Hell is over there.

Não creio que o inferno seja aqui, porque domingos chuvosos são o paraíso e domingos chuvosos acontecem.

O weekend foi legal porque a Z. chegou do Arizona com o E. e eu pude conhecer o menino e rever a Z., que eu não via desde um certo anoitecer num ponto de ônibus em Nilópolis. Voltávamos da casa da M., meu ônibus chegou primeiro, nos despedimos e eu parti. Dias depois brigamos e só fui saber dela mais de um ano depois, quando o R. soube que ela tinha ido para os EUA, sem planos de retorno. Mas a internet é do tamanho de um ovo de galinha, you know... E foi bom ver que, apesar de termos mudado bastante, aquilo que fez com que nos tornássemos amigas continua de certa forma igual.

Z. e sua fodíssima Canon EOS Rebel, demonstrando o foco da macro em um dos carrinhos do E.:


Minha roupa não é adequada. Meu jeito não é adequado. Minhas idéias não são adequadas. Eu não sou uma pessoa adequada. Eu não estou me adequando ao ambiente de trabalho. Acho melhor desistir logo e me conformar com a perspectiva de que vou passar o resto do meu futuro (que já chegou) jogando biriba com mendigos feridentos nalgum abrigo da prefeitura. E o mais interessante é que essa idéia não chega a me assustar. O que me assusta de verdade é a visão de um futuro de cartões-de-ponto.

Também não vou usar bolsa de avó combinando com sapato e twin-set bege. Tá, confesso - já tentei me vestir assim. Entrevistas de emprego. Antes de sair de casa, o suplício. Olhava no espelho e me sentia oprimida. Oprimida por um twin-set! O twin-set ria da minha cara: "Deus, você está ridícula. RI-DÍ-CU-LA! A quem você pensa que engana?". A ninguém, pensava eu. "A NINGUÉM!", respondia o espelho; e ria da minha cara ele também.

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