Banana, go home.

Estou, aos poucos, perdendo o saco com brasileiros que nunca deviam ter saído da casa da mãe mas que, de repente, resolvem morar no exterior.

A pessoa vem parar num país onde existem 30 mil marcas de cerveja diferentes e reclama que "aqui não tem Skol". Há cervejas IGUAIS à Skol. Há cervejas infinitamente MELHORES que a Skol. Mas, né? Não tem Skol escrito no rótulo, então não presta. Não vamos nem experimentar e, se experimentarmos, vamos fazer cara de quem bebeu xixi e cheirou cocô.

A pessoa vem parar num país onde tem perfume francês pra vender na farmácia e continua frequentando "lojinha de brasileiro" atrás de perfumes vagabundos (que duram exatos dez minutos na pele antes de evaporar completamente), pagando às vezes até mais caro do que se comprasse Dior. Com esmaltes Barry M custando centavos na drogaria eu me recuso a ver sentido em pagar mais caro por um Colorama que descasca antes mesmo de secar na unha.

A pessoa vem parar num país onde a banana se tornou a fruta mais consumida (à frente da tradicionalíssima maçã) e reclama que "passou seis meses sem comer uma bananinha". Eu juro que se tiver que ouvir gente reclamando de "falta de fruta" por aqui mais UMA vez eu surto.

E aí me vêm com os argumentos, "Mas e daí se eu prefiro Skol? Mas e daí se eu prefiro perfume vagabundo da Natura? Mas e daí se eu prefiro o feijão da mamãe e sinto falta da empregada enchendo a minha geladeira de coisas gostosas?"

E daí que você devia ter ficado em CASA, filho.
Mas já que não ficou, que pelo menos não encha a porra do meu saco. Existem problemas de verdade a serem enfrentados no dia-a-dia de expatriado e ninguém que tenha que enfrentá-los precisa ouvir mimimi de joselito.

No comments