I love weekends.

E daí que eu fui trabalhar ontem usando uma camiseta velha do Iron Maiden. Eu tentei usar roupas decentes e condizentes com a minha carreira (risos), mas como meu trabalho às vezes se torna meio braçal (por incompetência dos responsáveis) eu desencanei de ser fashion e agora é jeans, camiseta e tênis. Okay, isso não deixa de ser fashion, mas quem me conhece estranharia esse jeito basics de ser.

E daí que os crentes do local só faltaram armar uma sessão de exorcismo. Fizeram o sinal da cruz e disseram que eu estava atraindo energias ruins para a empresa (tô falando sério). E daí que eu tinha colocado uma imagem meio evil (o COELHINHO de Happy Tree Friends…) como wallpaper do meu PC lindo de 17 polegadas, e gentilmente pediram que eu a retirasse. Eu obedeci, mas quando o sistema entra em lock e pede senha novamente, a imagem malvada aparece lá, no background… Eu DELETEI a imagem do PC e ela continuou lá. Só faltaram trazer pastores pra benzer a máquina. E o pessoal se juntou à minha volta pra fazer considerações idiotas acerca da “dama de ferro” ser uma banda demoníaca, com os CDs trazendo mensagens subliminares satânicas and lalala, all this crap. Assim não dá pra ser feliz.

Fui pra casa, encontrei o namorado e fomos encher a cara. Percebam que essa frase é extremamente recorrente quando falo dele: “fomos encher a cara”. Às vezes acho que ele não serve para muita coisa além disso. E já está de bom tamanho. Se bem que encho a cara com qualquer um. E sozinha muito bem, obrigada. Mas é sempre bom ter companhia… pra pagar a conta (o que ele não faz).

Voltamos pra casa trêbados. Ele fazendo piada, eu tropeçando pelo caminho de tanto rir. Caía no chão às gargalhadas, as pessoas me olhando com um misto de pena e divertimento mas é óbvio que eu só cheguei a essa conclusão AGORA. Porque bêbados não têm discernimento. Cheguei em casa suja da rua e ele me jogou embaixo do chuveiro - ele sempre fica menos bêbado do que eu, o que me irrita deveras. Isso com minha mãe dormindo, sem saber do meu estado e nem que ele estava ali.

Dormi pelada e com o cabelo molhado, acordei dentro da privada, vomitando. Minha mãe já tinha escafedido prum curso de pátina em Vilar dos Telles, deixando macarrão parafuso com molho branco na panela e uma garrafa de coca na geladeira, que sorvi de uma vez só, pra tentar curar a sede da ressaca. Como estava ainda meio bêbada ele me fez um sanduíche de queijo com presunto, pôs na minha mão, disse adeus e sumiu na estrada. Legal.



E agora o sábado é meu. Assim que eu conseguir saber qual das TRÊS portas à minha frente é a de verdade (ainda bêbada, keep it in mind), eu sairei por ela e prometo só beber suquinho o resto do fim de semana. Hic!

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