Some beautiful things.
Escrito em nice things, Junho 30, 2008 @ 05:06

Achei isso lindo:

“Quando minha filha Alison nasceu, como ? costume dos pais de primeira viagem, eu comecei a fotograf?-la - inicialmente num trabalho ? parte e privado. Entretanto, em meio ao processo de decumentar o crescimento de Alison, eu passei a me interessar por rela??es humanas e a capturar momentos ?ntimos da vida da minha fam?lia e meus amigos.

Isso afetou minha fotografia de maneira profunda. Ao inv?s dos assuntos isolados do come?o da carreira, passei a me interessar pela for?a dos relacionamentos, frequentemente usando ambientes pessoais para amplificar essas condi??es.

Minhas fotos de Alison, por conta da natureza do nosso relacionamento, s?o muito mais como uma colabora??o entre pai e filha - Alison me permitindo acesso a momentos particulares das nossas vidas que poderiam, em circunst?ncias diferentes, estar fora dos limites paternos. A c?mera, desde bem cedo em sua vida, tornou-se uma parte do nosso relacionamento, requisitando de mim aceita??o e quietude. Nunca tivemos longas sess?es de fotos, mas sim pequenos momentos sozinhos com com amigos.

O significado dessas imagens surge em retrospecto. Eu percebo, quando olho para elas, que criei uma hist?ria visual de Alison, capturando momentos de sua metamorfose de crian?a para mulher - seus relacionamentos com amigos, sua rebeldia e, como pano de fundo para tudo isso, sua rela??o comigo, uma constante durante a sua vida. Eu quis fotograf?-la em todos os seus extremos, e ser parte dessas ?pocas em sua vida sem julgar ou censurar. Apenas assim eu teria um verdadeiro Retrato de Alison”
- jack radcliffe

to see more pictures of alison

Apesar de preferir o pai ? filha, tamb?m achei linda essa foto dos Coppola. Kudos pra Louis Vuitton:

E essa sess?o de fotos com crian?as inspirada na Frida Kahlo? Tudo ? lindo; as crian?as, a produ??o, as flores, as roupas… Kudos pra Small Magazine, tamb?m.

Porque hoje ? segunda feira. ;)

wait a minute, mr. postman
Escrito em reminiscências, Junho 26, 2008 @ 12:55

a ollie postou sobre isso recentemente, e hoje li um post fabuloso no blog do rafael. e me dei conta de que eu tamb?m tenho algum direito a ser nost?lgica quando o assunto s?o cartas.

h? uns bons anos atr?s, eu tinha dezessete anos e quase nenhuma auto estima. passada a ef?mera fase de popularidade ginasial, eu me vi saindo de um relacionamento destrutivo pela porta dos fundos (fugindo, quase), entrando em outro ainda pior (dessa vez com um “senhor” 14 anos mais velho), dando os primeiros passos na vida universit?ria em uma faculdade onde eu n?o tinha amigos e que ficava exatamente a duas horas e tr?s ?nibus de dist?ncia, com uma m?e abandonando o inferno dom?stico que era o nosso lar e um pai que, ferido em seu orgulho, encontrou em mim o bode expiat?rio perfeito onde descontar a raiva. a maioria dos meus amigos na ?poca eram amigos do ex e, sem exce??o, tomaram o partido do rapaz. os meus amigos pessoais, por sua vez, se opuseram ao meu novo relacionamento. great.

foi esse cen?rio de conto de fadas ?s avessas que me fez afundar o rosto choroso num jornal de domingo. quando por fim me levantei, as manchetes do dia estavam impressas na minha cara, e um pequeno an?ncio de canto de p?gina propagandeava um novo “clube de correspond?ncia”. arrumei um pseud?nimo, redigi uma cartinha e enviei para a reda??o do jornal. meu endere?o foi publicado no domingo seguinte e, j? na ter?a feira, ao tentar enfiar a m?o na caixa de correio, me dei conta de que ela n?o cabia mais ali. a caixa estava abarrotada por cerca de 60 envelopes. e mais 60 no outro dia. e mais uns 80 no dia seguinte. o influxo de missivas durou mais de uma semana, deixando o carteiro do bairro deveras curioso.

n?o posso descrever o efeito que isso teve sobre mim. de repente eu n?o era mais a garota estranha, isolada, incompreendida e solit?ria. de repente, centenas de pessoas queriam ser minhas amigas e saber de mim. tipo, wow.

? evidente que n?o consegui responder a todos. escolhi cerca de 100 pessoas (em si j? um n?mero corajoso) para retribuir o contato, sabendo que a maioria n?o ia durar muito tempo. ainda assim, no final daquele ano, eu contava com cerca de 50 correspondentes fixos, sendo que apenas uns 20 recebiam cartas personalizadas. para o restante eu enviava cartas padr?o, escritas no computador, com um resumo semanal/mensal das minhas novidades + um ou dois par?grafos escritos ? m?o, respondendo a perguntas e fazendo outras. ainda assim, eu conhecia aquela gente pelo nome e sobrenome, sabia dos seus problemas, dos seus sonhos e dos seus medinhos rid?culos. porque todo mundo tinha muito medo de alguma coisa rid?cula, assim como eu. descobrir isso foi descobrir, finalmente, que os meus medos eram rid?culos.

com algumas dessas pessoas eu troquei telefonemas. outras at? mesmo encontrei pessoalmente (viajando para outros estados, inclusive). e aprendi que algumas amizades funcionam lindamente por carta, mas s?o um fracasso ao telefone… ou que pessoas que s? escreviam cartas mornas e sem brilho poderiam ser fascinantes e divertidas via embratel. e ainda que pessoas que escreviam mal *E* eram monossil?bicas ao telefone poderiam ser maravilhosas pessoalmente. aprendi a conviver com essas caracter?sticas e respeitar o modus operandi de cada um. foi uma aula de toler?ncia ao pr?ximo e, de quebra, aprendi a aceitar as minhas pr?prias imperfei??es. eu n?o era melhor e nem pior do que ningu?m e, naquele momento da minha vida, saber isso era suficiente.

acabei perdendo contato com a maioria. hoje, apenas uns 4 ou 5 ainda sobrevivem, mas a falta de tempo e as reviravoltas da vida acabaram reduzindo nosso contato a emails ocasionais e ?s minhas cada vez mais raras incurs?es no MSN. mas s?o amigos. com quem sa?, com quem vomitei depois de misturar vinho barato com whisky nacional, com quem chorei o fim de novelas e de etapas, com quem celebrei o come?o de outras, com quem briguei horrivelmente e com quem voltei a falar tempos depois como se nada tivesse acontecido.

desse tempo eu guardo lembran?as curiosas. como o correspondente feinho que me pediu uma foto em retribui??o ? que ele havia mandado e, quando mandei, ele disse que eu “n?o era t?o bonita quando ele imaginava” e cortou o contato. ou do outro que se apaixonou por mim e veio me visitar em casa, trazendo latinhas de cerveja na mochila (n?o rolou nada, mas continuamos nos escrevendo por um bom tempo).

ou da belorizontina patricinha que me chamava de “irm?” nas cartas, mas que n?o se dignou a descer para me receber quando passei pela cidade e apareci para uma visita, devidamente anunciada e com a qual ela havia concordado. ao inv?s dela, desceu a m?e, e pediu que eu n?o procurasse mais a menina; nunca entendi a raz?o do au?, e a patty (curiosamente, esse era mesmo o nome dela) nunca mais me escreveu. lembro da mulher louca que tinha 300 correspondentes e resolveu armar uma campanha difamat?ria contra a minha pessoa entre eles, s? porque eu n?o quis comprar os selos repetidos que ela tentou me vender (observa??o pertinente: eu jamais colecionei selos).

lembro dos “friendship books” que troc?vamos, livrinhos feitos em casa com papel A4 colorido e grampeador, onde cada um anotava seu nome, endere?o, idade e interesses, colava um adesivo e repassava a outro correspondente; era a nossa maneira simples e gratuita de divulga??o. lembro de passar tardes inteiras fazendo FBs, e eles ficavam lindos, com capas de tecido bordado ou colagens com paet?s e muito glitter.

lembro das “cartas sociais”, que podiam ser enviadas pela bagatela de um centavo, desde que o endere?o fosse manuscrito, com a frase “carta social” escrita acima do CEP e que tudo pesasse menos de 10 gramas. pod?amos mandar, no m?ximo, cinco dessas por dia. lembro tamb?m do dia em que o funcion?rio enxergou atrav?s do papel fino dos meus envelopes (que eu fazia em casa, para economizar) e jogou minhas cartas no ch?o da ag?ncia dos correios, porque, segundo ele, eu estava infringindo uma lei - que sequer existia. em lugar algum se afirmava que o conte?do de uma “carta social” tamb?m devia ser manuscrito; at? porque o conte?do de uma carta interessa apenas ao remetente e ao destinat?rio (funcion?rios abelhudos e de mau humor n?o contam).

eu n?o tenho nenhuma mem?ria t?til ou emocional que tenha vindo de emails. essa comunica??o ? instant?nea demais. n?o existe a ansiedade da espera, o risco de extravio, o prazer de abrir uma caixa de correio lotada de cartas gordas, cheias de coisinhas coloridas e cheirosas, o cora??o disparado ao avistar aquele uniforme amarelo e azul royal subindo a rua quando se est? esperando uma carta que pode mudar tudo.

e ainda concedo uma ?ltima vantagem. com raiva do remetente? picar uma carta em mil peda?os ou v?-la retorcendo-se no fogo ? MUITO mais cat?rtico do que, simplesmente, deletar um email.

e, j? que estamos falando em cartas, achei esta aqui o m?ximo:

trata-se de uma carta de rejei??o enviada pela disney, em 1938.
em resumo, a aplicante Mary Ford estava sendo informada de que n?o seria considerada para a vaga no setor criativo do est?dio de anima??o por ser mulher. mas que poderia tentar uma vaga de assistente, em que teria o privil?gio de pintar os desenhos nas folhas de celul?ide “seguindo instru??es”.

o detalhe da “bruxa” ao lado da assinatura do est?dio ? fenomenal.
e a mensagem, clara. pra qu? usar o c?rebro se voc? pode ser bela, indefesa e tola como a branca de neve (afinal, atender pela segunda vez a mesma bruxa velha que lhe aplicou um golpe e cair em outro n?o ? sinal de intelig?ncia, ??) e, ainda assim, encontrar o seu pr?ncipe e ser feliz para sempre? vai catar um marido, Mary Ford, e p?ra de encher o saco. thanksbye.

Mary Ford guardou a carta (os netos a encontraram em meio aos seus pertences, depois da sua morte) mas, ao contr?rio da branca de neve, n?o caiu em conversa fiada. continuou tentando e, por fim, durante a segunda guerra, realizou seu sonho e come?ou a trabalhar com anima??o.

por?m, tivesse sido um email ao inv?s de uma carta, os netos n?o teriam preciosidade alguma para encontrar dentro de uma caixinha cheirando a naftalina.

rand?micas ensolaradas.
Escrito em diariamente, home, Junho 22, 2008 @ 01:11

ontem, primeiro dia do ver?o. a partir de agora, os dias ficar?o cada vez mais curtos, at? o t?o detestado (n?o por mim) solst?cio de inverno trazendo consigo a noite mais longa do ano. os druidas l? em stonehenge acharam o solst?cio desse ano meio sem gra?a, j? que o tempo esteve levemente nublado. mais uma vez lamentei n?o estar l? para, carinhosamente, jogar umas pedras neles.

no meio de uma desastrada sess?o de jardinagem, achei um beb? sapo MUMIFICADO dentro de um pote de tarracota vazio. o coitado deve ter pulado l? dentro ? noite, n?o conseguiu sair e “cozinhou” no solz?o. not very wildlife friendly, mas quem mandou ele querer investigar o interior do pote? A curiosidade matou o gato sapo.

no restaurante onde almocei tinha FIL? DE TUBAR?O no menu. ?bvio que eu imaginei um gar?om com a cara do roy scheider trazendo o prato ao som da trilha sonora incidental de JAWS. por via das d?vidas, eu comi frango.

com as dias mais claros, rola um siricotico coletivo para redecorar a casa. lojas de carpetes, m?veis e cortinas ficam intransit?veis no ver?o. a mim, que no momento estou sem fundos para trocar nem mesmo uma cortina (o garden center levou todo o meu dinheiro), s? me resta babar nas p?ginas da house beautiful e colher id?ias que possam ser recicladas no futuro, em vers?o econ?mica “credit crunch”.

adorei o esquema vermelho/branco desse quarto. comprar m?veis de segunda m?o e pint?-los ? a maneira mais barata de mobiliar uma casa. esse tipo de arm?rio eu j? vi sendo vendido por umas 40 libras. ou seja, incluindo a tinta, d? pra ter um arm?rio shabby chic para guardar roupa de cama por menos de 130 reais.

eu amo banheiras “roll top” como essas. infelizmente elas custam caro. mas procurando bem, ? poss?vel achar modelos bem similares em promo??o. fora que esse banheiro todo ? glorioso. adoro quando o povo aproveita para colocar prateleiras nas reentr?ncias da lareira.

eu nem gosto muito de piscina (quando tinha, mal usava), mas devo dizer que sentar nessa varanda para ver o sol se p?r com o barulho de ?gua corrente deve ser pure bliss.

e vai dizer que voc? n?o quer uma festa nesse jardim?

adorei a id?ia de reciclar um painel de janela velho e transform?-lo num quadro original. uma m?o de tinta + lixa + tecidos reutilizados = fofo.

e esse quarto de crian?a? ? super over the top, sim, mas ? a? que mora a gra?a. estou babando nessa explos?o de padronagens e naquele gaveteiro amarelo; nem sempre ? obrigat?rio pintar os m?veis de branco. amarelo ovo, pink, azul royal transformam qualquer banquinho sem gra?a num focal point.

essa cozinha ? deliciosamente polu?da por detalhes. confesso que parece mais um showroom de loja de decora??o country e que n?o seria muito pr?tico conviver com isso tudo no dia-a-dia. mas nada me impede de sonhar com um pote esmaltado cheio de hydrangeas amarelas, aquele prato de bolo e queijo brie, esse gato lindo e uma x?cara de caf? quentinho; hmmmm…

para n?o detonar conex?es discadas, clique no “mais” ali embaixo para mais fotos inspiradoras.

(mais…)

midsummer tales.
Escrito em diariamente, fotos, home, Junho 18, 2008 @ 06:58

junho j? est? na metade.
a temperatura j? passa facilmente dos 20, os dias est?o bem mais longos, as moscas j? voltaram (eca), as gatas j? come?am a soltar p?los, o r?dio j? anuncia a “contagem de p?len no ar” di?ria (prevenindo os al?rgicos) e os meus p?s j? ostentam a t?pica “marquinha de biqu?ni” - ok, nesse caso, marquinha de chinelo… ?, pelo visto o ver?o chegou.

e, com ele, a vontade de abrir as cortinas, sentar no quintal para aproveitar o sol da manh? com uma x?cara de caf? o jornal do dia, ir ? praia tomar aqueles sorvetes ingleses sem gra?a (basicamente um creme branco sabor “a??car” com um tubo de chocolate espetado em cima), sentar no muro do pub com um cop?o de cerveja e, claro, lembrar-se vagamente de que h? uma coisa chamada JARDIM do outro lado da porta.

desculpem a foto escura e a bagun?a; sol de meio-dia nunca foi gentil com fot?grafos (menos ainda os amadores) e eu ainda tenho que reunir for?as para organizar potes que ser?o reutilizados e jogar todo o resto fora. e, claro, COMPRAR MAIS PLANTAS para encher os canteiros. depois de anos perturbando o british boy, eu consegui fazer com que se materializassem.

queria fazer floreiras de madeira, pintar de branco (ou azul) e ench?-las de pet?nias - essas cor-de-rosa na janela a? abaixo. conforme crescem, elas se multiplicam e derramam-se em cascatas. a roseira ? direita fica na frente da nossa cottage e eu quero aprender a colher mudas para replantar nos canteiros. adoraria v?-las, no pr?ximo ver?o, cobrindo a frente da nossa casa, tamb?m.

e chega de sentar na pedra! porque yes, n?s temos m?veis de jardim! \o/

comprei flat-pack por uma mixaria numa queima de estoque no final do ver?o passado. meu pai me ajudou a montar e pintar. voil?: uma mesa, um banco e duas cadeiras! ontem inaugurei-as tomando a primeira cerveja outdoors do ver?o. o jantar tamb?m foi servido al fresco: very english baked beans + risoles de carne brasileir?ssimos.

enquanto isso, a adapta??o felina ao conceito de “dividir a casa com outro gato” tem sido dif?cil. maluca, bem maior e semi-feral, tenta pagar de blas? e ignorar a presen?a nervosa e arrepiada da chantilly; mas a verdade ? que ela tem ficado muito pouco dentro de casa por conta da nova gata. as duas pisam em ovos o tempo todo, maluca tenta cheirar a chantilly (n?o sei se para fazer amizade ou checar se ela est? em condi??es de ser devorada…) e, em retribui??o, chantilly range dentes e faz ru?dos t?o amea?adores quanto pat?ticos. t? feia a coisa. mas, por sorte, ainda n?o rolou nenhum CAT! FIGHT! no quintal. observe as duas se estudando ? dist?ncia:

tamb?m orgulhosamente apresento os primeiros morangos colhidos no jardim:

eu nunca gostei de morangos no brasil. lindos por fora, mas brancos e azedos por dentro. s? conseguia com?-los dentro de um litro de creme de leite e com um quilo de a??car em cima. aqui, qualquer morango de supermercado (desde que esteja na esta??o) parece feito de marzipam. e esses, totalmente org?nicos, s?o mais doces ainda. transformei-os numa salada de frutas e garanti a sobremesa. :)

mais algu?m partilha da minha estranha obsess?o por cow parsley? pelo visto, ela tamb?m gosta. em teoria, eles s?o uma praga, multiplicam-se r?pido e, se n?o forem arrancados sem piedade, podem “arruinar” o seu jardim. mas o meu jardim j? ? meio selvagem anyway. e eu sempre achei o bichinho uma lindeza, com suas min?sculas flores brancas e delicadas. arrancar eu at? arranco - mas s? para p?r num vaso com ?gua e uma colherzinha de a??car. dura quase duas semanas! fora que cow parsley ? tanto a cara do ver?o quanto os narcisos s?o a da primavera.

as fotos seguintes foram feitas ontem no caminho entre a minha casa e a caixa de correio:

adoro esses pequenos compridinhos e suas flores em forma de saco. tendem a crescer em solo bem pobre (pedras, principalmente), mas eu n?o sei o nome. ao lado, as famosas “margaridas africanas” (osteospermum), ainda semi fechadas.

essas pequenas lilases chegam a cobrir muros inteiros.

as fuschias tropicais. lembro que minha m?e tinha um p? delas no quintal da casa onde cresci. tamb?m temos um no fundo do jardim, e foi motivo de alegria descobrir um pedacinho da minha inf?ncia aqui t?o longe.

as pequenas e delicadas alyssums crescem rasteiras e baixinhas. e as cor de laranja, seriam marigolds?

minhas preferidas absolutas do ver?o: ice plants (tamb?m conhecidas como starburst). margaridas de p?talas fin?ssimas, podem ser brancas, rosa-lil?s (as da foto) e rosa choque (quase fluorescentes!). s? florescem no ver?o e sob o sol - na sombra, elas n?o abrem. as da foto abaixo, por exemplo, est?o ainda fechadas.

adoro essas pequenas margaridas, n?o maiores que a ponta do meu dedo indicador. fico chocada com o fato de que a mesma planta produz flores brancas E rosa choque.

por fim, as hydrangeas (? esquerda), que florescem em grumos multicoloridos todos os anos, sem se importar muito com a riqueza do solo ou com a quantidade de ?gua que recebem. basta cortar quase tudo quando param de florescer e, no pr?ximo ver?o, o show recome?a.

enchi o saco, n?o? sorry. mas se voc?s tivessem encarado quase seis meses de ?rvores peladas, vento, chuva, frio e quase nenhuma florzinha, entenderiam o meu entusiasmo. :)

wedding bells.
Escrito em humor observacional, inglaterra, Junho 16, 2008 @ 08:14

os jornais, tev?s e revistas brit?nicas s? falam no casamento de 5 milh?es de libras (dez milh?es de d?lares…) do jogador de futebol wayne rooney e sua namorada “viciada em shopping” coleen mcloughlin. somente o vestido de coleen custou 200 mil libras, e mais 80 mil para levar coleen e sua mam?e em v?rias viagens london - new york para as sess?es de prova.

? evidente que a rea??o inicial ? achar rid?culo e desnecess?rio. mas, se levarmos em conta que uma revista de fofoca brit?nica pagou mais da metade desse valor pelos direitos exclusivos de fotografar a cerim?nia (numa vila na riviera italiana) + o sal?rio astron?mico do wayne + a fortuninha paralela que a pr?pria coleen j? conseguiu amealhar em contratos de publicidade pelo simples fato de ser a namoradinha do craque… nem ? tanto assim, meu povo.

e quem diz isso sou eu, que nem vestido de noiva quis ter. me casei no civil, vestida 90% de preto, com meias el?sticas 3/4 emprestadas do noivo e cal?ando doc martens com fivela de caveira comprados num camel? em camden lock market.

tamb?m fiz quest?o de esnobar “anel de noivado”. nunca gostei de j?ias, n?o vejo beleza o suficiente nelas para justificar o pre?o e n?o frequento ocasi?es formais/black tie onde haveria raz?o para us?-las (e, se frequentasse, talvez preferisse j?ias falsas). reza a lenda que a ex-noiva do british boy RECUSOU o primeiro anel de noivado que ganhou dele, alegando que a pedra era “pequena demais” e “o que as minhas amigas v?o pensar de voc?”. me senti muito feliz em poder poup?-lo de novas visitas ao joalheiro.

compramos as nossas alian?as na rua da alf?ndega, l? no rio, por um precinho super camarada feito por um vendedor que foi com a nossa cara. e, por falar em cara, a de felicidade que o british boy fez ao colocar nossas alian?as me ? bem mais preciosa do que qualquer diamante.

o que n?o significa de maneira alguma que eu ache que as pessoas que POSSAM pagar uma fortuna por um casamento n?o devam faz?-lo. s? acho que o valor m?dio de um casamento aqui no reino unido (20 mil libras) ? ABSURDO em se levando em conta que a maioria das pessoas n?o pode arcar com essa despesa e o faz somente para impressionar terceiros.

seguinte: a conta banc?ria est? mais azul do que o mar do caribe e voc? t? podendo pagar o equivalente ao PIB anual de um pa?s em desenvolvimento por um dia de princesa porque voc? quer? go ahead and enjoy it. mas, se vai ter que pedir grana emprestada no banco, atrasar o pagamento da hipoteca da casa e vender a m?e no ebay s? para que o seu casamento impressione os vizinhos e seja mais luxuoso do que o da sua prima… hora de pensar duas vezes.

mesma coisa vale pro pessoal que ficou abismado com o consumismo desenfreado que permeia o filme SATC e desandou a se indignar, dizendo que “preferem gastar seu rico dinheirinho em coisas mais importantes que bolsas da LV.” deixando de lado o fato de que a Vuitton que a Carrie d? de presente para a sua personal assistant ? de fato horrenda… eu me pergunto, no qu? essas cultas meninas gastam dinheiro, ent?o? livros de filosofia aplicada, pol?tica internacional e f?sica qu?ntica?? haha, a arrog?ncia desse povo me diverte; s? n?o me engana. ser? que essas mo?oilas, t?o eruditas e intelectuais, nunca na vida fizeram algo por simples PRAZER? e, se n?o fazem (o que muito duvido), mas que vidinha cinza, pesada e sem gra?a, hein?

sei que muita gente deve achar obscena a quantidade de dinheiro que gasto com as minhas dolls. j? cheguei a ouvir algu?m insinuar aqui que, com essa grana, eu “deveria estar ajudando a uma crian?a do meu pa?s miser?vel”. nem vou perder tempo explicando o quanto essa sugest?o ? asinina; prefiro justificar meu hobby pelas incont?veis horas de alegria que ele me proporciona, por produzir imagens bonitas que alegram o dia das pessoas (alegram tanto que j? achei uns 30 perfis falsos no orkut usando fotos das minhas bonecas… acho fofo) e s?. a quem n?o gostar, sugiro que comece a doar metade do pr?prio sal?rio pra caridade e shut the fuck up.

e j? que todo mundo est? fazendo… eu e o british boy:

na verdade, nenhum dos dois ficou muito parecido; meu tom de pele n?o foi encontrado, nem o tom loiro escuro do cabelo dele (esse boneco est? mais pra loiro-sujo). a parte fofa ? que eu tenho exatamente essa camiseta e esses brincos no meu arm?rio, e ele uma camisa na mesma padronagem.

agora deixa eu voltar pro livro (imenso) que estou lendo sobre o antigo imp?rio brit?nico, porque n?o ? s? de internet, bonecos virtuais e bolsas da chanel que meus 2,5 neur?nios vivem. ;)

for our loved ones.
Escrito em vida, Junho 12, 2008 @ 09:21

“A lot of people can change you - the first kid who called you a name, the first teacher who said you were smart, the first person who crowned you best friend. It’s the change you remember, the firsts and what they meant, not really the people. Ethan changed me, for instance, but the longer we’ve been apart the more he sort of recedes into the distance as a real person and in his place is a cardboard cutout that says First Boyfriend.

I’m talking about the ones who, for whatever reason, are as much a part of you as your own soul. Their place in your heart is tender; a bruise of longing, a pulse of unfinished business. My mom was right about that. Just hearing their names pushes and pulls at you in a hundred ways, and when you try to define those hundred ways, describe them even to yourself, words are useless. If you had a lifetime to talk, there would still be things left unsaid.”

- Sweethearts, by Sara Zarr

hey, you.
hug someone today.
:)

sic?lia 2008 - first stop: catania/acireale.
Escrito em diário de bordo, www, Junho 7, 2008 @ 05:39

ent?o, aparentemente, plurk is the new twitter. n?o gostei.

n?o gostei de ter que ficar com a p?gina do bagulho aberta, n?o gostei de como a timeline ? exposta (odeio scroll horizontal) nem o visual polu?do. parece uma parede mal pintada e cheia de post-its colados. n?o gostei daquela op??o de escolher “love/share/hate/says/was/is” para iniciar o que voc? est? dizendo. acho meio bobinho e desnecess?rio, coisa de chat de 2001. sem mencionar que, se voc? esquecer de trocar, pode acabar cometendo gafes gramaticais. eu ainda n?o achei a gra?a da corrida pelo tal de “karma”.

sem contar que o conte?do do twitter continua, para mim, sendo mais interessante do que o do plurk. que parece ter feito mais sucesso com meninas que curtem coisas bonitinhas. well, eu tamb?m sou menina e tamb?m curto coisas bonitinhas - mas para isso eu ainda prefiro o poupee girl. ;)

falando em web, descobri isso aqui e me pergunto at? quando a criatividade para inventar tiradas engra?adinhas em “dialeto mona” vai durar. bastante, eu espero. se bem que, o ?ltimo que seguiu por essa linha, morreu na praia. com o anzol puxado por uma invejosa ?vida por 15 segundos de fama requentada. too bad.

sicily-038.jpg

sente-se num bar qualquer na sic?lia, pe?a um drink e presencie em tempo real o milagre da multiplica??o dos antipastos. jesus. EU S? HAVIA PEDIDO UMA CERVEJA. juro que n?o tenho nada a ver com essas quatro tigelas de comida + esse copo cheio de ?gua suja e legumes ressequidos plantados nela (crudit?…? t? de zoa??o). o bar em quest?o se chamava “caf? de paris” (aham), ficava na orla da cidade de catania e servia uns sorvetes, digamos assim, arquitet?nicos de t?o complicados e cheios de coisas desconhecidas equilibrando-se em cima. pensei em pedir um, com fins de pesquisa cultural - mas infelizmente eu n?o podia me empanturrar. est?vamos ali fazendo hora para o jantar. que iria ser comido num restaurante que descobrimos ali pertinho; mas que s? abriria ?s oito da noite.

um dos pequenos probleminhas da it?lia, ali?s. eles realmente esperam que voc? fa?a uma refei??o completa, composta de antipasto (entradas frias ou quentes), primo piatto (macarr?o), secondo (carnes, aves ou peixes), contorno (legumes e verduras) e dolci (sobremesa), come?ando ?s OITO da noite, esticando-se at? quase ?s dez e t?m a petul?ncia de esperar que voc? consiga dormir. eu, obviamente, n?o consegui. arrotei durante toda a viagem de volta ao hotel, na tentativa de desinflar o bal?o de g?s que se havia formado no meu est?mago. n?vel de sucesso = ZERO.

e olha que eu nem comi o tal do dolci, hein.

lala.jpg

a pousada onde ficamos em acireale era uma gracinha. chama-se il limoneto e ?, na verdade, um desses “agriturismos” que proliferam por toda a sic?lia - ou seja, uma fazenda que resolve alugar quartos. a nossa cultivava lim?es. eu nem vou tentar descrever a sensa??o de acordar pela manh? (hav?amos chegado ? noite), abrir a janela e me deparar com um tapete verd?ssimo de limoeiros estendido ? minha frente. realmente lindo.

sicily-040.jpg

o que eu vou tentar descrever foi o sufoco at? chegarmos l?. desembarcamos no aeroporto de catania quase dez da noite, j? que a TUI resolver nos presentear com um atraso de OITO HORAS em hannover, onde n?o pod?amos sequer sair do aeroporto “no caso de o v?o conseguir sair antes do previsto”. ok. desnecess?rio dizer que o v?o atrasou TODAS as oito horas previstas, que eu tive que passar oito horas num aeroporto de merda onde n?o h? NADA para se fazer e que o sol brilhava l? fora: vinte e oito graus de primavera germ?nica. e eu podia j? estar na sic?lia.

mentalizei uma morte lenta e dolorosa para todos os funcion?rios da TUI, do faxineiro ao presidente da empresa, e s? acalmei quando a pr?pria convidou os passageiros do v?o atrasado para um almo?o cortesia, num dos sal?es do hotel do aeroporto, com vinhos e cervejas e bebidinhas e tudo o mais de gr?tis. e ainda dois vouchers para gastar com comida no aeroporto (n?o foi necess?rio) ou com tralhas da free shop (troquei por um pingente de cora??o swarovski, a ?nica coisa que custava o exato valor dos dois vouchers combinados; eles n?o d?o troco).

e toca brincar com o zoom da c?mera pra fazer a hora passar… zzzzzzz…

lala2.jpg

a chegada na it?lia foi assim, meio que um anticl?max. ESTAVA FRIO. tipos, eu saio de jersey num s?bad?o de sol maravilhoso, pessoas bebericando em frente ? praia, vinte e seis graus. chego em hannover e passo uma semana ensolarada, temperatura m?dia de 25 graus. e a? resolvo ir pro SUL DA IT?LIA e, depois de quase um m?s de expectativa, est? CHOVENDO? eu joguei pedra na cruz??

enfim. quarenta minutos depois, conseguimos pegar o carro na locadora de ve?culos (ah, a efici?ncia italiana…) e tocamos pra acireale. o dil?vio vers?o remix caindo. na metade do caminho, no meio de uma auto estrada, o blackberry do respectivo toca. era o pessoal da locadora de ve?culos, pedindo para que volt?ssemos na mesma hora, porque eles haviam nos dado o carro ERRADO (uma porcaria de um lancia enorme e ruim de manobrar).

? claro que, mais da metade do caminho percorrido, e estando numa auto estrada, e chovendo gatos, cachorros, canivetes e macarr?o parafuso, n?o voltar?amos porcaria nenhuma.

e ? claro que os pentelhos da locadora continuaram ligando de cinco em cinco minutos, berrando “where are you” com sotaque siciliano, perturbando o motorista e quase causando um acidente.

? claro que, por causa disso, o british boy tomou o caminho errado e nos fez ir parar dentro de uma favela.

? claro que eu, cari???aaca escaldada, paniquei histericamente, imaginando que a qualquer momento um mafioso ia pular na frente do carro, AK-47 em punho, nos mandando descer e berrando o equivalente a “perdeu, pr?ib?i” em italiano.

? claro que nada disso aconteceu. s? demorou um pouco mais para acharmos a maldita entrada para a fazenda, passando por um monte de ruas escuras sem cal?amento e com mato por todos os lados. ? impressionante como nessas horas a gente relembra rapidinho as ora??es que aprendeu nas aulas de catecismo, uns 20 anos atr?s. mas olha, mesmo sendo obrigados a estacionar o carro longe do quarto e caminhar pela lama carregando malas pesadas na chuva (ai, a minha escova!), chegar l? valeu a pena.

sic1.jpg

sic4.jpg

sic2.jpg

se o tempo estivesse bom, daria at? pra ver o mar direito… e o vulc?o etna fumegando ali atr?s.

sic3.jpg

mas ?, ta? um peda?o dele. t?.

sic5.jpg

hypocrisy is the new black.
Escrito em diário de bordo, para refletir, resmungos, Junho 4, 2008 @ 05:56

ent?o a alexandra shulman, editora da vogue brit?nica, d? uma entrevista para o daily mail dizendo que “deplora cirurgia pl?stica”.

t? bom, darling. comece a usar modelos acima de 25 anos nas p?ginas da revista que voc? edita (ao inv?s de enfileirar adolescentes russas esquel?ticas, esfaimadas e inexpressivas nos editoriais), recuse an?ncios de cremes de beleza estrelados por atrizes quarentonas ultra esticadas por photoshop e, daqui a uns 5 ou 10 anos, quando os p?s-de-galinha come?arem a dizer OI na sua cara, volta aqui e a gente conversa.

max hastings, que escreve para o mesmo jornal, publica um artigo sobre a controversa decis?o do governo brit?nico de manter em 24 semanas o limite m?ximo para que uma gravidez possa ser interrompida. pol?micas ? parte (eu, por exemplo, acho absurdo esperar 24 semanas - SEIS meses - para decidir que, bem, na verdade estar gr?vida n?o ? t?o legal assim), o articulista conclui sua linha de racioc?nio argumentando que o aborto deveria ser ilegal em qualquer est?gio, e que as m?es-assassinas deveriam levar a gravidez a termo e doar a crian?a para ado??o, porque “candidatos n?o faltar?o para adotar o beb?”.

mas ? claro que n?o. agora mesmo estou vendo as filas se formando para adotar crian?as negras, ou deficientes, ou soropositivas, ou portadoras de doen?as degenerativas incur?veis, ou maiores de quatro anos, com v?rios irm?os (que n?o podem ser separados), com problemas psicol?gicos graves depois de terem passado por v?rios orfanatos e lares tempor?rios onde foram abusadas f?sica e psicologicamente. ? claro. TODO MUNDO est? de bra?os abertos esperando por essas criancinhas. o pr?prio colunista, inclusive, deveria se encaminhar ao orfanato mais pr?ximo e, depois de passar por cima de todo o nonsense burocr?tico brit?nico, adotar uma meia d?zia delas.

ava3.jpg ava4.jpg

acima, a escadaria de santa maria del monte, em caltagirone, sic?lia (no topo fica a igreja de san giuliano, com uma vista inacredit?vel). ? direita um dos dem?nios que decoram toda a murada dos jardins p?blicos da cidade. por eles e pelos azulejos que decoram toda a escadaria, nota-se que a sic?lia (e caltagirone, em especial) ? famosa por suas cer?micas. como n?o ia caber nada muito grande na bagagem, n?o deu pra aloprar; comprei apenas um casal de anjos em taormina.

aqui, outra foto da escadaria, encontrada no flickr (ainda tenho que fazer download das minhas; s?o quase 500 fotos, tenham piedade), que tamb?m deixa clara a paix?o dos italianos por varandas/sacadas nos apartamentos. em breve, cenas dos cap?tulos de viagem.

e… nada a ver com o pre?o do feij?o, mas apenas um adendo ao post passado. quando eu me referi ?s yummy mummies atravancando lojas, restaurantes e supermercados, n?o quis dizer que, depois de parir, as mulheres devam passar o resto de suas vidas em casa lambendo as crias, sem impor a presen?a ruidosa dos seus rebentos ao resto do mundo cool e child-free (apesar de, ?s vezes, essa id?ia n?o me parecer t?o m?).

eu tinha apenas uma coisa em mente: a falta de considera??o que elas demonstram ao a) comprar carrinhos IMENSOS porque eles est?o na moda e onde elas possam pendurar v?rias sacolas de compras e b) manter seus pr?prios filhos acorrentados a esses carrinhos, entediados e irritados, mesmo muito depois que aprenderam a andar - s? para n?o ter que control?-los.

eu posso estar errada, mas n?o creio que mere?o me ver impossibilitada de transitar em certos estabelecimentos comerciais pela manh?, nem levar pancadas de carrinhos de beb? nas pernas (m?es s?o sagradas demais para parar e dizer “com licen?a”) em respeito ao lifestyle dessas senhoras. lembro de ter ouvido uma brasileira dizendo que, ao chegar em londres como turista, pensou estar havendo algum evento direcionado a crian?as com paralisia, tantas eram as m?es empurrando carrinhos com crian?as de 4, 5 anos de idade. perdi a conta das vezes onde fui atropelada por eles; numa delas, o choque foi t?o violento que minha bolsa escorregou do ombro e caiu em cima do beb?. e como eu sempre carrego livros e c?mera, ela estava bem pesadinha… ouch. a m?e, evidentemente, nem pensou em se desculpar, e ainda me culpou pelo acidente.

moral da hist?ria: ter filhos implica sim em alguns sacrif?cios, como pagar baby sitter, ficar mais tempo em casa por conta deles e, principalmente, tentar ser respons?vel pelas a??es dos pequenos. amarr?-los em carrinhos gigantescos que ocupam espa?o descabido s? para que eles n?o perturbem o seu cappuccino com as amigas N?O ? LEGAL.
toler?ncia tem limite, e ? via de m?o dupla.

coisas que eram melhores em hannover.
Escrito em alemanha, Junho 1, 2008 @ 07:34

bagel sandwiches no bagel brothers, por exemplo.

esse foi o meu caf? da manh? antes de embarcar para a it?lia, em maio.
o ?nico inconveniente ? que o bagel brothers, pela manh?, ? povoado por “yummy mummies”, que abarrotam o lugar de carrinhos de beb?s t?o enormes quanto desnecess?rios.

deus perdoe essa gente que consegue importar s?mbolos de status para atividades t?o comuns quanto a maternidade.

mas o bagel de cream cheese com salm?o OU o de peru com french mustard e salada fazem o inc?modo valer a pena.



menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

LINK MY STUFF:


online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


2008
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul

2007
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2006
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2005
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2004
jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

2003
abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez

mais?







Adicionar aos Favoritos BlogBlogs
Pingar o BlogBlogs