Ikea era temática, incluindo bandeirolas, lanternas, aventais e chapeuzinhos com estampa de lagostim; mas os comensais que chegaram cedo já tinham malocado tudo quando chegamos. Perdi a oportunidade de comer vestida à caráter, mas anyway. Eat I would. :)

O crayfish/lagostim itself…

Muito bonito, muito vermelhinho e muito impressionante - mas assim como a prima lagosta, é muita embalagem pra pouca carne. Além deles pegamos também um prato de entrada e outro com as magníficas e insubstituíveis almôndegas suecas. Aí embaixo o meu prato de entrada, contendo entre outras coisas… arenque em conserva ao molho de mostarda e mel:

O meu plano inicial era pegar o salmão, mas como o estoque estava zerado eu resolvi abandonar a frescura e me aventurar. Eu sou EXTREMAMENTE chata pra comer peixe, tenho nojo do cheiro e da textura/pele e não tenho saco pra ficar catando espinhas. Mas dessa vez não houve arrependimento: PUTA COISA MAIS DELICIOSA DO PLANETA - como assim eu nunca havia comido? Nem tinha muito gosto de peixe e parecia sobremesa. ♥

Minha sobremesa: café e queijos, já que não podia ser bolo. E olha que o bolo crocante da Ikea é TÃO bom que faz valer a pena o pico de glicose no sangue. Oh well, fica pra próxima.

Mas ok, os queijos também estavam gostosos; em especial esse blue cheese de sabor bem apurado.

Depois do jantar ficamos na mesa de papo, bebendo café e chá e curtindo pelo janelão o sunset over Ikea. :) God bless long summer evenings; I shall miss you.

E enquanto íamos saindo o ABBA cover já tinha trocado de roupa (luxo!) e estava fazendo outra coreografia. Sinta o glamour purpurinado desse camisolão e o mullet apropriado do clone do Björn (não consegui registrar o Benny nas fotos):

Apesar da fila enorme no bufê e do salmão esgotado, declaro como tendo sido um sucesso mais esse evento na minha loja de móveis favorita do universo. Que venham os próximos! E dessa vez vou chegar meia hora antes, só pra garantir. :)

Throw Back Thursday: Tóquio, 2013

Os planos de fazer muitas e muitas fotos no Japão foram por água abaixo muito, muito rápido. Não que Tóquio não seja uma cidade fotogênica; Tóquio é. Terrivelmente fotogênica. Um escândalo, uma obscenidade de fotogenia. Possivelmente fotogênica demais, a ponto de gerar um curto-circuito nos sentidos e tornar impossível escolher entre as centenas de cantinhos coloridos implorando por um clique.

Infelizmente para o meu instagram, por várias vezes eu esgotei a bateria do meu celular no meio do dia tentando usar o Google Maps para me localizar e o meu guia de japonês para tentar entender uma placa ou letreiro luminoso interessante. Infelizmente para os leitores do meu blog eu deixei a DSLR dentro da mala no hotel todos os dias e levei comigo apenas uma câmera portátil, que nessa viagem em particular se revelou uma bela porcaria e desde então jamais foi usada novamente.

Me arrependi de não ter encarado o peso da DSLR durante as andanças? Sim, mas só um pouco. Porque uma câmera portátil era só o que eu queria ter pesando na bolsa durante aqueles poucos dias onde havia tanta coisa para ver, provar, descobrir, comprar e absorver. Faltou tempo, faltaram várias fotos; muitas vezes faltou até mão para fotografar. Essas são apenas algumas imagens aleatórias que eu estava prestes a deletar do lote de mais de 400 que eu ainda pretendo mostrar aqui. Mas resolvi fazer esse post para elas. Porque hoje é quinta feira, quase meia noite, eu tinha que fazer um #ThrowBackThursday de última hora e, bem, o que não é 100% perfeito também é Japão.