Comentando as not?cias…
Escrito em soundtrack, www, Março 17, 2004 @ 05:07

Essa ? daqui: “Uma m?sica do grupo The Smiths, um dos mais influentes do pop brit?nico nos anos 80, ? a melhor m?sica para combater a tristeza, segundo uma pesquisa divulgada hoje, quarta-feira, pela emissora p?blica de r?dio digital BBC 6. A m?sica em quest?o ? I know it’s over e foi escolhida como o grande ant?doto contra a depress?o por milhares de pessoas que participaram da pesquisa, que faz parte de uma campanha da emissora para estudar os v?nculos entre a m?sica e a sa?de mental.

“A m?sica ? como bra?os gigantes que saem dos alto-falantes para me abra?ar”, disse um dos participantes da pesquisa, segundo a r?dio brit?nica. Composta pelo l?der do grupo, Steven Morrissey, a m?sica ? um triste discurso existencial e faz parte do disco The queen is dead, (1986), considerado por muitos cr?ticos o melhor ?lbum da banda. I know it’s over ocupa o primeiro lugar de uma lista de vinte “m?sicas para a melancolia” que, segundo os entrevistados na pesquisa, “salvaram” suas vidas.

Na lista tamb?m aparecem can??es do REM (Everybody hurts), The Cure (Pictures of you), Pink Floyd (Confortably numb), e Beatles (Good day sunshine).”

Gente demente. Peguem aqui a letra de I Know it’s over e me respondam se n?o d? vontade de separar a cabe?a do corpo depois de l?-la? Trechinho exemplificador:

“If you’re so funny
then why are you on your own tonight?
and if you’re so clever
then why are you on your own tonight?
if you’re so very entertaining
then why are you on your own tonight?
if you’re so very good looking
why do you sleep alone tonight?
I know because tonight is just like any other night
that’s why you’re on your own tonight
with your triumphs and your charms
while they are in each other’s arms

Love is natural and real
but not for you, my love
not tonight my love
love is natural and real
but not for such as you and I, my love

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head

J? perdi as contas de quantas vezes ouvi essa m?sica olhando para a minha m?o cheia de comprimidos de Lexotan e uma garrafa cheia de vodka barata do lado.

E tem mais essa: “Aviso: Tem chegado a nosso conhecimento que diversas pessoas no Brasil est?o oferecendo contas Gold Camera por um pre?o mais barato. Isso ? uma fraude.
Eles est?o usando cart?es de cr?dito roubados para pagar por essas contas. N?O OS ENVIE DINHEIRO. O FBI e a Pol?cia Federal do Brasil j? foram acionadas e os crimes notificados. Qualquer Fotolog envolvido em fraude ser? desativado permanentemente”.

Hahaha. Essa torna qualquer coment?rio desnecess?rio. Brazil sucks.

a weekend to remember.
Escrito em vida, Março 15, 2004 @ 05:06

Tanta coisa pra fazer, tanta gente com quem eu queria poder dividir coisas, e s? tenho 60 minutos para engolir o almo?o e aparecer aqui para dizer ol?. Rezemos todos pela recupera??o do meu monitor - talvez tenhamos boas not?cias quanto a isso ainda nesta semana.

Sobre o conselho para cultivar o otimismo, que recebi de v?rias pessoas, eu entendo totalmente o seu ponto de vista. Pena eu ser meio c?tica com rela??o a “pensamento positivo”. Os maiores otimistas que eu conhe?o s?o justamente os mais fodidos. Vivem apostando tudo em si pr?prios, sem ?s vezes talento suficiente para isso, e quase sempre a sarjeta ? quem ri por ?ltimo.

Eu queria n?o crer que existam pessoas fadadas a se foder eternamente dia ap?s dia (ou seja, estender meu ceticismo inconsistente a um ?ngulo que me favorecesse a esperan?a), mas olhando a minha biografia, confesso que d? MEDO.

Mas assim ? a vida. E, j? que eu deixei de lado a id?ia de desistir dela, vou ter que aturar - e ainda por cima tentar achar alguma gra?a nisso. Tipo quando voc? se pega assistindo a um filme HORROROSO, detest?vel, que induz ao v?mito, mesmo, mas n?o consegue desligar a TV, na esperan?a de descobrir se aquilo consegue piorar, e quanto.

A parte boa da hist?ria ? que o ?ltimo fim de semana entrou, definitivamente, para a minha lista dos melhores ever. E sim, eu tenho algu?m a quem devo agradecer por isso. E, antes que eu comece a me derreter aqui, eu paro. E prometo voltar ao assunto assim que tiver privacidade novamente (traduzindo, PC em casa), porque nada mais enervante do que pessoas perambulando e dardejando olhares na tela. Al?m ? claro de telefones tocando, de pessoas chamando, enfim… Eu n?o consigo mesmo me soltar.

Por ora, eu s? queria que ele soubesse que, at? julho, vou sentir saudade. Que essas ser?o 15 semanas muito longas. E que eu nunca pensei que um passaporte pudesse fazer tanta falta.

defeito de transmiss?o.
Escrito em self, Março 11, 2004 @ 05:05

Se o fotolog n?o fosse respons?vel por 1001% das visitas desse site, eu juro que deletava.

Hoje novamente me dei conta da minha enorme INcapacidade de dar um pontap? em pessoas. Eu costumo dividir as pessoas das minhas rela??es em listas. A lista dos que jamais sair?o da lista. A lista dos que nunca entrar?o em quaisquer das listas. A lista dos que n?o est?o na lista mas eu adoraria que estivessem. A lista dos que sa?ram da lista por conta pr?pria. A lista dos que est?o na lista mas n?o merecem estar.

Essa ?ltima ? particularmente complicada. Seria f?cil pra caralho simplesmente passar um “X” em cima de cada nome, amassar o papel e introjetar lixo adentro. Seria melhor pra mim, e at? mesmo para eles - que, de certa forma, est?o sendo enganados com rela??o ? minha amizade enquanto eu mesma me engano, acreditando que s?o ou poderiam ser meus amigos.

O problema ? que eu n?o consigo. Eu fico ali, inabal?vel na minha afetuosa hipocrisia (yes, porque eu n?o consigo sentir raiva delas, nem mesmo indiferen?a), esperando que um dia elas se encham de mim ou descubram a farsa, e a? sim, d?em ELAS o pontap? no MEU traseiro. Porque l? no fundo eu sei que lido bem com pontap?s - mas elas, talvez, n?o. Eu n?o quero ter esse peso na consci?ncia, e me ? deveras mais confort?vel ser chutada. Oh, porque isso me ? familiar?ssimo.

Ou talvez eu esteja sendo t?o panaca quanto poderia. Talvez elas tamb?m estejam esperando por esse pontap?, e essa minha mania de me achar importante na vida dos outros esteja apenas adiando o al?vio - para AMBOS os lados.

E porra, eu quero meu computador de volta, entendem? E, se n?o for pedir demais, todas essas roupas. Ou pelo menos o sapato roxo, que ? O_Neg?cio. Wearable orgasms, como algu?m j? disse. Babai:

Changes.
Escrito em vida, Março 10, 2004 @ 16:01

E ent?o as mudan?as que eu esperava aconteceram. Em primeiro lugar, acho que minha m?e n?o vai mais precisar voltar ?quele maldito hospital. E depois, dei O_Basta nas atitudes de algumas pessoas aqui do trabalho. Chamei-as h? pouco para uma conversa s?ria, expus o que estava me fazendo mal e, com o aux?lio da minha humilde arrog?ncia, exigi que parasse. Se foi a atitude certa? Duvido. Deixar que o inimigo perceba o quanto te atinge ? um erro de estrat?gia t?o ?bvio quanto perigoso. No entanto eu precisava falar. Porque o meu ar blas? diante de grosserias e ofensas fantasiadas de “brincadeirinha, brincadeirinha” n?o estava funcionando e eu estava adoecendo.

?, eu sou uma banana, mo?o da bicicleta. Ponto (de novo) pra voc?. N?o sabe o quanto eu desesperadamente invejo o seu sangue frio. O seu carisma inabal?vel mesmo quando age feito tolo, a admira??o que voc? desperta mesmo quando a retribui com a mais cortante das indiferen?as. Eu queria ter nascido assim, superior, especial e auto suficiente.

No entanto, eu sou apenas eu. E logo eu. Merda.

E ent?o eu conversei na orla de Ipanema e comi pipoca no ponto de ?nibus com o meu “friend from the land of Morrissey” (I’ll make things easier for you this time, haha). Ele ? ador?vel, foi uma tarde/noite bem legal e eu ganhei dois presentes lindos. Depois eu mostro pra voc?s, se prometerem segurar a baba.

Falando em voc?s, obrigada pelo carinho que recebi por email, por telefone, pelos comments do livejournal, enfim… ? bom saber que eu sou um pouco mais do que letrinhas numa tela. Sem sentimentalismos (que eu n?o sou disso, you know), mas beijo na testa de voc?s (sim, isso ? o m?ximo que eu me permito).

E em dois dias, se tudo der certo, meu monitor voltar? a respirar sem a ajuda de aparelhos. Quem sabe ent?o eu n?o possa publicar as proezas da minha Cybershot? Descobri que ela ? bem melhor do que eu pensava que fosse. E isso me deixa feliz. Ponto pra mim.

editando cicatrizes.
Escrito em vida, Março 10, 2004 @ 15:59

Ent?o, se voc?s leram meu ?ltimo berro l?, j? sabem a raz?o do desaparecimento. O monitor est? quebrado, sim, mas temos muito mais coisas quebradas (e coisas mais importantes) para consertar por aqui. Aqui dentro.

E ? legal ver que pessoas n?o se importam e/ou n?o querem se envolver. Ensina.

Hoje ? ter?a feira, eu vou encontrar meu amiguinho ingl?s que mora numa ilha e gosta de carros antigos e conhece um cara l? do Pink Floyd (?, s? isso). Eu quero sentar num banquinho de orla e comer muita pipoca. Eu quero ficar triste com o barulho das ondas em paz. E vou ter que usar casaquinho, mesmo se n?o estiver frio, porque eu n?o quero que ele pergunte, como outros j? perguntaram antes, “que marcas s?o essas nos seus bra?os”?

Dos amigos mais pr?ximos eu estou quase me escondendo. Eles sabem demais de mim, suas perguntas dolorosamente pertinentes machucam, e eu n?o preciso de ferimentos extras.

E s?o seis e meia da manh?.
E eu j? estou no trabalho, e eu j?/ainda estou com sono.

cacos.
Escrito em vida, Março 8, 2004 @ 15:57

Por tr?s da cortina de fuma?a escura l? vem ela.

Mas ? que as coisas n?o v?o nada, nada bem por aqui. Estou doente, mas nada externo ? a causa, no entanto. As cicatrizes s?o o ?nico sinal vis?vel da dor. ?, eu inaugurei uma nova modalidade de self-infliction. Cortes de faca pelo bra?o. Porque, de repente, socar m?veis, quebrar objetos ou bater a cabe?a contra as paredes n?o mais t?m sido eficazes para transformar a dor f?sica em rem?dio que expulse a dor da alma do casulo que ela insiste em construir aqui dentro.

Mas sim, temos Lexotan.

E por causa dos comprimidos rosados que fantasiam de sono profundo a infelicidade, eu durmo sem sonhos desde s?bado de manh?, quando ele veio aqui me consolar de problemas do mundo real (minha casa est? desabando quase que literalmente, sigam a seta), e ao inv?s disso me fez sutilmente perceber o quanto eu sou desimportante.

No s?bado, liguei o monitor a fim de desligar o sistema e ele n?o respondeu mais. O telefone do meu quarto tamb?m parece estar cansado do trabalho. Meu ar condicionado desistiu de lutar contra as aborrecidas oscila??es de energia de uma casa cuja rede el?trica agoniza a olhos vistos (belo dia haveremos de entrar em curto e morrerei torrada, tal qual meus p?es de queijo, ontem). A l?mpada do quarto e o ventilador de teto estouraram a ponto de empestear o ar com o fedor do fogo que n?o chegou a queimar. Uma das caixas de som do meu system entregou os pontos e emudeceu em protesto. A TV alienou-se e s? sintoniza a rede Bobo. O gabinete do PC se compraz em me torturar com choques. A base da webcam partiu-se h? muito, e o durep?xi necess?rio ao conserto teima em n?o aparecer/funcionar. Partidos tamb?m est?o os puxadores das gavetas da minha bancada. E o meu cora??o idem, mas bem, isso ? o default dele. Ele j? veio partido de f?brica. E, como sabem, n?o h? conserto/emenda poss?vel para esse tipo de dano.

Ok, eu quebro coisas, sim. Mas eu n?o quebrei essas. S? que, exatamente como o idiota que passa o dia na praia assustando os demais fingindo afogamento (e, quando efetivamente se afoga, ningu?m acredita mais), eu tamb?m n?o tenho mais cr?ditos de confian?a. Ningu?m acredita, ningu?m ajuda, TODOS me culpam, e eu vejo minhas coisas (que s?o as ?nicas que eu tenho de verdade) indo embora. Nem elas ficam.

A companhia do menino da bicicleta traz risadas de brinde, mas o eco delas ? amargo e envenena o sorriso. Risos temerosos de que sejam os ?ltimos. Sim, ele me ama mas n?o me ama. Ele se importa mas n?o se importa. Ele me quer mas n?o me quer. E eu j? sabia. Mas reafirmar entre sorrisos e com um arzinho blas? de “assim ? a vida” D?I. ? sentir-se ficando para tr?s enquanto o outro caminha. Por OUTRO caminho. Que eu talvez nunca seja capaz de percorrer.

E as palavras dele fazem “ploft!” nas ilus?es que eu acreditava imorredouras. E sim, infelizmente elas s?o. Mas do modo errado. N?o morrem quando frustradas, como deveriam (para o bem dele, para o meu bem). As palavras dele as transformam em p? sim, mas ao inv?s de jogar um balde d’?gua na sujeira eu simplesmente varro tudo para debaixo do tapete. E quando for mudar a decora??o. vou achar de novo, sob a bonita tape?aria nova, o mesmo p? de sentimentos ressequidos. Que, ao contato com o ar, se transformar?o de novo em tristeza.

Tudo est? se partindo em peda?os bem pequenos. E pontiagudos. Daqueles que machucam e n?o se podem colar juntos novamente. A casa e minhas coisinhas. Meu melhor amigo, meu todas-as-coisas. Eu n?o atendi a telefonemas esses dias, my sincere apologies a quem ligou. Ok, I was home alone quando o meu amiguinho l? da terra do Morrissey telefonou-me, e ? bem prov?vel que eu v? v?-lo amanh?. Vai ser bom sentar na praia ? noite e fingir que falo ingl?s com uma pessoa que n?o sabe nada dos meus problemas e que n?o ter? a capacidade de me lembrar deles.

E eu consegui a Cybershot sim, estou apaixonada por ela, mas sabe como ?, sem monitor, imposs?vel testar. E eu estava querendo contar sobre a epop?ia que foi conseguir essa bendita m?quina, mas esse assunto perdeu totalmente o foco. Sorry.

N?o sei quando vai ser poss?vel voltar 100%. Espero que breve, mas………. Emails s? pro iG, pois o do dom?nio n?o funciona em pcs alien?genas.

A gente cansa e desiste de tanta coisa… De insistir com pessoas. De caminhar para chegar a um ponto. De um trabalho que paga mal. De uma tarefa que se revela t?o exaustiva quanto in?til.

Por que n?o se pode cansar de viver em paz, sem ser julgado fraco?

E essa caixa de Lexotan n?o vai durar pra sempre.

shit.
Escrito em caderno de perguntas, fotos, resmungos, Março 5, 2004 @ 15:55

Quando eu digo ?s pessoas que minha vida ? um inferno potencializado pela presen?a de satan?s e deus ao mesmo tempo (sim, pra quem ignora o fato, God is evil), eu sou a poser.

Nada d? certo. Literalmente na-da. As coisas pequenas. As coisas grandes. As coisas microsc?picas. As coisas gigantescas. Enfim. A cada dia eu adiciono mais uma conta negra ao meu ros?rio de desgra?as. J? est? t?o comprido que qualquer hora eu trope?o nele.

Eu estou cansada, hoje. Cheguei em casa ?s sete da noite. Mal consegui responder meus emails. Mas fiz UMA coisa boa hoje (ali?s, sendo mais sincera, fizeram para mim: o un-lovable.com agora ? powered by blogger. Uh?, tr?s mil vivas a isso; agora mostrem todo o seu amor por mim batendo palminhas de contentamento. M? not?cia: perdi todos os comments. Mas estejam certos de que eu jamais esquecerei aquelas palavras de incentivo, e que “o que vale ? a inten??o”. Eu odeio ditos populares, mas amo voc?s.

Eu fico sentimental?ide quando revoltada.
Vai entender, vai.

p.s.: hm, ok. o que RAIOS houve com os arquivos do fotolog????
p.s.2: eu quero e VOU ter esse cabelo. AMANH?.
p.s.2.:

survey A a Z ?ber babaca que ningu?m vai ler, n?o sei pra qu? me importo

Age: bobagem.
Band listening to right now: the cure.
Career future: algo relacionado ? moda, m?sica, literatura ou fotografia. minhas paix?es assumidas.
Dad’s name: armando.
Easiest person to talk to: myself.
Favorite song: Imposs?vel escolher. Eu ou?o muita m?sica.
Gummy Bears or Gummy Worms: ai, essas surveys americanas e suas perguntinhas imbecilmente idiossincr?ssicas… Lixo.
Hometown: duque de caxias
Instruments: que eu goste, guitarra. que eu toque, a contento, nenhum.
Job: escrava. v? os grilh?es enrodilhando minha goela? pois ?. triste, n?o?
Kids: socorro.
Longest car ride ever: carro? uau. caxias - nova friburgo. olha como eu sou loser e minha vida fede.
Mom’s name: maria.
Number of people you’ve slept with: se dormir significar sexo, s? uma.
Phobia[s]: tr?nsito, baratas, lib?lulas, afogamento.
Quote: lembrei dessa agora: “pobre ? o homem cujos prazeres dependem da permiss?o do outro”. esqueci de quem, mas t? no clip de justify my love, da madonna. eu tentei e consegui evitar citar wilde pela en?sima vez. ufa.
Reason to smile: nenhuma.
Song you sang last: “Heal the Pain”, do George Michael. Cantarolei voltando pra casa de ?nibus, anteontem (ter?a).
Time you wake up: ?s seis em ponto durante a semana, por volta das oito e meia nos weekends.
Unknown fact about me: praticamente quase tudo sobre mim ? total ou pretensamente desconhecido. eu sou um enigma.
Vegetable you hate: pepino, repolho, beterraba, cenoura, quiabo.
Worst habit: pregui?a.
X-rays you’ve had: se tirei UM a vida inteira foi muito. eu sempre fui quieta, nunca quebrei ossos.
Yummy food: muitas. comida rox.
Zodiac sign: n?o acredito nisso.

Ok, then go to the PICS (encontradas em pasta perdida do c?-dois-pontos):

1) Eu descansando num banquinho da “orla” de Paquet?. N?o, essa foto N?O foi feita no ?ltimo carnaval. Mas numa das minhas muitas visitas ? “Ilha dos Tr?s Pontinhos”… E eu a chamo assim porque a hist?ria do livro A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, se passa em Paquet?, mas por um motivo que eu NUNCA soube qual era, o nome n?o ? citado, a n?o ser assim: “e Augusto voltou ? Ilha de …”. Hahaha. Sim, a hist?ria ? fict?cia, mas a a??o de fato se passa em Paquet?. Tanto que a “Pedra da Moreninha”, onde Carolina esperava a volta do seu amado, ? um de seus pontos tur?sticos.


2) A ala vip, ou Diretoria Feminina do mundo postal carioca se re?ne no “churrasco social”, em Teres?polis, regi?o serrana do RJ. E algu?m a? se lembra dessa foto e dessas meninas, hein, e ? Bem, esquerda pra direita: eu, Mariana, Adriana, Zil?, Renata e Ana Paula. Se bem que, a s?rio, dessas todas s? eu e a R? ?ramos, de fato, diretoria com D mai?sculo (o churrasco foi, ali?s, organizado por ela). ?poca das correspond?ncias e FBs.


3) Eu me achando A_Pinup. Haha. Mas sinto falta do cabel?o.


4) Ador?vel p?ster do meu quarto. Sangue, depress?o e instrumentos perfuro-cortantes. Um amor.


5) So fashion.

 

6) Desktop do meu quarto, na minha fase “tente parecer feliz enchendo sua vida de cores alegres”. Detalhe pro anjo que aparece nesta foto, que roubei de um cemit?rio. ?, pessoas, eu ROUBO cemit?rios. Belo dia achei que ele estava me dando azar e o espatifei na parede. Estupidez. A sorte n?o mudou e sinto falta do anjo.


7) S? os BEM antigos v?o se lembrar do Shampoo e sua triste hist?ria com final feliz (?). A interroga??o ? porque perdi contato com o gatinho. Sinto saudades.


8) Bloody Bunny, grande amigo.


9) “This is your world in wich we grow, and we will grow to hate you”.


10) Dia que entra pro rol das lembran?as eternas. Maric?, regi?o dos Lagos, RJ, um carnaval qualquer com ele.


11) “Voc? ? bonita e eu n?o, mas o MEU queixo tem covinha E O SEU N?O, lalala…”

Depois tem mais. Agora, acabou.

aviso aos surfistas.
Escrito em www, Março 4, 2004 @ 15:54

N?o, voc? n?o surtou. Nem eu, tampouco. Menos ainda o seu browser. O que voc? est? vendo agora ? o un-lovable.com vers?o Blogger. Fofo, n?o? Tamb?m achei. E chega at? voc? gra?as ao esfor?o nada-conjunto dessa que vos escreve (que n?o fez p**** nenhuma) e de uma mocinha muito gentil e prestativa (que fez tu-do) e que s? n?o vai ter o nome citado nesse instante porque n?o sei se ela quer publicidade (e se ela ficar chateada comigo estou perdida, j? que ela tem a senha da minha conta aqui no blogspote).

Por isso os posts que estavam aqui at? agora aparecem todos no mesmo dia. E por isso os coment?rios foram perdidos. N?o, eu n?o deletei seus comments porque eu te odeio, Alec. Eu te amo e voc? sabe disso. ;o)

Eu podia escrever MUITA coisa hoje, porque tive um dia MUITO problem?tico hoje. Infelizmente, depois do esfor?o hom?rico de agora (onde fiquei me esfalfando n?o fazendo NADA para migrar meu site pro blogspote), estou cansada e pretendo dormir.

Mas a partir de amanh?, esse blog ser? loucamente atualizado, como voc? nunca viu antes. Inclusive (e finalmente!) as pop ups que ficam ali, no menu ? sua esquerda. Yes. In case you haven’t noticed, aquelas palavrinhas bonitas logo abaixo da frase “fake life”, s?o links. Percebe?

Amanh? ? outro dia, j? dizia minha musa Scarlet O’Hara. E eu, que nunca tenho o que dizer e vivo de citar pessoas, continuo seguindo o padr?o. Sim, amanh? ? outro dia. Que espero ser BEM diferente deste que, em menos de uma hora e meia (gra?as a deus) n?o volta mais.

p.s.: post editado, porque o Junior ? um chato que eu amo. E j? que eu editei, toma logo os cr?ditos por isso aqui, C. Sua linda. E eu acabo de entupir o livejournal de fotos feias que eu achei perdidas aqui no c?-dois-pontos. L?. Agora.

samba do crioulo g?tico.
Escrito em diário de bordo, Março 4, 2004 @ 15:53

Ap?s a ressurrei??o do PC ontem de madrugada, eis-me aqui, de regresso. N?o pude atualizar o dom?nio porque aqui eu posto manualmente, e sem os meus arquivos ? imposs?vel fazer qualquer coisa. Antes mesmo que eu pudesse ficar feliz, descubro que o cabo USB da c?mera digital pifou. De novo. O original boiou numa po?a d’?gua dentro do quarto (”presentinho” da ?ltima chuva que transformou o Rio num mar de esgoto) e enferrujou. Paguei car?ssimo num outro, que agora n?o topa funcionar. Eu j? paguei o t?cnico, ontem - na verdade, a fonte do micro n?o havia queimado, mas a porrada que dei nele soltou os seus cabos. Se eu tiver que comprar o USB pela terceira vez, eu piro. Pe?o ? minha m?e a nota de garantia da loja que me vendeu o cabo, e descubro que ela simplesmente a perdeu e, al?m de n?o admitir, ainda gritou comigo, como se EU fosse a filhadaputa da hist?ria.

Estou cansada disso. Terrivelmente cansada de dinheiro curto, divers?o nenhuma, aborrecimentos mil, pessoas cru?is, pessoas que n?o se importam. Cansada de ?nibus lotado j? ?s seis da manh?, de feriados entrecortados por plant?es, de n?o ver gra?a em coisa alguma, de n?o me entusiasmar por coisa alguma, de n?o ter vontade de coisa alguma. ? devastador olhar no espelho, ou para dentro de mim mesma, e perceber que me tornei tudo aquilo que passei a vida a temer/recriminar. Eu estaria preparada subsistir em subempregos, daqueles que n?o requerem racioc?nio algum e que admitem at? mesmo egressos da APAE para exercer as fun??es. Eu estaria preparada para qualquer coisa, menos para ser infeliz, mas parece que o destino est? mesmo a fim de me frustrar as expectativas. T? cansada de me identificar com o Dumbo e com o Touro Ferdinando, e olha que eu nem gosto da Disney.

Well, review: primeiro dia de carnaval, chuva. Minha sutil vingan?a contra os “romeiros de s?o momo” que entupiram as estradas em dire??o ao sol, ao batuque e ?s gatinhas de biqu?ni. Passei o s?bado arrumando o quarto. O PC inoperante, os amigos a caminho das praias, o namorado dispensado, o que mais eu podia fazer? Ir a Paquet? no domingo, ? claro. Pra quem n?o conhece, ? uma ilha do tamanho de um pequeno bairro plantada no meio da ba?a de Guanabara. E que eu adoro. Tenho ido l? desde sempre, e sempre quis ver o luar na ilha, mas o fato de a ?ltima barca deixar o cais ?s nove da noite era um puta desest?mulo. Sempre ia embora ao entardecer, mas dessa vez fiz diferente; achei uma pousada pulgueiro e resolvi dormir l?. E dormi mesmo, depois de tomar um banho de chuva inesperado dentro do cemit?rio de passarinhos (nonsense ? pouco…), de voltar pra casa levemente enlameada e n?o conseguir entrar no meu pr?prio quarto, pois a dona da pens?o, alcoolizada, n?o me reconheceu. Haha. O mais hil?rio foi o meu breve di?logo com as outras pessoas que estavam no, err, “hall”:

- Mas voc? pegou essa chuva toda, menina? Foi aonde?
- Eu estava no cemit?rio de passarinhos…
- CRUZ CREDO, TE ESCONJURO!!

Na verdade eu gosto de l?. S?o curiosas as pequenas tumbas (o cemit?rio ? de p?ssaros, mas sepulta qualquer esp?cie de bichinho de estima??o, por uma m?dica quantia), as ?rvores de ramos baixos, curvando-se em dire??o ? terra, como se quisessem alcan?ar de novo aqueles que algum dia j? cantarolaram em seus galhos. Sil?ncio absoluto, calma, paz. E l? estava maria antonieta herself, metendo trust do cure no repeat mil vezes, dentro de um cemit?rio de passarinhos em pleno domingo/segunda de carnaval. Foi quando a chuva despencou e eu tive que voltar correndo. E ficar no sof? at? as tr?s da manh? assistindo desfile de escola de samba at? a velha curar 10% do pileque e me devolver a chave do quarto.

Ok, eu podia t?-la roubado do chaveiro enquanto a gentil hostess cantava “bota a camisinha, meu amor” da Grande Rio, grudada num copo de cerveja. Mas na verdade estava legal ficar no sof? vendo tv. At? porque, com o c?u nublado, n?o ia rolar o luar pela janela. Ent?o, toca beber cerveja de gra?a (o esquema era 0800, mesmo) e sambar toda molhada pelo tapete do, err, “hall” da velha.

E tudo isso por menos de 100 reais. Acho que vou montar uma empresa de pacotes tur?sticos sem no??o a pre?os convidativos. Talvez esteja a? o melhor plano de fuga do meu prov?vel futuro negro.

ghosts.
Escrito em diariamente, Março 4, 2004 @ 15:52

Tem uma m?sica do Garth Brooks que diz que, ?s vezes, os melhores presentes que recebemos da vida e do destino s?o os desejos que n?o se realizam. A historinha ? mais ou menos essa: o cara reencontra a garota com a qual ele sonhou a adolesc?ncia inteira, e nunca conseguiu ter. S? que, ao rev?-la, se d? conta de quanto ? grato por n?o ter conseguido, j? que tem em suas m?os a m?o da esposa dele, que ? a verdadeira mulher da sua vida. Lalala, que interessante. Linda teoria. S? que eu ainda gostaria de poder estender as m?os e, de vez em quando, tocar alguma coisa real.

Tinha gente chorando dentro do quarto da minha m?e, agora. Gente n?o viva. Morreram duas pessoas nessa casa, uma delas no tal quarto - ela desconhece essa hist?ria, mas eu sei.

? assim, geralmente eu ou?o pessoas chorando aqui dentro. S?rio, isso. Eu n?o uso drogas, bebo ?s vezes, ? verdade - mas nunca ouvi essas coisas depois de beber. E nem me pergunte se acredito. Eu sou c?tica, mas paradoxalmente eu OU?O essas pessoas e n?o sei o que fazer com essa informa??o. N?o fui programada para process?-la.

Abri a porta do quarto dela agora e ouvi um solu?o, n?tido. ?s vezes penso ser minha m?e ou a Clara (a voz ? feminina), e chamo pelos nomes. O som p?ra, e ent?o eu me dou conta de que estou all alone.

Life is weird. Death must be weirder.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


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