de parab?licas e par?bolas.
Escrito em diariamente, fotos, this is jersey, Abril 28, 2008 @ 15:19

e ent?o que, depois de quase tr?s anos batendo cart?o nesse domic?lio, finalmente teremos tv a cabo.

n?o sei como reagir. no fundo sinto como estivesse jogando dinheiro fora. assim como h? pessoas que n?o t?m o h?bito de fumar, beber ou roer as unhas do ded?o (esse ?ltimo eu N?O ENTENDO; j? tentou roer as unhas dos p?s? dil?cia), eu n?o tenho o h?bito de assistir televis?o. quando estou sozinha em casa, passam-se semanas sem que eu me lembre que o aparelhinho existe. n?o ? tentativa de pagar de intelectual, n?o; eu gosto de v?rias outras coisas bem mais f?teis e lobotomizantes do que TV. simplesmente, em algum lugar da minha adolesc?ncia, esse h?bito se quebrou e eu nunca tive tempo ou vontade de ir atr?s dos peda?os para col?-los.

o fato ? que ser?o 16 libras mensais que, apesar de merreca, nem sei se valer?o a pena. deixe-me ver: praticamente a ?nica coisa que me fez ligar a tv ? um bom filme e, para isso, eu conto com o aux?lio luxuoso do lovefilm. love mesmo; faltam-me palavras para expressar o meu amor por um site que tem TODOS os filmes (mainstream E obscuros) que eu amo, entrega na porta, deixa que eu fique com eles pelo tempo que eu quiser e, na hora de devolver, basta jogar o envelope pr?-selado na caixa de correio da esquina. tudo isso por uma mixaria, que ainda inclui custos de correio.

ent?o, ter assinado quatro pacotes de canais na sky - exclu? news e cartoons porque not?cias eu leio na web e os cartoons atuais foram feitos para crian?as debil?ides - me faz sentir meio idiota. eu s? tenho UM medo: que a satellite tv transforme o respectivo num couch potato ainda maior do que ele j? ?. porque, para uma pessoa que dizia “i don’t care much for the telly” ele excede os minutos semanais que configuram o MEU padr?o aceit?vel. e tome document?rio sobre as grandes guerras e programas de autom?vel!

se bem que podia ser pior. ele podia gostar de futebol. heh.
e a sua rela??o com a telinha? amor, ?dio ou pura e simples indiferen?a?

ok, “my-dear-diary” now. o weekend for particularmente agrad?vel. minha amiga cubanita comprou carro novo e veio lav?-lo sexta ? tardinha aqui no quintal:

she works hard for the money!

al?m de ser a primeira pessoa que vejo lavando o carro de salto alto:

resolvemos nos paparicar e fomos jantar no new dinasty, o melhor oriental da cidade, onde fomos atendidas por uma simp?tica senhorinha de olhos puxados, mas que parecia n?o falar nenhum idioma que domin?ssemos. felizmente, como em qualquer estabelecimento comercial de jersey, sempre haver? um funcion?rio portugu?s para salvar o dia (isto ?, se ele n?o for taciturno ou mal educado… infelizmente, a maioria ? AMBOS).

em seguida, fomos queimar as calorias da refei??o na la calla, o metro quadrado urbano com maior concentra??o de gente feia de jersey - o fato de EU estar presente s? confirma a fama. a leva de sempre de vagaranhas do leste europeu trajando shortinho e tias fantasiadas de adolescente; imperd?vel. sem contar os poloneses que, depois de tr?s doses duplas de absolut, come?am a fazer moonwalking ao som de shakira. a night de jersey ? igual a cinema: a maior divers?o.

algumas gargalhadas mais tarde, nos mudamos para o the royal yacht; gente marginalmente menos feia/cafona, mas m?sica igualmente ruim. para piorar, como o lugar ? relativamente novo, fica lotado. fui apalpada em partes da minha anatomia que eu sequer sabia que existiam, enquanto um b?bado com cara de safado ficava puxando o meu rabo de cavalo. s? aguentei 40 minutos e uma coca cola daquilo e fomos pra casa dormir.

dia seguinte, sol de primavera brilhando no c?u e um audi com o tanque cheio praticamente nos for?aram a abrir o teto solar e ir rodar pela ilha. s? paramos pra tomar caf? da manh? no les mielles, um clube de golf metido a besta mas que serve um full english breakfast maravilhoso e barato o dia inteiro. e, como n?s ? tudo gatinha, o dono nem cobrou as nossas bebidas (se eu soubesse, teria pedido CRISTAL):

antes:

depois:

cheers, mate!

quero descobrir que ?rvore ? essa. a flora??o ? a coisa mais-linda-ever (a foto, feita de dentro de um carro em movimento, n?o faz justi?a). preciso de uma no meu jardim.

this is jersey num dia lindo. pena que na maioria das estradas n?o h? acostamento e fica dif?cil parar pra fotografar. certas vistas s?o de perder o f?lego.

resolvemos ir caminhar na praia (eu, de sapato e meia cal?a fio 60!) em homenagem a um c?u azul quase sem nuvens. depois de alguns meses de cinza praticamente ininterrupto, certas coisas corriqueiras passam a contar como privil?gio.

wrong outfit for the occasion, dearie…

cherry red toes.

n?o ? fofo o vestidinho da marlene? pena que, por essas bandas, a gente s? consiga usar roupas assim alguns dias por ano.

ser? que essa gaivota sabe o quanto ? feliz por sobrevoar essa ilha todos os dias? talvez n?o. gaivotas se preocupam apenas em sobreviver e fazer barulho.

eu me lembro de uma fase onde eu tinha muito em comum com as gaivotas.
not anymore.

just because it’s friday.
Escrito em humor observacional, inglaterra, Abril 25, 2008 @ 10:18

SEXta-feira, sol brilhando, os locutores do r?dio irritantemente perguntando a toda hora algo do naipe de “qual? a boa do fim de semana” (e depois ainda me perguntam por QUE eu gostaria que os locutores ingleses fossem afogados no t?misa e substitu?dos por um ipod gigante…) e as amiga tudo planejando uma girls-night-out. e, senhores, eu tenho MEDO.

girls-night-out geralmente se traduzem numa oportunidade totalmente “imperd?vel” pra se passar uma noite em p?, suando em bicas, num lugarzinho claustrof?bico, sem ventila??o, bebendo cerveja quente ou de m? qualidade, ouvindo m?sica ruim num volume alto demais e cercada de gente feia - yeah, porque eu n?o partilho dessa muy difundida no??o de que basta ser loiro e ter olho azul pra ser bonito. a ?nica gra?a seria poder me sentar numa mesa num lugar mais afastado, fazer um people watch de meia hora, tomar uns drinks (e torcer para o puto do bar ser menos m?o-de-vaca na hora de despejar a vodka na coqueteleira) e rir daquelas senhoras que parecem ter destru?do uma cortina totalmente aceit?vel para enrolar na cintura antes de sair de casa OU daquelas mocinhas que aprenderam a ser elegantes lendo revistas de celebridade.

fofinha, toma nota: se voc? acha que o segredo para “ser algu?m na night” t? no final da equa??o cabelo platinum blonde + tr?s horas de chapinha + bronzeamento artificial na cor “cenoura at?mica” + trinta quilos de maquiagem, incluindo “glitter para o corpo”, batom “perolado” e sombra combinando com a cor da blusa + argola tamanho “bambol? de elefante” + decote at? o umbigo + mini-micro-rid?cula saia jeans + sapato (forrado no mesmo tecido da blusa) com salto “empire state building” + bolsa-miniatura da guess (aut?ntica) ou dolce & gabbana (aut?ntica, mas comprada no ebay de uma vadia que torra os presentes que ganha do amante casado pra comprar p?) ou ainda versace (falsa)… YOU’RE DOING IT WRONG.

saca s? o charme, a malemol?ncia e o gingado da mulher inglesa (fotos de jornal, portanto em baixa resolu??o; mas a coisa j? ? assustadora o bastante assim, acredite):

observe que esse tipo de coisa acontece ? luz do dia e na frente de crian?as.
s?rio, fashion police ? pouco; pra essas da? ? fashion batalh?o-de-choque.

gatas, lhes dedico um gal?o de simancol e uma assinatura da vogue - a FRANCESA…
e espero que o calor das pranchas/babyliss derretam o que restou dos vossos miolos.


anna wintour, n?o olhe agora, mas…

p.s.: e, j? que estamos nisso, dedico o mesmo ? gwen stephanie e ? kylie minogue (mas na goodie bag delas incluirei tamb?m um vale-desconto para aulas de canto + um bilhete s? de ida para a sib?ria).

atire a primeira pedra…
Escrito em reminiscências, Abril 22, 2008 @ 11:07

…quem nunca teve uma paixonite de gin?sio.
eu tive. n?o s? uma, como v?rias. n?o cheguei a “entrar no cio” como algumas colegas de classe, mas acompanhava com certo interesse a fogueira que as consumia. e, paciente, esperava pela minha vez, me perguntando qual dos espinhentos magricelos do segundo grau seria o merecedor dos meus suspiros. porque ter crushes era hype, desde que feito com classe.

acontece que 99% dos meus interesses n?o eram genu?nos. e, como eu n?o conseguia me interessar de verdade por ningu?m, era cara-de-pau o suficiente para pegar carona nos amados das amigas… no fundo, ach?vamos a coisa toda mais divertida do que rom?ntica e, do alto dos nossos doze anos, ca?amos na risada quando algum deles passava por n?s. del?cia era inventar apelidos monstruosos para os meninos, de acordo com certas caracter?sticas f?sicas ou falhas de car?ter. assim surgia o “alem?o”, o “prestativo” e at? mesmo o “ovo gorado de galinha preta” (don’t ever ask).

mas no fundo eu considerava aqueles alt?es, moren?es, desfilando b?ceps e barrigas tanquinho nos shorts de educa??o f?sica, uma coisa muito fora da minha realidade e pela qual eu n?o tinha muito interesse. eu nem saberia o que fazer com um daqueles, sinceramente. n?o, na boa - a gente faz o qu? com um homem desses aos 12 anos?? coloca dentro de um arm?rio de vidro e fica admirando? faz fotos de nu art?stico (ou n?o) e vende para as amiguinhas na hora do recreio? pede pra ele espancar aquele moleque chato que vive puxando o seu cabelo? n?o, por favor, n?o sugiram sujidades de cunho sexual porque, aos doze, christiane F eu n?o era, s? tinha barbies na cabe?a e n?o tava podendo.

ent?o, nesses termos, analisei as op??es que me restavam. e, j? que tava na moda, acabei tratando de me “apaixonar” por uma coisa mais pr?xima do meu universo - e que mais parecia um h?brido de cofre de porquinho + coelhinho de pel?cia. o henrique devia ter uns 13 anos, cabelos castanhos cacheados, era dentu?o (da? a alus?o ao coelho), estava meio acima do peso (porco) e vivia com o traseiro saindo por cima do c?s da cal?a (cofrinho). n?o, eu t? falando s?rio. em defesa do infeliz, digo que ele tinha um par de olhos verdes-farol que paravam o tr?nsito, ao inv?s de abrir. absurdos, mesmo. e l? ficava eu, da sacada do terceiro andar do pr?dio da escola, procurando o balofo com olhos ansiosos, enquanto as amiguinhas se derretiam feito sorvete na praia pros gostos?es em seus jeans apertados.

um dia a d?bora, moreninha de ?culos, cabelo curtinho e fofoqueira que s?, veio me perguntar qual era a gra?a em passar o recreio inteiro colada na grade. no melhor esp?rito “se n?o puder contar pras amiga n?o vale a pena” eu procedi a despejar a hist?ria completa. at? porque, na minha alucina??o, eu achava que o moleque era realmente uma gracinha e a d?bora ia tipos, totalmente concordar comigo, se apaixonar por ele tamb?m e passar?amos a dividir o posto de “gordo watcher” (true love knows no jealousy). s? quando ela caiu no ch?o contorcendo-se de tanto rir (verdade: acho at? que estirou um m?sculo, nesse dia) eu percebi que, afinal, talvez n?o tivesse sido uma boa id?ia revelar o alvo do meu afeto. fiz a infeliz jurar pela m?e, pai, todos os parentes j? mortos e que ainda nem haviam nascido, que ela ja-mais contaria aquilo pra algu?m.

desnecess?rio dizer que no dia seguinte ela contou pro moleque.

hora do recreio, eu toda faceira com o meu la?arote de tule no cabelo (anos 90 - me absolvam, ok?), me acabando na coxinha com coca cola, ergo os olhos e me deparo com o dentu?o vindo na minha dire??o, exibindo n?o apenas os incisivos gigantes, mas TODA a arcada dent?ria. rindo arreganhadamente. atr?s dele vinha a d?bora, tamb?m mostrando a gengivas - at? que os olhos dela encontraram os meus, muito s?rios, quase assassinos. a pequena salafr?ria sentiu o perigo no ar, engoliu os dentes e deu meia volta. “v-a-g-a-b-u-n-d-a”, pensei eu.

enquanto eu bolava maneiras demoradas e sanguinolentas de dar cabo da linguaruda, o coelh?o supernutrido sentava-se no banco ao meu lado. ? claro que ele havia adorado a not?cia. eu n?o era nenhuma rainha da festa de formatura, mas era jeitosinha o suficiente para dilatar as pupilas do “pega ningu?m” oficial da escola. o moleque estava num estado de felicidade praticamente palp?vel (de novo, favor n?o imaginarem al?m da conta).

“oi, me disseram que voc? ? afim de mim?”. ASSIM. na lata. e meio com cara de pergunta, que era pra for?ar uma situa??o. “f-i-l-h-o-d-a-p-u-t-a”, pensei eu. e enxuguei o catchup da cara, pra evitar os olhos verdes enfiados em mim.

“quem disse isso?”, perguntei, disfar?ando para ganhar tempo, j? que eu sabia nome, sobrenome e endere?o da dedo-duro.
“eu prometi que n?o ia falar. mas olha, anota a? o meu telefone”.

tipo eu-n?o-estou-acreditando que minha caneta est? tipos saindo da minha mochila e eu estou aqui anotando o telefone do bolo fofo na contracapa do meu caderno de biologia (sintom?tico). e n?o acredito que a minha m?o NEM TREMEU, sabe. deve ser o choque. o pior de tudo foi confessar pra ele que EU n?o tinha telefone (de verdade). a vergonha de ser uma exclu?da das telecomunica??es foi maior do que as supostas borboletas que deveriam estar dan?ando na minha barriga (nope, s? coxinha mesmo, thanks). ele se despediu pedindo que eu ligasse e me estalou um beijo nojentamente molhado na bochecha que me fez ter vontade de trocar de identidade com aquela barata subindo ali na parede. oquei, ningu?m podia rotular o pequeno batr?quio como t?mido. “quando se est? na seca n?o se tem tempo para formalidades”, conclu?.

“e ?, tem mais catchup na sua cara. aqui” e LIMPOU.
fiquei mais verde que os olhos dele. n?usea. ? dist?ncia, d?bora e luciana tinham c?licas de tanto rir. v-a-g-a-b-u-n-d-a-s.

desnecess?rio dizer tamb?m que eu passei os pr?ximos tr?s dias ocupada demais lavando a bochecha com ?gua fervendo e desinfetante; n?o liguei e, no quarto dia, o dentu?o despontou no p?tio de m?os dadas com uma loirinha de farm?cia (o sub?rbio come?a a produzi-las cedo), de pernas finas e mochila jeans cheia de buttons com desenhos de folhinhas de maconha, caveiras fumando e o “A” de anarquista.

“roqueira wannabe”, pensei eu. “v-a-g-a-b-u-n-d-a!” condenaram d?bora e luciana, e demos as costas de nariz pra cima, porque eu n?o ia brigar com a minhas amigas por conta de um dentucinho gorducho. por mais que ele tivesse lindos olhos verdes. lindos mesmo. droga.

“o fen?meno se verifica na pr?tica”, disse o fernando ao ouvir a hist?ria alguns dias depois, do alto da sabedoria que s? a testosterona (e alguns chutes na bunda) fornece aos meninos. “assim que o pega-ningu?m acha que tem mulher chovendo na horta, ele se transforma. auto confian?a atrai mulher, sabia?”.

t? sabendo.
se atrair HOMEM tamb?m, me v? duas d?zias e p?e na conta, faz favor.

follow the leader.
Escrito em para refletir, this is jersey, Abril 18, 2008 @ 11:34

t? exausta. n?o bastasse a falta de energia, essa semana exigiu de mim HORRORES.
stress, things to do, aquecimento central pifado (diesel encomendado ?s pressas, mas eu n?o sei reiniciar o boiler e, por isso, continuo no frio), familiares me estressando ? dist?ncia, amigos sendo absurdamente compreensivos (insira ironia), amigos exigindo o bra?o quando eu ofere?o a m?o (e alguns ainda aproveitam pra cortar meu pesco?o enquanto isso)… ou seja, t? foda.

mas eu sou ainda mais foda do que qualquer circunst?ncia adversa, e consigo me divertir com as situa??es bizarras que crio para mim mesma. ?s vezes sinto que meus dedos t?m o poder de mover o mundo, como o daquelas pessoas que animam teatros de marionetes.

o mundo e as rela??es humanas s?o, no fim das contas, absurdamente previs?veis e manipul?veis. acho que a gente sofre ? por costume.

? uma raz?o extremamente f?til, mas eu j? perdi a conta de quantas amizades foram pelo ralo por eu n?o gostar de telefone e de MSN. tenho uns tr?s amigos de verdade no brasil e, enquanto estou aqui, a gente tem ZERO de contato - eu n?o ligo, eles idem e, pra piorar, eles n?o gostam muito de internet. mas quando eu chego no Rio, eles me ligam, a gente senta num boteco e pede uma cerveja e uma por??o de calabresa. eu n?o pergunto sobre o que eles andam fazendo, eles n?o querem novidades… e ? como se nunca tiv?ssemos nos separado. perfeito.

o problema da maioria das pessoas ? uma sensa??o de “posse” com rela??o a amizades. por exemplo, aqueles recados no orkut “s? passando pra desejar boa semana”, ou aqueles scraps piscantes cafonas… ? a forma que eles encontraram pra “cultivar” a amizade, pra cercear o territ?rio, para demonstrar que t?m os amigos em mente sempre e para declarar “ei, voc? ? meu amigo, N?O OUSE SE ESQUECER DE MIM!”.

eu acho isso extremamente chato e cansativo.
amigos de verdade n?o precisam dessa auto valida??o constante; por isso eu n?o lamento as “amizades” que perdi.

encaro dessa forma: menos um scrap brega de gif animada no orkut.

depois de outono e metade do inverno na g?lida chucrutel?ndia, e a outra metade do inverno na ?mida terra do reino de lilibeth, eu n?o t? acreditando. estamos na primavera e eu estava T?O desacostumada com qualquer temperatura que n?o exigisse o uso de casacos e botas dentro de casa (isto ?, ANTES do meu aquecimento pifar e do tempo virar, hoje…), que me surpreendo encarando por horas os reflexos do sol atrav?s da cortina da renda do quarto, e saboreando o prazer barato de tomar um banho e lavar o cabelo no meio da tarde e deix?-lo secar naturalmente, enquanto me entupo de sorbet de p?ra.

deja vu total. para eu me sentir no brasil, em plena adolesc?ncia, s? falta um banho de mangueira no quintal.

sou repetitiva. mas ? verdade. nascendo num pa?s onde s? conhecemos duas esta??es distintas: “quente” e “quente pra cacete”, e presenciar a mudan?a das esta??es, num ponto qualquer do planeta que tenha esta??es de verdade, ? uma experi?ncia ?nica. todo mundo devia obrigatoriamente passar por isso. se voc? ainda n?o o fez, d? a louca, venda a m?e, largue tudo e passe um ano em qualquer pa?s cujo clima lhe proporcione essas quatro simples maravilhas: um ver?o, uma primavera, um outono e um inverno.

se a sua sensibilidade n?o aflorar, se voc? n?o passar a valorizar coisas aparentemente ordin?rias, se voc? n?o se surpreender saltitando diante da sua primeira cal?ada coberta de neve, fotografando maniacamente a flora??o das wisterias ou cerejeiras, achando que morreu e foi para o c?u diante da explos?o de cores outonais das folhas e redescobrindo o prazer de receber na pele o carinho de um raio de sol inesperado numa manh? fria… ent?o, filho, desiste. voc? n?o ? um cerumano. voc? ? um saco de batatas.

sorry pelo spam de fotos - caso interessar possa, tem mais no link a? embaixo.

(mais…)

a primavera ? azul.
Escrito em diariamente, fotos, home, this is jersey, Abril 14, 2008 @ 07:20

da (aparentemente intermin?vel) s?rie Coisas que eu Odeio na Internet: pessoas de NEW jersey, estados unidos, que se registram pelos sites como JERSEY. porque, claro, o mapa mundi estadunidense ? do tamanho da unha do meu dedo mindinho e para eles s? existe uma jersey em todo o planeta - a deles. isso facilita tipo horrores quando eu uso alguma ferramenta de busca no livejournal, twitter, last.fm, etc?tera para rastrear pessoas que vivam em jersey, ilhas do canal (tamb?m n?o me pergunte por qu?; eu n?o saberia responder e ficar?amos nos encarando com cara de paisagem por uns bons minutos).

isso me faz lembrar uma historinha interessante que se passou com o respectivo h? muitos anos atr?s, quando ele + um amigo igualmente desocupado compraram uma carca?a sobre rodas e foram rodar a am?rica do norte. parando num diner para repor as energias, a gar?onete reparou nos sotaques e, naquele jeit?o over friendly americano que sempre faz os ingleses se esconderem debaixo da mesa de vergonha, mandou um “voc?s n?o s?o daqui, s?o?”. os rapazes fizeram que n?o e disseram ter vindo de jersey. “ah, new jersey!”, respondeu a mo?a “sabia que o sotaque n?o era daqui de wyoming!”. t?in. “no dear, jersey in ENGLAND… fica na europa”. bem, tecnicamente jersey nem faz parte da inglaterra, mas os meninos acharam que ia ser mais f?cil do que explicar pra criatura a no??o de bailiwick. a gar?onete fez cara de ?rvore, jogou os pratos em cima da mesa e, antes de sair correndo, emitiu: “europa? yeah, acho que eu j? ouvi falar… you want fries with that?”.

resumindo: a jersey brit?nica, por acaso, ? a original (surprise, surprise), e foi em homenagem a ela que a NEW jersey americana foi assim batizada. e o sotaque da jersey brit?nica ?, evidentemente, brit?nico - se bem que, at? o final do s?culo 19, os jerseymen falavam j?rriais, uma variante do franc?s normando. hoje em dia apenas 3% da popula??o consegue se expressar nesse idioma moribundo. mas o nosso aeroporto ainda d? boas vindas aos visitantes em j?rriais (foto da wikipedia):

jerriais.jpg

falando na ilhota, primavera. os narcisos j? cumpriram seu important?ssimo papel de anunciar o fim do inverno e j? eram. agora ? hora das tulipas e cam?lias assumirem o palco, mas eu tamb?m sou louca pelos atores coadjuvantes: os forget-me-nots (eu n?o sei o nome em portugu?s; quem puder, me ajude). eles s?o pequenos, extremamente azuis, fotos n?o conseguem lhes fazer justi?a e s?o muito mais bonitos na natureza do que em vasos… mas eu n?o resisti.

fmn2.jpg

fmn3.jpg

fmn4.jpg

fmn5.jpg

? f?cil animar a minha manh?. um pouco de sol. o cheiro de grama rec?m cortada pelo jardineiro do vizinho. as gaivotas berrando. a cozinha quentinha do forno e o cheiro delicioso de um bolo que acabou de sair l? de dentro. colocar um pequeno ramo de flores silvestres dentro de uma jarra de vidro reciclada (era um vidro de sais de banho da Boots). flores que, por acaso, t?m a mesma cor das paredes do meu banheiro.

fmn6.jpg

bom dia!

p.s.: come?a hoje a minha “semana trash music 80s” no twitter; sempre que eu me lembrar, vou postar um trecho de alguma p?rola do cancioneiro pop dos anos 80, especialmente dos “one hit wonders” - aquelas bandas que chegam com tudo, gravam um super sucesso e depois desaparecem sem deixar pistas. a-d-o-r-o. se quiser acompanhar, me siga l? ou no mini-blog a? na coluna da esquerda.
(? agora que os meus followers todos v?o me tirar da lista, HA)

vintage goddess
Escrito em fashion, nice things, Abril 10, 2008 @ 05:56

? sabido que n?o sou das pessoas mais convencionais na hora de encher o arm?rio.
a maioria das minhas amigas fashion savvy cobrem os olhos horrorizadas ao abrir minhas gavetas. minha cole??o de meias em cores c?tricas cresce a cada dia, sem contar toda a parafern?lia com estampa de caveira, hello kitty ou estrelas.

acho que nasci na ?poca errada. se vestir, hoje em dia, se tornou uma coisa muito chata. cheia de regrinhas pode-n?o pode, sendo que a maioria das pessoas ERRA anyway; at? porque n?o se pode agradar a todos (os coment?rios no blog the sartorialist provam de forma cabal essa afirma??o). n?o h? nada que eu deteste mais do que ver pessoas vestindo designers dos p?s ? cabe?a. ew, ew.

* pausa para fofoca: a senhora beckham saiu na capa da vogue desse m?s e, mal a revista pipocou nas bancas, a reda??o come?ou a receber um n?mero recorde de reclama??es. as pessoas diziam que, se quisessem uma revista com a victoria na capa, comprariam a heat (uma semanal de fofoca de quinta categoria). ouch. tem gente amea?ando at? cancelar a assinatura, caso o disparate se repita.

eu admiro muito a eleg?ncia sutil das parisienses, at? mesmo a obsess?o que elas t?m por se vestir de forma comedida, quase sempre de preto. s?o lindas e elegant?rrimas, ao contr?rio das inglesas que, apesar do $$ e da obsess?o por roupas, sapatos e bolsas, erram a m?o e s?o, regra geral, cafon?ssimas. mas eu adoro uma plumagem colorida de vez em quando, porque de cinza j? basta o c?u aqui nesse hemisf?rio. eu n?o era nascida nos anos 60, no auge dos vestidos rodados e engomados com farinha, que eu acho fabulosos. e era pequena demais pra aproveitar os anos 80 em sua magnitude e, deliciada, enfiar o p? na jaca. n?o consigo ter tempo de invejar o pessoal dos anos 70 porque essa moda reaparece, reciclada, praticamente todos os anos.

ent?o, s? pra ilustrar (e bota ilustra??o nisso), segue uma “pequena” amostra coletada com carinho na dolly dagger:

mais algu?m a? curte esse jeito 60s-rockabilly-lucille ball de ser? notem que eles t?m um petticoat rosa para usar por baixo dos vestidos!! ok que sair por a? vestida assim ? garantia de receber m?ltiplos olhares tortos dos seres mais convencionais (se bem que eu n?o ligo a m?nima), mas gente, ? um PETTICOAT. t? quase comprando, nem que seja pra usar em casa.

e n?o ? s? isso, a se??o de camisetas da loja ? o inferno virtual para aqueles que t?m fobia dos anos 80:

e os acess?rios seguem a mesma linha (diminua as cores do seu monitor caso seus olhos comecem a arder incessantemente):

jesus holy christ. acho que fiquei cega.

e a sua CASA n?o poderia ficar de fora - fica at? mais dif?cil cultivar o mau humor matinal ao ser acordada por um despertador em forma de cora??o. e ser? que a minha cara ficaria mais bonita refletida nesse espelho t?o, erm, amoroso?

minha cozinha est? gritando por esses porta guardanapos.
e eu preciso virar dalt?nica.

shutting down.
Escrito em vida, Abril 8, 2008 @ 16:16

t?dio. marasmo.
fora do comum. voc?s n?o t?m no??o.
mil e uma coisas pra comentar aqui, e a pregui?a absoluta me impede.

nos planos mais imediatos, uma consultinha com um endocrinologista. quero saber a quantas andam meus horm?nios, porque estou suspeitando de hipotireoidismo. s? isso explicaria o estado de letargia em que me encontro - se pudesse, dormiria o dia inteiro, feito um bicho-pregui?a. nem fome tenho - e se estivesse, fodida estaria, j? que a vontade de cozinhar ? zero. sobrevivo ? base de vitaminas innocent e biscoitos digestivos. e ?s vezes como comida estragada porque a lesa??o me impede de verificar o n?vel de putrefa??o antes de p?r na boca. *high five*

no meio tempo, dei a l?ca e comprei uma polaroid. baratinho no ebay, nove libras, nova na caixa. o problema ? que o filme custa bem mais do que a c?mera (22 libras por 20 fotos). culpo o t?dio por essas compras por impulso. mas enfim, ainda bem que eu procuro c?meras fora de linha no ebay ao inv?s de abrir o site da prada.

observe a colora??o arroxeada do meu p? esquerdo na foto:

april-084.jpg

de perto ? pior (se estiver comendo, feche o browser e passe amanh?).

april-070.jpg

n?o repare no estado lastim?vel das minhas unhas - com o p? torcido e mal podendo tocar o ch?o, pedicure ? a ?ltima coisa na sua cabe?a, honey. e essa coisa branca nojenta n?o ? sujeira. o p? est? sendo lavado diariamente, mas depois que o incha?o foi embora ficou isso a?. passo hidratante dez vezes por dia, esfolio na hora da banho e, manh? seguinte, as c?lulas mortas dizem OI DENOVO.

deve ser um sinal do meu organismo.
eu t? toda simorrendo e n?o me dei conta.

volto quando ressuscitar, l? pelo terceiro dia.

sweet child o’mine.
Escrito em vida, Abril 2, 2008 @ 08:59

crian?as. ah, uns amores.
h? cerca de quarenta minutos atr?s, uma delas jogou uma pedra na minha gata, que estava calmamente pegando um sol de primavera no quintal. o terrorista em miniatura tinha uma mira digna de atirador de elite e acertou a bicha bem no meio da testa. sorte que era uma pedra pequena, sen?o eu estaria agora abrindo uma cova no jardim e organizando o f?rretro animal.

eu n?o pretendo transmitir a nenhuma criatura o legado da minha mis?ria, como diria o br?s cubas. mas acidentes acontecem e nunca digo nunca que ? pra n?o acabar com uma pocinha de saliva no meio da testa ap?s uma tentativa frustrada de cuspir pro alto. estou tomando todas as medidas poss?veis para evitar a situa??o (abstin?ncia sendo uma delas, j? que o respectivo se encontra al?m mar) por?m, em condi??es normais de uso, atos falhos da natureza s?o poss?veis. estava conversando sobre isso com uma amiga no weekend e deixo aqui algumas das minhas resolu??es para o improv?vel acontecimento de um “mini eu” vir a gra?ar este planeta:

1. televis?o interditada. com o intuito de evitar que a crian?a adquira sotaque australiano de tanto assistir neighbours, ou que comece a engolir as consoantes das palavras (better = be’er, pretty = pre’ee, city = ci’ee) e a arrastar as vogais (baaaaaby, maaaaaybe, aboooouu’) como os prolet?rios de eastenders. Juro que se come?ar a falar feito working class eu afogo na banheira; n?o se trata de esnobismo - o problema ? a minha avers?o por sotaques (incluindo o carioca).

2. n?o ao consumismo desenfreado. n?o existe nada que me irrite mais do que entrar numa bela casa, finamente decorada, e ver brinquedos enormes de pl?stico e em cores hediondas espalhados pelos cantos. parece que, depois de procriar, at? mesmo o decorador mais meticuloso passe a achar aceit?vel transformar a pr?pria casa numa filial da toys’r'us. nem pensar. pirralho aqui vai ter que fazer uso do lado direito do c?rebro e ser criativo. meus brinquedos preferidos na inf?ncia eram pedrinhas, folhas e gravetos porque, ao contr?rio das barbies e dos videogames, pedras, plantas e paus podiam ser qualquer coisa que eu quisesse: pessoas, animais, material para construir casas, acess?rios, armas, comidas, carros… e o melhor: eu n?o precisava guardar nada depois de brincar: bastava largar tudo no jardim, onde eu havia encontrado.

3. menino, nem pensar. eu n?o tenho saco pra hiperatividade e agressividade latente deles, n?o gosto de brincar de lutinha nem de carros caricatos rodando pela casa; se ? pra ter carrinho, que sejam modelos vintage - o que, sinceramente, eu n?o poria na m?o de um fedelho. eu sou uma pessoa bem MININA e, j? que a procria??o aconteceu, quero pelo menos me divertir um pouco quando for obrigada a gastar $$ com a prole. ou seja, nada de comprar t?nis vermelhoeamarelo, bermud?o jeans e camiseta com estampa de avi?es - BO-RING. acho mais interessante vestir meninas - desde que nada ou quase nada seja r??aaasa (insira sotaque carioca nojentinho). ali?s, vou incutir na pirralha desde o ber?o um ?dio mortal a essa cor, a come?ar pelo quarto, que ser? AZUL. se eu tiver que vestir um menino, certamente vou transform?-lo num d?ndi almofadinha ou num mini travesti. ent?o, darei prefer?ncia ?s meninas, de quem eu poderei roubar as bonecas. yay.

4. se eu estiver rica at? l? (e s? estando mesmo, para considerar o inc?modo de parir), o fedelho ser? educado em casa. nada de escola. nada de bullying (que tende a ser heavy metal por essas bandas, com crian?as sendo chutadas pelos “coleguinhas” enquanto outras filmam pelo celular), nada de curr?culo programado para emburrecer (os sobrinhos do respectivo t?m cinco e oito anos e n?o sabem ler), nada de “educa??o social” ou professores lobotomizados tentando incutir valores equivocados na cabe?a do guri, nada de filha querendo virar anor?xica para ser popular, nada de filho impopular querendo cometer suic?dio, nada de adquirir doen?as, piolho ou maus h?bitos dos filhos dos outros, nada de chegar em casa gritando porque quer o mesmo t?nis/boneca/caderno/merenda/viagem/vida do coleguinha. vai aprender o que ? ?til (e o que ? benignamente in?til, tamb?m, porque ? preciso), vai viajar bastante, vai ler… s? n?o vai ter 300 amigos, mas friends are overrated anyway. no m?ximo eu matriculo numa aulinha de m?sica ou bal? duas vezes por semana pra ele(a) poder ver outras crian?as por meia hora.

5. falando em comida, sem id?ias xiitas a respeito de alimenta??o. sim, o pentelho vai comer org?nicos porque n?s j? comemos isso aqui em jersey (aqui n?o tem tesco, thanks god). mas tamb?m vai beber coca cola em propor??es oce?nicas, se entupir de doces de vez em quando, comer batata frita no restaurante, comer coisas estragadas e vomitar o est?mago e cagar os intestinos, jantar pizza e comer chocolate no caf? da manh?. porque galera, eu fiz isso. voc?s fizeram isso. todo mundo fez isso e c? estamos, vivos pra contar a hist?ria. basta ganhar uma bicicleta (e n?o um videogame…) de natal e as calorias queimar-se-?o.

6. nada de confundir a cachola do infeliz tentando alfabetiz?-lo em portugu?s/ingl?s. n?o tenho saco pra crian?a metida a bilingue, e a maioria das que conheci demoraram horrores a falar e tinham o discurso atrasado. n?o vejo l?gica ou necessidade nisso, vejo apenas m?es com complexo de inferioridade em rela??o ao pa?s onde chegaram, tentando se sentir melhor ou “em casa” fazendo o filho falar a l?ngua delas (ou talvez elas n?o dominem outro idioma muito bem). meu ingl?s ? uma merda, mas dane-se: eu j? falo em ingl?s at? com a minhas gatas, por que vou insistir em empurrar outra l?ngua a uma crian?a? pra que ele sirva de macaquinho de circo entretendo os familiares quando vier ao brasil e as tias gordas todas vierem ver o “inglesinho”? n?o ferra. se ele estiver a fim de aprender portugu?s, matriculo num curso quando estiver maiorzinho, ainda se beneficiando da facilidade que crian?as t?m pra aprender idiomas por?m J? alfabetizado em ingl?s.

7. redoma de vidro, nem pensar. eu ficava at? tarde no sof? para ver os filminhos da “sala especial” e, l? pelos 12 anos, alugava porn?s na locadora (que alugava mesmo e n?o estava nem a?; ah, as alegrias de ter crescido em cidade grande!) e chamava as coleguinhas para rir deles no sof? entupidas de pipoca (”n????o, ela vai colocar AQUILO na boca??? HAHAHA!!”), sa?a toda animada para ver os “presuntos” com que a guerra do tr?fico nos presenteava semanalmente (”aquele buraco na cabe?a dele ? de UZI ou AR-15??”, “sei l?; quer mais coca cola?”), sa?a pra andar de bicicleta e arrumava briga com os moleques, promovia guerra de pedradas com os vizinhos, ca?a de ?rvores… inf?ncia de verdade, digna do dangerous book for boys. eu n?o traumatizei, n?o me transformei numa pervertida (bem, n?o muito) ou criminosa. n?o terei saco para aturar essas criancinhas que desenvolvem fobia de tudo, que vivem tendo alergias por nunca terem sido expostas ? sujeira na idade certa, que n?o sabem atravessar uma rua por nunca andar sozinhas, que “traumatizam” quando os pais se separam ou quando assistem ? cena onde a m?e do bambi* morre e que voltam pra casa chorando depois de levar um empurr?o de um amiguinho. de banana, nessa casa, basta a fruta.

8. nada de colocar crian?a em pedestal. a inglaterra faz parte daquele time de na??es “child centered”, onde os pirralhos ocupam o topo da cadeia alimentar e saem devorando a tudo e todos que n?o fa?am exatamente o que eles queiram. essas pestes s?o imposs?veis de educar; todos os dias leio nos jornais professores reclamando de aluninhos de cinco anos que se recusam a realizar tarefas e amea?am chamar os pais ou at? o servi?o social caso sejam repreendidos. essa gera??o cresceu acreditando piamente que o mundo vai tolerar suas cagadas porque, afinal, eles s?o “os principezinhos do papai e da mam?e”. saem da faculdade sem aprender coisa alguma e n?o conseguem permanecer nos empregos, j? que n?o h? chefe que aceite pagar sal?rio para algu?m que se acha bom demais pra trabalhar. como n?o quero transformar meu filho num aleijado funcional, ele vai aprender desde bem cedinho que a vida ? dura, o mundo ? cruel, e que existem hierarquias que precisam ser respeitadas. traduzindo: EU troco as suas fraldas –> VOC? faz o que EU mando. e, ao menor sinal de pirra?a injustificada, vai passar meia hora trancado na despensa.

babyronald.jpg

desnecess?rio dizer que minha amiga ficou horrorizada, convencida de que eu “n?o levo jeito pra maternidade” e implorou para que eu engavetasse os planos antes mesmo de concretiz?-los.
d’acoord, mon ami. done deal. ;)

* fugindo ao tema, mas eu n?o podia deixar passar. fui procurar a cena da morte da m?e do bambi no youtube, achando que seria a coisa mais f?cil de encontrar, e quase afoguei meu teclado em v?mito. n?o consegui achar UM v?deo sequer que mostrasse somente a cena propriamente dita (que ? ao mesmo tempo trist?ssima e de uma beleza absurda) com a trilha original. TODOS os v?deos haviam sido “editados” e transformados numa esp?cie de videoclipe cafona para alguma porcaria musical (avril lavigne, andrea bocceli, you name it). com o youtube, agora TODO MUNDO acha que basta baixar um programinha de 5 megas e fazer um copy + paste para ser videomaker. se eu fosse a disney, processava.

EDIT: est? em italiano, mais eis a cena do filme, sem edi??es de videomakers toscos wannabe, brought to you by sweet ollie. :)



menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

LINK MY STUFF:


online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


2008
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul

2007
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2006
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2005
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2004
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2003
abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

mais?







Adicionar aos Favoritos BlogBlogs
Pingar o BlogBlogs