Drugstore salvation
Escrito em diariamente, Março 29, 2004 @ 05:17

Sem querer soar chata, but… Eu n?o aguento mais ver pessoas de cabelo vermelho na minha frente. Sei l?, seres. Que tal verde?? Nunca vi um fotologger/photoblogger/similares com cabelo verde. C’mon, girls. Creativity also rules.

E pros que me inquiriam desesperados acerca do significado da minha ID no MSN (drambuie_rocks), ta? pra voc?s um “arte” feita a partir da foto das garrafinhas:

Drambuie = whisky escoc?s, mel, a??car, extratos vegetais. ? um licor. Foi meu amor que me deu. E ? bom.

E na sexta passada ? noite eu estava falando com o Marco quando a Roberta ligou marcando uma cacha?a pra dali a uma hora. Eu n?o estava legal, mas okay. Sextas feiras ? noite n?o combinam com quarto + internet. Rua, e no meio do caminho, eu me ponho a vomitar ferozmente. Fiquei tonta e parecia que eu havia engolido um faqueiro inteirinho que retalhava meu est?mago e barriga por dentro. Ca? sentada no meio-fio, meia noite, all alone, e comecei a cantar “Trouble” do Coldplay (?, eu tenho atitudes sem no??o no meio do perigo, que me fazem voltar ao normal).

Ainda d?i. Ainda estou enjoada. Ser? efeito colateral?

Rivotril ? meu amigo. Rivotril quer me ajudar. Ludiomil me estende a m?o. Ludiomil n?o me deixa cair. Sentados cada um de um lado, me mant?m afastada dos instrumentos perfuro cortantes. Me mant?m a vontade de abrir os olhos. Me desenham um sorriso falso na cara. Borrado e falso, mas ainda assim um sorriso.

Tr?s vivas ao balconista da drogaria.

P.S.: ah, tem um post inteirinho das fotos que eu e a laila fizemos no cemit?rio israelita, ontem. Onde? No livejournal, claro. Eu n?o ia entupir isso aqui de fotos. Se voc? foi um(a) bom (boa) menino(a) e me adicionou, vai ler. Caso contr?rio, im’ so sorry for you…

Ode ? serenidade.
Escrito em vida, Março 27, 2004 @ 05:16

Aqui, s?bado.
Meu quarto com as janelas abertas, e como est? nublando, tudo fica ainda mais bonito. E eu sei que est? nublado n?o por olhar o c?u (a janela d? pra uma parede e uma escadaria branca, embaixo da qual moram velharias). Eu gosto tanto de chuva que posso adivinhar as nuvens chegando pelo cheiro que estranhamente sinto quando est? pra chover.

Eu ia ganhar bem se trabalhasse com metereologia.

Eu estou feliz, hoje. E n?o devia estar. Hoje eu sei que dei um passo (? frente…) que n?o ter? mais como ser revertido. A perman?ncia daquele retrato na escrivaninha estava me fazendo mal, e eu decidi que n?o, nada tem que ser para sempre. Se nem as boas coisas ficam, porque deixar justamente as ruins? Se tudo o que t?nhamos de bom acabou, porque prolongar a perman?ncia do lixo t?xico em nossas vidas?

Eu estou bem. Porque eu gosto do meu monitor novo, as cores s?o mais bonitas nele. Porque a minha desktop me traz um sorriso pros l?bios. Porque ? legal ficar nerdeando e falando com gente que eu adoro e de quem sentia falta. Porque eu fiz fotos engra?adas com a minha Sony linda. Porque ontem ? noite fiquei doentinha e vomitei, mas vomitar pode ser legal, porque sempre nos sentimos melhor depois que expulsamos o que o corpo n?o aceita mais.

E ele ligou pra fazer exig?ncias absurdas, e eu n?o cedi, e ele disse que n?o queria mais me ver.
E eu disse “ok, ent?o”.
E eu jamais pensei que seria capaz de dizer isso, mesmo que mil anos se passassem.
Eu n?o quero mais v?-lo, tamb?m.
Porque ele pisou em cima da amizade que eu ofereci. Como quem desdenhosamente apaga com a sola do sapato a brasa de um cigarro que, mesmo no fim, ainda estava queimando.

Mas eu n?o apaguei. Eu estou aqui.
Meu quarto est? uma zona, e eu adoro isso.
Meu caderno do Pochacco est? aqui, tamb?m, e eu adoro isso.
As caixas das coisinhas que eu comprei esses dias se amontoam em cima da cama, e eu adoro isso.
O vento pr?-chuva e seu cheiro delicioso caracter?stico entra pela janela e me acaricia o rosto, os pulm?es, a alma, e eu adoro isso.
As minhas pulseiras coloridas est?o espalhadas por cima da bancada, est? tudo bagun?ado, mas as cores s?o lindas, e eu adoro isso.
“Ele” ligou de manh? pra me dar bom dia, e eu adoro isso.

E a tarde come?a agora. Vou l? fora brincar de fot?grafa antes que chova.
E depois que come?ar a chover, eu ainda vou estar l?.

“est? tudo bagun?ado, mas as cores s?o lindas”.
?. Eu, definitivamente, adoro isso.

alma matters.
Escrito em LOL, Março 26, 2004 @ 05:15

So the choice I have made
May seem strange to you
But who asked you, anyway ?
It’s my life to wreck
My own way

E eis o Grande Medo do pessoal l? do trabalho (nossos amigos proto hackers wannabe que, na impossibilidade de quebrar senhas de banco, invadem inbox/dom?nios de menininhas suicidas depressivas…); com voc?s, a minha super-hiper-ultra-mega-evil desktop:

Os crist?os devem achar que se trata de coisa do cramulh?o. Da besta fera. Do “pr?prio”. Do coisa ruim. E talvez seja, mesmo, u?. Siga o link e encharque as calcinhas assistindo aos epis?dios: happy tree friends. Demora em dial up (e ?s vezes at? em broadband), mas porra, vale a espera.

Ok, acho que desistiram de apagar minhas desktops. Mas, s? pra me garantir, eu meti o coelho amarelo aqui em casa, tamb?m. Porque agora eu sou chique, bem, e tenho um flatscreen de 17 polegadas. E essa inveja que voc? est? sentindo agora at? me excita.

Estou aqui decidindo se vou dormir, se fico nerdeando, ou se vou beber hectolitros de cerveja com o Fernando e a Roberta. Vou jogar um dado pro alto, e se cair no n?mero sete eu prometo ir pra cama.

Leitura estimulante de hoje: http://suicidiaries.blogspot.com. Para os “i-hate-myself-and-i-want-to-die”, inspira??o na certa. At? porque o blog da guria ? chato pra caralho, d? mesmo vontade de morrer. Ou de mat?-la, na melhor das hip?teses…

?, eu vou ali beber, e j? volto. Ou n?o.
P.S.: E voc? sabe que a noite vai ser perfeita quando o r?dio, do nada, come?a a tocar a m?sica tema de Neverending Story.

what-the-hell?
Escrito em resmungos, Março 25, 2004 @ 05:14

Estou come?ando a de-tes-tar camgirls. S?rio.

Ok, podem me apontar dedos gigantescos e dizer que “eu-tive-um-fotolog-com-926385364029-camshots-da-minha-fu?a-maquiada”. Ok, ? verdade. E eu n?o “tive”, eu ainda tenho. Est? l? e n?o tenho vergonha daquelas fotos. De nenhuma delas. Eu gosto de assumir meus erros, porque eles me representam muito bem - mas nesse caso, n?o vejo o “unlovable” como um deles. Foi uma tentativa de acerto, e que deu certo por um bom tempo. At? eu me cansar da f?rmula e passar a fazer o que jamais pretendi: fotos sem inspira??o ou aqu?m do prop?sito inicial (criar personagens, o que muito me diverte, ha), apenas para preencher espa?o e lacunas existenciais - minhas e de muitas pessoas que freq?entaram aquelas p?ginas…

Quando falo em “lacunas existenciais”, n?o estou me colocando acima de ningu?m. Notem que eu, merecidamente, me inclu? na panela. Mas ? fato que criaturas que passam o dia inteiro postando calorosas mensagens-padr?o repetidas em guestbooks de desconhecios, a fim de receber coment?rios de volta, s?o portadoras de algum tipo de desvio… N?o que isso seja ruim. Desvios s?o adapt?veis, e podem ser t?o legais, se te d?o prazer, como fumar um cigarro de maconha ou esvaziar uma garrafa de Chivas (hahaha), por exemplo. N?o muito saud?vel, por?m extremamente gostoso.

O lance ? que, ao contr?rio da garrafa de Chivas (esque?amos a marijuana, pelo menos para mim…), postar fotos de webcam naquele site n?o me atrai mais. E n?o consigo entender a motiva??o de algumas pessoas, que parecem ter se deixado levar totalmente pela mar? de “ah, mas que linda voc? ?” (em 99% dos casos, elogios vazios de gente idem, buscando visitas e alguma notoriedade t?o ef?mera quanto in?til) e, acreditando 1000% nisso, passam a fazer da imagem o seu ?nico cart?o de visitas na vida.

Sem NENHUMA conota??o de despeito, por favor. Mas eu fico sempre muito triste (ao inv?s de achar gra?a malignamente e debochar…) quando vejo uma menina bel?ssima e burra. Sinto pesar pelas oportunidades que ela est? perdendo, ao desprezar a conjun??o poderos?ssima da beleza + intelig?ncia. Uma mulher bela e s?bia ?, virtualmente, o ser mais poderoso do universo. Quando esse ser hipot?tico se funde em dois (o que ? mais comum… gente feia e inteligente, gente linda e tola), ? como se frustra??es ambulantes passeassem por a?. S? que os bonitos e burros n?o v?o se dar conta disso, porque pensam ter tudo (j? que a sorte momentaneamente os sorri com a gra?a da popularidade, do afeto imediato e seus benef?cios), e talvez at? se acreditem geniais. Talvez acreditem mesmo que sejam amados e admirados, como se a beleza fosse qualidade bastante para despertar amor e admira??o (pelo menos de pessoas elevadas, cujo amor e admira??o realmente fa?am diferen?a). Isso d?i.

Hoje eu fui a um collective de dom?nios, pra ver sites e me inspirar pra mudar o layout disso aqui. Ca? num webring de camgirls, e l? estavam aquelas garotas, umas bonitas sim, outras sinceramente horrendas, fazendo caras e bocas, mostrando umbigos, retorcendo pesco?os e olhares, e embaixo de cada post, pedidos desesperados em mai?sculas com negrito e fontes piscantes: VOTE FOR ME ON SLUTCAMGIRLS.COM. T?. Votar em voc?s. Mas, al?m da car?cia falsa no ego, o que diabos voc?s ganham com isso, crian?as? O que far?o quando e se n?o puderem mais sobressair (?) pela beleza? V?o virar cascas murchas, casulos vazios abandonados pelas cris?lidas esvoa?antes do seu passado de maquiagem carregada, tinta pra cabelo, tatuagens radicais e piercings estilosos? Ser? que acreditam mesmo que 100% das pessoas que perdem um minuto clicando num link e “votando” o fizeram por estar fascinadas pela sua “beleza-g?tica-made-in-hot-topic”?

Fiquei com d? dessas meninas. Quis dar um esporro em forma de li??o de moral, mas eu n?o tenho moral para isso. Por mais que tenha tentado dar um significado extra aos meus self portraits no in?cio (dispon?vel nos arquivos que o fotolog.net comeu com angu, ou no fotki), a verdade ? que eu tamb?m gostava de ser chamada de “linda” nos comments. Mesmo n?o acreditando, ou talvez at? por isso mesmo: aquilo pretensamente me fazia acreditar. Foi quando eu me dei conta de que n?o, eu n?o era linda sem luzes e photoshop. Eu era uma menina normal (n?o confunda com “comum”). Mas que, sendo linda ou n?o, tinha algo bem mais legal de que poderia se orgulhar, e esse algo n?o dependia de aparatos cenogr?ficos. Algo que n?o vai depender do meu n?vel de popularidade - mas que sempre vai me tornar popular entre o meu p?blico-alvo favorito: aqueles que s?o iguais a mim.

E agora eu vou l? falar com ele, que me chama de “gata” em portugu?s. E isso me faz feliz. :o)

my beloved monster and me
Escrito em diariamente, Março 24, 2004 @ 05:13

she will always be the only thing
that comes between me and the awful sting
that comes from living in a world that’s so damn mean
- Eels

O motorista do ?nibus em que eu volto pra casa me ama, eu sei.

Ele sempre liga o r?dio t?o logo eu adentro o coletivo. E, ao inv?s do que 99,9% dos outros motoristas de ?nibus fazem, ele N?O sintoniza numa r?dio de pagode vomitivo. E sim na r?dio rock (meia bomba, mas ? melhor do que ter que ouvir crioulinhos com cabelo descolorido chorando ao microfone), e a minha divers?o durante os 20 minutos da viagem ? observar a express?o de p?nico no rosto dos demais passageiros. Hoje, por exemplo, ele meteu The Number of The Beast, e eu tive que abstrair pra n?o gargalhar ao ver aquela horda f?tida de pagodeiros/funkeiros/forrozeiros/ax?zeiros from hell ouvindo Iron Maiden (fase ?urea), ?s quatro e meia da tarde em plena avenida Brasil. QUEIMEM, frequentadores da Via-Show-com-pagode-do-grupo-sensa??o-e-cerveja-a-um-real. E eu nem gosto tanto de Metal assim. “I’m coming back, I will return / and I’ll possess your body and I’ll make you burn / I have the fire I have the force / I have the power to make my evil take its course”. Uau.

Sammy e Fernando est?o aqui, vieram conhecer meu micro novo. E estar apaixonada por um monitor ? sinal de nerdice irrevers?vel, eu sei. E hoje o falecido (?) ligou para o meu trabalho. Distante feito o Himalaia (ent?o pra qu? ligar, porra?), dizendo que o telefone est? com defeito (e eu com isso?), e encerrou o papo em tempo recorde. Cansei de lidar com gente-p?ndulo. De oscila??o j? bastam as mar?s violentas da minha vida.

AH, SIM: perdi (pra variar) a senha do meu velho MSN, e tive que fazer outro: drambuie_rocks@hotmail.com.
Amigos queridos, me adicionem. Punheteiros de fotolog, unite and fuck off. ? isso.

ONline.
Escrito em diariamente, Março 23, 2004 @ 05:12

Ok, eu tenho internet em casa, novamente. O micro novo ? bonitinho. Minha senha do Globo.com n?o entrou (ser? que foi porque eu esqueci de pagar a conta?), por isso peguei uma empresarial “emprestada” at? regularizar a situa??o. O problema ser? justamente regularizar isso.

Eu devia estar feliz? ?, eu devia. Tenho que reinstalar d?zias de programas, todas as minhas fontes, reorganizar os HDs, me acostumar com o visual fresco/carnavalesco do Windows XP, mas eu tinha que estar feliz. ?. Eu estou feliz sim. Mas como nada ? perfeito, hoje fiquei sabendo que as amebas pastantes aqui do trabalho descobriram o endere?o dos meus sites e at? mesmo andaram fu?ando meus emails.

Um dos evang?licos veio falar comigo, come?ou pregando a palavra de Deus e querendo me ajudar a vencer meus impulsos suicidas (HAHA), mas depois mostrou a que veio e saiu fazendo pr?-julgamentos toscos da minha personalidade. E ainda tive que ouvir que o lance emocional que eu estou vivendo ? uma “ilus?o”. Bom, at? pode ser ilus?o, sim - mas n?o de ?tica. Afinal de contas, ilus?es de ?tica n?o s?o palp?veis, e nem beijam de l?ngua.

Culpa minha? Totally. Eu devia ter acessado meus sites pessoais do micro do trabalho? NAH. Eu devia ter deslogado do sistema do yahoo depois de ler as mensagens? YEP. Eu fui ing?nua, tolinha, descuidada e burra? TOTALLY. Agora que o caldo supostamente entornou, qual seria a sa?da? Deletar meu dom?nio, mudar a senha desse livejournal para um bagulho alfanum?rico de mil caracteres case sensitive e nunca mais abrir meus sites dentro daquele antro? ?, eu podia. Mas eu n?o vou, n?o. So fuckin’ sorry, guys, but you’re not at all that important. Querem ler? Divirtam-se. Mas sejam gentis e deixem coment?rios, j? que as visitas s?o t?o frequentes.

Al?m do mais, sabe como ?. Hackers s?o do_mal e quebram senhas dif?ceis. Os daqui da empresa s?o the_best. Ao inv?s de clonar sites de bancos para roubar senhas de ot?rios, eles descobrem urls de blogs de “meninas suicidas”.

Salva de palmas, por favor.

Agora eu vou l? responder os emails lindos da minha “ilus?o”, que ali?s acabou de sair do telefone (e olha que ele est? tr?s horas na minha frente).
E a minha ilus?o me chama de “squeezable”. AH, isso ? FOFO.

Vai passar.
Escrito em self, Março 23, 2004 @ 05:11

Eu tenho um computador novo, e voc? n?o-tem.
Bom, ele ? uma gra?a. E eu vou fazer fotos dele histericamente e colocar no fotologue. Eu j? estaria online desde ontem - s? que o meu velho teclado “n?o combina” com a minha nova m?quina, e preciso de um adaptador (que n?o encontrei dispon?vel). Se tudo der certo, estarei pobre, por?m feliz hoje ? noite.

E n?o, eu n?o vou melhorar com a idade. N?o. Eu n?o estou “passando por uma fase”. Eu sempre fui assim, e no fundo at? gosto. Seria de fato um problema se eu n?o gostasse do que eu sou (n?o estou falando do aspecto f?sico, ? claro), afinal, ? t?o mais f?cil n?o ter o peso de uma m?scara pendurada na cara… Eu podia tentar parecer cool. Inteligente. Popular. Legal. Mas eu sou a garota que ?s vezes ? t?o magn?nima a ponto de perdoar atitudes imperdo?veis, e noutras, ? capaz de comet?-las.

Eu fiquei chateada sim, porque minha m?e entregou meu micro velho nas m?os de um cara do meu trabalho. Uma pessoa que eu mal conhe?o e, bem… Da ?ltima vez que levaram um micro meu pra longe, ele voltou absolutamente detonado, e eu n?o queria isso de novo, n?o a troco de porra nenhuma e de nenhuma porra.

Sim, eu chorei e gritei com ela, e fiz algumas coisas bonitas virarem cacos (isso n?o ? uma met?fora, mas tamb?m ?). Eu sei que me excedi. Mas eu sei tamb?m que, a menos que me vicie em Lexotan feito a tia Margareth, que engole cinco comprimidos no caf? da manh?, eu nunca serei diferente disso. E eu gosto de ser assim, pois foi com a minha cara real que conquistei a admira??o das pessoas que realmente importam pra mim. Eu sei disso. Elas tamb?m sabem.

?. Eu sempre serei assim. Agora pode rir da minha pretens?o de tentar adivinhar meu pr?prio futuro. Mas ser? que n?o seria pretens?o maior a sua, em querer adivinhar o futuro de outra pessoa?

novocaine for the soul.
Escrito em diariamente, self, Março 19, 2004 @ 05:10

Eu quero ir embora daqui. N?o quero ficar aqui hoje, n?o est? rolando. Passei a manh? toda chorando no banheiro da empresa. E isso n?o ? nada bom.
Eu n?o consigo ver gra?a em na-da. Nada.

E ontem ele ligou l? pra casa. N?o devia ter ligado, eu pedi que n?o ligasse. DDI todo dia, duas vezes por dia e duas HORAS e meia por dia ? crueldade. Meu dia tinha sido uma MERDA, cheguei em casa e minha m?e estava tendo crises hist?ricas porque segundo ela eu a “obriguei” a ir comprar o monitor. Que n?o funcionou, ali?s. Ou seja, o problema ? o micro. Ou melhor, o problema ? a parte el?trica da minha casa. Ou quebro todas as paredes e conserto isso pagando os tubos, ou desisto de ter um computador.

Ok. Ent?o, eu estava estressada, frustrada, e triste. E cansada (ainda estou). E eu fui dormir ?s oito e fiquei contando carneirinhos cor de chumbo, e que pesavam feito chumbo tamb?m, fazendo barulho quando ca?am no ch?o. Assim eu esperava poder contar quantos quisesse, mas sem dormir. Mas eu dormi. Mas fui acordada minutos depois pelo telefone. E era ele. De Londres, pra onde tinha ido a neg?cios. Estava nitidamente “alegre”, no meio da rua e de um monte de amigos.

E eu lembrei que era a_mesma_coisa com o menino da bicicleta, quando ele havia bebido demais.

Ok, eu gosto dele. Mesmo. Ele parece um menino quando ri. Eu adoro o som da risada dele. Eu adoro quando ele conta, dramatizando as vozes, esquetes antigos do Monty Python que eu n?o conhe?o. Eu adoro as met?foras e compara??es hil?rias que ele inventa pra me fazer rir. Eu adoro quando ele canta pra mim. Eu adoro a intelig?ncia dele, o dom?nio que ele parece ter sobre qualquer assunto que eu ignore. Mas eu tenho medo. Eu sou pessimista, lembra? Eu n?o vou largar tudo por sua causa, n?o vou acreditar nas suas promessas, porque eu sei bem no que a paix?o n?o raro se transforma, com o tempo. Pode vir a ser diferente dessa vez? Pode. Mas pessimistas n?o arriscam. Pessimistas achariam que voc? ? um criminoso, que prender? meu passaporte ainda no aeroporto e me far? trabalhar como prostituta nalgum puteiro barato do leste europeu.

E eu ri horrores agora dessa minha ?ltima frase.
?, nem tudo est? perdido.

Sick and tired.
Escrito em resmungos, self, Março 19, 2004 @ 05:09

Eu quero meu computador de volta. N?o somente porque eu estou perdendo contato com algumas das pessoas que mais gosto. Mas porque eu preciso escrever. E eu n?o consigo mais escrever em papel. E ficar sem escrever me angustia, e eu n?o consigo ver gra?a em coisa alguma. Eu vou dormir ?s nove da noite, acordo uma da manh?, e tenho uma madrugada inteira pela frente para pensar em como a minha vida ? miser?vel e como nem mesmo as coisas mais simples conseguem dar certo.

? como se eu n?o conseguisse ter dez minutos seguidos de felicidade. Sempre tem um tapa na cara no meio da festa, pra me lembrar que a m?sica alta e a bebida n?o v?o conseguir enganar a minha infelicidade para sempre.

E tem a c?mera, as fotos que eu tanto gosto de fazer, e tudo isso est? separado de mim. ?, eu sou f?til porque eu n?o tenho grandes realiza??es a ambicionar/comemorar. Eu vivo das pequenas coisas que me d?o prazer e que me mant?m heroicamente presa a esse mundo, quando tudo o que eu queria era escapar daqui.

Estou cansada de colecionar pequenas frustra??es. At? meus desapontamentos s?o med?ocres. Se eu falhasse em descobrir a cura do c?ncer… Mas n?o. Eu falho em ter um pc em casa. Eu falho falando de menos e passando por est?pida numa discuss?o que eu tinha tudo pra ganhar. Eu falho vendo o meu pouco dinheiro indo embora em contas in?teis, perdendo a utilidade que me manteria suportanto esse emprego maldito, essas pessoas que eu detesto, esses faxineiros que me irritam, esses ?nibus lotados ?s seis da manh?, onde nem sentada na escada eu consigo mais viajar, e as janelas fechadas me sufocam.

Eu preciso abrir janelas. Eu preciso de ar. Eu preciso acreditar que eu ainda preciso respirar. Por qualquer motivo.

E talvez eu at? tenha um motivo. Mas sabe como ?. Bom demais para ser real. E pessimistas cr?nicos nunca aprender?o a sorrir.

Paci?ncia.
Escrito em resmungos, Março 17, 2004 @ 05:08

Rid?culo. Grana para comprar um monitor novinho (desisti da id?ia de consertar o velho, foda-se os enrol?es daqui do trabalho cujo hobby ? me fazer de pateta prometendo ajuda que n?o querem dar) e n?o posso fazer isso porque eu n?o tenho um carro para busc?-lo na loja.

Eu: voc?s entregam em casa?
Idiota do Televendas: sim senhora.
Eu: quanto custa entregarem um monitor em…
Idiota do Televendas: n?o senhora, n?o entregamos monitores.
Eu: u?, por que n?o?
Idiota do Televendas: ? muito grande e pesado, senhora, n?o temos como lev?-lo, seria perigoso.
Eu: querida, se eu estivesse comprando um pente de mem?ria, n?o ia precisar que entregassem em casa!
Idiota do Televendas: ? verdade, senhora.

Foda, foda, foda.

Bom, dissabores da incompet?ncia alheia ? parte, vamos falar merda do trabalho. Sinto mesmo aqui dentro essa m? vontade generalizada para com a minha pessoa - eu odeio essa express?o, mas que ela ? engra?ada, ?. Nunca fiz nada de mau para elas, mas tamb?m nunca fiz nada de especialmente bom. Sempre fui neutra e prestativa, e esperava deles o mesmo tratamento. Mas parece que o “fotolog way of life” ? um reflexo da natureza humana. Enquanto l? naquele site voc? fica popular apenas se lamber o rabo alheio ou se for good-looking, nas rela??es sociais se d? o mesmo. As pessoas s? concedem a suprema gra?a de serem bacanas a quem consegue passar a impress?o de que dariam a vida por elas.

Ali?s, uma das meninas demitidas, Juliana, j? arrumou um emprego melhor. E passou na prova da Petrobr?s. E est? montando uma empresa - s?rio. Eu lembro que no dia da demiss?o ela teve um pressentimento de que o patr?o tinha ficado bravo com ela, e como era o ?ltimo dia do est?gio (depois dele teria que ser efetivada ou demitida), come?ou a tremer e suar frio. Bingo, p? na bunda pra ela. Mas que grandes oportunidades essa demiss?o proporcionou. O que me deixa mesmo feliz, porque a guria apesar do “meio metro e meio” de altura, ? competente e tem garra de sobra. Torci e tor?o por ela, sempre.

E por mim, tamb?m. Os ?ltimos dias foram de grandes mudan?as, pela primeira vez eu andei num bagulho que voa (um helic?ptero) e descobri que o menino da bicicleta n?o ? o ?nico homem interessante do mundo.

Ok, dessa ?ltima parte eu j? sabia. O que eu duvidava ? de que seria capaz de encontrar esse homem, e de que ele pensaria o mesmo de mim. Acho que somos “a agulha no palheiro” um do outro, e ? justamente a reciprocidade da descoberta que a torna t?o incr?vel quanto deliciosa.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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