Love. And Peace.







(anjinhos de argila pintada numa lojinha de Hannover)

Sem tempo nem mesmo para explicar a razão do sumiço. Ter meus pais aqui conosco é uma alegria, mas é preciso atendê-los e entretê-los. Some a isso o período de festas, a viagem para a Alemanha, as idas ao supermercado, as batalhas na cozinha antecedendo a comilança e receber gente (temos um casal aqui em casa hoje, e eles já estão me olhando meio esquisito; afinal, o que eu estou fazendo tic-tac-tec-ando nesse laptop quando existe CERVEJA na geladeira?).

O site da Bachelor's Cup-a-Soup está fazendo uma pesquisa para descobrir quais são os maiores prazeres simples da vida dos consumidores. Entre as respostas, estão:

1. uma boa noite de sono;
2. encontrar uma nota perdida no bolso;
3. dormir abraçado;
4. rir até chorar;
5. ir para a cama com lençóis limpinhos e cheirosos;
6. encontrar uma barganha nas lojas;
7. fazer alguém sorrir;
8. sofá com um bom livro e uma xícara de chá (ou café, ou chocolate...);
9. acordar atrasado para o trabalho e descobrir que é sábado;
10. um estranho sorrindo e sendo educado;
11. olhar velhos álbuns de fotos;
12. comer a sua comida preferida;
13. a primeira neve do ano;
14. risada de bebê;
15. finalmente voltar a caber naquele par de jeans;
16. assistir a sua banda preferida ao vivo;
17. planejar a tão sonhada viagem de férias;
18. cheiro de grama recém cortada e de terra molhada;
19. receber uma carta gordinha de notícias pelo correio;
20. estourar plástico bolha.

Não sei se alguma (ou muitas, ou nenhuma) dessas coisas se aplicam a vocês, mas o que realmente importa - a sensação de felicidade simples, alcançável a todos, sem distinção de classe social, cor, idade, sexo, religião ou estilo de vida - é universal. E é essa sensação que eu gostaria de poder, hoje, encapsular e enviar de presente a todo mundo que contribuiu para fazer de 2009 um ano BOM. E que, apesar de imperfeito, foi compartilhado entre amigos, nos trouxe coisas bonitas para ver e conhecer (e coisas ruins também, porque sem elas a gente não consegue apreciar as boas com a devida gratidão) e esperança para o Futuro. Que não é 2010, nem nenhum período delimitado no calendário; mas todo o tempo que ainda temos pela frente. Para mudar, aprender, evoluir, reconsiderar, perdoar (e sermos perdoados), escolher, descobrir, viver.

Quero aproveitar essas últimas horinhas antes de estourar a Veuve e dizer adeus a mais um ano e saudar o próximo, para agradecer a companhia de vocês. Que tudo o que vocês me desejam seja recebido de volta em dobro - e servido com muita saúde, comida gostosa, amigos e muito Amor e Paz como acompanhamento. :)

Até daqui a pouco.

P.S.: Esse post foi um oferecimento de Kopparberg; desculpem mesmo o tom "mensagem de fim de ano do Programa Ana Maria Braga", mas não consegui pensar em nada mais elaborado ou irreverente ou sarcastic-chic pra dizer com os neurônios encharcados de cidra de pêra sueca. Desculpaê a vergonha alheia da amiga aqui e prometemos voltar mais inspirados no ano que vem. Or not. :)

Right now, at home.

A gata já encontrou o seu lugar favorito ao lado da lareira e os enfeites da árvore já começaram a sair das caixas.




A guirlanda (feita em casa, nem tão bonita e colorida como as que vi pelas lojas, mas bastante especial por motivos diversos) já foi pendurada na nossa simpática portinha azul.


A árvore já ganhou outras decorações depois dessa foto e agora mal se pode ver o verde, haha.


Fiz o meu chazinho natalino e com ele estreei meu bule vermelho de polka dots.



As velas Yankee já tem um motivo extra pra se espalhar pela casa.


Estou curtindo minha bolsinha anos 80 encontrada por 3 libras na Oxfam.






E desempacotando coisas de meses atrás e que eu já tinha esquecido... É como descobrir presentes debaixo da árvore.


Meus pais já estão em Jersey, me deixando meio louca mas acho que faz parte do processo. :) Amanhã beeeem cedo (argh) pegamos o vôo para Hannover, onde um mar de obesidades culinárias e 18 graus negativos nos esperam.

Tentarei voltar aqui antes do natal (estou atolada, nota-se; onde estão as fotos de Londres, de Paris, os posts com dicas de produtos de beleza que prometi há meses, etc.?), mas, se não for possível, fica a única mensagem que posso dar (já que não sou cristã, nem sentimental): COMAM BASTANTE. Me revoltei a ler o artigo de uma nutricionista britânica ensinando às mulheres (porque é claro, engordar só é problema se você tem dois cromossomos X) a passar fome com classe no Natal, a fim de evitar os inevitáveis quilos a mais em janeiro. Sinceramente? Se o preço de não ter que começar janeiro fazendo dieta é passar Dezembro bancando a antisocial em festas, recusando todos os canapés e bebidas oferecidas e me privar de saborear comidinhas sazonais com meus amigos e família... Pode trazer a rúcula, mas só daqui a um mês. Por enquanto, declaro abertíssima a "Temporada de Entupimento de Artérias 2009/10". Beijos.

Pretty things.

 Comprei a minha agenda para 2010. Deve chegar pelo correio em breve, e é linda:

E seguem alguns presentes (escolhidos entre as muitas sugestões do Etsy) que eu não me importaria nada de encontrar debaixo da árvore:

Um (ou vários...) dos adoráveis vasos e potes em forma de animais da Pretty Random Objects:


Ilustrações de câmeras vintage, via Cut, Copy, Create:


Essa capinha pra iPod em forma de vitrola (aww), via Quiet Doing:


Uma das meninas esculpidas pela Pelpa:


Echarpes de tricot em forma de... fios e tomada. (via KnitKnit)


Os cartões da Dear Deer Designs; sim, você põe os dedos ali e eles ganham perninhas. Não são uma graça? E tem para todos os gostos, de Jane Austen a Van Gogh:


As delicadas jóias inspiradas na natureza de Patrick Irla:


Não acho que estejam à venda, mas eu adoraria prints dessas polaroids (via Bitter Lemons):





A kiss from a Rose.

Já confessei aqui várias vezes a minha falta de compulsão por açúcar. Não gosto de chocolates e quase nunca peço sobremesa em restaurantes, preferindo atacar o menu de queijos; sou uma rata, e não uma formiga. Porém, quando se trata de perfumes, a regra se inverte: quanto mais doce, melhor. Já fiz uma amiga grávida vomitar num lobby de hotel com o cheiro do meu Dolce Vita.

Meu interesse por aromas doces acaba me afastando da prateleira dos florais. No entanto mês passado enquanto eu fuçava o estoque da Crabtree & Evelyn em Covent Garden meu nariz esbarrou casualmente nesse vidrinho aí embaixo. Regra geral, minha nareba é bastante seletiva, fiel à meia dúzia de perfumes que uso desde sempre (apesar de ter seus ocasionais surtos de galinhagem e experimentar novidades). Mas nesse caso foi impossível controlar: paixão à primeira vista (cheirada?).






Chama-se Evelyn Rose e, como já diz o nome, tem um cheirinho de rosa perfeito. A história do perfume, segundo o site, é deveras bonitinha: eles teriam pedido a um botânico especializado em rosas para desenvolver uma flor "de beleza e aroma singulares" para se tornar a fragrância principal da marca. OITO anos e 30.000 plantinhas depois, surgia a Evelyn. Apesar de floral, o perfume não tem nada de "cheiro de avó", é moderno e com fixação ótima.

O único ponto contra fica sendo o vidro, que é bem sem graça, como todos os da marca. Mas esse porém se torna mínimo quando se leva em conta a qualidade do perfume e também o preço. Adoro frascos de perfume bonitos, mas o meu azar é que quanto mais vistoso o invólucro menores as chances de eu gostar do cheiro.

Saí pelas ruas sacolejando a bolsinha prateada da loja contendo o meu perfume e me achando a típica patricinha de Kensington, sentada num café em Covent Garden, curtindo um latte macchiato pós-shopping (infelizmente o acompanhamento era aquele cupcake-angu horroroso... Nada é perfeito). No final da tarde encontrei o Respectivo para jantar mas antes passamos na Floris para comprar o pós-barba que ele usa há mais de 20 anos. A Floris é a perfumaria mais antiga de Londres (desde 1730) e na minha opinião também um ponto turístico; toda a mobília é de época, inclusive os enormes armários de apotecário com prateleiras de vidro.

Na véspera tínhamos chegado tarde e a loja já tinha fechado. Dia seguinte quando voltamos as luzes ainda estavam acesas, a loja lotada, parte do balcão coberta de taças de rosé espumante e uma senhora muito chique e distinta veio nos saudar na entrada, oferecendo vinho e canapés. Olhamos um para a cara do outro. PENETRA feelings. Não precisávamos temer, foi pura sorte: a loja estava lançando perfume novo naquele dia, em edição limitada, e a festa era uma boca livre para os clientes (urrú).

Respectivo comprou o pós-barba enquanto a senhorinha fazia small talk e os garçons continuavam trazendo tacinhas e comidinhas. Comecei a me sentir meio mal (oi, calça jeans, casaco de chuva e tênis com estampa de caveirinhas?), até porque tínhamos reserva num restaurante libanês daqueles em que você explode de tanto comer. E ali estava eu, forrando o estômago e ficando bêbada antes da hora. Até que começou uma PALESTRA demonstrativa do tal novo produto; foi quando puxei o marido pelo colarinho "ok, já bebemo, já comemo, já compramo; bora vazar daquiiiii??". No que ele responde: "Você quer o tal perfume novo? Tem cheiro de rosas!!"

OPS. Errr... Olhei pra minha sacolinha da Crabtree & Evelyn, pensei no meu *outro* perfume de rosas dentro dela e concluí que não precisava de mais um. Mas levanta a mão aí quem recusaria um vidro de perfume assim, edição limitada, caído do céu?

E foi assim que o Snow Rose veio parar no meu armário. E confirmo que ele é diferente, mas absolutamente TÃO BOM quanto o Evelyn. E o melhor: ganhei de brinde um creme para mãos Rosa Centifolia e um vidrão de gel de banho com cheirinho de frutas cítricas. ♥










Foi assim que adicionei ao meu pequeno arsenal de aromas dois perfumes florais, do tipo que eu nem costumava notar antes, ambos com cheiro de rosas, sem esperar, no mesmo dia.


Não preciso mais tomar banho até 2011.

Bags, bags of bags.

Adoro as bolsas da Cath Kidston e seus padrões florais coloridos, tudo bem Country Living style.






Outras bolsas que eu não reclamaria nada de encontrar embaixo da minha árvore de Natal:


Sensual: esse pequeno número da Liberty of London, levemente goth chic. Gosto de tudo: da cor, da estampa em relevo no veludo, das alças duplas e desse fecho adorável. Só não gosto do preço: 700 libras. OUCH.



Fofa: A estampa de xícaras de café dessa carteira da Orla Kiely foi feita pensando em mim (*cof*) e eu mereço ganhá-la de presente de Natal. Lendo esse blog, Papai Noel? Take note, will you?



Prática: essa shoulder bag tem a cor, tamanho e formato perfeitos pro dia-a-dia; os passarinhos são uma frescura adorável à parte. And it's Marc Jacobs, bitch.

Beautiful things.

Achei doces esses desenhos que ilustram algumas coisas surpreendentes, inspirados nessas 1000 coisas surpreendentes:

E aqui, algumas das coisas nessa lista com que eu não poderia concordar mais:

- O momento em que você acorda e percebe que aquela situação horrível era apenas sonho.
- Voltar a dormir na sua própria cama depois de uma viagem longa.
- Fantasias de Halloween improvisadas na última hora.
- Tirar todo o catchup ou mostarda grudados em volta do bico.
- Quando você compra um aparelho na loja e descobre que ele vem com pilhas incluídas.
- As primeiras duas horas de uma longa viagem de carro.
- Puxar aquele filme plástico que protege aparelhos eletrônicos.
- Reunir uma meia do Orfanato de Meias com a sua irmã reencontrada e lavada.
- Entrar no cinema com doces/pipocas mais baratas escondidos na bolsa.
- Quando a pessoa coçando suas costas encontra a parte que realmente coça.
- Ouvir sua nova música favorita, várias vezes.
- O momento em que a platéia percebe qual música a banda está começando a tocar.
- Usarpela primeira vez roupas e sapatos que você acabou de comprar.
- Os segundos finais do processo de desatar um nó bem grande (essa também vale no sentido figurativo).
- Cheiro de massinha de modelar nova.
- Rir tanto a ponto de não fazer nenhum som.
- Quando você abre a porta de um banheiro público esperando o pior e o encontra limpíssimo.
- Quando você chega no ponto de ônibus e o ônibus chega também, cinco segundos depois.

Delicados e românticos os desenhos desse álbum:


Adorei esses bules (!) deliciosos, via Lama Designs (o chapéu e cachecol fazem parte do pacote):

Those were the days of our lives

O Queen sempre foi uma das minhas bandas preferidas e o dia de ontem marcou 18 anos da morte do Freddie Mercury. O vídeo de These Are the Days of our Lives é tocante, não menos pelo fato de ter sido o último gravado pela banda - sem a presença de Brian May, que estava indisponível no dia da gravação; sua parte foi adicionada depois.


A música foi lançada como single na Inglaterra no dia do aniversário de Freddie (o último que ele viveu para ver). A letra é melancólica, porém otimista; sempre que ouço penso no quanto ela foi uma despedida do artista para os seus fãs. As palavras "I Still Love You", no fim da canção, são as últimas palavras de Freddie registradas em câmera.

"Those were the days of our lives
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but
one thing's still true
When I look and I find
I still love you"

Lake District

De volta à ilha.
Três semanas fora de casa; fiz até uma foto do jardim na hora da saída para comparar com a TOTAL transformação que ele sofreria na volta... As folhas já caíram todas.

A última parte da viagem incluiu seis dias em Paris e a minha primeira experiência com o Eurostar. Que aliás foi ótima. Em duas horas e meia, cobrimos o percurso Londres - Paris, direto do centro de uma cidade para o outro. Foi só entrar na belíssima estação de St. Pancras, sair na (nem tão bela...) Gare du Nord e pegar o metrô para o hotel.

Antes de Paris, passamos dois dias no Lake District, na região de Cumbria - sem dúvida uma das paisagens mais bonitas desse país. Considerei a possibilidade de me mudar para lá; não é tão isolado como Jersey, mas tão bonito quanto. E o outono é simplesmente fenomenal.
































Visitamos algumas localidades próximas (Windermere, Troutbeck, Ambleside, Bowness, Grasmere) e todas eram limpas e bem cuidadas, mas sem aquele ar meio artificial de perfeição que frequentemente aflige pequenas cidades turísticas.














Na primeira manhã, abrem-se as janelas: um pavão.
(sinceras desculpas à senhorinha que inadvertidamente acabou saindo na foto, de camisola e com cara de sono).


Este post foi um oferecimento de Paracetamol, Codeína e Sudafed. Estou há quase duas semanas curtindo uma deliciosa gripe e tossindo mais que poeta romântico tuberculoso, portanto não exatamente inclinada a passar muito tempo no sótão - que, apesar de bonitinho, é frio porque não tem aquecimento.

Voltaremos assim que a saúde permitir passar mais que 20 minutos fora da cama sem precisar vestir todo o armário para não morrer de hipotermia.