rand?micas mal humoradas.
Escrito em LOL, inglaterra, nice things, Fevereiro 28, 2008 @ 11:07

ent?o, eu at? gosto do wordpress, mas ?s vezes sinto saudades das funcionalidades do blogger. como por exemplo o fato de o blogger n?o me empurrar a formata??o preferida dele pela goela (eu n?o consigo usar “div align” nos meus posts do WP, por exemplo) e, maravilha das maravilhas, SALVAR automaticamente. ontem perdi um post enorme por conta disso. a quest?o ? simples: se todo mundo se lembrasse de salvar seus documentos periodicamente, n?o haveria tantos chorando arquivos perdidos pelo mundo.

coisas que n?o entendo I: por que TODO cara jovem (ou nem tanto) na inglaterra tem um cabelo “engra?adinho”? e por engra?adinho leia rid?culo; eles a) enchem a carapinha de gel e espetam tudo pra cima, emulando um porco espinho molhado, ou b) penteiam tudo pra baixo e depois para os lados, feito emos sem coordena??o motora, ou c) deixam crescer at? cobrir os olhos e ficam parecendo um old english sheepdog antes da poda, ou d) O HORROR! fazem “luzes” s? nas pontas espetadas, e saem por a? como se estivessem carregando um bicho morto na cabe?a. tenho ?nsias de parar esses infelizes na rua e perguntar o que enfim h? de t?o errado em se ter cabelo de macho.

coisas que n?o entendo II: pegar avi?o pra fazer ponte a?rea de 30 minutos e pagar mais caro para mal ter tempo de afivelar o cinto. me recusava a fazer isso quando avi?o era caro e eu n?o tinha dinheiro pra pagar, e me recuso a fazer agora. meus amigos fazem piada da minha suposta muquiranice, exatamente aqueles que parcelam seu v?ozinho em 10 vezes no cart?o s? pra pagar de madame/playboy. e, claro, ter que aturar check in, fila e gente que nunca voa e, por n?o saber dos procedimentos, atrasa tudo. eu chego na rodovi?ria 15 minutos antes de o ?nibus sair, de chinelo e shortinho, pego uma revista, um pote de pringle’s e embarco. mas eu admito ser uma pessoa bizarra, que curte muito de mont?o pra cacete colar um ipod na orelha e ficar vendo a vida passar pela janela em fast forward. janela de avi?o ? um t?dio monumental.

sem contar as paradas em restaurantes de beira de estrada, povoados por caminhoneiros barbados, fedidos e fam?licos que nos comem com os olhos enquanto roemos uma esfiha suspeita + caldo de cana azedo no balc?o engordurado. e o medo de o ?nibus partir de fininho e nos deixar pra tr?s?? pura adrenalina! sinceramente, n?o sei como voc?s conseguem passar sem isso. avi?o, s? quando necess?rio (por quest?es geogr?ficas ou de urg?ncia) ou quando a viagem ? minimamente longa e a probabilidade de lanchinho (falou a gorda) ou bebida (falou a b?bada) gr?tis aumentam consideravelmente. de resto, eu prefiro economizar a diferen?a e gastar em coisas que me d?em prazer - e meia hora de turbul?ncia paga a peso de ouro definitivamente n?o est? na lista.

coisas que n?o suporto: o twitter ? uma ferramentazinha legal mas, como quase tudo na internet, lotado de gente chata e sem no??o, que n?o entende que aquilo n?o ? MSN e muito menos deposit?rio de an?lises aprofundadas sobre porra nenhuma (o limite de 140 caracteres te diz alguma coisa?). e, antes que pessoas vistam carapu?as (outra funcionalidade do twitter, pelo visto: ser um ninho de neur?ticos que acham que todo coment?rio foi feito com eles em mente), aviso logo que gente chata n?o dura na minha lista ali - ou nem entra. hoje mesmo saiu um camarada que riu “aHuhaauUhauhai”. eu admito gente obtusa, gente que n?o gosta de mim, gente de quem n?o gosto, gente grossa, gente arrogante. mas n?o me permito admitir gente que ri “aHuhaauUhauhai”. sorry, mas migux?s e/ou tiop?s = unfollow autom?tico.

coisas que me d?o medo: isso aqui. eu me considero uma mocinha valente, mas dar de cara com quaisquer das g?meas olsen (ou pior, ambas) numa rua mal iluminada ? noite me levaria a escalar um muro com os DENTES. voltem l? naquela foto e me digam se algum ser humano normal tem propor??es t?o bizarras (tenho certeza de que a bisav? de 90 anos das duas est? em melhores condi??es) e uma cara t?o… bem, peculiar? essas duas monstrinhas j? povoavam meus pesadelos quando ainda usavam fraldas naquela porcaria chamada full house. vamos combinar que rola uma surpreendente semelhan?a entre as mini-olsen e um outro ?cone medonho dos anos 80?

obrigada por concordar. agora, volte novamente a sua aten??o ? foto mencionada e me responda quem, em s? consci?ncia (e tendo dinheiro para fazer melhor), sairia de casa usando um frald?o geri?trico, uma bolsa em forma de coc? (observe o detalhe da bola marrom, please), maquiagem de nosferatu p?s-pneumonia e equilibrando tudo isso em cima de plataformas da barbie? sim pessoas - al?m de feias, as irm?s olsen s? podem ser loucas.

agora viremos o disco e falemos de coisas fofas para enlevar o esp?rito.
estou apaixonada pelas mocinhas da loja yumiyumi no etsy:

e tamb?m pelas ilustra??es e colagens maravilhosas da marmee craft:

sem contar essas “pedras” que eu quero para jogar pelo meu quarto e pular em cima:

stones.jpg

stones2.jpg

porque pular em pedras de pano is the new black e voc? ainda n?o sabia. ;)

das pessoas. e paris.
Escrito em diário de bordo, humor observacional, Fevereiro 25, 2008 @ 18:35

paris, outono de 2007.
eu batia perna a esmo pela champs-?lys?es (andei do boulevard saint-germain at? l?) e, cansada, resolvi me sentar num banco para dar um refresco aos p?s, enquanto me divertia observando os turistas hilbillies americanos tendo ataques diante das vitrines suntuosas, decoradas com pequenas obras-primas de couro pousadas sobre stands de vidro. depois de alguns minutos fazendo a convers?o euro/d?lar, a rea??o era invariavelmente a mesma: “800 hundred dollah?? i ain’t g?t no 800 dollah to pay for th?!!! ?re they ?ut of their m??ins?“. uns amores. e co-ber-tos de raz?o.

enfim. saindo de um mcdonald’s, um grupo de turistas brasileiros. tr?s rapazes e uma mo?a, cerca de 20-25 primaveras, roupas inapropriadas (casacos demais e nem estava fazendo tanto frio assim), vozes altas, sotaque cari???aca. n?o prestei aten??o, mas descansada j? estava e me pus a andar na dire??o dos tuileries. eis que de repente ou?o vozes em portugu?s de pessoas que caminhavam atr?s de mim - sim, eram eles. e o di?logo, mais ou menos esse:

- aquela ali n?o ? francesa meeeeeixmo!
- como ? que voc? sabe?
- muito mal vestida! (ai, lolla moon, voc?, seu vestidinho jaeger, sua bota prada-comprada-no-brech? e sua bolsa saint laurent marks & spencer podiam ter dormido sem essa!)
- deve ser argelina, ent?o, haha!
- eu n?o acho! tem cara de… indiana! (pelo visto n?o s? os paquistaneses de londres me acham com cara de comedora de poppadom)
- ? indiana sim, deve ter vindo l? de bangladesh (oi, te dou uma aula de geografia moderna? tipo, AGORA??)
- n?o, na ?ndia eles passam fome, ela est? muito gorda pra ser indiana! (UI)
- erm, gente, vamos falar baixo por favor? vai que a mulher entende portugu?s ou ? brasileira?

era a minha deixa, n??
me virei, abri um sorris?o, fiz sinal de joinha e disse: “BINGO!”

a CARA que eles fizeram valeu cada “insulto”.

torre da igreja de saint-germain-des-pr?s (o bairro onde ficamos) ? noite + minha humilde sacolinha da ladur?e - no fundo uma padaria metida a besta. paguei caro pela caixinha de macaroons s? para descobrir que os que comprei em chartres, por uma fra??o do pre?o, eram bem melhores.

a famosa (e super fotografada) escadaria da catedral de sacr?-coeur em montmartre. e a torre ?bvia fotografada do jardim des tuileries.

no quartier latin n?o deixe de ir tomar uma caipirinha nesse bar (foto ? esquerda). n?o me lembro o nome (f?cil de achar, porque toca salsa e ritmos latinos e d? pra ouvir do lado de fora), mas serve a caipirinha mais barata do bairro durante o dia. quando anoitece o pre?o vai nas alturas, como sempre, mas o lugar enche de gente de todas as nacionalidades. os gar?ons s?o meio idiotas, mas em se tratando de paris, antes idiota do que mal educado. ? direita, a decora??o natalina da galeria lafayette.

fotos nada a ver: o banheiro do hotel, com uma janela enorme que me fazia perguntar, “ser? que o vizinho est? vendo a minha bunda?” e o menu do “boteco de luxo” chamado les deux magots, onde o pre?o da comida ? inversamente proporcional ? qualidade do servi?o. ou seja, espere vender um f?gado para pagar a conta de duas cervejas pequenas, e ser ignorado durante todo o tempo. c’est paris, mon amis.

a famosa place des vosges, tida e havida como o quadril?tero mais belo da cidade, mas que eu achei meio sem gra?a. FAIL. e a vista que eu tinha do banheiro do hotel.

est? vendo aquela janelinha ali? pois ?. tenho certeza de que eles viram o meu traseiro.
e devo me dar por feliz, j? que n?o me mandaram a conta do psic?logo.

cenas de um anivers?rio.
Escrito em vida, Fevereiro 24, 2008 @ 05:53

o bolo na varanda, ? espera do birthday boy.

birthday boy…

bolo.

o bolo estava uma del?cia, por sinal.
e, como todo BOM bolo, melhor ainda no dia seguinte.

a felicidade pode ser t?o simples quanto comer um bolo dormido.

pielavesi, finland, 24 de agosto de 2007.

brief opening of windows
Escrito em diariamente, para refletir, Fevereiro 18, 2008 @ 11:29

ent?o, retornando momentaneamente do mundo dos falecidos virtuais.
o dia est? lindo, o sol est? azul (haha, obrigada pelo link, querida), os daffodils/narcisos j? est?o abrindo e os primeiros desse ano j? est?o na jarra; como diz o meu amigo escoc?s, s?o as vantagens de eu ter “escolhido” morar mais ao sul.

a vida est? boa, por isso mesmo n?o tenho tido sobre o que escrever - j? que, como dizem por a?, eu s? escrevo para reclamar. ou melhor, at? teria sobre o que escrever/reclamar. eu j? escrevi blogs antes que n?o versavam sobre o meu dia-a-dia, mas atualmente o umbigo fala mais alto que quaisquer pretens?es de porta-voz do que quer que seja.

apesar disso, n?o vejo muito sentido em vir aqui dizer que perdi quatro quilos, que fiz amigos novos, que estou estudando franc?s sozinha, que ca? da escada e machuquei o joelho, que estou planejando uma visita a madrid, que bati a marca das 6000 ribbons no poupee, que comprei o the sims mas estou sem tempo de aprender a jogar, que terminei de assistir sex & the city (?, eu comprei todas as seasons) e pateticamente quase chorei no ?ltimo cap?tulo, que um amigo importante resolveu me virar as costas mas estou retomando, com carinho e cautela, um relacionamento delicado que foi cortado abruptamente h? mais de dez anos.

sentido, n?o faz. mas sim, tudo isso est? acontecendo agora, e pronto, vim, vivi e escrevi.

tamb?m fiquei com vontade de falar algo sobre um post interessante encontrado por acaso, gra?as a um comment num blog. era alguma coisa sobre a “imagem da mulher brasileira no exterior“. um termo que chegou a me interessar no passado, mas que atualmente s? me interessa pelo fator c?mico. qual seria imagem da mulher brasileira no exterior? qual seria a imagem da mulher senegalesa do exterior? ser? que a mulher senegalesa tem uma imagem no exterior? ser? que a mulher senegalesa se importa com isso?

de certa forma, concordo que seres humanos, independente de sexo (e ra?a, e classe social,e etc?tera), devam se dar ao respeito. aquele velho clichez?o pr?-hist?rico do “o seu direito acaba quando come?a o do outro”, vice versa, bl?. o fato de que a pessoa X queira mostrar os peitos n?o significa que a pessoa Y esteja a fim de/preparada para v?-los (a menos que seja na TV, ? claro - porque, nesse caso, a pessoa Y tem todo o direito de desligar o aparelho e ir dormir, depois de tomar o seu copinho de leite).

but i digress. o fato ? que, se acho essa preocupa??o de “imagem no exterior” at? certo ponto compreens?vel em certas esferas, tamb?m a considero tantinho desnecess?ria. vejamos do ponto de vista da t?o debatida imagem feminina, por exemplo. na minha humilde concep??o, a mulher brasileira ? mil vezes mais pudica do que boa parte das inglesas. mas essa ? somente a minha opini?o. talvez eu pense assim porque, em mais de 20 anos de brasil, nunca vi uma jovem bem nascida gritar a plenos pulm?es para um completo desconhecido do outro lado de um balc?o de bar lotado: “hey gatinho, mostra o p** a?! se for grande eu vou f**** com voc? mais tarde!”.

nunca vi nem mesmo as minhas amigas mais avan?adinhas sa?rem de casa com um pacote de oito camisinhas na bolsa e voltarem sem nenhuma (ou cheio, por terem simplesmente se esquecido de usar, na esperan?a de engravidar de algu?m e ganhar um apartamento para”m?es solteiras” do governo). nunca vi no brasil adolescentes de classe m?dia (em tese educadas, informadas, viajadas, etc) abrindo as pernas sem calcinha, levantando a blusa ou abaixando as cal?as para exibir o traseiro aos passantes na porta de um clube, estando b?badas ou s?brias, como j? cansei de ver aqui, ao vivo e estampado nos jornais.

a maioria das brasileiras acha de mau gosto uma mulher fumar, falar palavr?o e beber at? cair por cima do pr?prio v?mito. as inglesas acham isso cool e at? necess?rio para mostrar que voc? ? “fierce” e n?o uma babaca prudish. as meninas de 12 anos aqui em jersey se vestem como a maioria das meninas de 18 anos no brasil teria vergonha de se vestir (e SEM a desculpa do clima absurdamente quente… microssaia e microtop na night, com temperatura negativa do lado de fora, ? quase default). fora o excesso de cores, o excesso de maquiagem, o excesso de bijuterias coloridas e baratas, o excesso de bebida alc?olica vagabunda e cheia de a??car, o excesso de palavr?es e gritaria, os saltos alt?ssimos combinados a saias que fazem voc? se beliscar para crer, de t?o incrivelmente min?sculas. isso tudo fica ainda mais evidente depois de temporadas na fran?a e na alemanha, onde as mo?as se vestem de forma bem mais comedida (e monocrom?tica). e ainda assim, eu acho que, desde que n?o prejudiquem a ningu?m al?m das pr?prias, o direito de ser assim e/ou assado ? todo delas.

maaas. depois de quatro anos desse tratamento de choque, confesso que qualquer preocupa??o que eu poderia ter ao ver uma brasileira sorridente de shortinho e camiseta em qualquer pa?s do mundo dissipou-se no ar. n?o somos s? n?s e sim, h? piores.

outra quest?o costuma ser “ah, mas os homens daqui acham que somos putas por causa das brasileiras de shortinho”. ser? que s? eu acho que isso diz mais sobre esse tipo de homem (machista, retr?grado, mal informado e hip?crita) do que sobre as brasileiras (ou senegalesas) de shortinho? se algum ingl?s vier me dizer que acha as brasileiras putas por desfilarem seminuas no carnaval, responderei candidamente que elas, pelo menos, t?m um motivo para estarem seminuas. qual o motiva??o das inglesas para se desnudarem pelas ruas no inverno? o fato de estarem felizes? ah, mas as brasileiras tamb?m est?o felizes no carnaval. ponto.

“ah, mas as pessoas n?o nos levam a s?rio, nem nos d?o emprego porque acham que somos putas. e tudo por causa das brasileiras de shortinho!”. olhem meninas, eu sinceramente me recusaria a trabalhar para qualquer pessoa que pense que a) mo?as de shortinho s?o putas ou b) s? porque conheceu uma ou v?rias brasileiras que se prostituem, acham que TODAS s?o prostitutas, ou ainda que prostitutas n?o mere?am um emprego. uma pessoa assim s? pode ser imbecil, e n?s n?o queremos trabalhar para um(a) imbecil, queremos? acreditem-me, isso traz problemas ainda maiores do que ser surpreendida por a? de shortinho.

tailandesas t?m fama de mail order brides. eu n?o acho que toda tailandesa que vejo pela rua (e vejo v?rias, aqui) tenha sido resgatada de um puteiro em bangkok por um ingl?s careca de meia idade. pode ter sido, claro. mas eu n?o lhe negaria um emprego, nem lhe viraria a cara ou lhe apontaria um dedo dizendo “voc? ? puta” sem saber da sua hist?ria (apesar de o passado alheio me ser irrelevante). mas isso sou eu. pura ingenuidade.

em geral, n?o ligo para o fato de algumas pessoas pensarem que o brasil seja povoado por ?ndios, que s? tenhamos futebol, que as pessoas andem peladas ou morem em ?rvores. talvez porque eu n?o veja problema em nenhuma dessas coisas. e porque EU saiba que n?o ? bem assim. ademais, todos t?m o direito de canalizar sua aten??o para o que lhe interessa. quantos brasileiros podem me detalhar as condi??es de vida no senegal? sem apelar para o google, voc? sabe se no senegal tem mcdonalds? sabe a porcentagem de domic?lios com ?gua encanada? esgoto? televis?o? “ah, mas o brasil ? o brasil”. certo. e o senegal ? o senegal. estamos conversados.

portugueses, italianos, espanh?is e demais, vindos de sociedades fortemente patriarcais, tendem a ver com olhinhos suspeitos mulheres com um comportamento mais, digamos, “aberto”. nem todos partilham dessa vis?o, ? claro. mas talvez, antes de nos preocuparmos com o tamanho do shortinho das nossas conterr?neas, seria mais simples e produtivo ignorar pessoas com mentalidades subdesenvolvidas (j? que tentar educ?-las pode se revelar tarefa t?o infrut?fera quanto perigosa).

n?o ? mesmo, lolla? :)
hora de eu seguir meu pr?prio conselho.
agora que sex & the city acabou, vou ali come?ar my-so-called-life.
int

frances bean cobain.
Escrito em celebrities, Fevereiro 15, 2008 @ 17:42

estou boquiaberta.
e me sentindo uma anci?.

p.s.: viva estou. novidades, h?. mas h? tamb?m muita, muita pregui?a de blog.

real people
Escrito em nice things, Fevereiro 8, 2008 @ 06:44

mulheres com babushkas
e joelhos largos;
meninas com paix?es fatais,
meninos com excesso de energia.
pessoas de verdade comem animais
e t?m espinhas
mas n?o muitas.
seus p?s doem.
pessoas de verdade l?em livros de verdade
como os irm?os karamazov
e a rep?blica de plat?o
mas elas n?o se lembram sobre o que esses livros falavam.
pessoas de verdade ficam loucas com florestas
e p?r-do-sol
e umas pelas outras;
?s 5:30 elas descansam,
elas suspiram,
e ? noite
todas as pessoas de verdade agem como judeus velhos.
pessoas de verdade dan?am
a pedidos,
boogie, se poss?vel
e amam, de perto.
elas adoram comer,
amam sorrir
e toleram o choro
lembrando-se de como era ser
crian?a de verdade.
crian?as de verdade fazem biscoitos de verdade
em cozinhas de verdade com m?es de verdade
mas n?o ? s? isso.
crian?as de verdade t?m dores de verdade
e s?o uma verdadeira amola??o
na vida de pais de verdade.
elas crescem e se tornam adultos de verdade
com problemas de verdade
que passam de um dia verdadeiro a outro
contando ben??os reais,
em busca de possibilidades reais
para descobrir formais reais
de transcender.
pessoas de verdades compram aipo
e o levam para casa em sacos de papel
para outras pessoas de verdade.
elas comem ma??s,
e fazem sexo
e definem coisas.
elas fazem muitas coisas
de que se envergonham
e passam metade de suas vidas
tentanto descobrir quais foram elas.
elas nunca come?am guerras
ou matam pessoas,
elas amam gatinhos
mas n?o demais,
elas morrem
?s vezes
e ningu?m sabe para onde v?o.

- real people, by annie reiner
(tradu??o livre)

carnaval multicultural
Escrito em LOL, Fevereiro 5, 2008 @ 06:16

Ingredientes:
- uma carioca;
- uma capixaba;
- uma cubana;
- uma cubana/portuguesa de cinco anos;
- um s?bado ? noite em jersey;
- algumas latas/garrafas de cerveja;
- uma coreografia do ? o tchan improvisada;
- uma imita??o da victoria beckham;
- uma c?mera;

Modo de Fazer:
Leve tudo para a sala, misture ao som da Leona cantando na BBC, aque?a com um aquecedor el?trico que vive sendo derrubado e adicione gotas de caf? com leite, iogurte e pizza.

Agite antes (e durante, e depois) de usar.



casa da j?lia, s?bado passado.

p.s.: na verdade eu n?o fiz fotos, e sim v?deos - mas como os arquivos ficaram pesados (30-40MB cada, e olha que s?o v?deos curtos) o youtube empacou. s? pude fazer esses screen caps; mas se algu?m souber me explicar como reduzir o tamanho dos v?deos, eu agrade?o.



menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

LINK MY STUFF:


online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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