
Moça aqui no rádio acaba de ganhar uma viagem para passar o Natal em Paris. Reação da peça quando o locutor anuncia? "Thanks". Assim mesmo, sem nem um ponto de exclamação. O locutor ficou até sem graça. Não é regra geral, mas DEUS, como existe gente apática nesse país. Se NADA é uma boa razão para celebrar, então por que será que eles bebem tanto? Quando tudo vem fácil demais, as pessoas acabam perdendo a capacidade de serem gratas. Manda a passagem pra Paris pra MIM que eu canto God Save the Queen em yorubá, de trás para frente e pulando os pês. Pfe.

Por falar em beber, estou aqui curando a ressaquinha de sábado com... uma garrafa de Merlot. E uma bacia de tempura prawns. Desde que essa maldita deep fat fryer adentrou a porta da frente, a minha qualidade de vida caiu. E subiu. Bom, sobe quando eu estou feliz, on a tempura high, fritando bacias de batata frita para toda a família (ou seja, eu e as bonecas... e, como bonecas não comem...). Mas cai vertiginosamente quando eu subo na balança e me deparo com o horror; ainda bem que deixei de ser idiota e parei de fazer isso há meses. Porque né, enquanto a gente estiver conseguindo passar pela porta, estamos no lucro. Passa o catchup aí.
A ressaca de ontem veio de uma festa inesperada para celebrar a minha viagem de volta à terra mãe. Uma louca chegou trazendo uma caixa de Sagres (cerveja portuguesa, simplesmente horrível; mas eu tinha Heinekens e Kronenbourgs na geladeira) e vinte minutos depois ligamos para a outra, cujo marido também estava viajando. Ela veio trazendo o cachorro que, incrivelmente, se deu bastante bem com a minha gata. Cerveja + batata frita + Irene Cara cantando FAME! na TV + meus CDs do Kool & the Gang. Paetês e Lantejoulas e shortinhos de nylon dourado - acho tendênssia.






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