October 31, 2008 Jeri Moon.

Jeri Moon, o jerimum da Lolla Moon, chegou semana passada. Já está devidamente carved, mas ainda não fotografei o resultado. Mas ele já era lindo e perfeito antes mesmo de ganhar suas feições fantasmagóricas:


Falta apenas esperar anoitecer, acender tealights dentro do Jeri e colocá-lo na soleira da porta. E pau no coo dos nacionalistas extremistas terroristas com aqueles cartazes cafonas e estúpidos bradando que Halloween é "bruxaria" americanizada e não deve ser comemorado no Brasil. É preciso ser bastante imbecil para comparar tradições pagãs com bruxaria e mais imbecil (e arrogante) ainda para querer mandar na livre circulação cultural pelo mundo. Por que brasileiro não pode brincar de Trick or Treat? Porque nacionalista com TPM não gosta. Mas gringo vir sambar no carnaval e encher o rabo do Brasil de dinheiro pode, certo? Ok.

Ano passado eu estava na Alemanha e, apesar da presença maciça de góticos no país (que brotavam pelas gramas das praças, vestindo preto das botas ao batom, fofíssimos) e das lojas tentando vender morcegos de isopor e aranhas de plástico, não vi muita movimentação. Mais ou menos como é na Inglaterra. Os EUA continuam encabeçando a lista dos países que realmente dão importância à data.


Como eu moro no countryside (sem calçada ou luzes na rua), é raro alguma criança se aventurar por essas bandas pedindo doces. Isso só aconteceu UMA vez, onde os dois filhos do casal que mora na rua de cima bateram aqui na porta, devidamente acompanhados por papai e mamãe (que esperavam dentro do carro). Os meninos estavam super cute vestindo fantasias de diabo e esqueleto. Infelizmente, apesar do Jack O'Lantern aceso na porta, não tínhamos nenhum doce em casa porque não esperávamos criança alguma. O jeito foi encher as sacolinhas dos garotos com saquinhos de batata frita; eles obviamente adoraram, mas os pais (a mãe especialmente, já que as mulheres daqui são meio paranóicas com alimentação infantil) devem ter me odiado...

Esse ano resolvemos o problema com uma caixa enorme de chocolates (da qual Respectivo já fez o favor de comer 50%) e biscoitos. Vamos ver se alguém aparece; caso contrário, Respectivo vai poder parar de lançar olhares lânguidos para a caixa de Celebrations e, feliz, abocanhar o restante.


Comprei quatro dessas cadeiras para pintar de branco e usar na mesa da cozinha (os bancos são desconfortáveis e quebram à toa). Originalmente era um conjunto de seis cadeiras, e eu fiquei com peninha de deixar as outras duas para trás. Fiquei me perguntando há quantos anos elas não estariam juntas; foi como se eu estivesse separando irmãs. Sim, eu preciso de tratamento psiquiátrico.
























Vou ali acender minha abóbora. :)

P.S.: Pessoal que tem blog private no Blogger, fica a dica: se quiserem linkar aqui (para falar mal ou bem, tanto faz), convém "quebrar" o link antes para evitar que leitores cliquem direto nele e o endereço do vosso bloguinho apareça aqui nos stats do Sitemeter. Isto é, se vocês não estiverem a fim de que eu saiba disso. E sei que alguns de vocês não estão. Just a thought. ;)

October 28, 2008 because we're bored.

Ralph Fiennes.



JRM.


Gaelito.


Shaun Haugh.


Michael Gandolfi.


Fionn McDiarmid.


Cillian Murphy.


Jude Law (piadinhas envolvendo gansos e água não serão toleradas, thanks).



E mais alguns sem nome (e quem PRECISA saber o nome??)









De nada, meninas. Paguem no caixa. ;)

Crianças e cachorros morrendo pelo mundo e Jersey se mobiliza numa campanha para distribuir adesivos que refletem luz para impedir que os filhotinhos de rico sejam atropelados quando forem passear. Números a serem considerados antes que você se manifeste: a) filhotinhos de rico que saem caminhando pelas estradas (aqui não existem calçadas) na escuridão do inverno: quase nenhum (papai e mamãe levam de carro) e b) número de acidentes envolvendo filhotinhos de rico atropelados em estradas de Jersey nos últimos dez anos: zero.

Porque coçar o saco em demasia provoca escoriações.

Liz Hurley, aquela pessoa até bonita mas absolutamente inútil (inclua a Dita Von Teese na mesma lista) faz o obséquio de aparecer num evento sobre câncer de mama usando, como sempre, um vestido justíssimo e decotadíssimo - os peitos da criatura ameaçavam transbordar por sobre o decote, cair no chão e sair correndo a qualquer instante. Agora imagine a situação: mulheres que passaram ou irão passar por mastectomias e ainda estão tentando se acostumar à situação, sendo obrigadas a admirar glândulas mamárias superdesenvolvidas, espremidas e expostas à apreciação pública. Será que não dava pra deixar o "OMG I'M SO YUMMY" de lado por pelo menos uma noite e entender que câncer de mama não tem nada de sexy ou glamouroso, ainda que você seja porta voz da Estée Lauder? Não precisava se enfiar num barril, mas um terninho pink (a cor da campanha) de corte discreto cairia ótimo. Mujeres como a Liz não perdem nunca 0,5 oportunidade de esfregar na cara do mundo o quanto são gostosas e comíveis. E me cansam uma enormidade.

No embalo, dear Lizzie: seu filho já está grandinho demais pra ficar no colo. Ele já é filho único e tem cara de "criado pela avó"; se não quiser que o infeliz tome banho forçado de água de privada na escola todo dia, sugiro sentá-lo no sofá ontem com a coleção completa de Top Gear em DVD.

October 24, 2008 home, multicolored home

Eu confesso - a idéia de ter uma casa totalmente em technicolor foi minha.
Amo cores, e achei que a melhor idéia de declarar incondicionalmente esse amor seria pintando cada cômodo de uma cor diferente.

Por um lado, é perfeito (para mim) porque, em 80% das vezes, eu sei que escolhi a cor certa. Meu quarto, por exemplo. Um azul intenso, porém na medida certa; nem muito escuro, nem muito claro. E que me coloca imediatamente em "bedroom mode" cada vez que eu transponho a soleira da porta e entro ali. Também adoro o azul do meu banheiro, o verde claro do closet e até mesmo o verde bandeira do banheiro do British Boy (escolhido por ele e que eu à primeira vista odiei).

Mas estou começando a me "desapaixonar" pelas cores que escolhi para alguns cômodos. A saber, o amarelão do quarto de hóspedes (até hoje desprovido de móveis, e que acaba servido como quarto de entulho - um desperdício), o rosa Barbie do sótão e o terracota escuro da sala. Tenho a impressão de que a sala, em especial, teria se beneficiado de um tom mais claro. As janelas não são grandes e a luz que entra por elas não é suficiente para iluminar o cômodo - ainda mais nesse breu pré-invernal. A cor escura não reflete a pouca luz que entra e às vezes me sinto numa caverna, tendo que acender as luzes no meio da tarde - nada ecológico.

Uma casa toda pintada em diferentes tons de branco (gelo, cinza claro, marfim, magnólia, bege claro, etc) sempre foi para mim a materialização da chatice. Todos os cômodos ficam com cara de hospital, ainda mais se a decoração seguir o tema e for igualmente chata e pouco imaginativa. Mas aí eu abro o Nesting Blog e me deparo com isso:
















Observe o quanto os acessórios (almodafas, vasos, quadros, móveis, livros) sobressaem no esquema de cores. Esses mesmos items perderiam totalmente o impacto sobre paredes coloridas. A "casa branca" da Mette não é nem de longe tediosa, nem lembra um hospital... Nessa hora eu penso nos TRÊS dias de trabalho ininterrupto que gastamos para pintar aquela sala open plan enorme, imagino o trabalho DOBRADO que seria para repintá-la de branco (haja tinta branca para cobrir aquele terracota!) e... choro.

Halloween quase chegando, e através do mesmo Nesting Blog eu encontri o blog Skip to my Lou essa idéia fofa para reciclar vidrinhos vazios de maionese/comida de bebê/geléia/azeitonas/etcetera:


Basta cobrir com papel crepon laranja, recortar os detalhes (boca, nariz, olhos) em crepon preto, pôr uma vela dentro e pronto (instruções mais detalhadas aqui). Para quem quer entrar no clima sem ter que comprar uma abóbora + limpar + esculpir, fica a dica. Minha abóbora já está em casa (alguém teria vislumbrado a dita cuja no set de fotos do post anterior? Haha), mas mesmo assim estou considerando a hipótese de fazer umas lanterninhas de vidro porque, convenhamos, trabalho praticamente zero e fofura na casa dos milhares.

October 21, 2008 mornings, evenings and everything in between

Meu livro A Year of Mornings chegou no sábado passado.


Pra quem não sabe, as duas autoras (e blogueiras) causaram uma certa sensação entre os blogs gringos com esse projeto: separadas por exatas 3191 milhas de distância (ambas moram em Portland, só que uma Portland fica em Maine e a outra no Oregon... Pesquisa o google maps aí), todos os dias ambas fotografavam um certo aspecto de suas manhãs. As fotos, de uma singeleza quase tocante, eram reunidas à tarde e enviadas para um fotolog no dia seguinte. Como as duas jamais combinavam o que ia ser fotografado, muitas vezes a coincidência dos assuntos escolhidos era impressionante.

Agora o desafio das moçoilas é outro: A Year of Evenings. Good luck!
Inspirada, resolvi fotografar uma manhã típica na minha desinteressante vidinha:





















Observação: post abaixo não muito delicado, sofisticado, poético ou coeso. Eu não sei "emocionar leitores". Se você prefere tapar os ouvidos com a palma das mãos e cantar LALALALA CAN'T HEAR YA bem alto para abafar o som, pule os próximos parágrafos e vá direto para as fotos. No questions asked, no offense taken. Thanks.

No começo desta semana, essa que vos escreve estava na avenida da praia (St. Aubins) dentro de um Audi TT com os vidros abertos, uma loira vestida de Dolce & Gabbana dos pés à cabeça no volante e o MC Marcinho e sua voz extra fanha no volume máximo que o CD piratão (possivelmente adquirido num camelô da Avenida Rio Branco) aguentava sem distorcer. Eu me a-ca-ban-do de rir e a loira fazendo coro: "PODEROOOSAAAA... Rainha do Funk... GRAMUROOOSAAAA... Olhar de diamante."
P.S.: Eu adoro quando o Marcinho fala "faIscina". MEIXMO.

E outro dia mesmo a vida estava tão parada que "recarregar o celular" constava como COMPROMISSO na minha agenda. Tão, mas TÃO parada que eu levei uns dois dias tentando ENCONTRAR dito celular.

"A vida é uma caixinha de surpresas."
E eu ia falar da loira aqui, mas melhor não. Vai que ela descobre esse blog, fica puta com a distribuição de informação não autorizada e eu perco as caronas no Audi e as discussões absurdamente edificantes que venho tendo com ela e suas amigas beeeshas portuguesas e mais abso-fucking-lutely fabulous que Carrie Bradshaw? NO WAY, José.

Eu nunca convivi bem com gente fresca. Como por exemplo 90% das mulheres dessa ilha.
Jersey sofre de um mal que eu chamo de "londrinificação da roça". Galera vem morar aqui porque isso aqui é um PARAÍSOFISCAL (por mais que eles considerem esse nome palavrão) e galera quer ganhar dinheiro, right? Nenhum problema. Só que, apesar de ser um lugar onde o dinheiro e suas manifestações palpáveis pululam, ainda assim a MENTALIDADE DE CIDADE PEQUENA impera, sabe. E você sabe também o que acontece quando mentalidade de cidade pequena se associa a dinheiro em excesso? Yup. CA-FO-NI-CE. A pessôua tem dinheiro pra consumir couture e ir passear no Louvre, mas usa bolsa da Guess e promove "dinner parties" pra fazer fofoca de terceiros. E tudo seria muito lindo e aceitável se a) a bolsa da Guess não tivesse sido comprada pra "impressionar" (haha) e b) a pessôua estivesse pouco se lixando. But OHNO. Pessôua é caphona BUT OH BUT quer pagar de phyna e virar o nariz para as demais. OH OK.

That's all.

Ou melhor, that's all porra nenhuma. Vamos elaborar.
Eu não tenho muito saco pra gente esnobe, mas sem estofo. Gente querendo pagar de chique, culta e viajada, mas que só sabe falar de roupa + sapato + dinheiro, que só lê livros de auto-ajuda, culinária ou os "shopaholic" da Sophie Kinsella e não consegue apontar o Marrocos num mapa. Tipo, quer ser isso tudo e tá feliz? Fabuloso! Mas não queira bancar a esnobe, porque aí fica ridículo, filha.

Eu não sou uma pessoa esnobe. Nem faria sentido; não sou rica, não sou bonita, nem culta (e nem dói não ser nada disso, sinceramente). Tenho um português mediano (e piorando a olhos vistos desde que saí do Brasil), leio clássicos e porcarias (e às vezes gosto mais das porcarias), adoro música brega pra relaxar e no Rio você tanto poderia me achar na fila de uma pré-estréia de filme iraniano quanto comendo pipoca num cartoon da Pixar. Faço compras na Selfridges e em lojas de segunda mão (tenho uma saia favorita que deve ter sido usada por umas quatro gerações de mulheres). Meu inglês escrito é passável mas, apesar de ter uma pronúncia OK, minha auto estima esfarrapada me impede de bater papinho com estranhos no idioma da Lilica. Arrasto tudo com a barriga e já reciclei a carapuça de culpada faz tempo (atualmente eu a utilizo para coar café). Não acredito ser possível virar best-friends-forever-BFF-OMG com gente que, mesmo sem precisar, parece ter alguma coisa a provar para o mundo.

Tô meio velha para aturar pessoas que acham que suas escolhas/estilo de vida / modelo de carro / país de origem / tintura de cabelo / whatever funcionam como crachá pra área VIP da raça humana. Ideologias e dividendos à parte, somos TODOS a mesma pilha fumegante de cocô; assim sendo, numphode.

Uma das (poucas) vantagens de sair da adolescência é parar de se importar tanto com o que terceiros possam pensar a seu respeito. Sim, isso é possível! Ainda bem - porque, pra perder os peitinhos empinados dos meus 15 anos, o prêmio de consolação por envelhecer tinha mesmo que ser phoda. O dia em que eu conseguir ignorar completamente o que qualquer pessoa venha a pensar de mim, serei feliz.

E o resto do weekend envolveu uma visita à livraria (dessa vez só fucei, sem comprar nada).



E o costumeiro rolé pelo Mercado Central (só mesmo em JERSEY isso pode ser considerado programa):







E um passeio pelas dunas de St. Ouen.






Voltaremos em breve com a programação normal (mas não aposte seu traseiro nisso).

October 15, 2008 Randômicas extra rápidas

Sem tempo. A preguiça resolveu dar férias e fui resolver todas as pendengas chatas que estou arrastando com a barriga desde JANEIRO. Entre elas as nossas passagens pro Rio. Depois de surtar com o PREÇO das ditas cujas (OI? MIL libras na economia?), gritei um pouco, engoli em seco e, well, comprei. Fazer o quê? Pelo menos o vôo seria sem escalas (porque né, ter que fazer Rio-SP via TOKYO e perder horas preciosas dormindo em sala de espera de aeroporto pra economizar 200 paus é meiphoda).

E aí veio a BOA!NOTÍCIA! da semana: ganhamos um upgrade free pra executiva porque a econômica estava lotada naquele vôo e nos cinco seguintes (eu sabia que um dia ia descobrir pelo menos UMA vantagem de ter um cartão pereba do Executive Club). A classe econômica da British Airways é boa, ao contrário das empresas americanas que cobram uma nota e transformam os pobres passageiros em recheio de marmita - mas viajar quase deitada, com espaço pras minhas patinhas e mamando prosecco na faixa é o presente de Natal que eu pedi ao Papai Noel. Se nada prestar nessas férias, pelo menos a viagem em si não será um estorvo a mais.




Quero entrar na acadmía e, aproveitando que tava lá perto para ir ao cinema, entrei pra perguntar o preço.

A acadmía fica no Waterfront, que é uma espécie de ilha dentro da ilha. Tem cinemas, KFC, Pizza Hut, Watersplash (onde rola natação e as mamães vão levar as criancinhas pra brincar nos tobogãs), barzinhos e nightclubs. Seria até agradável, se a coisa toda não tivesse jeitão de pátio de colégio.

Fui perguntar o preço da acadmía porque acadmías aqui têm a fama de serem caras. De modos que o pessoal prefere pagar ANUIDADE, porque sai mais barato (umas 300, 400 libras). Mas comigo não, baby. Como assim, "anuidade" de acadmía? Filhos, eu não sei nem se vou ter ânimo de voltar no SEGUNDO DIA, imagina me comprometer por UM ANO? Sem condições, sem condições.

Então. Chego lá, já na entrada sou meio que atropelated por um zé mané com um bíceps maior que o tamanho da cabeça e, quando a gente finalmente se desengancha, estou ensopada de suor - DELE. Ew, ew, nojinho. Me limpando e fazendo cara de vômito, me encaminho à recepção e arranco à força um sorriso lá das profundezas do âmago do meu ser. "Olá, eu gostaria de me informar a respeito de preços e horários da acadmía, por favor?". Resposta: "SÓ AMANHÃ" (foi aí que eu percebi o sotaque polonês da menina, mas enfim). Dito isso, me vira as costas e continua acompanhando a novela na tevêzinha.

Eu: "Amanhã? Mas eu só queria saber o preço; você por acaso não teria um..."
Recepcionista: "Nossa CONSULTORA DE PREÇOS já foi para casa. Só amanhã, antes das seis da tarde". E me vira as costas novamente.
Eu: "CONSULTORA? Haha, mas eu só quero saber o preço da mensalidade, não comprar um seguro de vida..."

A última fala veio acompanhada de um sorriso e era pra ser entendida como um comentário jocoso. A polonesa, que obviamente pulou o capítulo SENSO DE HUMOR quando fez leitura dinâmica do livro "Como Conviver em Sociedade", soltou um suspiro que foi mais eloquente do que chamar TODAS as gerações da minha família de imbecil. E me fez a caridade de explicar: "a consultora precisa lhe explicar as vantagens da academia, as modalidades de pagamento, essas coisas." E me vira as costas, dessa vez de forma violenta, como se dissesse "NOW GO AWAY, PLEASE".

Ahhhh, agora entendi. Basicamente a consultora vai TENTAR me explicar por que um café ralo + um jornal (que custa 50p) + direito de tomar banho e gastar água depois de suar feito uma porca justificam uma mensalidade de 80 libras? Mas por que você não me disse antes??

Eu: "Bem, de onde eu venho haveria UMA PLACA aí atrás de você com horários e preços; eu nem teria que perguntar nada. Se a mensalidade aqui é tão cara que eles precisam PAGAR pessoas para me convencer a aceitá-la, eu sugiro que DEMITAM essas pessoas, diminuam os preços e coloquem a placa; vai lotar de novos sócios!"

E assim me fui. Não sei se volto.
E não sei também se deveria ter sugerido que demitissem a recepcionista grossa também e me contratassem para o serviço, em troca de uma mensalidade na academia + café + direito a fazer tiro ao alvo no bombadão suado todo dia quando ele passar pela roleta de entrada.


Eu nem gosto muito de cloggs, mas HELLO? CUTE? Esses amarelos e o vermelho são muito bonitinhos. Imagina só andar com isso pelas ruas? Cloggt, cloggt, cloggt.



Chegaram as bolsas que comprei na ótima Luisa Via Roma (eles tiram 19% de VAT pra quem não faz parte da União Européia - Jersey e Brasil na lista, yay! -e enviam pra qualquer lugar no planeta por FEDEX de graça!), mas ó... Decepção. Não com o serviço deles, que é impecável, ou com as bolsas, que são lindas... Mas são E-NOR-MES. Saca saco de Papai Noel? Por aí. Queria comprar umas bolsinhas com cara de verão pra bater perna no Rio de Janeiro e vou chamar mais atenção que destaque de escola de samba. Socorro! E o pior é que, mesmo sendo imensas, amei as bolsas e não quero devolver.

Sugestãozinha pro webmaster do site: por favooooor, incluam as DIMENSÕES do produto na descrição, pleasethanksbye.

October 13, 2008 Fall '08.

Outono is in the house.
Tá chegando a época de usar meu casaco lindo que custou nove libras no brechó da Oxfam e sair com ele para tomar cappuccinos acompanhados de biscoitinhos de café.
As folhinhas das árvores, que outro dia mesmo eu vi renascendo em velocidade impressionante, já começam a morrer amarelas. E a se espalhar em vastas quantidades pela grama, pelo chão do pátio, pelos telhados, aproveitando para entupir ralos e calhas no processo. A vista da janela é poeticamente outonal - mas se eu tivesse apontado a lente para baixo, o mar de folhas retorcidas provocaria um arrepio na espinha, e uma vontade (quase) incontrolável de achar vassoura e pá e fazer uma pequena montanha delas.

Aquelas dálias ainda estão no vaso. Mortas e secas há tempos, e eu não tive coragem de substituí-las por novas. Preguiça absurda de fazer coisas, ansiedade que não me permite terminar nenhuma das que começo; então, acho mais simples não começar nada. Estou tentando arrumar o sótão, pintar o lavabo, plantar meus bulbos, limpar as ervas daninhas do jardim, tirar o atraso das colagens e costurar fantasias de halloween para as minhas bonecas. Por falar em halloween, já escolhi minha abóbora 2008. Ela ainda está plantadinha, é claro - mas a forma era tão perfeita que pedi ao fazendeiro para reservá-la para mim. Ou seja, em algum campo de Jersey existe uma abóbora com uma plaquinha onde se lê "lollamoon". Um verdadeiro "jerimoon".

Segundo Deus, hoje é 50º Aniversário do Paddington Bear, um ícone da literatura infantil britânica. Paddington é um ursinho bastante educado, sempre se referindo às pessoas por "Senhor" e "Senhora", que adora sanduíches de geléia e chocolate quente. Ele foi encontrado pela família Brown na estação ferroviária de Paddington, Londres, sentado em sua mala e com um pequeno bilhete costurado ao seu casaco: "Por favor cuide desse urso, Obrigado". Lembrando-se de documentários que mostravam trens carregados de crianças sendo evacuadas de Londres durante a Segunda Guerra, trazendo apenas pequenas malas e etiquetas com seus nomes penduradas nos pescoços, a família Brown decidiu trazer Paddington para casa. As histórias são extremamente meigas e, se você tem filhos ou não tem preconceitos contra ler histórias infantis, eu recomendo. A título de curiosidade, foi a mãe do Jeremy Clarkson que fez o primeiro Paddington bear de pelúcia e lhe deu as botinhas de chuva que ele atualmente usa (na verdade um truque para fazer o boneco conseguir ficar de pé). Aqui, uma foto de pessoa randômica encontrada no Google, sentada ao lado da estátua de Paddington na estação que honrosamente lhe empresta o nome.

Enquanto o verão ainda insiste em aparecer atrasado, almoço de sábado no Sumas, que conta com a vista do Mont Orgueil ao fundo:



Minha entrada: terrine de presunto com vegetais ao curry.



Esqueci de fotografar o prato principal (galinha ao cassoulet), mas a sobremesa (torta flambada de limão ao coulis de framboesa) taí:



Ao invés de doces, o British Boy foi de queijo (o que eu às vezes também faço, a menos que a sobremesa seja deliciosa e não envolva chocolate):



Mont Orgueil de novo. O sol estava tão forte que eu saí do restaurante bronzeada.



No vale da Reserva:





Go wild, go WILD in the country:




Fui tagged umas 10 vezes e nunca fiz o meme, então rapidinho: lojas de roupa segunda mão, H&M, miss selfridge, indiska (suécia), street (sapatos coloridos e baratos na alemanha) loja de móveis prefiro os de segunda mão reformados a pagar fortunas por "design" ou ter uma casa da ikea igual a milhares de outras doce não gosto muito, mas não resisto a bolos cidades rio de janeiro, paris, estocolmo bebida água com gás, chocolate quente, real ale, vinho música as que dizem o que eu gostaria de ter dito séries de tv não tenho saco, sorry - prefiro assistir filmes não quero ter que fazer essa lista, mas ontem revi tideland e é sempre lindo exercício levantamento de mouse, mas preciso resolver isso urgente; até porque, em se tratando de comida eu adoro carboidratos.

P.S.
: a reclamação do post anterior não teve na-da a ver com os amigos que eu sempre soube que não iriam me telefonar ou mandar email porque, bem, eles também nunca me telefonavam ou mandavam email quando eu estava no Rio. É chato reconhecer, mas certas amizades se mantém sem esforço e não precisam ser alimentadas. Outras precisam, sim. Não são piores nem menos importantes; apenas diferentes.

October 06, 2008 conjecturas de terça.

British Boy operou o pezinho, hoje.
Um gânglio inchado que prometia se alastrar e se transformar numa chatice foi extirpado essa manhã, numa cirurgia simples de pouco mais de uma hora. Ele nunca havia passado pela maravilhosa experiência de levar uma anestesia geral e ficou encantado com o fato de não se lembrar de absolutamente nada. Aww, fofo. Depois da cirurgia nos trouxeram sanduíches gostosos, chá, bolo e biscoitinhos - limpamos a bandeja e pedimos bis, haha. Quartinho azul privativo, quadrinhos na parede, televisão com DVD e eu me senti de férias no Holiday Inn. Isso tudo de GRAÇA. OK, os clínicos gerais desse Reino podem até ser uma peste - mas depois que você CONSEGUE ser diagnosticado, o tratamento é nota mil.


Da série Inconvenientes de voltar a viver no Rio: comprar um apartamento que inclua os indefectíveis "playground" e "salão de festas". Além do fato de esses nomes serem absolutamente bregas, o conceito por trás deles também é.

Playgrounds (sou 100% a favor de anglicismos, mas por que não chamar de parquinho?) estão sempre lotados de crianças barulhentas, babás trocando fraldas em bancos de cimento, carrinhos de bebê e tias velhas fazendo fofoca. Salão de festas - alguém ainda usa esse tipo de "espaço"? No máximo, pra fazer festinha de criança, o que também é um conceito brega.

De resto, eu abomino esses "espaços de integração social forçada" (inclua aí a "academia" e os "barzinhos" do prédio). Eles foram criados para compensar o fato de que os apartamentos em si são GAIOLAS mal ventiladas e quentes. Sem mencionar o inconveniente de ser obrigado a encontrar vizinhos, principalmente aqueles que você gostaria de evitar. Detesto muito tudo isso. O único tipo de espaço comunal que eu vagamente tolero em prédios são corredores, elevadores e garagens - e quem sabe portaria com segurança, no caso do HELL de Janeiro. Mais do que isso é enfeite e eu me recuso a "pagar pelo privilégio".

Outra coisa que me deixa puta da vida é o tal "condomínio mensal". Geralmente uma taxa extorsiva (e o meu conceito de extorsivo, dependendo da localização, pode variar entre 200 reais até 1000 e seus múltiplos), que quase nunca se justifica quando se leva em conta o custo para iluminar e limpar as áreas comuns do prédio e pagar o salário de fome do pernambucano da portaria. Espaços como parquinho, salão de festas, piscina coletiva e academia eu dispenso, então não topo pagar por eles. Seria fantástico poder desmontar a casa onde vivemos e levá-las na bagagem; bem que elas podiam ser portáteis, como essa aqui:






Quando moramos em Hannover, num dos endereços mais nobres da cidade, o apartamento de dois quartos, espaçoso e com janelas enormes, banheira de hidromassagem e varandão voltado para uma área verde nos fundos do prédio custava menos de 900 euros por mês. Sem nenhuma outra taxa. Ok, não tinha elevador e nem vaga na garagem (prédio antigo), mas isso nunca foi problema. A luz do corredor era automática e se apagava quando não havia movimento, e os próprios moradores cuidavam da limpeza externa - o que era simples, já que todos eram extremamente limpos e eu nunca vi nada sujo.

Eu sei que o Rio de Janeiro oferece privilégios que nenhum outro lugar poderia. Mas também oferece desvantagens (a violência sendo a principal) e as pessoas deveriam levar isso em conta antes de pedir 600 mil reais - e 500 mensais de condomínio - num apartamento de dois quartos, com cozinha e banheiros cafonas, sem varanda e com vista parcial para uma favela chapa quente. Eu andei considerando a possibilidade de voltar pra casa (inúmeros motivos, que talvez um dia eu tenha paciência para listar; talvez não), mas certas coisas eu acho que não consigo mais aceitar. Certa vez ouvi alguém dizer que "quando você sai do seu habitat natural por um longo período de tempo, você nunca mais volta a ser a mesma pessoa de antes, e isso nem sempre é uma boa coisa". Na época, pensei "bullshit de patricinha deslumbrada". Well, eu devo então ter me transformado em uma, porque essa afirmação eu hoje poderia tatuar na testa.


Eu acho uma baita lição de vida me dar conta de que, quando eu estava no Rio e fazia aniversário, recebia cartões, telefonemas, presentinhos, era convidada para sair com tudo pago e paparicada por um grupo bastante pequeno, porém leal de amigos. Hoje em dia eu faço aniversários atrás de aniversários e essas mesmas pessoas são incapazes de postar uma cartinha tarifa econômica no correio ou dar uma ligação de UM minuto só para desejar felicidades. No máximo, ganho um HEY! PARABÉNS! muito de passagem no Orkut. E possivelmente só porque tinha um link para o meu perfil na seção de aniversariantes. Eles gastavam muito mais antes, não sabendo que hoje em dia um telefonema breve significaria muito mais para mim do que os presentes que eu costumava ganhar.

Sinceramente, me entristece um bocado perceber que o ditado "out of sight, out of mind" procede na prática. Que o que os olhos não vêem, o coração esquece. Sem pieguice ou draminha, mas essa mudança de atitude veio de onde? Será que o fato de alguém morar distante significa que não vale mais a pena manter os laços? Vejo essas pessoas postando mil fotos de festas em seus fotologs, conhecendo gente nova, getting on with life e constato que sim, eu fui engavetada. Nem sei se devo procurá-los ou não quando estiver no Rio. É provável que eu não procure ninguém e passe as minhas preciosas semanas na Cidade Maravilhosa completamente sozinha, refazendo caminhos nostálgicos, comendo nos meus restaurantes e pé-sujos preferidos, com saudades do British Boy e das minhas gatas e temendo ser sorteada no "Concurso Bala Perdida 2008 - vire você também uma estatística!".


"In his heart, there is a girl; she is me. No contract keeps her, she goes with him, she goes alone, precipice to precipice, upon every ledge agreeing again to leap. She is with him, she has been with him, every minute, alongside. No one can know what we know. Just us. Us. If you listen, you can hear it. In the wide wide sound of the rain - us."

October 04, 2008 pequeno lol do sábado.

Mesmo tentando me manter apolítica, eu não consegui deixar de rir.


Encontrei na Belle.

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drugstore cowgirl.

Lentamente, os dias começam a ficar mais curtos e mais frios. Ontem, pleno Outubro, o verão mal tendo calçado as chinelas e ido se enrolar num edredon, tivemos a primeira chuva de granizo do Outono. Hellow, eu falei GRA-NI-ZO. Medo, muito medo do que será o inverno. Por enquanto, o aquecimento da casa está desligado, mas ontem eu já tive que jogar um segundo cobertor por cima do primeiro. E calçar meias. E tirar a camisola de flanela (sooo sexy... NOT!) da gaveta. E resistir bravamente. E, no fundo, até gostar.

There's something about cats and unmade beds that appeals to me. ;)

British Boy está, no momento, retornando de uma viagem de dois dias a Gibraltar. Evidentemente eu não fui, porque a estadia era curta e porque o cliente não ia pagar uma passagem extra para mim. Ok, eu poderia ter pago a minha, poderíamos ter esticado o weekend, mas como ele estava viajando a trabalho e com o sócio (que nem de longe é má pessoa, mas sabe como é), eu preferi ficar aqui. Porque eu sou uma babaca preguiçosa. E ele ainda encontrou a minha amiga cubana, que saiu daqui da ilhota pra viver em Málaga - mas trabalha em Gibraltar, assim como o marido. Gibraltar é BEM pequeno. Muito menor do que Jersey, para se ter idéia. Mas é colado à Espanha e já fiquei sabendo que rolam uns pacotes bem baratos de vôo + hotel. Hm... PLANINHOS.

"Os policiais afirmaram que não têm a menor idéia do que pode ter motivado o ataque". Bom, EU aposto em falta de disciplina, em pais bananas e psicologia moderna. Ou simplesmente num acesso de crueldade injustificado de um pequeno Hitler em estágio de pré-produção. Voto pelo direito do diretor do zoológico de pegar esse projeto de psicopata e dá-lo de comer ao crocodilo. Mas os bonzinhos de coração vão dizer, é claro, que "crianças são puras e inocentes, nunca fazem nada por mal". Aham. Agora conta a do papagaio.

Fui encher a cara com a Júlia na quinta, o que acabou nem acontecendo porque ela tinha hora certa para voltar para casa por conta do carrasco, ops, marido. Comemos panini + coca cola numa lanchonete metida a besta mas que NÃO OFERECIA GUARDANAPOS e cuja garçonete tinha uma desagradável cara anal. Roubamos uma coca cola extra do freezer em protesto silencioso e compartilhamos a dita cuja no carro, com o som no volume máximo ouvindo MC Marcinho (so-cor-ro) enquanto eu corrigia o português errado do infeliz.

Fomos para a casa dela e, por incrível que pareça, aguentei de bom humor as grosserias típicas do seu marido português - coisas do nível de "você está gorda!", "seu cabelo está muito ressecado", sem contar as sessões "too much information" onde ele revelava às gargalhadas detalhes não solicitados a respeito da vida sexual do casal. Jantei sopa portuguesa de pão, ovo e cebola, comi carne com batatas, bebi duas garrafinhas de Sagres e vim parar em casa.

Cheia de SACOLAS, é claro. Porque enquanto eu esperava a Júlia sair do trabalho, passei na Boots and all hell broke loose. Porque, se existem dois tipos de loja onde eu piro no cabeção, são elas papelarias e drogarias. Segurei a onda para não fazer a lôca e comprar TODOS os kits de natal, cheios de coisinhas coloridas e cheirosas dentro de embalagens maravilhosas.

Esse creme da Tresemmé realmente SALVA. Trinta minutinhos uma vez por semana e voilá - cabelo macio e fortalecido. O hidratante novo da Nívea (linha Smooth Sensation) é barato e muito melhor do que algumas das marcas mais caras. A linha "Natural Collection" da Boots tá em promoção e esses Body Sprays (£1.85 cada!) são deliciosos - comprei o de morango e o de baunilha porque eu tenho compulsão por cheirinhos e assim evito gastar os meus perfumes caros usando-os em casa. O body cream de morango (metade gel, metade creme) tem cara e cheiro de doce e dá vontade de comer às colheradas.


O body wash Ted Baker estava na promoção, assim como o creme para as mãos Evening Primrose, cheirosíssimo. Aproveitei para fazer um reestoque de produtos que uso costumeiramente, como esse removedor de maquiagem da Garnier - depois que experimentei, nunca mais usei outro. Nem é preciso esfregar o algodão - basta pressioná-lo contra os olhos e a maquiagem sai toda. E sem causar ardência; nem o da Clinique é tão bom. Esse serum capilar do John Frieda faz milagres. Reduz o volume do cabelo, acaba com o frizz e dá um brilho de comercial de shampoo; adoro. Pena que não reparei que pessoinhas já haviam usado um pouco para "testar" e o meu vidrinho veio um pouco vazio. Sorte que paguei metade do preço nele anyway.


Para arrematar, achei essa cestinha de vime azul que combinou lindamente com a cor da parede do meu banheiro. Enchi a bonita com as comprinhas e ela achou um espaço na prateleira:


Pronto, acabou o surto consumista da semana.

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October 01, 2008 found online.






I am.

Lendo o blog Loobylu fiquei conhecendo o trabalho do pintor Carl Larsson (site oficial). Passei uma boa hora fuçando as aquarelas encantadoras da galeria, que retratam a sua vida em família - composta por esposa e OITO filhos... Me surpreendi ao descobrir que ele nasceu em Gamla Stan, a linda cidade antiga em Estocolmo que tive o prazer de visitar no ano passado.














Sua esposa Karin também tinha inclinações artísticas; talentosa decoradora, designer de móveis e artesã - suas peças originais de tapeçaria com motivos abstratos e cores vibrantes são considerados modernos para a época - Karin criou o lar que Carl pintava em seus quadros. Os descendentes do casal mantém a casa inalterada até os dias de hoje, e ela está aberta a visitação pública durante o verão, de maio até outubro. Sem dúvida vou querer fuçar da próxima vez em que for à Suécia.


Tô puta com o Blip. Não acho nada para blipar, nem umas básicas do Police. Não tem Can't Stand Losing You, acredita? Meo Deos, ninguém gosta de Police?? Aí eu vejo o povo blipar até música da SARAJANE e emputeço. Essa gente tem gigas e mais gigas de porcarias no HD. EU NÃO, sabe. Eu tenho pouquíssimos mp3 no HD, geralmente bobagens - eu tenho CEDÊ, sabe. Aquela coisinha redondinha e espelhada que *ninguém* compra mais.

Tô me sentindo velha, defasada e frustrada. E o pior: não tenho saco pra usar Torrents e rodar trinta e oito sites atrás de uma música. Que saudades do Kazaa e do Audiogalaxy, viu.