Iracunda, furibunda.
Escrito em resmungos, ódio, Julho 31, 2003 @ 09:57

?dio.
O retardado que veio consertar meu PC simplesmente desinstalou o Photoshop 7.0, porque na concep??o ASININA dele, “como eu j? tinha o 5.5 instalado, para qu? o 7?”. O idiota n?o considerou por meio segundo a hip?tese de que eu tenho os dois no HD porque uso AMBOS. E, usando o resto da l?gica imbecil que tinha dispon?vel, apagou JUSTAMENTE a vers?o mais nova do programa. CU.

Sorte que eu tinha em CD. Se n?o tivesse, teria que, ou comprar outra, ou baixar do Kazaa, me sujeitando a viroses ou gastar anos de download para, no fim, o setup n?o rodar por falta de alguma dll do INFERNO.

PIOR: com a reinstala??o, o Photoshop do CACETE fez com que TODAS as imagens do micro abrissem com o Image Ready. Eu quero que elas abram no ACDSee!! Eu SABIA como alterar isso (folder options) mas isso N?O EST? FUNCIONANDO.

Algu?m me socorra antes que eu parta esse cabe??o de lata que est? aqui, na minha frente, em mil peda?os. Grata.

* * *

E as r?dios FM aqui no Rio est?o cada vez mais parecidas com as AM. Muito papo (de pouca qualidade) e m?sica ruim. Isso quando se acha alguma emissora que n?o seja evang?lica. Bem, as AMs leg?timas pelo menos t?m a vantagem de serem engra?adas, de t?o rid?culas. Ou serem informativas. As FMs-com-cara-de-AM, nem isso. T? feia a coisa. Do jeito que est?, ligar o r?dio ? desperd?cio de energia el?trica (ou pilha). Uma pena, pois r?dio ? uma m?dia forte, interativa, acess?vel e legal pra cacete. Mas afinal, cada povo tem a m?dia (m?rdia) que merece.

Ou n?o? O n?vel cultural dos japoneses ? dos melhores, e eles ouvem o qu?? J-pop. Hahaha. Tudo bem que j-pop ? fofo, mas porra… Ah t?, ok, ok - eles ouvem m?sica brasileira… (HAHA)

Eu estou ficando debochada. Tsc tsc. N?o pode, nen?m. Feio. MUITO feio.

* * *

E isso aqui ? MUITO freak. Um site que vende roupinhas de beb? para adultos (!!!) que t?m tara sexual de transarem vestidos de baby. Isso ? pedofilia enrustida, pessoas. N?o podem estuprar o sobrinho de seis meses de idade, ent?o vestem seus parceiros sexuais de nen?ns. Imaginem sua namorada, numa noite promissora, trajando frald?es descart?veis e sapatinhos de croch? cor de rosa!!! Ou seu namorado de “camisinha de pag?o” (r?r?r?) ou com aqueles bodies de plush com a estampa do mickey? Se voc? conseguiu se animar diante dessas possibilidades… Filho(a), se interna. RUSH!

porque odeio meu trabalho parte 76255437281
Escrito em resmungos, Julho 25, 2003 @ 09:55

Tem uma faxineira l? no trabalho que eu n?o suporto. Ali?s, todo o pessoal da limpeza ?, em maior ou menor grau, asqueroso. A dita cuja passa o dia inteiro enfiada no banheiro feminino, lendo revista de fofoca de novela e ouvindo no r?dio vagabundo aqueles programas sensacionalistas de AM, onde o locutor dramatiza casos ver?dicos de viol?ncia e nonsense cotidianos. Eis a? o perfil da infeliz.

Pois bem, al?m de ser esse tipo de desgra?ada, cuja personalidade j? foi tragada h? muito tempo para dentro do buraco negro do seu v?cuo existencial, ela ainda cisma de ser pregui?osa. Por v?rias vezes eu a peguei no ch?o do banheiro, deitada em cima de um peda?o de papel?o, dormindo. E v?-la “varrer” e “limpar” ? de dar n?usea: ela simplesmente se espoja em cima da vassoura ou do trapo com que esfrega as superf?cies, com des?nimo contagiante, conseguindo a proeza de deixar tudo ainda mais sujo. E ainda ? metida a “popular” e n?o gosta de mim porque “eu n?o falo com ela”. Eu SEMPRE falo muito pouco, e apenas com pessoas “?teis” (entenda esse adjetivo como quiser, ele ? mesmo multisignificado). Se o fato de ter achado que uma servi?al parruda e feia que ouve imprensa marrom em r?dio AM e l? revista Minha Novela N?O me ? ?til fizer de mim uma neonazi… SORRY.

Outro dia eu estava saindo do trabalho e passei no WC para uma mijadinha r?pida antes de ir embora. A gorila estava ocupando uma das duas ?nicas privadas femininas da empresa, e ? toa: estava sentada l? com a porta aberta, batendo papo com a outra servi?al, uma loira gorda com cara de cafetina da Vila Mimosa, que por sua vez ocupava a ?nica cadeira do banheiro.

Muito puta, me dirigi ao outro assento sanit?rio. Que vive entupido, e por isso quase nunca ? usado por ningu?m. Mijei apreensiva, e, na hora de puxar a descarga, bingo. Entupiu. Ainda ouvi a gorilona falar para a cafetina, do lado de fora: “?… eu preciso achar um tempo pra desentupir esse vaso”.

Saio do reservado e vou ? pia lavar as m?os, com as tripas retorcendo-se por dentro, ?dio. Eis que ent?o ou?o a gorila, novamente sussurrando, para a outra: “?, entupiu porque ela jogou o papel aqui dentro do vaso”. ?bvio, eu n?o resisti. Segue o di?logo:

eu: N?o senhora. J? estava entupido antes, todo mundo sabe disso, at? voc?. E al?m do mais, papel higi?nico n?o entope privada.
servi?al: Claro que entope!
eu: Sim, se a descarga n?o estiver funcionando a contento. Se estiver uma MERDA, como essa aqui, vai entupir at? com mijo…
servi?al: Mas se tem a cestinha de papel do lado, por que voc? n?o joga l??

Ela estava tentando me dar li??o de moral? Siiiiim, ela estava tentando me dar li??o de moral! Eu esqueci de mandar silkar uma camisa com a inscri??o “N?O ME D? LI??O DE MORAL: EU MORDO E N?O SOU VACINADA” e vesti-la todos os dias antes de come?ar a respirar.

eu: Por qu?? Por v?rios motivos. 1) Porque eu n?o quero; 2) Porque eu n?o te devo obedi?ncia e 3) porque cestinha de papel ? uma imund?cie… Aquele monte de papel sujo de merda, mijo e menstrua??o ? vista de todo mundo…
servi?al: Minha filha, ? s? tampar, u?…

Chamou de “minha filha”, ainda por cima. F-o-d-e-u.

eu: Ah, ??! e s? porque voc? “tampou” a bosta significa que ela n?o esteja l?? De qualquer maneira ainda vai ser uma caixinha cheia de papel cagado dentro, e eu acho isso porco. Melhor deixar a descarga levar embora, junto com o resto da merda; ? mais higi?nico.

Nisso a Simone j? tinha entrado no banheiro e estava se mijando de rir com a minha ret?rica. E como com plat?ia eu sempre empolgo…

eu: Al?m do mais, quando chega a hora de limpar a tal cesta ? um supl?cio… Sempre gruda um ou outro peda?o de coc? que voc? tem que escovar. Fora que fede… Enfim, na minha casa sempre se jogou papel na privada e ela nunca entupiu por causa disso. E se l? em casa n?o entope, aqui muito menos, j? que aqui s? eu jogo papel na privada e o papel higi?nico daqui ? vagabundo e fino, n?o entupiria nem se eu jogasse o rolo inteiro a? dentro.

Fui-me embora pisando duro e meus calos sentiram-se vingados. Deixar a gorila servi?al speechless n?o tem pre?o. S? faltava agora ter algu?m regulando minhas mijadas no banheiro do servi?o - ah, sifud?, vai…

God, how I hate my work.

i’m an alien, i’m a legal alien
Escrito em para refletir, self, www, Julho 23, 2003 @ 09:54

Escrever diarinhos na internet j? virou “mais do mesmo” desde que o Desembucha fechou as portas por n?o ter conseguido dar conta da demanda absurda e crescente de aborrescentes “querendo ter um site”. E ?bvio que eu sabia que n?o ia ser diferente com qualquer ve?culo que eu viesse/venha a utilizar para jogar na grande rede as minhas desventuras di?rias - que a galerinha do recalque diz que ? fic??o; por mim, tudo bem.

Quando eu desisti de ter um blog padr?o, foi por ter enchido o saco do modelo - e n?o necessariamente de escrever sobre mim. H? ciclos em que n?o sinto tes?o de escrever sobre rigorosamente nada. Nem sobre mim, nem sobre o mundo - talvez porque nenhum dos dois me interesse o bastante. Mas isso passa. Sempre. E a? recome?o, adulando meu ?nimo com posts enormes que me deixam feliz pra caralho - ?, eu fico feliz com esse tipo de coisa (eu SOU esse tipo de gente). Mas fatalmente acho um ou outro motivo pra desanimar. E agora sinto que o diferente seria justamente voltar a escrever no meu dom?nio, ao inv?s de aqui. Eu sei que essa busca pelo diferente ? uma doen?a, but i’m helpless. Estado terminal.

Est? faltando aqui a coragem de pegar aquela faquinha esperta (aquela, da autocr?tica…) e me descascar com gosto, at? chegar ao ?mago dos ?magos e descobrir, debaixo dessa pel?cula grossa e carregada de informa??o alien?gena, quem eu sou na verdade.

J? pararam pra pensar que, se TODO mundo resolver “bancar o diferente” usando os mesmos meios, todo mundo vai acabar IGUAL do mesmo jeito? ? o que vejo por a?. Algumas pessoas se tatuam pra se diferenciar do comum, outras pintam o cabelo de verde, outras produzem cicatrizes em si mesmas, inventam gostos musicais que na verdade n?o t?m, nitidamente demarcando territ?rio. Outras ainda fingem pairar acima de tudo isso, exarcebando a no??o de diferente. Elas n?o percebem que, em cada esquina, tem uma OUTRA pessoa (igualmente comum, mas “diferente wannabe”) fazendo o mesmo. Essa avers?o pelo natural ainda vai nos levar, na melhor das hip?teses, a rir muito de n?s mesmos, no futuro. Porque muito em breve, se o ritmo se mantiver o mesmo, o COMUM ? que vai ser o raro.

Chega de blogchalk. Chega de Gonzo. Chega de 1000 Cliques.
Chega de testezinhos. Chega de todas as modinhas. Encheu meu saco. N?o quero pagar de diferente. Todos n?s somos diferentes, gra?as a Allah. A merda ? que achamos melhor desprezar a d?diva de sermos ?nicos e preferimos virar espelhos uns dos outros. Ignor?ncia? Loucura? Comodismo? Human Nature? Cartas para a reda??o.

Experimente fazer uma foto na webcam que tamb?m mostre a tela do seu PC com o programa espec?fico. Veja a mesma imagem repetir-se tela adentro, at? que fique t?o pequena que n?o consiga mais ser distinguida do resto.

D?-se o mesmo conosco. Nos contentamos em ser espelhos, refletindo-nos uns nos outros, at? que nos tornemos min?sculos, at? que nos misturemos ao meio e n?o fa?a mais a me-nor diferen?a se estivermos ou n?o l?. “be yourself, no matter what they say”, j? dizia o Sting.

O problema ? descobrir QUE yourself seria esse… O de verdade - n?o aquele que nos interessa ser. Eu estou correndo atr?s para ver se descubro - e se eu fosse voc?, faria o mesmo. A tentativa vale o pre?o da passagem e, com sorte, a viagem pode n?o ter volta.

osama bin laden X esperanto
Escrito em humor observacional, para refletir, Julho 20, 2003 @ 09:52

Passatempos de domingo ? tarde: detonar v?rios potes de iogurte Molico Light com peda?os enoooormes, docinhos e cremosos de ameixa (putamente yummy) e baixar filminhos de sexo gay interracial no hardbabes.

Domingos ? tarde nunca prestam pra muita coisa, mesmo. Eu podia estar rodopiando num shopping, vendo a minha falta de dinheiro refletida nas vitrines que exibem o que eu n?o posso comprar. Eu podia estar na beira do mar, levando pela fu?a a extasiante brisa da orla, mas sinceramente… Eu preciso de dois ?nibus e quase uma hora para chegar ? praia.

Ontem eu fiz coisa parecida. O Arthur me ligou, depois de um longo hiato. Tentou justificar o sumi?o, meio sem gra?a. N?o era preciso. Afinal, eu tamb?m me distanciei. E acho bom que as pessoas “sumam” umas das outras, de vez em quando. Isso preserva a autenticidade dos relacionamentos, sejam eles quais forem. Bem, ele parecia estar chateado, queria conversar, e achou que eu fosse a pessoa certa para ouvi-lo.

Fomos caminhar na Lagoa, que continua linda e suja. Quase demos a volta em torno, e vimos o Bernardinho (t?cnico da sele??o de v?lei) correndo pela ciclovia, seguido pela Fernanda Venturini de bike com a beb? ruivinha (linda mesmo, devo admitir) sentada dentro da cesta. Em suma, o problema do Arthur ? a possibilidade de ter engravidado uma menina de car?ter meio duvidoso. E ele tem apenas 18 anos. Realmente, dif?cil achar solu??o. Ao inv?s de procurar por ela, ficamos falando merda e tecendo teorias doidas como a do Esperanto - idioma que o Arthur est? estudando, por hobby.

O Esperanto ? uma l?ngua que foi criada para ser universal, um elo de liga??o entre os povos, permitindo que todos os habitantes da terra se entendessem entre si. S? que h? muito tempo ? o ingl?s que cumpre essa tarefa - por conta da hegemonia econ?mica.

Eu e o Arthur achamos que o Esperanto ? a l?ngua falada em Marte, e que foram eles, os marcianos, que abduziram os “criadores” do Esperanto, incutiram essa id?ia em suas cabe?as, e o devolveram ? Terra, a fim de fazer com que a l?ngua marciana se popularizasse no mundo. E assim, quando os homens de marte viessem invadir a terra e assimilar nossa cultura, encontrariam um povo que j? falava seu idioma. S? que a cultura anglo-sax?nica acabou com os planos dos marcianos, que se viram obrigados a criar Osama Bin Laden, o homem que vai destruir os Estados Unidos e fazer com que a l?ngua inglesa seja aos poucos deixada de lado. E a? o Esperanto, do nada, vai se popularizar. Anotem a nossa profecia.

Depois de falar tanta besteira, fomos comer no Rio Sul - porque quiosque da Barra cobra pre?o de bistr?. Me entupi no Habibs com aquele Beirute gigante e meio litro de suco de Abacaxi, t?o grosso que tive que tomar de colherzinha - uma verdadeira papa, del?cia… Depois ficamos “comprando com os olhos” at? as dez da noite, quando peguei minha carro?a urbana e vim cair aqui, na minha caminha.

Eu odeio post diarinho. Mas estou com pregui?a de viver - imagine pensar. Eu recomendo um livrinho para a sua tarde: A Extens?o do Dom?nio da Luta, de Michel Houellebecq.
E, claro, uns filminhos porn?s no Hardbabes.com, porque c?rebro nenhum ? de ferro.

I heart weekends.
Escrito em diariamente, Julho 19, 2003 @ 09:36

E da? que eu fui trabalhar ontem usando uma camiseta velha do Iron Maiden. Eu tentei usar roupas decentes ali, mas como meu trabalho ?s vezes se torna meio bra?al (por incompet?ncia dos pe?es respons?veis por isso), desencanei de ser fashion e agora ? jeans, camiseta e adidas no p?. Okay, isso n?o deixa de ser fashion, mas quem me conhece estranharia esse jeito basics de ser.

E da? que os crentes do local s? faltaram armar uma sess?o de exorcismo. Fizeram o sinal da cruz e disseram que eu estava atraindo energias ruins para a empresa (t? falando s?rio). E da? que eu tinha colocado uma imagem meio evil como wallpaper do meu pc lindo de 17 polegadas, e gentilmente pediram que eu a retirasse. Eu o fiz, mas quando o sistema “locka” (desculpem, ignoro o termo correto) e pede senha de novo, a imagem malvada aparece l?, no background… Eu DELETEI a imagem do PC e ela continuou l?. S? faltaram trazer pastores pra benzer a m?quina. E o pessoal se juntou ? minha volta pra fazer considera??es idiotas acerca da “dama de ferro” ser uma banda demon?aca, com os CDs trazendo mensagens subliminares sat?nicas and lalala, all this crap. Assim n?o d? pra ser feliz.

Fui pra casa, encontrei o namorado e fomos encher a cara. Percebam que essa frase ? extremamente recorrente quando falo dele: “fomos encher a cara”. ?s vezes acho que ele n?o presta para mais muita coisa al?m disso. E j? est? de bom tamanho. Se bem que encho a cara com qualquer um. E sozinha muito bem, obrigada. Mas ? sempre bom ter companhia… Pra pagar a conta.

Voltamos pra casa tr?bados. Ele fazendo piada, eu trope?ando (literalmente) pelo caminho, de tanto rir. Ca?a no ch?o gargalhando, as pessoas me olhavam com um misto de pena e divertimento nos rostos, mas ? ?bvio que eu s? cheguei a essa conclus?o AGORA. Porque b?bados n?o discernem p-i-c-a-s. Cheguei em casa suja e ele me jogou embaixo do chuveiro - ele sempre fica menos b?bado do que eu, o que me irrita deveras. Isso com minha m?e dormindo, sem saber do meu estado e nem que ele estava ali, pra dormir.

Dormi pelada e com o cabelo molhado, acordei dentro da privada, vomitando. Minha ador?vel m?e j? tinha escafedido prum curso de decora??o/p?tina em Vilar dos Telles, deixando macarr?o parafuso com molho branco na panela e uma garrafa de coca na geladeira, que sorvi de uma vez s?, pra tentar curar a sede da ressaca. Como estava ainda meio b?bada, ele me fez um sandu?che de queijo com presunto, colocou na minha m?o, disse adeus e sumiu na estrada. Legal.

E agora o s?bado ? meu. Assim que eu conseguir saber qual das TR?S portas ? minha frente (ainda b?bada, keep it in mind) ? a de verdade, eu sairei por ela e prometo s? beber suquinho o resto do fim de semana.

v? se aprende.
Escrito em para refletir, Julho 16, 2003 @ 09:34

8 COISAS QUE EU N?O ACEITO/ACREDITO:

1) est?mago fraco
2) TPM
3) depress?o destrutiva
4) amor ? primeira vista
5) corrente de santa edwiges
6) fidelidade eterna
7) servi?os gratuitos na internet
8) servi?os pagos na internet

N?o espere das pessoas que te parecem pr?ximas nada al?m do benef?cio imediato. N?o espere que elas se estendam em grandeza al?m disso. Elas cometem erros ?bvios por esporte, e s?o capazes de vilezas que nem voc?, que leva injustamente a fama de filhadaputa, protagonizaria - nem se b?bada.

Eu tenho s? meia d?zia de amigos de verdade. O resto do mundo n?o me tolera. Eu sei que isso est? ficando repetitivo, mas… ? a verdade. E as verdades s?o sempre ?bvias e repetitivas.

N?o existe na face da terra uma banda que seja mais VIADA que o Queen (a come?ar pelo nome). O Fred Mercury consegue a proeza de se escancarar no palco mais do que o Morrissey. Notem como ele fica o tempo todo socando o ar, com o punho fechado… Fixa??o f?lica TO-TAL. Eu suponho que o cach? do Queen no Rock in Rio I foi pago em crioulos de 1,90m de altura - se ? que me entendem.

Sobre o dom?nio: mudei tudo. Ainda falta muita coisa (acho que sou a ?nica pessoa que n?o liga de colocar o site no ar sem que esteja todo pronto), mas algu?m a? consegue visualizar o cursor vermelho que eu pus l?? Eu s? consigo v?-lo no trabalho. E como fazer para que um link de imagem abra uma pop-up? Obrigada.

13 de julho, dia do rock
Escrito em diariamente, Julho 13, 2003 @ 09:33

Finalmente, o frio. Estava pensando que nunca mais veria um inverno na vida. O frio enregela meus dedinhos de pianista frustrada, arroxeia minhas unhas compridas, e eu acho isso lindo.

Ontem ? tarde estava preparada para receber o Kinho aqui no cafofo. Meu pai infelizmente chegou um pouco antes, e tive que ligar pro celular do meu namorado, pedir a ele que me esperasse na frente de algum bar, ao inv?s de vir direto pra c?. Minha m?e, aos trancos e barrancos, e ? custa de muita mentira e teatro da minha parte, “aceita” a nossa “amizade”. Meu pai, n?o. E eu n?o quero perder os muitos pacotes de Ruffles e Chee-tos que ele traz do Carrefour pra mim todo final de semana, s? pra assumir o meu relacionamento. Ainda bem que o Marcos me entende. E me d? Ruffles e Chee-tos tamb?m.

Bom, ele “entende” mais ou menos. Sentamos num boteco e bebemos cerveja (naquele frio do c?o) Itaipava (absurdamente cara por ser a merda que ?). E eu enrolando para evitar responder POR QUE caralhos alados j? n?o est?vamos os dois debaixo das cobertas do meu quarto. Fiz com que ele fosse ao shopping comigo - e andamos t?o r?pido por causa do frio que perdemos o f?lego na metade do caminho - e comprei revistas. Revistas de homem, claro. Porque eu odeio revista de menina. 20 reais a menos no meu bolso, liguei pra casa a cobrar. Ningu?m atendeu - acesso liberado, e fomos pra cama DORMIR. Ele passou a tarde e a noite aqui. Foi expulso por mim hoje de manh? - meu pai havia acabado de ligar dizendo que vinha pro almo?o, trazendo camar?es. E camar?es ruleiam. Desculpa, amor, mas eu quero almo?ar camar?o. Tchau.

Estou comendo pipoca doce com coca cola e ouvindo o especial da R?dio Cidade pelo dia do Rock. Os ouvintes votaram pra escolher as “100 m?sicas mais expressivas do rock”. Vota??o de ouvinte de r?dio jabazeira s? podia dar em merda: Guns’n'roses e RHCP fazendo o QU? nessa lista? TR?S m?sicas do Pearl Jam nessa mesma lista?? Bohemian Rhapsody do Queen em d?cimo lugar? Taqueuspariu. Mas, a despeito da sele??o furada, at? que est? divertido. Tocou metal de verdade: Metallica (”Master of puppets”, ainda bem), Iron Maiden (”The Number of the Beast”), Black Sabbath (”Iron Man” e “Paranoid”), e tamb?m Rush, RATM, Pink Floyd, Led Zeppelin… Ah, gente, vamos l? - tenham um pouco de boa vontade comigo.

E dia 8 foi anivers?rio de um amigo meu. S? lembrei na v?spera - e dois dias depois. Fiquei sem gra?a de ligar, n?o comprei presente e nunca consigo deixar de soar falsa em “liga??es de feliz anivers?rio”. N?o que eu desgoste das pessoas, eu desgosto ? de anivers?rios. N?o dou import?ncia nem ao meu - COMO passar entusiasmo pelo anivers?rio dos outros??

E assim foi meu weekend. Dei uma breve adiantada no site (o layout est?, com certeza, entre os PIORES que j? fiz, mas desencanei), depilei as pernas e a sobrancelha com cera quente, fiz as unhas e ? tudo. Est? frio demais pra viver.

Eta vida besta, s?…

by our blindness and stupidity we kill everything.
Escrito em para refletir, self, Julho 8, 2003 @ 09:31

N?o nasci pra viver com os outros.
Nem contra os outros. Nem a favor dos outros.
Nasci pra viver apesar dos outros.
E isso ? muito, muito dif?cil.

A garota l? no trabalho perguntando por que ? que eu marco as pe?as j? liberadas antes de arrum?-las no carrinho de sa?da. Eu tenho vontade de responder “isso se chama organiza??o e efici?ncia”, mas como sei que a parte oposta talvez lhes desconhe?a o significado, prefiro bancar a retardada e caprichar numa explica??o did?tica.

Por que eu parei de falar do meu trabalho? Porque l? meu micro est? em rede, porque n?o sei se terceiros observam minhas entries, e porque h? pouco o que se falar. S? uma observa??o digna de nota: n?o h? nada mais nocivo para mentes saud?veis (ou que pretendam assim tornar-se) do que “ambiente de trabalho”.

Gente que se v? todo santo dia. Gente com horizontes limitados (l?gico… trabalhando 9 horas por dia pra ganhar mal, COMO consumir cultura, um bem que, al?m de caro, demanda tempo para absor??o?). Gente que, para n?o pirar por conta do stress e das atividades ma?antemente repetitivas, desenvolve passatempos como 1) observar a vida do outro; 2) dar palpite na vida do outro; 3) falar mal da vida do outro e, apesar disso tudo, fingir ser amigo do outro. O “ambiente de trabalho” vem a ser o lugar onde se passa 80% da exist?ncia. Por isso essas pessoas tendem a namorar pessoas do trabalho, sair com pessoas do trabalho, fofocar com/sobre pessoas do trabalho, ser amigo/inimigo de pessoas do trabalho… Isso n?o ? bom. Isso n?o faz bem. Isso fecha horizontes, isso transforma c?rebros em uva-passa e todo mundo fica meio amargo, meio fofoqueiro, meio intrometido, meio afeito a picuinhas, meio infeliz.

Eu preciso de uma justa causa.

leaving sadness behind.
Escrito em LOL, vida, Julho 6, 2003 @ 09:31

Anonymous no ICQ, num S?bado ? tarde:

Lucas (03:02 PM) :
ok.
ah, o j? soares chamou a lolla moon de bira.

Anonymous (03:03 PM) :
Lolla Moon de Bira…?

Lucas (03:07 PM) :
foi um cara l?, do site euhein.com.br. em certo momento da entrevista, ele contou a hist?ria das foto dela. a? o j? soares disse mais ou menos isso: “? como se ela fosse o bira e se fizesse passar pelo leonardo dicaprio”

Desculpe, Adriano. N?o deu pra esperar sua autoriza??o (essa hist?ria ainda vai me fazer rir um bom tempo).

Desculpe, mocinha. Eu n?o tinha pensado nisso sob outro prisma. Mas ? verdade o que disseram - bobeira se importar.

6 meses hoje do falecimento do meu padrasto. Pensei em postar algo relevante, como por exemplo a letra de “Um dia de Domingo”, que hoje em dia faz com que minha m?e chore ao ouvir (ele costumava cant?-la para ela).
Mas deixa para l?. Isso n?o interessa a ningu?m.

Truth hurts
Escrito em vida, Julho 5, 2003 @ 09:28

Isso a? em cima ? um link.

Ficar triste em casa ? uma coisa
Ficar triste em casa e o shuffle do winamp, do nada, escolher Atmosphere do Joy Division, ? crueldade.

Por que eu gosto de depress?o? Sei l?. Talvez porque eu saiba que minhas depress?es est?o controladas. Eu choro e choro e ou?o m?sicas tristes acreditando piamente que vou morrer, que n?o vai ter volta dessa vez, que eu finalmente vou ter coragem de tirar aqueles tais comprimidos coloridinhos do blister e brincar com eles por meia hora antes de jog?-los num copo de vodka da pior qualidade e engoli-los todos, todos eles de uma vez s?. Sem pensar muito, porque ? assim que deve ser. E todos eles de uma vez s?, que ? pra morrer de uma vez s? e n?o ter tempo de sofrer ou me arrepender.

Mas de repente no outro dia eu estou l?, s?bado de manh?, dentro de um ?nibus pra central do Brasil, cruzando a linha vermelha sobre a linda ?gua podre da Ba?a de Guanabara, sorrindo tanto por dentro que os urubus me parecem gaivotas perdidas - perdidas sim, afinal, o ver?o acabou. E eu estarei feliz, indo pra Alf?ndega gastar algumas dezenas de reais com pingentes e pulseiras baratas. Como uma abor?gene idiota, trocando suas convic??es por espelhinhos…

Mas para a minha m?e, o que interessa ? saber se eu estou destruindo algum patrim?nio durante as crises ou causando m? impress?o a essa gentalha pobre e feia cujos nomes eu felizmente desconhe?o a quem ela chama de vizinhos. Um foda-se aos hematomas na minha testa. Um outro foda-se aos meus olhos vermelhos de chorar. Mais outro ? minha m?o ferida de tanto socar a parede. Foda-se, foda-se e foda-se, foda-se eu, que no meio desse amontoado de coisas bobas/coisas tristes, pare?o ser a coisa menos importante.

E como ? que a gente faz para voltar a se aproximar de algu?m a quem fizemos mal? Fica-se esperando um contato para tentar retomar o conv?vio, mas voc? sabe que, se o telefone tocar, ele n?o estar? do outro lado da linha. Nunca mais. N?o que ele te odeie, mas talvez voc? n?o queira dizer mais nada al?m de uma lembran?a meio boa, meio ruim. E voc? fica se perguntando o que pesa mais nas mem?rias dele, se o lado bom ou o ruim. E acaba achando que est? mais iludida do que acredita, porque talvez voc? simplesmente n?o queira dizer nada - nem de bom, nem de ruim.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

LINK MY STUFF:


online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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