October 24, 2008 home, multicolored home

Eu confesso - a idéia de ter uma casa totalmente em technicolor foi minha.
Amo cores, e achei que a melhor idéia de declarar incondicionalmente esse amor seria pintando cada cômodo de uma cor diferente.

Por um lado, é perfeito (para mim) porque, em 80% das vezes, eu sei que escolhi a cor certa. Meu quarto, por exemplo. Um azul intenso, porém na medida certa; nem muito escuro, nem muito claro. E que me coloca imediatamente em "bedroom mode" cada vez que eu transponho a soleira da porta e entro ali. Também adoro o azul do meu banheiro, o verde claro do closet e até mesmo o verde bandeira do banheiro do British Boy (escolhido por ele e que eu à primeira vista odiei).

Mas estou começando a me "desapaixonar" pelas cores que escolhi para alguns cômodos. A saber, o amarelão do quarto de hóspedes (até hoje desprovido de móveis, e que acaba servido como quarto de entulho - um desperdício), o rosa Barbie do sótão e o terracota escuro da sala. Tenho a impressão de que a sala, em especial, teria se beneficiado de um tom mais claro. As janelas não são grandes e a luz que entra por elas não é suficiente para iluminar o cômodo - ainda mais nesse breu pré-invernal. A cor escura não reflete a pouca luz que entra e às vezes me sinto numa caverna, tendo que acender as luzes no meio da tarde - nada ecológico.

Uma casa toda pintada em diferentes tons de branco (gelo, cinza claro, marfim, magnólia, bege claro, etc) sempre foi para mim a materialização da chatice. Todos os cômodos ficam com cara de hospital, ainda mais se a decoração seguir o tema e for igualmente chata e pouco imaginativa. Mas aí eu abro o Nesting Blog e me deparo com isso:
















Observe o quanto os acessórios (almodafas, vasos, quadros, móveis, livros) sobressaem no esquema de cores. Esses mesmos items perderiam totalmente o impacto sobre paredes coloridas. A "casa branca" da Mette não é nem de longe tediosa, nem lembra um hospital... Nessa hora eu penso nos TRÊS dias de trabalho ininterrupto que gastamos para pintar aquela sala open plan enorme, imagino o trabalho DOBRADO que seria para repintá-la de branco (haja tinta branca para cobrir aquele terracota!) e... choro.

Halloween quase chegando, e através do mesmo Nesting Blog eu encontri o blog Skip to my Lou essa idéia fofa para reciclar vidrinhos vazios de maionese/comida de bebê/geléia/azeitonas/etcetera:


Basta cobrir com papel crepon laranja, recortar os detalhes (boca, nariz, olhos) em crepon preto, pôr uma vela dentro e pronto (instruções mais detalhadas aqui). Para quem quer entrar no clima sem ter que comprar uma abóbora + limpar + esculpir, fica a dica. Minha abóbora já está em casa (alguém teria vislumbrado a dita cuja no set de fotos do post anterior? Haha), mas mesmo assim estou considerando a hipótese de fazer umas lanterninhas de vidro porque, convenhamos, trabalho praticamente zero e fofura na casa dos milhares.

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