Outono '98

Outono is in the house.
Tá chegando a época de usar meu casaco lindo que custou nove libras no brechó da Oxfam e sair com ele para tomar cappuccinos acompanhados de biscoitinhos de café.

As folhinhas das árvores, que outro dia mesmo eu vi renascendo em velocidade impressionante, já começam a morrer amarelas. E a se espalhar em vastas quantidades pela grama, pelo chão do pátio, pelos telhados, aproveitando para entupir ralos e calhas no processo. A vista da janela é poeticamente outonal - mas se eu tivesse apontado a lente para baixo, o mar de folhas retorcidas provocaria um arrepio na espinha, e uma vontade (quase) incontrolável de achar vassoura e pá e fazer uma pequena montanha delas.

Aquelas dálias ainda estão no vaso. Mortas e secas há tempos, e eu não tive coragem de substituí-las por novas. Preguiça absurda de fazer coisas, ansiedade que não me permite terminar nenhuma das que começo; então, acho mais simples não começar nada. Estou tentando arrumar o sótão, pintar o lavabo, plantar meus bulbos, limpar as ervas daninhas do jardim, tirar o atraso das colagens e costurar fantasias de halloween para as minhas bonecas. Por falar em halloween, já escolhi minha abóbora 2008. Ela ainda está plantadinha, é claro - mas a forma era tão perfeita que pedi ao fazendeiro para reservá-la para mim. Ou seja, em algum campo de Jersey existe uma abóbora com uma plaquinha onde se lê "lollamoon". Um verdadeiro "jerimoon".

Segundo Deus, hoje é 50º Aniversário do Paddington Bear, um ícone da literatura infantil britânica. Paddington é um ursinho bastante educado, sempre se referindo às pessoas por "Senhor" e "Senhora", que adora sanduíches de geléia e chocolate quente. Ele foi encontrado pela família Brown na estação ferroviária de Paddington, Londres, sentado em sua mala e com um pequeno bilhete costurado ao seu casaco: "Por favor cuide desse urso, Obrigado". Lembrando-se de documentários que mostravam trens carregados de crianças sendo evacuadas de Londres durante a Segunda Guerra, trazendo apenas pequenas malas e etiquetas com seus nomes penduradas nos pescoços, a família Brown decidiu trazer Paddington para casa. As histórias são extremamente meigas e, se você tem filhos ou não tem preconceitos contra ler histórias infantis, eu recomendo. A título de curiosidade, foi a mãe do Jeremy Clarkson que fez o primeiro Paddington bear de pelúcia e lhe deu as botinhas de chuva que ele atualmente usa (na verdade um truque para fazer o boneco conseguir ficar de pé). Aqui, uma foto de pessoa randômica encontrada no Google, sentada ao lado da estátua de Paddington na estação que honrosamente lhe empresta o nome.

Enquanto o verão ainda insiste em aparecer atrasado, almoço de sábado no Sumas, que conta com a vista do Mont Orgueil ao fundo:



Minha entrada: terrine de presunto com vegetais ao curry.



Esqueci de fotografar o prato principal (galinha ao cassoulet), mas a sobremesa (torta flambada de limão ao coulis de framboesa) taí:



Ao invés de doces, o British Boy foi de queijo (o que eu às vezes também faço, a menos que a sobremesa seja deliciosa e não envolva chocolate):



Mont Orgueil de novo. O sol estava tão forte que eu saí do restaurante bronzeada.



No vale da Reserva:





Go wild, go WILD in the country:




Fui tagged umas 10 vezes e nunca fiz o meme, então rapidinho: lojas de roupa segunda mão, H&M, miss selfridge, indiska (suécia), street (sapatos coloridos e baratos na alemanha) loja de móveis prefiro os de segunda mão reformados a pagar fortunas por "design" ou ter uma casa da ikea igual a milhares de outras doce não gosto muito, mas não resisto a bolos cidades rio de janeiro, paris, estocolmo bebida água com gás, chocolate quente, real ale, vinho música as que dizem o que eu gostaria de ter dito séries de tv não tenho saco, sorry - prefiro assistir filmes não quero ter que fazer essa lista, mas ontem revi tideland e é sempre lindo exercício levantamento de mouse, mas preciso resolver isso urgente; até porque, em se tratando de comida eu adoro carboidratos.

P.S.
: a reclamação do post anterior não teve na-da a ver com os amigos que eu sempre soube que não iriam me telefonar ou mandar email porque, bem, eles também nunca me telefonavam ou mandavam email quando eu estava no Rio. É chato reconhecer, mas certas amizades se mantém sem esforço e não precisam ser alimentadas. Outras precisam, sim. Não são piores nem menos importantes; apenas diferentes.

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