teste.
Escrito em www, ódio, Julho 30, 2008 @ 08:06

Testando.
Consegue ler esse post? Então COMENTE para que eu saiba que está funcionando, pelo menos para alguém (porque pra mim, não está).

UPDATE: Aparentemente, os acentos voltaram - mas não nos posts antigos. Ou seja, a partir de agora, a deliciosa tarefa de consertar sete meses de arquivos do Wordpress à mão.

Sniff. Eu quero voltar pro brógspót.

Peter + Potter.
Escrito em diariamente, fotos, Julho 28, 2008 @ 10:22

Hoje ? anivers?rio da Beatrix Potter, ent?o fiz essas fotos para o desafio “Bonecas + Literatura” do Flickr.

Eu sempre gostei das ilustra??es da Beatrix, mas foi apenas recentemente que comecei a ler seus livros. Tamb?m assisti ao filme, mas at? hoje n?o entendo qual ? a moda em se dar pap?is de mo?as brit?nicas para a Renee Zellweger (que ? texana e, gra?as ? gen?tica materna, tem cara de finlandesa da Lap?nia). Em 2005, numa visita a Londres, encontrei casualmente essa plaquinha num muro em Kensington, marcando o lugar onde ela viveu boa parte de sua vida:

Sunday lunch:

pretty things to prettify your week.
Escrito em home, nice things, Julho 23, 2008 @ 15:59

Estou come?ando a colecionar id?ias para quando eu, finalmente, tiver a minha summer house.

Achei essa no Apartment Therapy e, apesar de ser bem pequenina e simples,? bem simp?tica. E seria uma maneira bem legal de utilizar uma parte do jardim que acaba ficando ?s moscas no ver?o, por n?o ser plana… Basta colocar uma base de concreto (at? j? temos uma pronta, resqu?cio do que era a estufa de plantas) e tascar o barraquinho em cima. Eu estava de olho numa maior, com varandinha na frente onde eu j? estava me vendo pintando de verniz vermelhinho (como as casas da Su?cia) e enchendo de plantinhas. Ok, n?o deu pra ser esse ver?o… Quem sabe no pr?ximo!

Pergunta: por que os livros japoneses sempre est?o a pelo menos dez passos ? frente em mat?ria de fofura? Esse a? embaixo, de culin?ria, n?o me deixa mentir:

As fotos s?o maravilhosas, mas eu s? queria conseguir entender as receitas… :)
Anyway, quem dera que cozinhar fosse sempre assim t?o fofo e divertido, com crian?as lindas e cooperativas ? volta (e que - milagre! - n?o querem s? batata frita!) e utens?lios que mais parecem sa?dos de uma casa de bonecas. Se isso ? t?o impratic?vel na sua cozinha quanto na minha… Cara leitora, n?o se sinta um ET. Fa?a como eu: compre o livro, folheie as p?ginas e… sonhe.

E falando em “sonho” e em livro japon?s, me lembrei disso aqui:

Ok. Agora imagine o seu marido chegando em casa, do trabalho, com os sapatos sujos. Seus filhos chegando do futebol, sua filha trazendo as amiguinhas pra pular nesse sof?. Ou voc? mesma, depois de um dia ?rduo no batente, querendo se jogar na cama e esquecer que algo chamado DESPERTADOR foi um dia inventado por algum man? que merecia estar assando no espeto de Sat?. A? voc? entra no quarto e d? de cara com uma cama dessas:

S?rio, voc? consegue relaxar? NEM EU.
Porque essas casas s?o lindas, mas seria imposs?vel viver numa delas. De pr?ticas n?o t?m nem o cheiro e, num mundo real, com gente de verdade, virariam um furdun?o pink em tr?s tempos. Ent?o, minha cara leitora penando pra decorar o ap? e lidando com o vazamento do vizinho de cima que t? sempre viajando, com as patas enlameadas do cachorro no ch?o da cozinha, com o beb? vomitando no tapete, com o marido limpando a m?o na cortina, com a sogra deixando a x?cara de caf? manchando a mesinha de centro, com o filho jogando Wii e quebrando tudo em volta… Relax.

Isso ? tudo muito lindo na cabe?a criativa e privilegiada dos japoneses.
Por que nem l? no oriente essas casas imaculadas, rosinhas e cheirosas existem de verdade.

saturday night fever.
Escrito em diariamente, fotos, humor observacional, Julho 21, 2008 @ 15:08

Dercy morreu!! Viva a Dercy!!
Ent?o ela n?o ficou pra semente. E, se nem ela ficou, perdi as esperan?as.

No s?bado de manh? a Marlene picou mula da Ilha de Tr?s Pontos. Fiquei at? com invejinha. Mesmo n?o fazendo id?ia de como seja M?laga. E talvez nunca venha a fazer porque, j? que o marid?n dela foi junto, duvido que eu tenha coragem de ir visit?-la, a menos que me hospede noutro lugar. Mas ser? que ele vai DEIXAR ela sair comigo? Boa pergunta.
?, acho que aquela ali eu n?o vejo mais.

Claro que voltar pra Cubanacan ela n?o volta. Nem ? idiota. Cubanacan ? uma fofura ao avesso, com seus carrinhos e pr?dios caindo aos peda?os. Isso podia mudar, se eles topassem largar o osso. Ator de novela da Grobo adora pra ir l? e dizer que ? lindo, que a pobreza ? linda, que os EUA s?o o capeta por n?o fazer neg?cio com Cubanacan, tadinhos, porque eles s?o marrons, pobres, mas s?o limpinhos - e, assim como todos os de alma pura, tamb?m odeiam os capetas americanos. Aquelas bombinhas de festa junina que eles tinham apontadas pro Tio Sam eram mero detalhe. Tadinhos. Quando a fonte secou, gritaram pra Am?rica: “Queremos destruir o seu sistema. Mas queremos o seu dinheiro, tamb?m”. N?o sei quanto a voc?s, mas eu n?o emprestaria grana a quem vai us?-la pra comprar uma carabina e apont?-la pra minha cabe?a. Por mais limpinhos que sejam.

S?bado fui nutrir-me do english breakfast do Driftwood. T? certo que ? perto de casa, o lugar ? lindo, tranquilo e a comida ? boa, mas vou dar um tempo. Os gar?ons s? n?o me conhecem pelo nome porque eles nunca ficam mais do que uma semana trabalhando ali (as gorjetas devem ser p?ssimas… A julgar pelas minhas, ent?o, devem ser inexistentes).

Fui pra cidade comprar livros. Sr. Marido passou mais de uma hora na Waterstone’s, enquanto eu, no segundo andar, dava gritinhos hist?ricos diante de um livro de Gothic Lolitas. 16 libras. Meio carinho pros meus padr?es pata-de-porco; mas daqui a pouco eu entro num clima L’Oreal e vou l? comprar a porcaria do livro, “porque eu mere?o”. Ele achou pra mim na WHSmith o The History of Love, da Nicole Krauss, do qual o povo vive postando trechinhos nas comunidades de literatura do Livejournal.

Depois fomos pro cemit?rio de Grouville. PROGRAM?O, hein? Poiz?. This is Jersey, peoples. Wohoo.

Passei na Moon and Sixpence atr?s de porta-retratos pequeninos mas s? achei um. Tamb?m comprei pro marido uma caneca do Edward Monkton (que eu adoro) porque n?, como resistir ao Porco da Felicidade?? Afinal, ele ? T?O feliz! E existe para nos lembrar de que a vida est? cheia de coisas que nos fazem felizes . Inclusive canecas do Edward Monkton.

No verso da caneca: “May his JOYFUL SMILE remind us how much there is to be happy about”. Indeed there is. S? falta eu descobrir exatamente o qu?.

Cerveja da tarde no Victoria in the Valley, porque o dia estava bonito demais pra ficar sentada em casa assistindo reprises de Top Gear.

A cerveja do Vic in The Valley ? uma merda e a menina que serve no balc?o parece estar constantemente drogada/b?bada/em coma. Mas o lugar ? t?o, mas t?o bonito que compensa qualquer outra coisa. Fica na rota do aeroporto, ent?o ? legal pra fazer “plane spotting”, tamb?m.

A galera na casa ao lado do pub estava queimando uma carne (observe a fuma?a na foto acima ? esquerda) que, ao julgar pelo cheiro, parecia ser de cachorro. Crueldade. Deviam assar a gar?onete do Vic. Enche a barriga e d? barato ao mesmo tempo. E depois, ela tem cara de quem bebe tanto que a carne j? deve vir marinada; s? falta salgar.

? noite arrastei um British Boy nada cooperativo pro tal do “Rock Bar”. N?o sei se o “rock” do nome se referia ao estilo musical ou se ao fato de o bar estar em cima de uma pedra (a ilha). Mas a decora??o com guitarras e quotes do Pink Floyd, Beatles, Bowie e Pearl Jam (?) pelas paredes (a MESMA do Chicago Rock Caf?, que antes ocupava aquele espa?o) me tirou a d?vida. E trouxe OUTRA: me explica, NAONDE que um lugar que toca Shania Twain, Pink, Hanson, Jackson Five, Whitney Houston e similares teria a OUSADIA de se intitular “Rock” Qualquer coisa?
Adivinhou. Em JERSEY, ? claro.

Meninas vestidas de “joaninhas”, polonesas seminuas se esfregando nos poucos homens dispon?veis, uma garota que dan?ava com os p?s colados no ch?o. N?o entendo a raz?o de SEMPRE haver gente fantasiada de alguma coisa, na noite. Era a mesma coisa em Hannover, mas como as mo?as eram mais velhas, eu supus que se tratava de despedida de solteira… Mas em Jersey s? tem adolescente pagando esses micos. Al?m das joaninhas, havia meninas vestidas de pirata, de fada, de puta (ops, essas n?o estavam fantasiadas, n?o…) e um man? dentro de uma caixa met?lica, com a cabe?a e os membros (bra?os e pernas, meu povo; nada al?m disso) pra fora.

? impressionante: na pista s? tem mulher. E elas dan?am, assim, como dizer? Com abandono. Fora a menina que se sacudia toda sem tirar os p?s do ch?o (ela parecia aqueles brinquedos onde a gente aperta o fundo, o el?stico do bichinho em cima afrouxa e ele se mexe, mas sempre com os p?s no mesmo lugar). Os homens, como bons ingleses, s?o “t?midos” demais pra se juntar a elas ou puxar alguma pelo bra?o, e ficam rodeando a pista, cervejas na m?o e caras de bunda. Meu Deus, mas que homarada insossa… Ser mulher na terra da Lilibeth n?o ? f?cil. Ali?s, Lilibeth herself espertamente casou-se com um h?brido de alem?o com dinamarqu?s. ?s vezes acho que as inglesas s?o assim t?o, erm, “atiradas”, por um bom motivo: se elas resolverem bancar as t?midas tamb?m, ningu?m faz sexo nesse pa?s.

Ent?o, antes de sair pra night, elas capricham na ?gua oxigenada, se entopem de vodka barata, se enfiam na minissaia de guerra (meio cent?metro mais comprida que o cinto), entoam o hino nacional e se convencem de que est?o salvando a anglo-sax?nia da extin??o. You go, girls!

Mas olha s?, chuchus: os modelitos n?o est?o, exatamente, ajudando. Sapato de salto branco? Bota de pele de coelho em pleno ver?o? Cal?a de xadrez? Short, bon? e colete no melhor estilo “tchuchuca de favela”? S? faltou o salto de acr?lico ou as correntes de platina barata. Ajudava menos ainda o fato de o tel?o estar exibindo os desfiles do Rio Fashion Week, cheios de meninas altas, chiques, com cabelos naturais e saud?veis, nada dessas palhas oxigenadas e ralas, duras de chapinha que a gente encontra por aqui. Mais uma vez me dei conta: meu deus, que gente cafona. S?rio. Esse pessoal devia desistir. Eles n?o t?m salva??o.

A menina de salto branco, vestido-bata branco (??) tr?s metros e meio de altura e quinze quilos de peito joga a bolsa na nossa mesa e se encaminha pro banheiro. Ser? que ela se deu conta de que, com aquelas tetas e aquele vestido, ela estava parecendo gr?vida? Poucas chances de arrumar um peguete nesse estado interessante, gata.

Cinco minutos depois ela volta pra pegar a bolsa, e ao se debru?ar eu percebo que ela deve ter acabado com o estoque de silicone do hospital no dia em que p?s os implantes. ? o tipo da mulher que nem precisa de airbag no carro e tal. Penso alto em portugu?s: “Minha filha, toma cuidado a? porque se esse neg?cio explodir voc? vai estragar o meu Mojito!”. British Boy entende 50% da senten?a e cai na gargalhada. A girafa peituda me encara e diz “sorry?”, eu respondo “nevermind” e tenho que esperar at? ela virar as costas para afundar a cara no meu pratinho de anchovas e rir.

rand?micas pr?-weekend.
Escrito em LOL, celebrities, diariamente, home, reminiscências, Julho 18, 2008 @ 06:54

Eu juro: at? vinte minutos atr?s, eu acreditava piamente que o nome da filha da Nicole Kidman era Sunday ROAST. Ah, ? Sunday Rose. Ok. Ah, mas que nome babaca… Rosa de Domingo? E em se levando em conta que ela nasceu numa segunda feira?? Sunday Roast seria bem mais interessante. A quest?o seria saber, roast de qu?? Galinha, porco, vaca ou ovelha?

Sem coment?rios para o nome que Madame Boc?o escolheu pra batizar seu primeiro filho homem. Ali?s, sem coment?rios para todo esse circo orquestrado pela parturiente em torno do nascimento dos beb?s. Nunca simpatizei muito com esse casal e, ao contr?rio de quase todo mundo, que acha muito lindo esse sistema de ado??o de minorias em s?rie, eu sempre tive sincera pena dessas crian?as.

Que tipo de inf?ncia ? essa, nunca sabendo em que casa ou pa?s v?o morar daqui a seis meses (dependendo dos caprichos da mam?e, pode ser am?rica, vietn?, nam?bia, fran?a… etc), impossibilitados de fazer amigos que n?o sejam filhos de celebridades, de estudar em uma escola normal, de desenvolver uma identidade, criados por bab?s e seguran?as (Angelina fez uma m?dia de 2,5 filmes por ano desde que adotou Maddox… “M?e presente”? Me engana que eu gosto) e seguidos por TODA a parte por um batalh?o de fot?grafos, tendo suas vidinhas esmiu?adas e seguidas feito novela pela metade da popula??o mundial.

Por muito menos nego fica louco no showbusiness e faz a festa e fortuna dos terapeutas de celebrities. A troco de escapar da mis?ria de seus pa?ses de origem, vendem a inf?ncia aos tabl?ides, com a coniv?ncia de papai e mam?e?? Tem coisas que o dinheiro n?o compra, ainda mais para uma crian?a, cujas necessidades s?o t?o b?sicas e incluem carinho e rotina. Minha inf?ncia foi muito mais feliz, obrigada.

Lendo o blog da Loll?, no post onde ela narra o dia em que saiu com uma bota de cada cor, me lembrei do dia em que s? no ?NIBUS fui me dar conta de que havia vestido o suti? por cima da blusa.

Em minha defesa, eu estava saindo de casa ?s cinco da manh? de uma segunda feira, depois de ter ido dormir ?s duas (lembra daquele tempo em que internet com pulso ?nico s? depois de meia noite? E que voc? - VOC? SIM, n?o negue! - ficava acordado com a finalidade de passar a madrugada clicando alopradamente enquando a conex?o n?o ca?sse? Pois ?).

A minha sorte ? que o ?nibus estava praticamente vazio. Opa. Pera?. N?O ERA pra estar vazio! Naquele hor?rio, eu estaria me sentindo uma sardinha enlatada, em meio ?s empregadas dom?sticas, pedreiros, bab?s e office boys indo trabalhar na zona sul, sem contar as velhinhas hipocondr?acas que sempre acordam super cedo para se enfiar em filas do SUS. Mas n?o. S? havia um rapaz sentado num dos bancos da frente, dormindo a sono solto. E uma velhinha logo atr?s de mim (provavelmente hipocondr?aca), tentando abafar o riso.

S? duas pessoas?? N?o pode ser. Tem algo estranho. Foi a? que percebi que, al?m de ter me vestido errado, tamb?m havia pego o ?NIBUS errado. Great. Me levantei resmungando e fui me sentar no banco de tr?s, onde tirei o suti? e, fazendo malabarismo pra n?o ficar pelada, vesti o dito cujo devidamente por baixo da roupa (mais tarde verifiquei que havia vestido o suti? do lado avesso, mas enfim).

Na volta, passei pela velha hipocondr?ada-e-engra?adinha e percebi que ela ainda estava se divertindo ?s minhas custas. “Pensei que fosse pegadinha do Faust?o!”, riu ela. “Ah, ? claro que ?, mo?a”, respondi, com o bom humor pr?prio quem est? devendo cinco horas de sono a si mesmo. “T? vendo aquela c?mera ali na frente? Cruza as pernas que eles devem estar filmando a sua calcinha!”. A velha olhou pra baixo t?o r?pido (a fim de verificar se suas partes pudendas estavam expostas) que bateu com a cabe?a no apoio do banco da frente. Seria a minha vez de rir, amarga n?o estivesse. “At? parece que algu?m quer ver a sua calcinha, dona”, pensei, enquanto tocava o sinal do ?nibus pedindo pra descer nalgum ponto remoto da Avenida Brasil.

Com botas trocadas eu nunca sa?, mas com a roupa pelo avesso ou com a etiqueta de pre?o dependurada do lado de fora… ?, toda hora.

Eu amo comprar roupa. S? n?o amo mais porque t? gorda - o que, de certa forma, ? at? bom, porque economizo uma grana. E prefiro lojas de departamento ao inv?s de “butiques”, porque esse “E a?, amor? Vestiu bem?” me exaspera. Se vestiu mal, eu digo exatamente o qu??? “N?o, gata, vestiu P?SSIMO. Ali?s, nem passou do joelho. C? tem alguma coisa a? maior do que GGG ou eu preciso deixar a bunda em casa antes de vir comprar aqui?”.

Ent?o, depois de aproveitar o sald?o das liquida??es de julho, achei que estava com sorte e entrei na Marks & Spencer. Que vem a ser o equivalente brit?nico da falida Mesbla (n?o uso a C&A como exemplo porque a C&A ? holandesa e n?o vende comida). Basicamente, s? achei coisa cara e roupa de av?. A idade m?dia dos clientes da Marks & Spencer ? 101. As mais jovens s?o as executivas de 30-40 anos, que n?o compram roupas mas enchem carrinhos de comida congelada superfaturada no supermercado da loja. O que ? a pregui?a de cortar um piment?o, n?o ? mesmo, minha gente?

Acabei comprando tralha, claro. Animada com os descont?es de at? 70% que eu havia conseguido nas outras lojas, levei pra casa uma saia na cor salm?o e uma sa?da de praia branca. A saia at? prometia, mas a entidade que eu incorporei para ter coragem de comprar uma SA?DA DE PRAIA e, para piorar, BRANCA, eu ignoro.

Eu simplesmente odeio roupa branca. Eu era a louca que usava preto da cabe?a aos p?s nas festas de reveillon, em batizado de crian?a (de prefer?ncia com um anel de caveira maior do que a minha cabe?a enfiado no dedo), em missa de a??o de gra?as… A ?nica ocasi?o em que eu tinha vontade de usar branco era em casamentos, s? pra ser esp?rito de porco.

Ent?o. A sa?da de praia (que na verdade comprei pra usar como vestido, mas ? feia demais at? pra isso) t? aqui. Me olha, me aponta dedos e ri. “VINTE LIBRAS”, diz ela. “Se voc? tivesse deixado ? mim e ? saia salm?o (salm?o? a saia me deixa parecendo um baiacu) de vinte e cinco na loja, poderia ter comprado um casaquinho de cashmere”. E Deus sabe que, em qualquer hemisf?rio, eu teria mais uso para um casaco de cashmere do que uma… sa?da de praia.

Parab?ns se voc? leu at? aqui. Tava disposto, hein?
Mas se voc? ? daqueles que s? “l? as figuras”, toma (fotos podres porque feitas com uma c?mera vagabunda):

Isso a? ? o banco que fica no fund?o do jardim, meu ref?gio predileto pra ler um livro e ignorar telefone tocando, gatos miando e convenientemente longe da “Dupla Fode Vida“: geladeira e computador.

O cantinho ? mesmo uma del?cia; tanto que n?o sei se leio, se namoro os figos na figueira, se paparico as minhas fuschias que voltaram ? vida ou se me co?o depois de encostar os p?s na urtiga. Mas o banco estava caqu?tico. Resolvi ent?o usar o resto da tinta do arm?rio da cozinha para dar uma cor. Porque, ao contr?rio daquela mob?lia novinha que comprei na promo??o e pintei, esse banco eu “herdei” junto com a casa e ? de qualidade muito superior - apesar de estar em p?ssimo estado.

Ok, eu devia ter lixado e aplicado um wood filler antes de pintar, devia ter pregado a t?bua solta do assento, devia ter tirado do lugar, “devia ter” uma p? de coisas. Mas, se eu decidisse esperar, ser paciente e seguir o esquema, o banco nunca ia ficar azul.

A t?bua solta eu vou pregar no lugar hoje, e pintar as t?buas do assento de branco.
E mais tarde, come?o a pintar o lavabo. Paredes VERMELHAS. Ui. Wait and see. :)

I only wanted something else to do but hang around
Escrito em home, inglaterra, self, vida, Julho 15, 2008 @ 06:39

“Nesse momento, na Urca, 19 graus”, diz a locutora da r?dio online.
E ?s vezes eu queria estar l?.

Acho fofo quando pessoas comentam aqui dizendo que minha vida parece fabulosa. Mas aham. T?o fabulosa que eu nem tenho mais sobre o que escrever, aqui.
Atualmente n?o tenho achado prop?sito em abrir pol?micas, falar do passado, discorrer sobre as minhas pr?prias opini?es, discutir celebridades ou postar 30 fotos em sequ?ncia. Tenho dormido bem, sem precisar contar carneirinhos. Continuo acima do peso, mas n?o o bastante para me fazer evitar o bolinho com caf? da tarde. A sa?de continua bem, resolvi n?o cortar o cabelo, terminei de pintar o arm?rio da cozinha e tricotar meu primeiro par de meias; que ficou torto, ? claro. Ainda tenho dois p?s, dois bra?os, duas orelhas e um nariz (embora esse, ?s vezes, eu n?o tenha certeza se quero).

Ent?o, pelo visto, papai “vendeu” o apartamento. Est? cheio de id?ias, mas a melhor at? agora ? juntar a grana com a da mam?e (quando ela enfim vender a casa) e, juntos, comprarem um s? apartamento para os dois. Aprovo totalmente. Minha m?e ? que n?o est? NADA animada com o progn?stico de voltar a viver com meu pai (ainda que por quest?es de log?stica e economia). Mas o fato ? que - apesar de saud?veis, thanks - ambos j? est?o velhinhos, e a essa altura o que eles precisam ? de conforto e companhia. Acho dif?cil que mam?e encontre um novo companheiro que preencha a enorme lista de requisitos que ela tem.

Se ela aprovar a “compra conjunta”, eu pretendo ajudar, nem que tenha que pegar um empr?stimo ou assaltar o HSBC. Vale a pena ter algo relativamente decente no Brasil, cuja economia t? bombando e im?veis tendem a valorizar horrores nos pr?ximos anos. Estou estudando possibilidades e bairros. Assim que minha m?e vender a casa, pego o avi?o e juntos vamos procurar algo que seja n?o muito pequeno, mas n?o enorme; nem caro, nem barato. E, de prefer?ncia, numa localiza??o agrad?vel. Let’s see. E, enquanto espero, como JellyBeans. Apenas 4 calorias por feij?ozinho. E olha, eles t?m o nome impresso em cada um deles. How cute is that? Yeah.

Porque o lugar aqui ? definitivamente lindo, mas a cada dia que se passa n?o sei se ? o meu futuro. Num dia estou feliz como pinto no lixo, counting my blessings e fazendo planinhos. Noutros, eu mal tenho ?nimo de levantar da cama e s? penso em me enfiar dentro de um buraco na parede e desaparecer. Se eu fosse riquinha, soubesse dirigir e tivesse companhia, a hist?ria seria outra. Mas meu perfil atual t? longe de ser o de “esposa dondoca de executivo”. N?o sinto saudades do calor horroroso do Rio de Janeiro, nem de sair de casa com medo de ter a cabe?a estourada por um proj?til, nem do “jeit?o expansivo” do carioca. Adoro todas as esta??es daqui, cada uma tem um charme pr?prio; gosto de poder enfiar uma c?mera cara na bolsa e me enfiar no mato para fazer fotos sem medo de perd?-la nas m?os de algum pirralho drogado; gosto (at? certo ponto) do modo n?o intrusivo com que os ingleses lidam com as pessoas.

Mas n?o gosto de mal poder sair de casa porque o lugar n?o est? adaptado para transporte coletivo, nem para pedestres (?nibus e cal?adas s?o raridades); n?o gosto de perder todos os shows de bandas que gosto porque nada - exceto bandas cover… - vem tocar em Jersey (h? relativamente pouca gente morando aqui, e dessa pouca gente, a maioria consiste de velhos, crian?as, ou gente de meia idade que s? quer se entupir de cerveja, assistir TV, fazer caminhadas ou torrar o sal?rio inteiro em lojas de grife); n?o gosto de n?o poder pegar um ?nibus, meter um MP3 player na orelha e rodar por horas; n?o gosto da s?ndrome de p?nico que comecei a desenvolver, aqui; n?o gosto de quase nunca ver ningu?m, quase nunca encontrar ningu?m para tomar uma cerveja sentada nesse solzinho de veranico porque as pessoas s?o individualistas, frias, preconceituosas e desinteressadas.

Das amigas brasileiras/latinas que fiz aqui, A e B est?o de sa?da (uma de volta pro Brasil, outra para a Espanha), C ? uma total cabe?a de vento e desisti dela e D, bem… Acho que D n?o vai muito com a minha cara. Estranhamente, uma das coisas que eu mais gostava de fazer no Brasil - sentar num quiosque de praia sozinha e tomar uma cerveja, fazendo people watching - eu n?o gosto de fazer aqui. As pessoas n?o s?o variadas, nem interessantes. Sento e s? vejo velhos, crian?as loiras vestidas de pink e adultos com cara de bunda. Sem varia??o no tema. T?DEO.

E os pr?ximos projetos s?o arrumar o s?t?o rosa E pintar o lavabo. Cismei com VERMELHO INTENSO. Algo mais ou menos assim (foto cortesia compuls?ria do blog “A Little Busy“):

De resto, estou pensando em comprar os oilcloths para forrar a mesa do “atelier” (haha, soa t?o pretensioso chamar o s?t?o assim, j? que nunca produzo nada ?til aqui). Id?ias, at? o momento:

E ? isso. Tentando me ocupar com coisas que gosto, mas ao mesmo tempo achando que ainda sou muito jovem para uma vida de artesanato + televis?o + feirinhas agropecu?rias + almo?o de domingo, e desesperadamente querendo uma noite num nightclub da Lapa cheio de drag queens e prostitutas, cheirando a cigarro, gente suada e cerveja choca.

Definitivamente, eu sou uma pessoa estranha.

EDIT: editando porque, n?? Injusti?a. Mesmo quando o British Boy* est? viajando, eu nunca estou totalmente s?. Quem tem o amor dessas duas coisinhas a? embaixo, nunca est?.

* que incrus?viu pediu pra ser chamado de “English Boy” ou ainda “Finglish Boy” (finish + english) em nome da corre??o gramatical; maaaaas n?o vai rolar, n?o. Porque eu amo alitera??es e British Boy ? uma. Ent?o siacostuma?. Luv ya.

the bomb that will bring us together.
Escrito em diariamente, fotos, Julho 8, 2008 @ 04:02

Ontem, tr?s anos desde os atentados terroristas no metr? de Londres.

Ainda lembro do come?o da minha lua de mel h? 3 anos atr?s, chegando em Heathrow cheia de anima??o e planos e encontrando uma mulher no banheiro do aeroporto que, cheia de tato, avisou a mim e ? Juliet que Londres estava sendo “bombardeada” por terroristas, com gente morta pra todos os lados. Lovely. E ent?o tivemos que p?r Juliet num carro e lev?-la at? Tunbridge Wells em Kent, casa de uma amiga, j? que todo o sistema de transporte da cidade estava paralisado. Come?o literalmente explosivo e inesquec?vel para um casamento…

Mas valeu a pena porque tivemos que passar a noite em Kent, ficamos nessa pens?ozinha simp?tica e estava rolando uma apresenta??o de “Sonhos de uma Noite de Ver?o” ao lado, que pudemos assistir da janela (sem pagar, hoho):

N?o trocamos presentes de anivers?rio de casamento. Nem em praticamente nenhuma ocasi?o, como natal, dia dos namorados, anivers?rios… N?o que eu ache errado dar presentes, mas ? que, nessas “datas especiais”, sair pra comprar algo para algu?m se torna uma coisa t?o mec?nica e sem gra?a. Preferimos investir em experi?ncias que se tornem parte das nossas mem?rias, como ir a um restaurante diferente ou, se poss?vel, fazer uma pequena viagem.

Esse ano eu escolhi o nosso destino, para compensar o fiasco alem?o do ano passado. Ah, voc? n?o sabe qual foi o fiasco alem?o do ano passado? Vou contar: eu topei ir comer porco assado no espeto (porque ele gosta), por?m o restaurante:
a) estava lotado;
b) era ao ar livre;
c) chovia e fazia frio;
d) n?o havia porco no card?pio, naquele dia espec?fico, e
e) ele errou o caminho de volta e fomos parar, de TREM, numa ?rea meio sinistra e desconhecida da cidade.

Ent?o, munida do DIREITO ADQUIRIDO de fazer as coisas do meu jeito, escolhi o Salty Dog Bistr? em St Aubins bay, que sempre recebeu cr?ticas favor?veis da “imprensa culin?ria” de Jersey. Well, meu veredicto: achei o lugar meio moderninho, demais (dec?r, staff e clientela), e a comida tentando ser algo especial, sem muito sucesso. N?o que fosse ruim, mas nada realmente inesquec?vel. E o meu risoto estava sem sal. E restaurantes moderninhos n?o colocam saleiro na mesa, j? que, para eles, isso ? o equivalente a pedir pra p?r a??car num vinho vintage. Mas a minha sobremesa, Jersey Blackbutter & Banana Pudding, tava uma dil?cia, thanks.

O que sobrou do meu pudding:

Patricinhas barulhentas se espremendo em frente ao espelho do banheiro. Sem chance de conseguir escovar os dentes, como eu pretendia. Pessoas de mais de 25 anos, deixem a ficha cair, por favor: a vossa adolesc?ncia acabou. Dar gritinhos e risadas hist?ricas em banheiro de restaurante, ou na frente do restaurante, ou dentro do restaurante, ou em qualquer lugar n?o-privado ? nada menos que rid?culo. E ao inv?s de fazer voc?s parecerem jovens e cheios de vida, s? faz com que pare?am velhos e pat?ticos.

Ah, sim - n?o lavar as m?os depois de usar o banheiro ? problema de voc?s. N?o ser? o meu almo?o que ser? contaminado pelos seus micr?bios. MAAAAS esquecer de (ou n?o ligar para) dar a descarga depois de usar o banheiro ? triste, gatas. Tipo, outras pessoas podem querer us?-lo depois de voc?s. E ser obrigada a contemplar a urina alheia (sem mencionar o cheiro) n?o est? na minha lista de deveres para com a sociedade.

Saint Aubins ? uma gra?a, por?m. Acabei esquecendo de levar a m?quina e fiz apenas algumas fotos com o celular. Pretendo tentar andar da rodovi?ria at? Saint Aubins qualquer semana dessas.

Os “aniversariantes”:

A situa??o pluvial:

O vinho tinha o meu nome. :) E mais tarde, no pub, o sol finalmente abriu.

Brastemp they’re not, mas pra uma c?merazinha vagabunda de 2MP, de celular, at? que as fotos n?o s?o de se jogar fora, n??
E foto nada-a-ver com o tema, mas estava jogada no celular e achei que saiu legal (ok, rolou um post processing pra deixar a cor mais bonitinha, mas puramente est?tico - n?o precisei “consertar” nada):

Praia de Saint Brelade, primavera. Cindy brincando na areia.
Em breve, se tudo der certo, ela vai ir brincar nas praias de M?laga.
Good luck, little one.

rand?micas chuvosas.
Escrito em diariamente, home, resmungos, this is jersey, Julho 6, 2008 @ 04:04

Anivers?rio de casamento, hoje. Tr?s anos. Pensei em fazer um post bem piegas alusivo ? data, mas a manh? de domingo me trouxe chuva, vento e um certo mau humor. Estava at? agora encarando um guia para turistas, tentando descobrir um lugar quentinho pra almo?armos hoje (vai ser o Salty Dog Bistro). N?o planejamos nada (EU sempre esque?o a data) e est? de bom tamanho.

Pensando em tirar os comments daqui, tamb?m. Essa semana eu recebi avisos para moderar cada coisa, que meo deos. Me tirou at? a vontade de vir para c? falar da minha vida. Lamento apenas pelos eventuais coment?rios carinhosos que recebo aqui e que, de verdade, conseguem iluminar at? um dia cinza e feio como este. Mas c’est la vie. O mesmo spray de veneno que mata as pragas no jardim, ?s vezes tamb?m destr?i as flores.

Ontem consegui acordar cedo e, depois de mil?nios, fui comer sandu?che quente de bacon, brie e framboesa no Henley’s. Um casal se senta ? nossa frente com um garotinho loiro de uns 4, 5 anos fazendo cara de nojo pra tudo e incapaz de se manter quieto na cadeira. Pedem um “suco de amarelo” qualquer para ele, uma ?gua suja que me pareceu mijo com anilina. Tudo porque os adultos dessa terra acham que a crian?a vai ficar muito louca se beber coca cola cheia de corantes… Algu?m precisa avisar que o que deixa crian?a louca ? falta de limites e disciplina, mas n?o serei eu a legendar esse filme.

Chega o cooked breakfast do casal + um prato vazio para o guri; ele logo pergunta onde est? a comida dele. Os pais respondem cortando peda?os das suas pr?prias salsichas e jogando no prato da crian?a. Infantilizar os filhos tamb?m ? receita para criar adolescentes problema e adultos inseguros. Com cinco anos eu j? comia de tudo, no meu pr?prio prato, cortando carnes e legumes com a minha pr?pria faca e em por??es de tamanhos bem similares ?s de um adulto. Meus pais simplesmente n?o tinham energia ou saco para me transformar num bebez?o gigante, e por isso eu os agrade?o.

Fomos ao mercado, revi o John depois de algum tempo e comprei p?ras, cerejas e morangos. Tamb?m comprei dois filtros para a c?mera, n?o sabendo ao certo se far?o tanta diferen?a assim. Agora s? preciso de uma lente olho-de-gato e, quem sabe, uma macro. Then I’m all set.

Enfim, consegui comprar o toalha de vinil pra forrar a mesa da cozinha. N?o rolou o vermelho com bolinhas brancas que eu pretendia inicialmente, porque pagar 30 libras por um peda?o no Ebay estava fora de quest?o. Paguei metade disso num vermelho com flores brancas; quase a mesma coisa, vai… Continuo indecisa com rela??o ?s almofadas. N?o sei se as compro prontas, bonitinhas mas ordin?rias, por 8 libras cada na BHS ou se compro tecidos (lindos) e fa?o em casa, pagando cerca de 50% a mais por cada uma e tendo o trabalho de costur?-las. Dunno.

E finalmente resolvi come?ar a reformar o arm?rio da cozinha. A parte interna vai ser pintada de branco. E n?o se preocupem, n?o estraguei nenhuma antiguidade - o arm?rio ? um entulho de segunda m?o e estava meio caida?o. Com sorte, os tons pastel v?o dar uma iluminada na cozinha (as paredes eu vou pintar de amarelo bem clarinho).

Fomos aos garden centers. Primeiro o Longueville, onde achei as plantas meio mortinhas e sem muita variedade (nota: as pet?nias est?o mais baratas l?). O Ramson’s estava lotado de gente e de flores bem cuidadas, mas s? achei hort?nsias enormes (e caras). Em compensa??o, todas as plantas estavam com 30% de desconto. Comprei alguns ger?nios, osteospermuns e uma bandeja de pet?nias beb?s. Plantei tudo quando chegamos em casa, no lugar de algumas plantas que comprei antes e que se revelararam um fracasso. Nota 2: parar de comprar plantas porque “s?o bonitas” e tamb?m as que “fecham” quando o sol se p?e. Desperd?cio de espa?o e dinheiro.

Fomos tamb?m pela primeira vez ao tea room da village, quase ao lado da lojinha de conveni?ncia. Os bolos estavam deliciosos, mas achei as fatias muito finas em rela??o ao pre?o cobrado. Tamb?m servem english tea completo, com ch?, sanduichinhos e bolo. Uma sele??o de senhoras idosas e fam?lias compostas por gente com cara de sono salpicadas pelas mesas. Acho aquele ponto meio morto, mas tomara que a freguesia se forme e boa sorte para a senhora que comprou e reformou a loja - que costumava ser o cora??o da vila, mas desde os anos 70 nada mais era al?m de uma porta fechada cheia de lixo dentro.

meu bolo de lim?o e o de cappuccino dele.

A “amiga” ligou novamente, convidando para ir beber alguma coisa com a outra “amiga”. Disse que ligaria quando estivesse saindo de casa. E eu acreditei. Ok, na verdade n?o acreditei muito, mas pensei que, ainda que elas n?o aparecessem no Waterfront, eu podia ir com ele e beber anyway. Mas a pregui?a falou mais alto e resolvi esperar que ela ligasse, antes de ir. N?o ligou, ? claro. Quarta ou quinta vez que ela me deixa esperando. Nem um pouco confi?vel e, ainda mais grave, sem simancol algum para suspeitar de que fazer isso com as pessoas ? FEIO. Se eu reclamasse, ela reagiria com surpresa e me presentearia com uma sele??o de desculpas p?fias que, para ela, fariam todo o sentido do mundo.

Beleza e juventude s?o desperdi?adas em mulheres idiotas, fato.
Infelizmente para elas, nenhuma dessas duas coisas vai durar muito.



menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


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