o que acontece.

Dezembro começa amanhã, e quem tem um calendário do advento já pode começar a contar os dias até o Natal. Minha mãe está tão animada com a nossa presença por lá que até comprou uma árvore - pena que os enfeites são azuis. Acho gélido. Não tenho idéia de onde passar o Reveillon. Meus amigos, como era de se esperar, se revelaram inúteis e não foram capazes de dar UMA sugestão do que esteja disponível na cidade. O mais legal vai ver esse mesmo pessoal se enfiando em festas ÓTIMAS de última hora enquanto eu provavelmente pastarei em Búzios (ok, eu sei que Búzios é lindo, mas pacotes de Reveillon são longos e EU NÃO GOSTO DE PRAIA) ou Itaipava (eu adoro serra, mas Reveillon em Itaipava deve ser tão animado quanto missa de sétimo de dia).


Moça aqui no rádio acaba de ganhar uma viagem para passar o Natal em Paris. Reação da peça quando o locutor anuncia? "Thanks". Assim mesmo, sem nem um ponto de exclamação. O locutor ficou até sem graça. Não é regra geral, mas DEUS, como existe gente apática nesse país. Se NADA é uma boa razão para celebrar, então por que será que eles bebem tanto? Quando tudo vem fácil demais, as pessoas acabam perdendo a capacidade de serem gratas. Manda a passagem pra Paris pra MIM que eu canto God Save the Queen em yorubá, de trás para frente e pulando os pês. Pfe.


Por falar em beber, estou aqui curando a ressaquinha de sábado com... uma garrafa de Merlot. E uma bacia de tempura prawns. Desde que essa maldita deep fat fryer adentrou a porta da frente, a minha qualidade de vida caiu. E subiu. Bom, sobe quando eu estou feliz, on a tempura high, fritando bacias de batata frita para toda a família (ou seja, eu e as bonecas... e, como bonecas não comem...). Mas cai vertiginosamente quando eu subo na balança e me deparo com o horror; ainda bem que deixei de ser idiota e parei de fazer isso há meses. Porque né, enquanto a gente estiver conseguindo passar pela porta, estamos no lucro. Passa o catchup aí.

A ressaca de ontem veio de uma festa inesperada para celebrar a minha viagem de volta à terra mãe. Uma louca chegou trazendo uma caixa de Sagres (cerveja portuguesa, simplesmente horrível; mas eu tinha Heinekens e Kronenbourgs na geladeira) e vinte minutos depois ligamos para a outra, cujo marido também estava viajando. Ela veio trazendo o cachorro que, incrivelmente, se deu bastante bem com a minha gata. Cerveja + batata frita + Irene Cara cantando FAME! na TV + meus CDs do Kool & the Gang. Paetês e Lantejoulas e shortinhos de nylon dourado - acho tendênssia.

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