December 06, 2007 retro girl.

lendos os meus feeds no twitter, me dou conta de que sou o ser menos geek da face da terra.
até hoje não sei usar torrents. compro meus dvds na play.com ou amazon e música online daqui porque não sei onde baixar de graça sem ter que esperar 300 anos pelo arquivo - para no final vir com erro. e, na verdade, prefiro comprar e pensar que estou ajudando o artista pelo menos em parte - mesmo que cada CD no site citado custe cerca de um dólar.

não jogo nada online. na verdade, não jogo nada além de joguinhos de tabuleiro. já tive uma fase proto-gamer no começo da adolescência, mas depois de street fighter e mortal kombat, não achei mais nada legal o bastante para justificar calos de joystick no polegar.

não sei lidar com wordpress (obrigada marya por ter me ajudado aqui), meus layouts têm html ultrapassado, não sei reinstalar o windows, não gosto da apple (não compro esse conceito "design acima da usabilidade" e venderia meu ipod ontem se achasse outra marca com 80gb de espaço), não entendo nada de programação.

a única coisa remotamente geek a que me permito é gostar de fotografia e câmeras (mas também sou apaixonada por fotos de polaroid e toy cameras). porém, tivesse eu controle suficiente sobre técnicas fotográficas, queria mesmo uma boa câmera de filme (como a Canon AE-1 do British Boy, alive and kicking desde os anos 70) + um quarto escuro para revelar eu mesma minhas imagens (e ficar doidona com o cheirinho do fixador).

simplesmente adoro a "cara" das "modelos" da embalagem dessa marca de noodles (achei num mercadinho asiático aqui perto). a cara de desespero das moças é porque o tempero que vem dentro dos saquinhos é ALTAMENTE apimentado. infelizmente, como não sei ler "chinês" e não entendi o que estava escrito na etiqueta explicativa em alemão, só fui descobrir que o negócio era HOT quando comi.... ouch.

uma das coisas mais divertidas desse meu arremedo de blog é aquele widgetzinho de feedjit ali na sidebar que indica de que países chegam os visitantes. nos primeiros dias, ao ver IPs da finlândia, frança, japão, israel e áfrica do sul, pensei que se tratassem de paraquedistas via google. mas nos dias que se seguiram percebi que essas pessoas estavam voltando ao site, ou seja, eram visitantes voluntários. já identifiquei alguns, mas outros continuam (e continuarão) incógnitos. e não vejo problema algum nisso.

me lembrei de posts lidos por aí onde o dono do blog reclamava do fato. algo do tipo, "500 visitas por dia e só umas 20 pessoas comentam". sinceramente, eu nunca entendi essa preocupação; e, no fundo, acho até meio arrogante. dos blogs que leio, muitos autores jamais saberão quem sou. não tenho vontade de comentar e não irei fazê-lo, não porque os posts sejam ruins ou eu tenha algo contra a pessoa (não perco meu tempo lendo blogs que não me interessam ou escritos por quem não gosto), e sim por não achar que tenha algo de relevante a acrescentar. atualmente tenho deixado de me manifestar em certos blogs também por não querer forçar minha presença a pessoas que talvez não a queiram. that simple.

se é para ficarmos paranóicos querendo saber a todo custo quem lê o que escrevemos e ter controle sobre isso, seria mais prudente fazer um blog com senha ou escrever num diário de papel. e se a necessidade de aplauso é assim tão grande, eu recomendo alternativas mais gratificantes: dez anos de terapia ou um curso de teatro.

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