hi there, morpheus.
Escrito em LOL, Novembro 11, 2003 @ 10:38

Demorou, muito mais pelo meu des?nimo de correr atr?s do que por conta da Telelerda e seus associados. Mas t? funcionando. Problema? Curto circuito dentro da tomada onde modem/telefone est?o ligados. Foi exatamente isso que eu disse pro t?cnico do Velox assim que as patas dele sujaram o tapete do meu quarto. E ele levou uma hora, quebrou um porta retratos, fez um buraco in?til na parede para concluir que, SIM, o problema era curto circuito dentro da tomada onde modem/telefone est?o ligados.

Affe.

E ent?o eu estou cansada, e isso n?o ? novidade. Quero agora dormir e sonhar que a Kelly Key est? sendo estuprada por uma matilha de dobermans portadores de hidrofobia. E depois ela acaba contraindo a doen?a dos cachorros, e passa seus ?ltimos dias babando pelos cantos, sem conseguir engolir nada e por fim morrendo de asfixia quando seus m?sculos respirat?rios paralisarem. Antes disso ela teria parido s?tuplos. Sete seres h?bridos, com cara de cachorro (os dobermans) e rabo de piranha (a Kelly Key), vestindo boina de veludo, minissaia plissada e meias 3/4 listradas. COMO seres com rabo de PEIXE fariam para usar meia 3/4, eu n?o sei. Mas isso Morfeu resolve, quando chegar a hora de ele escrever o script do meu sonho.

O sono ? uma esp?cie de ensaio para a morte. Que horr?vel.

joselitagens.
Escrito em para refletir, resmungos, Novembro 4, 2003 @ 10:34

Os sem no??o s?o foda. Eles n?o entendem problemas da vida real, pessoas da vida real, porque eles vivem num mundo ? parte - o mundo dos sem no??o.

Eles n?o conseguem admitir que algu?m possa estar querendo a morte e, no instante seguinte, um balde de pipoca com manteiga. E quando acham que vc est? fodida, te mandam textos de auto-ajuda por email, acreditando que aquilo ali te far? ver o mundo com outros olhos, que sua vida jamais ser? a mesma depois de ver aqueles slides de powerpoint com fotos de beb?s ou bichinhos servindo de background para mensagens edificantes. E oh, como eles t?m A Vis?o, e souberam te enviar aquele lixo no momento certo. Haja perspic?cia e senso de superioridade. Se foder.

Odeio isso. A vida real n?o ? assim. Essas coisinhas bonitinhas s?o escritas para pessoas ideais em condi??es ideais, tipo aquelas lances de f?sica que n?o se aplicam na pr?tica. As pessoas da vida REAL n?o se comportam feito personagens de livros de auto-ajuda. Elas t?m problemas reais em seus mundos reais, feitos de pedra, fuma?a, suor e gente.

E ? por isso que eu tenho vontade de vomitar em cima de paulos coelhos, laires ribeiros e artures das t?volas. E de quem repassa esse tipo de email. ? desprez?vel esse sentimento torpe de superioridade em frente ? tristeza dos outros. Ao inv?s de te estenderem a m?o, copiam e colam um arquivo, anexam num email e mandam. ? o mesmo que o camarada que polui o ar com o escapamento do carro a semana toda no tr?nsito, e no final de semana come alimentos org?nicos e lava a lou?a com detergente biodegrad?vel, crente que est? fazendo a parte dele pra salvar o planeta. Ou o McDonald’s, que vende a pre?o exorbitante aquela comida cheia de gordura, um veneno para o organismo dentro de caixinhas de papel?o colorido, e depois promove o tal McDia feliz, pra ajudar crian?as com c?ncer. Pra limpar a consci?ncia? Quem dera. Na verdade eles lucram horrores nesse dia, porque ningu?m vai pra l? s? pra comer big mac (tem a batatinha, o refrigerante, e o sundae de lei no final da refei??o, caro pra caralho ali?s).

Mas nem sei pra qu? falar nisso. Que se dane. Mas se voc? achar que eu estou mal algum dia desses, sei l?, diga um “sinto muito, posso ajudar?” Qualquer coisa ? mais sincera do que me mandar um texto edificante. Eu nem queria ser grosseira, mas sinceramente… Ah, deixa pra l

t?dio, cabe?a pesada, dia estranho
Escrito em para refletir, Novembro 2, 2003 @ 10:31

Valeu todo mundo que deu apoio e dicas a respeito do que fizeram com a minha pessoa na loja da Tele-Rio. Estou tomando as medidas cab?veis.

E hoje eu fui pro cemit?rio. N?o, n?o fui pro de Inha?ma ver o meu padrasto (nem minha m?e foi). Fui fazer fotos no S?o Jo?o Batista. Eu sabia que ir dar merda. Tumulto. Mas eu estava com uma sensa??o esquisita, n?o queria ficar em casa. Acho que, inconscientemente, nem foi pra fotografar que eu sa?. Cismei, pus a c?mera na mochila e rua.

Cheio, claro. Mas n?o tanto quanto eu esperava. No meio das sepulturas, eu observava as pessoas. Sou habitu? de cemit?rios; como sabem, eu coleciono fotos deles. Curioso que, depois do advento da digital, eu n?o tenha feito nenhuma imagem. N?o foi diferente hoje: vinte minutos depois que entrei, dei um esbarr?o numa garota de jeans e cabelo castanho claro muito liso preso num rabo-de-cavalo. Era uma amiga minha, da primeira faculdade que fiz. Perguntei o que ela fazia ali, meio que prevendo m? not?cia. A m?e dela morrera h? pouco mais de um m?s.

Fiquei sem a menor condi??o de sair fotografando anjinho barroco e velas apagando na chuva. Caminhamos at? a sepultura da dona mam?e, ela chorou um pouco, e fiquei l? sem saber o que dizer, onde colocar as m?os, essas coisas. O pai estava doente e n?o p?de vir, o irm?o n?o estava nem a?. Ela veio s?. Achei aquilo trist?ssimo, mas ainda assim na sa?da entramos numa lanchonete, pra beber suco e falar da vida.

Enterros… O primeiro que acompanhei foi o do meu padrasto. Das vezes anteriores, quando eu estava num cemit?rio lendo epit?fios e vinha vindo um f?rretro, eu ca?a fora apavorada, com medo de ver o defunto (mas morta de curiosidadem inside). Odiei ver aquela pessoa que, de um modo ou outro, conviveu comigo por 11 anos, sendo enfiada numa gaveta de cimento, as coroas de flores e homenagens sendo amassadas, atochadas com viol?ncia l? pra dentro, e depois o cimento fresco vedou a parede pra sempre, encerrando 61 anos de vida e experi?ncias em um espa?o de 2×1m.

Eu prefiro ser cremada. Se n?o der, eu quero a terra. Quero dar o que eu tenho a quem me deu tudo a vida inteira. Minha m?e hoje se lembrou do enterro do Tio Dutinho. Gente simples, vida longa que findou num c?ncer. A fam?lia levou velas e flores baratas para um cemit?rio que ficava na encosta de um morro. Uma cruzinha aqui, outra acol? bem longe, poucas sepulturas de cimento - a maioria enterrada no ch?o, mesmo. L? embaixo, as luzes dos quintais das casas acendiam ao entardecer. Minha m?e achou que ele estaria feliz ali. Coisa feita com mais sentimento, sabe? A impress?o foi a de que os parentes do meu padrasto queriam “acabar logo com aquilo”. N?o porque a situa??o fosse por demais dolorosa, e sim porque havia outras coisas com as quais se preocupar: heran?a, neg?cios, carro, dinheiro, inqu?rito. Triste de doer. Eu prefiro ser enterrada como indigente por coveiros desconhecidos mas, em sua simplicidade, reverentes ? morte como se deve, do que por “fam?lias” feito essas.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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