24 horas

Eu me matei a vida inteira para aprender a lição da calma. Ontem, pela primeira vez, senti o gosto de um dos primeiros frutos do meu sucesso.

Não é um sucesso absoluto, claro. Sei que ainda tenho pela frente muitos facepalm moments, onde irei me arrepender de ter falado demais, cedo demais. De ter deixado a mágoa e a raiva e a tristeza tomarem conta antes de dar a mim mesma e aos outros o benefício da dúvida.

Mas ontem eu apenas peguei uma xícara de café (médio e bem doce, the way I like), liguei o aquecedor, calcei meus pés em pantufas de porquinho, abri um livro de contos da Lygia Fagundes Telles e simplesmente me permiti esquecer.

Vinte e quatro horas depois, eu penso no assunto e a única vontade que tenho é a de sorrir. Nem de esquecer mais eu preciso, porque nada daquilo me machuca mais. Muito pelo contrário. Não quero mais entender, nem saber as razões, porque no fim das contas o que me importa é esse sorriso.

Como teria sido diferente, e como eu estou feliz por ter sabido esperar.

All is well in the world.

é o AAAAYYY com ÍPSILON que me mata.

AAAAYYY

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