Where the heart is.

Acabo de perder um post enorme porque começou a chover e a energia foi pro outer space.
Deu para notar que cheguei.

Mil graus à sombra, no Rio, como sempre. O vôo atrasou, como sempre. Dessa vez, no entanto, fiz amizade com dois brasileiros boa-praça enquanto esperava pelo embarque: uma baiana que estava vindo pro Rio, voltando da Alemanha onde esteve trabalhando (pelas histórias que ela contou provavelmente como prostituta, o que estou longe de condenar. Se lá pagam melhor do que aqui, you go girl) e um paulistinha playboy cheio de marra, que voltava do intercâmbio em Londres. Diferentes trajetos de vida, mas todos com saudade do feijão, do calor e de falar português. Ah, brasileiros. Deliciosamente previsíveis.

Meu quarto foi redecorado à minha revelia, como sempre. Saí da dieta no vôo, e continuei fora dela na primeira refeição em solo pátrio: arroz, feijão, frango à milanesa e batata frita, com hectolitros de guaraná (yay).

Esqueci um monte de coisas em Jersey. Meu tio está no hospital, mas passa bem. Ganhei calcinhas da minha mãe. Vi novela. As roupas das minhas Barbies couberam nas Pullips. As malas ainda estão jogadas pelo chão do quarto. Estou com dor de barriga. Meu pai diz que voltei magra e pálida; meu sonho gótico se realiza com alguns anos de atraso. Minha internet está lenta e instável, provavelmente por causa do modem (se eu sumir, já sabem). Preciso mudar o site de endereço, mas antes preciso me decidir quanto ao layout. Chantilly passou umas boas horas sem me olhar na cara. Amigos ligaram pelas novidades e me chamando para beber. Estou estranhando meu teclado português e a tela, enorme, de 17 polegadas, me deu dor de cabeça. Estou feliz, re-reconhecendo território, meu cheiro nas coisas. Mas sinto que falta algo nesse verão de fim de ano carioca, e sei o que é. Não estou em casa lá. Não estou mais tão em casa aqui, porque ele não está comigo.

Se o modem deixar, volto já.


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