Hate.

Eu estou derretendo por dentro. De ódio. Meu interior parece uma panela fervendo de angu à baiana - sabe como é, né? Aquela polenta mole cheia de pedaços de míudos de porco dentro: coração, pulmão, rins, fígado, tudo picadinho e cozido. Eis Lolla Moon inside.

Ódio. A supervisora me incumbiu de uma tarefa pedregosa, fiquei sem tempo para cumprir minhas tarefas de rotina, e ainda tive que ouvir merda por conta disso - não da supervisora, mas das malas evangélicas que também trabalham pra ela. Detalhe: consegui. por esforço próprio, cumprir todas as tarefas, antes do prazo.

A história é grande e complexa, and i'm not in the fucking mood. O resumé diz que fui injustiçada, que fui destratada, que fui feita de tapete, mas que como eu reajo de forma bastante peculiar às injustiças, resolvi a parada no grito. Estou aqui terminando um dossiê. Vou entregar os furos de geral nas mãos do dono da empresa. Ou eu arrumo uma promoção e demito metade do staff, ou vou pro olho da rua EU mesma. Não posso negar, nunca estive numa encruzilhada tão fácil: AMBOS os caminhos me parecem per-fei-tos.

Só não dá pra ficar lá como estou. Não rola fazer o trabalho de todo mundo porque sou das pouquíssimas criaturas racionais que ali estão, e quando preciso de ajuda ver costas se virando. Não posso tolerar ser destratada por um cara que trabalha em outra empresa, a qual eu não devo nenhum respeito hierárquico e que VIVE falhando com a nossa. Não dá pra deixar a casca do lado de fora quando entro no trabalho e passar o dia inteiro a engolir sapos (crus, vivos e sem água gelada pra acompanhar).

Não dá. Minha alma cantarola por dentro o "Orfeu no Inferno". Felicidade pura.
Amanhã ou eu os fodo OU eu os fodo. E, se tudo der errado, EU OS FODO.

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