ent?o, reveillon bom-bou.
descontando-se o fato de que respectivo comprou ingressos para a festa errada. ok que com bebida e comida qualquer lugar funciona, e o jack the ripper’s sempre manda m?sica boa (tecno o cacete, s? toca britpop), mas putz, eu passei 2007 inteiro enfiada naquele pub. j? tem aquele feeling de quintal, sabe. mas enfim - podia ser pior. eu podia ter ficado nesse apartamento, me sentindo no big brother sendo observada por todos os olhos nas janelas adjacentes.
levamos anna, a minha junkie preferida, mas ela “passou mal” antes de meia noite e disse que iria para casa. hmmm. a meu ver ela tinha outro borogod? pra ir, marcado com os amigos do lado negro da for?a e regado a entorpecentes variados. whatever - ela j? ? bem grandinha e n?o tenho qualifica??es pra ser baby sitter nem psic?loga; desejo um pouco de ju?zo ?quela cabecinha ruiva em 2008.
os “canap?s” servidos eram fatias de p?o franc?s com peda?os de salame por cima. sofisticad?ssimo. acabei enfiando a cara nas batatas fritas com queijo derretido por cima, yummy. percebi que havia exagerado na maquiagem quando tiraram uma foto minha com flash e, quando olhei no visor da c?mera, minha cara estava branca e brilhante feito a do gasparzinho. ooops.
ok, meia noite. a garrafa de prosecco na mesa, olhamos um para a cara do outro e nos perguntamos, “mas cad? a contagem regressiva?”. n?o rolou. achamos meio bizarro (ah, esses chucrutes…) e abrimos a garrafa. UMA HORA depois come?a um projeto de contagem e a? fomos nos dar conta: ? um english pub, oras, e eles estavam festejando a virada no hor?rio da INGLATERRA. how cute is that? e fomos rebolar na micro pista de dan?a (na verdade eles s? arrastaram as cadeiras pro lado).
por volta das tr?s (e depois de uns tr?s cop?es de flying kangaroo) eu j? estava vendo tr?s british boys na minha frente. um deles (o mais sensato) achou por bem me carregar pra casa. o percurso jack the ripper’s –> apartamento big brother leva uns 20 minutos a passos normais. levamos cerca de duas horas para chegar em casa, porque eu ca?a a cada dez metros, morrendo de rir de alguma piada que n?o lembro qual foi (at? porque ningu?m contou nenhuma). tamb?m atrasamos porque um dos cinco british boys decidiu parar numa lanchonete da esta??o e me enfiar um copo de caf? pela cara + um sanduba gigantesco de frikadelle pingando maionese. eu comia, ria, acenava para os doze british boys que tinham ido pagar a conta e encarava o fulaninho sentado a umas poucas mesas ? frente, e que n?o parava de piscar o olho. ?BVIO que, assim que o caf? come?ou a fazer efeito, percebi que N?O, ele n?o estava me dando bola - era tique nervoso. UIA. so much for my self esteem.
consegui chegar em casa, amparada pelos oito british boys (estavam diminuindo, finalmente!!) e me atirei na cama sem tirar a maquiagem. dia seguinte acordei com a cara igual a de um urso panda e o cheirinho de fry-up vindo da cozinha (marido prendado ? tuuudo, negas). mas antes que eu conseguisse me animar, ela chegou. ?nsia de v?mito. corro para o banheiro, sento no ch?o, abra?o o vaso e regurgito cangurus voadores, p?o amassado e um bagulho verde de proced?ncia desconhecida.
ufa. i feel much better now. passa esse bacon pra c?, ?.
e que em 2008 eu continue bebendo horrores, rindo horrores (mesmo sem saber de qu?; na verdade, nem importa) e vomitando coisas verdes; desde que n?o sejam sapos, porque esses eu n?o quero mais ter que engolir.







2008