em hannover.

faz sol lá fora, mas frio aqui dentro.
acho que cheguei à conclusão mais óbvia de todas. meu problema nunca foi, propriamente, com a alemanha - e sim com esse flat. no minuto em que o portão do prédio se abriu e começamos a subir as escadas, meu peito fechou-se. eu não senti falta daqui. eu não estou em êxtase por estar aqui novamente.

não voltaremos, entretanto; o dono pediu o apartamento de volta. yay. pode ficar com ele todinho, baby.

sobrevivi bravamente às duas horas e meia do vôo charter jersey-hannover, embora a aeronave estivesse lotada de alemães se comportando de maneira bizarra. ainda estou tentando entender a necessidade de bater palmas quando o avião tocou o solo e de desafivelarem o cinto de segurança uns 10 minutos ANTES da aterrisagem... sem mencionar o fato de que todos pediam para ler a minha revista, apenas para colocá-la em silêncio de volta no banco vazio ao meu lado (sem agradecer) uns 15 segundos depois de terem pego emprestada.

acho que alemães não gostam da marie claire.
bom, nem eu. só comprei porque o creme hidratante da the body shop que estava sendo oferecido de graça na revista de £3.20, custava 5 libras na loja.

agora estou aqui tentando decidir se devo sair para comprar filtro solar + demaquilante.
e um par de sandálias de gladiador. mas eu só tenho 12 libras na carteira. e nenhum euro. e nenhum cartão de crédito que seria aceito - sim, além da marie claire, alemães também não gostam de dinheiro de plástico.

mas eles se amarram num porco girando no espeto, e devo ter engordado uns dez quilos só de olhar pra um deles ontem, em mais uma dessas "feirinhas medievais" que só servem para vender tralhas overpriced. acho que chega delas por essa vida.

enfim, tem bolo de limão na cozinha. as coisas podiam ser muito piores.

no próximo sábado, vôo hannover - catania.
até lá, muito o que ser feito (como ele vai sair desse apartamento de vez, precisamos empacotar coisas e limpá-lo) e alguns apertos para distribuir.

e muitos cappuccinos na piazza cappucinno.