Malas prontas. E friozinho aqui, woohoo!
Ok, eu fiquei chateada sim, mas passou. Ele vai estar em Heathrow pra me buscar, tem telefonado todos os dias, at? ganhei presente l? de Hannover. Preciso estar calma, que ? para que o pessoal da imigra??o em Londres pense que eu estou acostumada ?s sess?es de “Inquisi??o Espanhola” nos aeroportos.
Um dia eu ainda terei um passaporte brit?nico, voc?s v?o ver. E a? vou passar direto por aquela fila cheia de sul americanos ou europeus que ainda n?o fazem parte da comunidade europ?ia, e ser capaz de sentir SAUDADE do tempo em que morria de medo de ser deportada. ?, eu sou esquisita.
Estava lendo um desses sites feministas que eu tanto detesto, at? me ver obrigada a morder a l?ngua e admitir que eles deram uma dentro: mulheres s? ganham mais do que homens em DUAS carreiras: modelo e prostituta. Ambas diretamente relacionadas ? apar?ncia, ou seja, s? as mais bonitas se d?o bem. Curioso, nunca tinha analisado a situa??o por esse prisma. Sempre achei legal que, em pelo menos duas ?reas de atua??o, os nossos sal?rios fossem substancialmente maiores. N?o tinha parado para pensar o quanto o intelecto N?O conta em nenhuma das duas.
? isso, li??o aprendida. Nasceu mulher? Tomara que tenha nascido tamb?m bonita. Ou ent?o vai se dar p?ssimo, vai ter que trabalhar duas vezes mais que os homens para ganhar um sal?rio menor, al?m de todas aquelas obriga??ezinhas femininas de praxe - casa, filhos, marido, cuidar de si. O tal site ? contra a explora??o sexualizada da imagem feminina, e faz um ranking de empresas “opressoras”, que exibem em seus an?ncios mulheres seminuas, em poses “provocantes”, com caras de retardadas e/ou exibindo corpos esquel?ticos como padr?o de beleza. ? primeira vista achei rid?culo, e continuo achando meio exagerado. Nada contra a feminilidade e a sensualidade. Mas num ponto eles est?o certos; ningu?m precisa ter medidas perfeitas para ser sensual e feminina. O problema ? convencer os homens (e, principalmente, a n?s mesmas) disso.
De bobeira na cal?ada, ontem ? tardinha:







2008