Escrito na pele.



by Goodwinter



by Geekologie



by Charlotte


by Miacael Tattoo



Essa aí em cima representa uma molécula de serotonina; Allison, que sofre de depressão e ansiedade, tatuou a fórmula nas costelas. "É uma coisa de que meu corpo precisa tanto e achei que, se tatuasse em mim, eu sempre teria a quantidade necessária para estar bem".



by Balltillifall



by Chris.



by Renee.



“Eu tenho medo de me tornar um adulto sem sonhos.” (Hayley)

Se você gosta de tattoos, eu recomendo o site - e talvez você se inspire para o seu próximo trabalho. :)

Chupa Chups

Tenho certeza que você já conhece a marca:


Mas você sabia que eles também fazem acessórios e bolsas? Eu não. E não é que a linha é colorida, divertida, barata e cute?



Adorei essa azul e verde de crochê/tricô. Acho que eu quero uma.




A pentelha de 16 anos que vive em em mim está fazendo pirraça por uma dessas.





Essa aí embaixo parece caber o meu laptop. Hmmmm...



E olha esse cinto. Estou velha demais pra usar isso? É tão errado adorar cores e fofices quando você já passou do seu jubileu de prata?



Babe aqui. :)

Room service.

Hoje encontrei uma dessas lojas online incríveis que a gente só encontra nos EUA.

















Pastels-lovers paradise.





Nem me fale na fofice dessa jarra com estampa bovina.



Ou na praticidade dessas gavetinhas.



Essas duas fotos abaixo me fizeram ter vontade de me enfiar nessas camas com um café e um bom livro. Minha cama ainda não está nesse nível, mas tudo bem; ela ainda é o meu oásis. :)



Things I want.

Ir para a velha casa no número quatrocentos e trinta e três da rua Otávio Ascoli no Bairro Centenário e ouvir o elepê dos Secos & Molhados no stereo da mamãe comprado em meados dos anos 70, dançando El Rey.

"Eu vi El Rey andar de quatro,
de quatro patas reluzentes.
E quatrocentas mortes..."

E comer mortadela domingo de manhã com jornal O Globo trazidos na cama pelo papai e, de "sobremesa", o bolo da festa de aniversário de criança da noite anterior, geladinho da geladeira, os docinhos grudando na forminha. E assistir corrida do Ayrton Senna e depois ir brincar de Barbie na varanda.

Tomar banho de latão no corredor atrás da casa, no verão, submergindo e prendendo a respiração até não aguentar mais e, durante o período, fingir estar a) na barriga da mãe; b) numa câmara criogênica ou c) num latão de água gelada e adorando. Tomar banho de mangueira no quintal, correndo atrás das amigas e escorregando na grama, lavar as bonecas no chafariz (um chafariz! E a minha cabeça de adulta pensa no desperdício de água enquanto a de criança só queria saber dos arco íris que a água formava e dos pardais vindo se banhar e matar a sede).

Passar a tarde chupando uma lata de leite condensado, deitada na rede, ouvindo os programas de flashback da rádio Mundial AM, ou o paradão da Transamérica, ou as cafonices da 98FM e sair correndo quando a música favorita de semana começasse a tocar para gravá-la numa fita cassete velha e reciclada mil vezes. Ou sentada na cama do meu quarto, ar condicionado ligado, janelas fechadas, arrumando a pasta de papel de carta ou ouvindo Smiths e decorando as letras no encarte. Viajar para a casa da avó da Bia em Santa Cruz e, depois de horas sacolejando num ônibus, encontrar tempo nublado, chuva fina, a casa escura e a biblioteca enorme cheia de clássicos e achar esse o melhor programa que o mundo poderia oferecer (e à noite ir para uma "danceteria" obscura cheia de gente interiorana estranha e ficar até o dia clarear).

Passar a tarde me escondendo das visitas em baixo da cama se a mãe tivesse colocado bobs no meu cabelo. Montar casinha com as amigas no quintal, cada uma trazendo uma bolsa com bonecas e brinquedos; jogar tudo às pressas na caixa enorme de papelão se começasse a chover e sair correndo e gritando na chuva com medo de molhar a caixa.

Tomar banho de chuveiro olhando pela janela as árvores balançado na ventania e sair enrolada na toalha, cabelo pingando, talco no pescoço, e sentir o cheiro do molho de cachorro quente no fogo. Comer o cachorro quente, ainda enrolada na toalha, sentada na mesa da varanda, copão de coca cola do lado, assistindo a ventania trazer a chuva e só entrar depois que a mãe chamasse, com medo dos relâmpagos.

Alugar fita pornô na locadora depois da escola e assistir com as amigas comendo pipoca e com um olho na tela e outro no portão vigiando a chegada da mãe, e ter que puxar a tomada da televisão se ela já estivesse perto demais. Ir ao cinema chupando balas de maçã verde para ver o Daniel San e os filmes dos Trapalhões. Fazer a brincadeira do livro e da tesoura chamando os espíritos, e se reunir na calçada à noite para contar histórias de terror. Fazer fogueira na rua no inverno e assar (queimar, na verdade) batatinhas e salsichas roubadas da geladeira.

Sair domingo de manhã com o pai para ir à feira e comprar peixe e legumes e revistas da Disney e fazê-lo comprar um disquinho de historinhas infantis e também biju, pra comer em casa depois de passar manteiga de verdade derretidinha.

E montar a piscina tone no fundo do quintal (quando a piscina de verdade estivesse vazia e o calor, intenso) e ficar de molho nela com as amigas até que os dedos enrugassem e a tarde caísse esfriando a água, ouvindo o barulho do ar condicionado no corredor atrás da casa e discutindo a viagem para a praia no dia seguinte bem cedinho. Acordar no dia seguinte bem cedinho, encher o isopor de refrigerante e ir para o Forte do Imbuí.

Sábado à tarde se enfiar com a turma no Monza do pai de algum deles e rumar para o Tivoli Park da Lagoa, e passar a tarde fingindo estar na Disney e provavelmente mais feliz do que se estivesse na Disney. E cantar durante toda a viagem pela Avenida Brasil, enlouquecendo o pobre motorista e se divertindo tanto quanto se já estivéssemos lá.

Fazer uma cama no chão do quarto à tarde, bem embaixo do ar condicionado, e se cobrir até a cabeça com o cobertor de lã (mesmo que fosse verão) e ouvir programas de batidão e charm pelo rádio e rir das letras e cantar junto até a mãe vir perguntar o que diabos era aquilo. Ser musa de uma rádio pirata por duas inesquecíveis semanas.

Esperar pelo Natal, e sonhar com uma árvore decorada de bolinhas frágeis de vidro colorido e cabelo de anjo prateado, e assistir encantada a todos os especiais natalinos na TV e antecipar o dia vinte e quatro trazendo a cozinha numa festa de cores, barulhos e cheiros, as fatias de pão de rabanada de molho, as latas de leite condensado usadas para lamber, o termômetro do frango pulando no forno e o cheiro de detergente e água quente da mãe lavando as assadeiras. Ajudar a picar batatas para a salada, comer mais bolinhos de bacalhau do que deveria, não esperar meia noite para pôr a mesa, ouvir os fogos, dormir depois do especial da globo e acordar no dia 25 para ver os presentes e exibi-los aos amigos.

Ir para a escola de fusca azul, e pular por cima das poças de lama até chegar na calçada e ir direto para a cantina comprar paçoca antes de começar a aula e ir sentar-se no fundo da sala para comer escondido da professora chata. E rabiscar letras da Legião Urbana à lápis na carteira e esquecer e deixar o braço em cima e voltar para casa com a letra "tatuada" na pele. Usar laços de tule no cabelo, responder cadernos de perguntas e mentir na resposta a "você gosta de alguém?" e tirar o kichute para pular elástico nas fases mais difíceis e beber refresco quente na garrafinha da merendeira e ter orgulho do estojo de canetinha com 36 cores (e detestar quando a menina rica da sala aparecia com um de 48) e pedir a régua mágica do Paraguay emprestada ao Michel só para poder falar com ele.

Pés descalços, arranhões, pique esconde, sorvete escorrendo na mão, cheiro de chuva, barulho de chuva, canção de ninar, férias na praia, nariz descascando, redemoinhos no campo, passeio da escola, queda de bicicleta, festa junina, pedaço de maçã do amor grudada no dente, festas de aniversário, rainha da primavera, pipoca estourando, lamber a bacia da batedeira, soprar velas e encher balões, comprar balas na barraquinha, apostar corrida, brincar de queimado, pular corda na chuva, tomar banho de chuva, brincar de comidinha, se encantar com tudo o que é simples e não perceber que o tempo corre. Mas ele corre, e rápido, levando tanto e deixando tão pouco.

Mangia che ti fa bene.

Aberta a temporada da alimentação das lombrigas tepeêmicas.
Não tenho "tensão" alguma no período, apenas uma retenção de líquidos maligna (chego a ganhar uns três quilos de pura água) e uma FOME descomunal. E fome de comida BOA, fresca, de qualidade, mas nem por isso menos engordativas. Bons pães, boas carnes, queijos molinhos, legumes bem temperados e vinhos cheirosos.

O jeito é relevar os efeitos e comer. E sem culpa, porque comer comida boa chorando é desperdiçar o valor que ela tem, é se entupir de calorias à toa - se não é pra ficar feliz, se deliciar e ser profundamente grato por aquele alimento ter chegado à sua mesa... Então, amiga, vai ali na geladeira, pegue uma garrafa de um litro de água e beba inteira. Não vai caber mais nada na sua barriga, você não se sentirá culpada e não terá ingerido caloria alguma.

Eu continuo com esses malditos 10 quilos a mais, mas hoje em dia como infinitamente menos do que comia há dez anos atrás - e também não fazia nenhum tipo de exercício. Ou seja, não fui eu que fiquei sem vergonha e sedentária; eu simplesmente envelheci e, se por enquanto a idade não me trouxe rugas, trouxe coxas e barriga maiores. Mas não choro enquanto como, nem sinto culpa. Deixo para me sentir um lixo na hora de sair, quando o jeans da Miss Selfridges tamanho 12 que me servia tão bem ano retrasado hoje produz uma protuberância circular e fofa ao redor da minha cintura e esmaga minhas coxas com gosto. Me sinto um lixo, mas não dura. Dura, no máximo até eu chegar em casa, jogar o jeans de volta na gaveta e pegar uma calça de pijama beeeem larguinha... E me deitar no sofá, jogar os pés no colo do marido para que ele faça uma massagem enquanto como o café com bolo que ele me trouxe mais cedo. E sem culpa.

Se eu não gostasse tanto de moda, se eu fosse dessas mulheres que compram casaco porque "está frio" e enxergam roupas como peças unicamente utilitárias eu não me importaria de ter aumentado um manequim no ano passado. Tenho uma amiga que mora em Paris e todos os dias, a caminho do trabalho, passa na frente daqueles brechós fantásticos do Marais. Baratos e sublimes. Ela nunca comprou nada - deixa para comprar roupa uma vez por ano, quando vem ao Brasil. E aí se enfia naquelas lojas de roupas vagabundas e baratas com uma lista bastante específica nas mãos: uma jaqueta preta pro inverno, duas calças jeans "porque as minhas estão meio velhas", cinco pares de meias, um casaco de cor escura "para combinar com tudo", uma dúzia de calcinhas de malha, dois sutiãs, duas camisetas de malha branca. Entra na loja, tica todos os items da lista e sai carregando uma sacola de roupas sem graça, sem brilho, que vão ser a base do seu guarda-roupas pelos próximos doze meses.

Às vezes eu tenho raiva dela. Vontade de BATER, mesmo. Noutras eu tenho inveja, porque, se essa menina engordar dez quilos, a única coisa que ela fará é procurar roupas um ou dois números maiores. Enquanto eu tenho que aposentar minhas saias coloridas e rodadas porque, se resolvo vesti-las, fico parecendo uma tenda de circo.

Mas eu nunca uso essas saias em casa. No momento estou comendo uma fatia de pão de centeio com manteiga DE VERDADE, uma fatia de peru defumado fresquíssima + uma taça de vinho italiano cheirando a fruta. Desculpem-me, mas não há a MENOR possibilidade de deprimir. Pelo menos não agora.

Amanhã, talvez. Mas, como bem disse Scarlet, "amanhã é um outro dia".