i need fresh air
Escrito em diariamente, Janeiro 5, 2004 @ 11:21

Sufocando literalmente dentro do meu quarto. Um mar de papel, um oceano inteiro de roupas espalhadas, e a nerde aqui tentando fazer um layout menos pat?tico para o seu dom?nio. UGH.

Fiquei sabendo que no doming?o o povo foi derrubar copos de chopp no shopping aqui da cidade e pagar mico no videok?, depois de encher o rabo de esfihas. Del?cia. E a nerde aqui enfiada no quarto, dialogando com caracteres na tela do micro. ? estranho “ter uma vida” e optar por deix?-la guardada na gaveta?

Minha cara est? da cor de papel-pardo. Aquele com que se encapavam cadernos, nos idos de antigamente. Sol demais faz isso com a minha pele - ei, garota, quem mandou ter melan?citos excit?veis? Se n?o houvesse uma av? ?ndia e uma bisav? negra na sua ?rvore geneal?gica, voc? poderia pegar sol ? vontade. No m?ximo ia avermelhar feito uma cereja ao maraschino e, depois de trocar de pele como uma cobra, l? estaria a tez p?lida, por debaixo das c?lulas mortas, esperando para se mostrar de novo e fazer sucesso entre os g?ticos (hahaha). Em compensa??o teria rugas mais cedo e o c?ncer de pele se alastraria voraz. Hm, melhor ficar do jeito que est?.

E sim, eu me recuso a torrar nas areias de qualquer balne?rio. Mas n?o, eu n?o resisto a entrar naquela ?gua salgada nojenta que fode o cabelo e furar ondas e levar caixotes e dar com a bunda na areia. Pure fun. Se n?o fossem rir muito, eu tamb?m levaria balde e pazinha pra brincar na areia. Porque isso ? legal e o sol aben?oa as crian?as de alma e n?o lhe d? melanomas de presente.

Eu definitivamente N?O devia ter misturado aquele restinho de Smirnoff (”?ice” ? o cacete, by the way… bebida de patza) com aquelas latas de Itaipava. O consolo ? a possibilidade de acordar dentro de uma po?a de v?mito amanh? e ter uma boa desculpa pra ficar em casa e terminar o layout do site.

Nerde. UGH.

eu, vendo o programa do gilberto barros?? SOS
Escrito em diário de bordo, Janeiro 3, 2004 @ 11:20

?, eu voltei. Cabo Frio est? uma lindeza, algu?m me diz onde foi parar a horda de pobres que emporcalhava as esquinas? Geral cheirando a givenchy, puta merda, nem em B?zios essa concentra??o de beautiful people. Carros importados passando por mim na fila do ?nibus - ahhhh, to hell with it. N?o vou negar que esses eventos me enegrecem o esp?rito, marketing pessoal negativo.

N?o foi t?o bom quanto poderia ter sido. Fui com gentalhas e senti falta dos meus programinhas dondoca f?til wannabe. Nada de passadinhas r?pidas em B?zios pra passear de escuna pelas ilhas e comer caldeirada e fazer fotos buc?licas da Praia dos Ossos. Nada de caminhadas vespertinas pelo Canal tomando sorvete a quilo na galeria e olhando as sepulturas do cemit?rio do mosteiro. A Praia do Forte era, as usual, o ?nico lugar onde pululavam aqueles seres que juntam 14 pessoas pra rachar o aluguel de um conjugado no centro, que levam isopor cheio de garrafinhas de skol (ou Itaipava, que tem o mesmo gosto e custa a metade do pre?o) e que compram espetinho de camar?o e colocam nas m?os de cada uma das seis crian?as que acompanham a trupe. Foda, porque gente demais around estraga as fotos. Fiquei de mau humor poser e n?o quis fotografar quase nada, e isso incluiu muitas coisas fofas que eu podia ter registrado l? no Forte. Depois eu posto as fotos, cheguei quase agora e t? com pregui?a.

A noite do dia 31 quase foi atravessada por uma mo?a (eu) vendo o show da virada numa casinha de bairro em cabo Frio. Isso porque meus acompanhantes estavam mais interessados em beber cerveja barata no quintal e se lan?ar em discuss?es pouco profundas enquanto sim, eu queria ver GENTE - esses feriados de fim de ano decididamente n?o fazem bem para a minha cabe?a. Um viado afetado e chato pra caralho grudou em mim, e queria que eu fizesse fotos dele nu para colocar na internet com fins matrimoniais, e ele disse que ia casar de vermelho na praia, mas a recep??o depois ia ser careta. E ele foi pra Praia das Dunas todo vestido de preto (ok, eu estava de preto tamb?m, e linda, vamos deixar de mod?stia, porra), e ? meia noite se despiu e ficou s? de sunga e mergulhou as primeiras sete ondas de 2004 e jogou palmas brancas pra “Iemanjar” (um doce de entidade) e pediu um marido. E os fogos foram f-o-d-a-s, e eu reafirmo que fogos de artif?cio seriam capazes de me fazer desistir de um suic?dio mesmo se a corda j? estivesse no pesco?o. Fogos s?o a felicidade se mostrando poss?vel mesmo que passageira, s?o a vida me chamando de volta - e eu sempre atendo.

Update: Algu?m a? tem o link pro v?deo da Paris Hilton password free???


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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