the ultimate goodbye.
Escrito em diariamente, Fevereiro 4, 2004 @ 15:27

soundtrack interna: “ler?, ler?, ler?ler? ler???… vida de negro ? dif?cil…”

Ok, j? deu pra notar que eu estava no trabalho, right? And not so suddenly, the phone rings.

- ? pra voc?
- …
- Al?? - digo eu, incerta. Ningu?m liga pro meu trabalho. Me preparo para a not?cia de que minha m?e teve uma crise de septicemia cr?nica (eu sei que isso n?o existe, certo?) e bateu as botinas.
- Est? nervosinha? - ? a voz dele. Adolf. Consigo ouvir o risinho-de-canto-de-boca que ele nem deu.
- Voc? sempre fica nervosinha quando eu te ligo aqui no trabalho (o detalhe interessante ? que essa foi apenas a SEGUNDA vez que ele fez isso, e j? se sente capaz de tra?ar um padr?o de comportamento… Pfe).
- Eu n?o estou nervosa, s? estou ocupada (isso, garota, FODE ELE).
- E eu s? liguei pra dar sinal de vida (”quem pediu por isso???”, ? a pergunta que n?o calaria, se eu n?o a tivesse engolido feito uma colherada de ?leo de f?gado de bacalhau quente). Faz tempo que eu n?o ligo (detalhe 2: ele n?o ligava h? dois dias, quando ? natural ficar quase uma semana sem telefonar)…
- Hm.
- ? que meu telefone est? mudo, e com esse calor eu n?o tenho coragem de sair pra ligar da rua (sim, mas EU posso sair ?s ruas para a lida, enquanto ele fica at home fritando batatas e ouvindo Pink Floyd).
- Se deixasse pra ligar pra minha casa n?o ia me achar hoje. Saindo daqui eu vou ao Norte Shopping pagar a fatura da Renner.
- Por que no Norte Shopping??
- Porque na nossa cidade n?o tem loja da Renner, claro. E s? se pode pagar faturas de l? nas pr?prias lojas. Vou pegar uma kombi, porque aqui perto do trabalho n?o passa ?nibus pro Norte Shopping, e…
- Deixa eu desligar antes que eu me aborre?a mais. Voc? faz TU-DO errado!
- O que h? de errado em ir pagar uma fatura???
- De Kombi?? A? na capital? Voc? vai tomar um tiro na testa antes das seis da tarde hoje, espero que tenha tempo de se lembrar dessa minha profecia, quando ela se cumprir.

E a? ele reclama mais um pouco at? desligar.

Eu deposito o fone no gancho e volto para a minha mesa, pensativa. Noutros tempos eu teria chorado. Agora essas atitudes, que fariam algumas meninas vibrar de felicidade pela “preocupa??o e z?lo” demonstrados, s? jogam mais uma p? de piche sobre a estrada que me afasta daquilo que eu pensava ser a perfei??o. Estou caminhando pra longe e, como tenho um p?ssimo senso espacial (?, eu consigo me perder dentro de uma casa de cinco c?modos), ? prov?vel que, uma vez longe, eu esque?a o caminho de volta. Isso n?o ? preocupa??o, nem z?lo. ? neurose. Psicose man?aco-obsessiva. Isso precisa de tratamento m?dico - e n?o da minha condescend?ncia for?ada e aviltante.

E eu ainda estava na rua quando ele ligou pra minha casa, a mamma disse. Se pra se desculpar, ou reclamar mais, ou saber se a tal bala perdida havia encontrado um lar na minha cabe?a, n?o sei. Nunca vou saber, porque n?o vou perguntar, porque n?o quero saber e porque n?o me interessa mais.

O definitivo adeus do amor ? o poema

Foste ausente e eu cumpri, com a c?nica resigna??o
de conhecido o caminho, o urbano rito de perder-te.
Tu sabes. Fiz-te um brinde solene, depois outro…
Depois muitos, at? que tu n?o mais me do?as
e eu fui morrer de frio num outro bra?o.

Mas a todas estas coisas fiz cumprir de olhos secos,
e vesti-me de amargura como de preto as vi?vas:
por adequado o traje, n?o o luto.

Enfim, eis os teus irrevers?veis versos.

Limpamo-nos um do outro sem maior dano
que acrescentar descren?a a um sonho j? roto.
N?o houve fotografia para rasgar, nem um c?o que
sinta tua falta ou crian?as para dividir. Nenhum amigo
lamentar? nosso triste fim ou servir? de mem?ria do que fomos.

Pouco existimos um para o outro;
pouco, muito pouco eu partilhei contigo
al?m de toda poesia que existe no mundo.

N?o sei desesperar mesmo quando desespero.

Ai, poeta, se eu soubesse.
Eu te juro, rasgava o vestido,
arrancava os cabelos, e de joelhos
eu te pedia ( em alexandrinos ),
pra n?o ires embora de mim.

about love, motors and relationships
Escrito em resmungos, Fevereiro 3, 2004 @ 15:25

It’s so funny how we set qualifications for the right person to love, while at the back of our minds we know that the person we truely love will always be an exception.

Ok, eu sei que ? complicado n?o fantasiar… Meninos e meninas e seus padr?es de beleza-comportamento-padr?o-social-e-etc?teras, e atire a primeira pedra quem n?o “desenhava” mentalmente o(a) namorado(a) perfeito(a), na inf?ncia (ou, v? l?, na adolesc?ncia, idade adulta… sim, ainda existem aben?oados que nunca deixam de sonhar). Eu sou assim. Ou pelo menos era. O menino da bicicleta acaba de dar com o telefone na minha linda carinha porque eu atendi ao telefonema dele no quarto toque. ?. No quarto. E ele s? tolera a minha “desconsidera??o” at? o terceiro.

Porra elevada ? d?cima nona pot?ncia. Eu joguei pedra na cruz com catapulta, e acertei no meio do saco de Jota Cristo, s? pode. Eu mere?o. Ele ? tudo o que N?O devia ser, ?s vezes. E eu me pergunto, lendo o texto em ingl?s l? em cima, at? quando o charme (?) dessa exce??o ? minha imagem de “namorado perfeito” vai prender meu interesse…

Ferrari Modena? Nah. Porsche? Nanan?o. Mclaren? Nope. Eu cismei: eu quero um Bel Air 1954, vermelho. E convers?vel. Por ele eu at? aprenderia a dirigir, mesmo sendo desatenta e dispersiva. Eu meteria a cara num POSTE feliz, se tivesse a chance de morrer dentro desse carro. Aqui est? ele, em vers?o miniatura, que eu desde j? achei fofa e quero pra mim. Agora imagine isso em tamanho natural, reluzindo e com Sabrininha inside? UOMPA! Me fez desistir do Impala 61 vermelho, que sempre foi meu sonho - s? que ? muito grande e n?o cabe em garagem/vaga alguma… S? n?o ? oito cilindros como eu gostaria, but, n?o se pode ter TUDO na vida. A menos que eu compre este Jaguar aqui, que tamb?m ? foda.

E n?o me convidem para conversas onde rodopie o tema Big Brother Brasil. Eu n?o estou acompanhando. N?????o, eu n?o virei intelectual?ide da noite pro dia. Eu at? tentei acompanhar, juro. Mas a galerinha dessa vers?o ? muito, mas MUITO insossa. Quiseram reeditar a dupla Dhomini + Sabrina chamando um mineiro at? bonitinho (mas que, de t?o fosco e sem sal, foi chutado no segundo pared?o…) e outra retardada de cabelo comprido e voz irritante; s? que dessa vez a mina era loira e somava ao timbre asqueroso um portunhol claudicante. Minha xar?, no entanto, tinha muito mais gra?a natural e um corpo BEM melhor do que sua clone portenha. E aqueles sorteados? Meo Deos. Isso ? bem feito para todos os hip?critas que viviam reclamando que o convite pra participar do BBB era “arma??o”. Mas tem que ser, oras. H? o Padr?o Globo de Qualidade pra se cumprir, e tirando a “sorte”, podia-se dar azar e sortear um bando de travados feios e desinteressantes. Mais ou menos uma s?ntese daqueles dois peixes fora d’?gua, l?. Horreur.

E meus conhecimentos acerca do assunto terminam por a?. N?o sei mais nada, n?o vejo mais nada, n?o falo mais nada.

And, jesus… Perdoem-me os bons, chamem-me de invejosa os maus, but… luv sux.

stolen dialogs II
Escrito em LOL, Fevereiro 2, 2004 @ 15:25

babaca (apontando pro meu copo de guaran? natural): beber isso todo dia faz mal…
eu: ah, ?? por qu??
babaca: por causa do a??car. voc? vai ficar gordinha.
eu: eu j? estou gorda.
babaca: n?o, gorda n?o. mas vai ficar se abusar do a??car.
eu: e da?? ser gorda ? legal. n?o fa?o quest?o de ser magra e gostosa, se for pra receber cantada baixo n?vel de pe?o de obra. j? tenho namorado.
babaca: ?, mas se engordar vai perder.
eu: se perder, legal. n?o vou me suicidar. e depois, homens s?o fracos. s? conseguem terminar relacionamento se tomarem CHIFRE, e ?s vezes nem assim. quando a mulher engorda, por exemplo, eles n?o largam. diminuem a frequ?ncia das trepadas e botam mais chifres, mas n?o terminam. bando de fracotes…
babaca: ah, eu largaria a gorda, sim! e voc?, por acaso ia tolerar chifres??
eu: chifre ? uma coisa psicol?gica. bota quem pode, leva quem se garante. eu n?o me descabelo por causa de chifres, n?o.
babaca: hahaha, achei a mulher da minha vida, ent?o.
eu: ?, mas eu vou ficar gorda. vai um pouco de guaran? natural a??

Haha. Eu adoro alimentar essa minha fama de simone-de-beauvoir-dos-pobres.

x x x

? s? aqui ou o Velox anda um porre?? Lerdo, congela a toda hora, trava o explorer… Pfe. Eu pago cem realz do MEU sal?rio todo m?s para… isso??? PROCON WANTED. E o fotologue tamb?m est? indo pras picas??

busy weekend.
Escrito em diariamente, Fevereiro 1, 2004 @ 15:24

You finally figured out the girl in your heart isn’t the girl in your dreams. Some people don’t figure it out all their lives.

? um quote do IMDB, mas n?o havia o nome do filme.
O menino da bicicleta devia ler. Vou escrever isso no cart?ozinho de anivers?rio dele…

E aquele comercial da cerveja com o paraibano (ou sei l? de que estado nortista) falando “Ser?! Ser?!” vai ser o hit do ver?o. Ser? que eu termino de fazer o layout do domain hoje ainda? Ser?? Ser??

Estou comendo alopradamente. A m?e n?o cozinha nada, pra evitar o calor do fogo. Chove de gente generosa na minha cozinha fazendo comida, meu pai est? um amor l? fora, lavando meus t?nis e me ainda trouxe um pote babil?nico de sorvete de lim?o - NHAM. Uma das ajudantes fez uma sobremesa fofa, que consiste em peda?os de gelatina em cores variadas dentro de um creme de leite condensado + creme de leite. Estou esvaziando o pote.

E eu sei que as vagabundas que v?m aqui “ajudar” falam mal de mim pelas costas. Devem achar um absurdo o fato de que eu n?o pego em uma vassoura nem em pano de prato… Eu SEI cuidar da casa, fiz isso muito bem quando foi necess?rio, mas sinceramente, quando n?o me parece t?o necess?rio, eu n?o fa?o. ODEIO. Preciso terminar a porra do meu site, preciso responder meus emails, preciso ver o filme que ganhei do Cau, preciso ler o jornal que me espera h? horas. Hahahaha. Eu definitivamente s? n?o preciso de um certificado de conclus?o do curso de prendas dom?sticas. Ou talvez at? precise, mas se eu n?o consigo fazer as coisas necess?rias que eu gosto, porventura farei as ruins?

E uma vizinha aqui comprou um cachorro pra proteger a casa, que vinha sendo invadida por ladr?ezinhos. S? que miser?vel foi viajar, ficou fora por duas semanas e n?o providenciou comida pro cachorro nem pediu a algu?m que o alimentasse. Resultado ?bvio: o bicho estava morto e seco quando ela chegou; morreu de fome e de sede. E a vaca ainda teve o cinismo mal?fico de argumentar que “algu?m havia dado veneno pro bicho”. Ser? que ela achou que o cachorro era de pel?cia? Ou que era movido a energia solar? P.U.T.A. Se a SUIPA tivesse poder policial eu denunciava essa maldita. A pena seria passar dois meses presa num quintal quente e sem sombra, sem ?gua ou comida, at? morrer de inani??o.

N?o sei porque as pessoas me contam essas porras. Isso acaba com o meu dia. Really.

E, para salvar minha vida, ressuscitaram o joguinho do pinguim! Eeeeeeeee! Gonna eat and play all day long. E se fanlistings s?o divertidas, hatelistings s?o ainda mais!


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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