Going.
Escrito em vida, Junho 20, 2004 @ 18:01

Acabei de chegar do churrasco que foi o enterro dos ossos da festa da Pree. Nossa, tanta coisa pra contar disso… Quase casei com uma l?sbica ontem. Hahaha. Era a “mulher” mais bonita da festa, e agora eu parti o cora??o da mo?a. Fazer o qu?, n?? Bem, pelo menos ela dan?a divinamente e foi uma boa companhia. S? a namorada dela n?o gostou muito e quis me mostrar unhas. Enfie-as no rabo, querida. Que coisa.

Ah, sim. Nada al?m da dancinha - eu ainda sou, conforme declarado h? dois posts atr?s, tecnicamente hetero. E eu n?o sofro de epis?dios de coma alco?lico - pelo menos, n?o muito freq?entes…

E amanh? ?s duas e meia eu pego meu avi?ozinho e fui. Vou continuar por aqui, com updates e fotos da viagem - s? n?o espere tanta assiduidade. Ah, sim - emails durante as pr?ximas seis semanas dever?o ser endere?ados para meodeie@yahoo.com. ? que eu de-tes-to o webmail do ig. Obrigada.

E queria agradecer ?s pessoas que se despediram de mim de uma forma bacana. Que desejaram coisas bacanas sinceramente. Voc?s fazem a porra toda valer a pena, obrigada por terem nascido. E, por fim, mandar todos aqueles que sabem que merecem ir para a puta que os pariu, para a… puta que os pariu. Nada original, mas hoje dei f?rias para Olavo, Rodolfo e Adamastor, meus dois neur?nios e meio.

At? daqui a pouco, se tudo der certo.

sobre flogs e superficialidade.
Escrito em resmungos, Junho 19, 2004 @ 17:59

e arrumando toda-toda pra festinha de anivers?rio da Pri.
Vai ter bolo, vai ter docinho, vai ter salgadinho, vai ter coca cola e - ESPERO! - vai ter cerveja. Eeee. Garota feliz falando, aqui. Nesta casa s? rola ?gua pra beber, no momento. Nem sequer aqueles suquinhos vagabundos em p?.
E o namorado aparece na webcam bebendo uma coisa que, a grosso modo, pode ser definida como milk shake de Bailey’s. Ai, ai… Devia ser pecado inafian??vel diante do Pai torturar assim uma pobre alma sedenta, como eu.

E depois de um dia cheio, onde fiz v?rias coisinhas fofas de menina, eu estava justamente tentando explicar pra ele a din?mica do Fotolog. Por que ter 100 coment?rios numa foto, por exemplo. Porque as pessoas s?o amig?veis e gostam de ser legais umas com as outras deixando coment?rios elogiosos? N-?-O. A maioria das pessoas do fotolog n?o gosta de ningu?m - al?m delas mesmas. Pense comigo: pra QU? pagar five bucks/m?s pra ter 100 comments completamente id?nticos uns aos outros (“lindaaaaaa!”, “pow, moh RoX essa fotinhuuuu”, “munitah vc… passa nu meu flogui, c deh comenta nu meu”) e in?teis? Na maioria das vezes esses comments nem s?o lidos. Passa-se os olhos. Ent?o, por que pagar a mais s? pra t?-los?

Porque guestbook cheio = ego inflado. E isso significa que voc? ? importante e especial - e n?o quem comenta. E quem retribui o coment?rio, s? o faz para manter o feedback, para manter os outros escrevendo baboseiras no seu guestbook, lot?-lo e assim deixar seu dono pensando que ? amado. Porque ele SE ama acima de tudo e acredita que os 100 coment?rios s?o a valida??o do resto do mundo a esse “self-love”. Ele se esquece que, para cada uma daquelas pessoas que v?o ali puxar o seu saco, ele N?O ? especial. Aquelas pessoas s? v?o ali escrever idiotices para fazer com que ele comente de volta. Para n?o quebrar o elo dessa cadeia alimentar. Para essas pessoas, ele n?o ? NADA al?m de mais um “fotolog.net/endere?o” no seu guestbook.

Hein? Ah, quem paga pode postar seis fotos por dia? Fala s?rio. Poucos pagantes postam mais do que uma…

Exlicando isso pra ele, parei pra pensar tamb?m e fiquei triste. Pelas pessoas que eu gosto e est?o chafurdando naquele p?ntano de imbecilidade, e por mim, que de certa forma sou uma das engrenagens do sistema (embora pouqu?ssimo atuante) e tenho nas roupas os respingos da lama desse p?ntano. Al?m das m?os sujas com o sangue do crime que eu pr?pria condeno. Nunca fui comment whore, nunca comentei em fotolog tosco s? pra receber coment?rio de volta (como “castigo” por isso, nunca lotaram um guestbook meu… Sim, j? tive goldcam por tr?s meses, presente dessa linda aqui - at? que n?s duas enchemos o saco daquele lugar, quer dizer, eu acabei “voltando”), e n?o fiz “amigos”, l?. Mas n?o deletei minhas fotos. E n?o tenho coragem de simplesmente deletar minha conta e sumir. Ok, n?o posto mais fotos da minha cara, tentando fugir dos comments vazios “lindaaaa” (n?o que eu seja de fato bonita, mas para ganhar uma assinatura num guestbook, pessoas chamariam o Satan?s de “gatinho”). Mas mesmo assim, alguns comments que recebo agora n?o s?o muito melhores… Deixam patente que a foto em si mal foi olhada, escreveram qualquer coisa na esperan?a de receber um coment?rio meu de volta.

Nesses casos, NUNCA respondo.
Maaaas, como eu disse no post anterior, essas pessoas est?o felizes E eu as invejo por isso. Let them be, elas s?o lindas, populares e “amadas”, e eu sei que isso tudo n?o ? verdade, mas foda-se, porque eu n?o sou nada disso (nem de verdade, nem de mentira) e n?o estou feliz.

Minhas compras: bolsa style de seis e camisetinha de quatro. Dez real num oufit. Alf?ndega rocks my dirty socks.

p.s.: t? com raiva do seu micrinho lindo do cora??o? clica aqui.

Shinny happy people.
Escrito em para refletir, Junho 18, 2004 @ 17:57

A gente muda. Pra melhor, tomara.
Quantas vezes n?o me peguei copiando e redistribuindo o discursinho das “almas elevadas”, “olha l?, pobre coitado, ? um infeliz e nem sabe; se julga a mais contente das criaturas porque n?o enxerga a pr?pria mediocridade“.

Quer saber? Se n?o enxerga, ?timo pra ele. Porque me dei conta de que med?ocres todos n?s somos - e nem vou dizer “em maior ou menor grau” porque qual seria o par?metro?? Se ele, med?ocre ou n?o, se julga feliz, uma salva de palmas, por favor. Porque se ele acredita ser, ent?o ele ?. J? viu algu?m sendo feliz na teoria? N?o, n?? ? porque s? se pode ser feliz na pr?tica, porque nesse particular?ssimo caso, s? ela conta.

E eu tenho inveja de gente feliz. Eu n?o quero ser cool, eu n?o quero ser rica, eu n?o quero ser um g?nio. Eu quero ? arreganhar os dentes todas as manh?s e acreditar que exista um motivo real para isso - mesmo que os put?es caga-regras do planeta achem que n?o.

Afinal, melhor ser supostamente med?ocre e feliz, do que supostamente med?ocre E infeliz. E mais bonito ? ver um med?ocre gargalhando enquanto se bronzeia em Cot? D’Azur ou requebrando num pagod?o de sub?rbio, do que um med?ocre que se acha a ?ltima coca cola do deserto, com seus livros debaixo do bra?o, sua cultura de almanaque e cujos dentes n?o v?em o mundo exterior faz tempo. E oh, como os dentes dele gostariam de pegar um sol de vez em quando, mas ele negar? at? a morte, claro - “porque a felicidade ? para os idiotas”.

Me internem na Pestalozzi ent?o.

Meter o pau nos milion?rios burros da vida? Yes, please. ? um esporte e tanto. Mas vamos assumir que ? inveja, porque essa peninha fake ? que ? med?ocre. Pena o cacete. Eles s?o felizes, sim. Acreditam s?-lo e S?O. Eu e voc? at? podemos ter mais neur?nios, mas o dia que neur?nio se reverter em dinheiro e, conseq?entemente, felicidade, a? sim eu posso come?ar a rever minha teoria. Por enquanto eu estou trocando os meus neur?nios por latinhas de Pringle’s (sabor cebola somente, a lata verde). Interessados favor mandar emails.

Abaixo, Celinha tendo por cen?rio a Marina da Gl?ria, vista da Urca, Rio. Foto feita no dia dos namorados by EU.

Mas ela n?o ? minha namorada; eu sou hetero e pseudo-comprometida, obrigada pelo interesse. O resto das fotos e-o-rio-de-janeiro-continua-lindo, est?o aqui.

mother.
Escrito em reminiscências, resmungos, Junho 17, 2004 @ 17:54

M?e, n?o d? mais pra seguir os seus passos.
Voc? nem mesmo me ensinou a andar - se bem me recordo, aprendi a andar sozinha. Eu me lembro bem de coisas antigas, e muito mal do que jantei ontem. Ali?s, n?o lembro mesmo o que jantei ontem. Mas me lembro das sand?lias prateadas de sola preta que usei no meu anivers?rio de dois anos. E da porta do seu quarto se abrindo, m?e, e voc? tirando das minhas m?os o fog?ozinho de pl?stico que eu havia acabado de ganhar.
Havia uma foto a ser feita, sabe.

Que tipo de alma perversa d? um fog?o de presente para uma menina t?o pequena, enfiando subliminarmente naquela cabecinha as primeiras no??es estereotipadas de feminilidade, eu n?o lembro. Mas lembro que o fog?ozinho era vermelho, que as panelinhas eram coloridas, e eu queria ficar com ele, mas a? voc? o tomou de mim, e eu chorei, e voc? n?o me devolveu, e assim o impasse da Est?tica x Prazer se transformou em berreiro - e a foto nunca p?de ser feita. Por causa de uma merda de fog?o de pl?stico perdemos o registro. Como pr?mio de consola??o para a menininha que chorava, t? aqui o registro, inteirinho, dentro da minha cabe?a. Mas parece que n?s duas nunca vamos nos entender. N?o ?, mam?e?

E as pessoas apreciam as diferen?as quando elas n?o atrapalham.
Quando voc? d? nomes diferentes a si mesmo nos lugares onde vai, e as pessoas come?am a te chamar por todos eles ao mesmo tempo, e isso realmente te diverte da mesma forma que voc? acha que isso devia diverti-los, mas s? os deixa confusos e com raiva, boy, eles de fato odeiam diferen?as. Pessoas s?o engra?adas, querem tudo tudo tudo sem dar coisa alguma em troca. Seu nome, idade, tipo sangu?neo, diga-eu-tenho-que-saber-pra-saber-se voc?-vale-a-pena. Em troca de um sorriso, eles exigem a sua alma. Ali?s, antes fosse a alma. O que eles querem de voc? ? palp?vel, ? o que eles podem ver, e principalmente o que podem pegar - para eventualmente tirar de voc? quando precisarem. O essencial ? invis?vel para os olhos, mas o conceito de essencial ? vari?vel.

Eu n?o condeno os esquisitos - apenas quando sinto que a esquisitice ? for?ada. Mais justo seria condenar os normais, porque eles ? que s?o, de fato, muito estranhos… A doen?a est? no padr?o, e n?o no desvio.

algu?m: a solu??o pra gente sair da merda ? concurso p?blico
algu?m: n?o querem saber onde vc mora nem se vc ? bonito ou feio ou se tem experiencia
algu?m: a merda toda ? conseguir passar
marie lastrange: t? fora
algu?m: ? melhor que emprego convencional
algu?m: tem bem mais estabilidade
marie lastrange: n?o me interessa mudar de galho
marie lastrange: eu quero ? sair da selva!

labir?ntica.
Escrito em self, Junho 15, 2004 @ 17:40

Ficar lendo embevecida os posts de outras pessoas s? me esfrega a verdade ululante na cara. N?o tenho mais sobre o que escrever, a s?rio. N?o. Essa n?o ? a verdade. A verdade ? que eu n?o consigo mais. N?o vou mais dizer que isso d?i horrores. Foda-se, porque n?o d?i. Nem vou dizer que estou deprimida. Eu j? estive deprimida at? o limite do toler?vel para quem, como eu, n?o acredita em depress?o. ? da minha natureza passar por cima de coisas. E sim, o ditado que enaltece as qualidades do bambu, que “se verga ao vento das tempestades para n?o quebrar” me define ? perfei??o.

Eu estou dividida entre mil interesses diferentes, nenhum efetivamente relevante e que consiga me dar prazer, porque demandam dedica??o e uma disponibilidade que eu n?o tenho mais. E h? ainda as coisas que eu gostaria de poder fazer, mas sei que n?o poderei nunca, e isso me lan?a um dardo banhado em fel pro meio do peito. Mas eu engulo em seco e prossigo, como sempre.

Eu me chamo “unlovable” porque n?o consigo ningu?m que segure minha bolsa, num ?nibus lotado.

N?o gosto mais de sair de casa, nem de aglomera??es. Minha fobia social est? se tornando insuport?vel, logo agora que eu gostaria de poder virar o disco. Vejo meus amigos felizinhos e isso n?o me comove. S? uma melancolia meio ir?nica me faz rir com o canto da boca e transformar as pessoas em personagens, que v?o perdendo as cores e desaparecendo aos poucos, feito retratos em aquarela. E a anestesia foi t?o foda que isso n?o me causa mais nada.

O m?ximo que consigo ? ficar aqui, rodando nessa cadeirinha girat?ria dentro da gaiola azul, sem ter direito de ver a vida passar pela janela, porque esta d? para uma parede e eu nunca abro as persianas. Queria que essa janela fosse uma passagem dimensional para um lugar diferente, com pessoas idem e onde principalmente eu n?o fosse a mesma.

Inquisi??o global.
Escrito em resmungos, Junho 13, 2004 @ 17:38

Algu?m a? ainda aguenta mat?rias jornal?sticas do tipo “pesquisas indicam que a gordura dos alimentos faz mal ? sa?de das crian?as” ou “o que os pais acham de os filhos levarem seus namorados para dormir em casa?”.

Quem fode com o filho do vizinho (e onde fode) n?o devia ser do interesse da na??o brasileira. O que mais me espanta ? o casalzinho de adolescentes topar conceder uma entrevista constrangedora dessas, sentados na sala com os pais da garota, e a rep?rter perguntando “incomoda se eles fizerem muito barulho?“. Meo Deos. O que gentalha n?o faz por 1,5 minutos de fama. “Isso, agora d?em um beijinho de l?ngua para a c?mera na frente de papai e mam?e“. Nem eu seria t?o liberal.

Jesus. Quatro anos de faculdade, p?s-gradua??o, experi?ncia acumulada e os energ?menos n?o conseguem elaborar uma m?sera mat?ria criativa! Se eles estivessem no limbo profissional eu ainda teria consolo. Mas n?o, eles trabalham para a GLOBO!

O esp?rito de catequese impl?cito nessas reportagens “fa?a o que eu digo, eu sei o que ? bom pra voc?” me enoja. Que a globo enfie o seu bom mocismo enlatado na bunda, porque SIIIIM, as crian?as querem se entupir de chee-tos requeij?o e vegetar na frente do micro explodindo cabe?as no Counter Strike, e pro inferno a gordura se entupindo nos vasos sangu?neos. Que a medicina trate de evoluir, ou ent?o voltaremos a ter a mesma esperan?a de vida de 200 anos atr?s, onde as pessoas morriam de resfriado aos 35 anos. Nesse caso vamos morrer espirrando gordura pelos poros, but so what? O lugar de ser feliz ? aqui e agora.

E aquela imagem do garotinho gordo (que a Globo ju-ra ser um exemplo do que a reeduca??o alimentar pode fazer para salvar art?rias, “agora ele s? r?i cenouras e bebe leite de soja, n?o ? lindo? praticamente um ruminante!“) olhando deprimido um prato de salgadinhos, enquanto a rep?rter mala banca a inquisidora espanhola/algoz da guilhotina da revolu??o francesa: “voc? tem CERTEZA que n?o quer comer isso?” me far? ter pesadelos essa noite, eu SEI.

Em tempo: n?o sou jornalista, n?o fa?o dieta e n?o fa?o sexo na casa dos meus pais. Ali?s, atualmente em lugar nenhum (que puxa). Obrigada.

Sobre Madonna e sardinhas.
Escrito em diariamente, Junho 12, 2004 @ 17:36

Hoje o bedroom dancing vai ter Madonna. Em sua fase mais doce, quando ela estava casada com o Sean Penn, aquele narigudo que fazia a material girl sangrar…. Humor negro em pleno dia dos namorados - tem coisas que s? eu fa?o por voc?. Pague no caixa e tenha um bom dia.

Eu sempre ficava pensando em como as celebridades lidam com o decl?nio do auge inevit?vel. A Madonna era uma Deusa, com o nome gravado a ouro no hall of fame do Olimpo, e hoje as pessoas a v?em como uma senhora j? caminhando para o “empelancamento”, com dois filhos + um marido bund?o, atuando em filmes horr?veis e gravando discos inexpressivos. N?o que os filmes de antes fossem cl?ssicos, e que os discos dos early days fossem fodas, mas ent?o ela era A Madonna - e agora ela ? apenas uma sombra que remete a um passado que hoje n?o mais acha encaixe em lugar algum. So sad.

Mas esse parece ser meu melhor dia dos namorados em eras. Acabo de chegar da “Toca da Sardinha” (falo s?rio), onde bebi e comi tanto que vim me arrastando rua afora feito uma lontra prenha, e duvido que meu est?mago aceite algo pelas pr?ximas duas semanas. Estou sozinha, o som est? no m?ximo (vizinhos nasceram para se foder; lembre-se dessa m?xima quando for a sua vez de ouvir o pagode de estima??o deles por um domingo in-tei-ro!) e eu n?o quero ter que crescer e me tornar uma-pessoa-melhor se for pra deixar de ser histericamente FELIZ como estou agora.

Sugest?es de presentes para mim nesse dia: lalala e lalala. E, d?vida - est? dif?cil ler os textos aqui com a letra cinza e o fundo rosa? Ouvi reclama??es pertinentes dele e dela, e mudei o background. Opini?es sempre bem vindas, embora o dom?nio seja meu e eu n?o ganhe nada para fazer um SAC e nem tenha saco pra trabalhar como Ombudsman.

Celebridade.
Escrito em LOL, celebrities, Junho 10, 2004 @ 17:35

A Gal Costa andou reclamando da minha cidade…
Disse ela que o lix?o daqui atrai urubus, que, ao sobrevoarem a ?rea atr?s de comida, podem ser tragados pelas turbinas dos avi?es, o que causaria acidentes terr?veis.

Em primeiro lugar, 99,9% do lixo que ? desovado aqui vem da Capital. Ent?o, que os cariocas aprendam a auto-reciclar o lixo que produzem. Como?? Engolindo-o. Ruminar n?o deve ser t?o complicado. Bois fazem isso.

Segundo, se a Gal est? mesmo preocupada com a problem?tica urubu, que d? o primeiro passo em prol da resolu??o de t?o grave quest?o. Que ela engula os urubus. Algu?m amarre a Gal Costa nas turbinas dos avi?es e recomende que entube o urubu com a boca antes que ele atinja a parte perigosa… A turbina, l?gico. N?o vai ser ruim. Pense em nunca mais ter que ouvir aquela voz estridentemente met?lica cantando “Odoi?… Odoi?????… Rainha do M????????…” na abertura da novela das oito. Dois graves problemas resolvidos com uma s? tacada. Ou melhor, bocada.

Eu at? que estava deprimida.
Mas s? de imaginar a Gal com um urubu atochado na garganta, fiquei bem. Suddenly.

(algu?m lembra disso? ?, eu me divertia nessa ?poca…)

Passeio na ro
Escrito em diariamente, fotos, Junho 9, 2004 @ 17:33

And you find that you’ve organised your feelings, for people who didn’t like you then - and do not like you now

Acordei presentindo um dia de t?dio, ontem, e me mandei pro s?tio da minha tia-av?. Fica num lugarejo chamado Joror?, em Mag?-RJ. A menos de uma hora do centro, voc? faz uma viagem no tempo, de volta h? pelo menos quarenta anos atr?s - com direito a fog?o a lenha, estrada de terra batida, a maria fuma?a das tr?s da tarde, pessoas estranhas te dando bom dia na rua… Preciso dar mais motivos pra explicar porque eu adoro o Rio de Janeiro, mesmo com todos os problemas daqui?


O resto das fotos est? aqui, vale a pena a visita, porque elas de fato te fazem voltar no tempo.

E como eu odeio aquela musiquinha “Love is in the air”. Ela tem o dom de despertar a minha agressividade. Eu at? gosto de coisas cafonas, mas as cafonas de corpo e alma - n?o essas merdas metidas a “kitsch”. Kitsch ? o meu k?tsch, by the way. Um pouco de no??o n?o faz mal a ningu?m.

My senses must compete with a brain that lets me down.
Escrito em LOL, diariamente, vida, Junho 6, 2004 @ 05:36

A bancada do meu quarto est? a cara da copa do Hotel Gl?ria.
Cheia de pratos, copos e talheres espalhados.
A desorganiza??o passou aqui pra dizer ol? e acabou ficando.

Acordei hoje ?s seis da manh?, ap?s uma r?pida noite de n?o-sono, com o barulho de uma garotinha de uns tr?s anos aspirando ranho ressequido nariz adentro. Na verdade ela havia passado a noite in-tei-ra nessa. Respirava com o nariz entupido, e fez pior pela minha tentativa de me concentrar nos dom?nios de Morfeu do que qualquer adulto com ronco amea?ador poderia. Pra completar o quadro (pintado pelas m?os da Desgra?a), de hora em hora ela mijava na cama (aka o tapetinho no ch?o onde ela dormia com os outros tr?s irm?os e a m?e). E n?o era pouco. Parecia que haviam aberto as comportas de alguma represa. Cheguei a acordar numa das vezes, com o barulho do jato de mijo. Nunca vi coisa igual - e espero sinceramente nunca mais voltar a ver. Nem a sentir o cheiro porque, ? claro, tanta urina demonstra sua presen?a claramente em termos de odor, at? mesmo para narizes sabidamente ineptos como o meu.

Antes de explicar o que caralhos fazia eu nesse cen?rio tragic?mico, mais sobre a tal garotinha. Prima minha, de 2394523640? grau, tem esses tr?s irm?os e mais dois que ficaram em casa, todos eles filhos de pais diferentes, todos os pais traficantes, todos j? mortos - traficante t?m prazo de validade curto, you know. A m?e ? uma garota esquel?tica de uns 27, 28 anos, obviamente aparentando o triplo disso. E que passou a noite grudada num neg?o de dois metros de altura (e largura…), provavelmente criminoso, provavelmente o pai do pr?ximo filho dela, provavelmente mais um defunto do qual ela infelizmente n?o poder? receber pens?o aliment?cia do governo, uma vez que, ? sabido, traficantes n?o pagam contribui??o ? Previd?ncia.

Fui parar nessa casa ontem ?s duas da tarde, para o anivers?rio de 15 (ou 16? N?o fa?o id?ia, posso estar errada em ambas as suposi??es) anos de um primo de segundo grau. Filho de uma das minhas primas prostitutas, um amor de garoto, que n?o merece o nome que lhe deram: Neilton. O combinado era s? comer um churrasco, tomar umas cervejas, esperar minha m?e confeitar o bolo e voltar pra casa correndo. Mas 1) come?ou a chover 2) havia, de fato, MUITA cerveja (cerveja entre aspas, claro, mas quem me conhece sabe que, se misturar com ?lcool, eu bebo at? mijo de gato) e muita comida e 3) sei l? a terceira raz?o, mas ela foi mais forte que as outras. Porque assim que cheguei, a prima piranha mais nova me agarrou pelo bra?o, dizendo que eu era a priminha querida dela, e foi me exibindo como um trof?u para cada um dos convidados baixo n?vel.

Confesso que, dois copos grandes de cerveja mais tarde, aquilo come?ou a soar divertido. Eu n?o nego minha quedinha pelo wildside, mas eu DEVIA ter posto em mente que o wildside ? que nem chee-tos requeij?o: diferente, por?m demais enjoa. Acabei ficando pra dormir l?.

A cerveja rolava feito ?gua de bica. Enchiam meu copo, eu dava dois ou tr?s goles, e novo gargalo era virado copo adentro, para repor o que eu havia acabado de beber. E eu, que n?o havia comido quase nada at? ent?o, n?o demorei pra ficar felizinha. Minha prima est? gorda feito uma rinoceronte gr?vida, usava um bermud?o masculino modelo “gerente-de-boca-de-fumo”, um top que mal aguentava o peso dos peit?es, um piercing no umbigo (que a gente s? conseguia ver quando a posi??o da dona afastava as camadas de banha pros lados), p?s descal?os imundos e, nas m?os, um copo de cerveja e um ma?o de cigarros barato. E foi esse ser descabelado que saiu me arrastando por vielas. Valeu por uma aula de antropologia. Realmente, a falta de no??o de pessoas muito pobres me diverte ao mesmo tempo que me deixa estupefata. Uma senhora de uns 45 anos, por exemplo, demonstrava as posi??es do ato sexual que desempenhou na varanda de pr?pria casa com um vizinho, enquanto o marido calmamente assistia televis?o na sala. Entre outras historinhas pitorescas que eu n?o estou a fim de contar na ?ntegra.

Finalmente chegou o maldito viado, que enfiou no bra?o a minha adorada pulseirinha colorida de estima??o. Ficava me agarrando e me chamando de gostosa e me jogando pra l? e pra c? enquanto dan??vamos o funk (!!!) do Morro do Sapinho (”? n?is, sapinh?, ? n?is, sapinh?”). Achou de come?ar a me dar estalinhos na boca, at? que eu comecei a afast?-lo com safan?es delicados. Estranhei ent?o a sexualidade do ser bizarro; aquele tipo de viado de quinta que fica b?bado com cerveja de um real e depois vai para terrenos baldios ou para tr?s de murinhos pagar boquete em qualquer macho que n?o distribua patadas ao primeiro olhar que ele der. Desinfetei meus l?bios com ?gua, sab?o e cerveja e fui cuidar do boteco da minha tia, que vende cacha?a. O viado acabou sendo expulso da festa, que nem havia come?ado, por ter supostamente alisado as partes pudendas do aniversariante. Chato ? que a pulseira foi junto com ele (minha tia se encarregou de resgat?-la, tomara tenha sorte).

Servi pinga para dois mineiros, e um deles obviamente ficou a fim de mim, me deu at? o telefone, anotado no verso de um cart?o de visitas que n?o era dele, tendo o escudo do Cruzeiro por decora??o. Eu at? teria sido mais simp?tica com ele, se n?o tivesse cometido o erro de elogiar minha di?stena. ODEIO que mencionem essa merda. Servi cerveja para dois capixabas, e um deles (o mais bonito, luckily; que olhos verdes!) ficou a fim de mim. Bom, fechei o bar antes que tivesse conquistado o cora??o de um representante de cada um dos XX estados brasileiros (depois que come?aram a emancipar cidades, perdi a conta).

Fui para a festa. Eu estava com uma camiseta da Hello Kitty por baixo do casaco, e os gateenhos do evento s? me chamavam de Hello Kitty. “Ei, Hello Kitty, chega aqui!”, “Hello Kitty, meu primo quer te conhecer…”, “? Hello Kitty, olha pra c?!”. Eu devia estar mesmo uma gracinha. Numa festa onde os convidados pareciam ter sa?do de uma penitenci?ria/puteiro/cemit?rio (insira o que mais lhe apraz, ou todos, que d? no mesmo…) e as mulheres perambulavam seminuas em roupinhas de lycra que se moldavam sensualmente ?s suas grossas camadas adiposas, eu encarava o frio de casaquinho e cachecol. Really, um elemento destoante, e que talvez por isso chamasse a aten??o.

Fui tentar dormir ? meia noite, depois que enfim resolveram cortar o bolo - solado. Havia comido e bebido tanto que a barriga, distendida, do?a. O colch?o era duro, o cheiro do ambiente n?o era dos melhores, as criancinhas que estavam no ch?o n?o paravam de choramingar. Ensaiei um sono depois de ver aquela merda que foi o Supercine ontem, mas fui despertada ?s tr?s por um bate boca no quintal. Algu?m havia aumentado muito o som, e a m?e do aniversariante resolveu acabar com a festa ali, na marra. “O quintal ? meu e a rua ? de voc?s!” foi A_Frase da noite, de uma crueza e efici?ncia tamanhas que tenho que me lembrar de utiliz?-la futuramente. Uma p?rola. Bom, dessa hora em diante n?o dormi mais, porque a guriazinha roncava pelo nariz, minha m?e estava jogada em cima da minha dolorida e inchada pessoa, eu estava enjoada de tanta cerveja Itaipava, e sei l?. N?o sei mais dormir na bagun?a, lalala.

S?o os meus restos que escrevem isso agora, e n?o, n?o vou p?r as fotos em tamanho real em lugar nenhum. Certas coisas ? melhor mesmo suavizar - nem que seja ripando pixels… Pouse o mouse na foto para legendas.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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