Aleatórias da semana.

Fiz um bolo que tinha tudo pra ficar lindo (bati claras em neve e tudo, vejam só) e ele SOLOU amargamente. Comecei a assar e só levou cinco minutos para que a crosta ficasse marrom bombom com manchas pretas na superfície e o resto da massa completamente crua. Tirei às pressas do meu forno precário e o transportei para o da sogra, cruzando o quintal segurando a fôrma com luvas de cozinha (eu JURO que só faltaram os bobs na cabeça para virar o arquétipo da Amélia... vexatório). O bolo terminou de assar, mas não ficou tão fofinho como eu esperava. Resolvi o problema fazendo uns furos com garfo e despejando em cima uma mistura de leite, açúcar e essência de baunilha. Está comível e come-lo-ei com chá.

E, por falar em chá, como você prefere o seu? Forte, fraco? Com ou sem leite? Limão? Uma ou duas colheres de açúcar, ou açúcar nenhum? Biscoitinho? :)




Menos uma luz na Ribalta

"Todo mundo que é fã do Michael começa a fazer Moonwalk agora. Vamos girar a terra ao contrário, voltar no tempo e salvá-lo". (by Erica Angelica)

Então, é mais ou menos assim: se até Michael Jackson pode morrer, então todos nós podemos.


Assim, de uma hora pra outra. Here today, gone tomorrow. No entanto, porque existem certas celebridades que desafiam a divisão vida/morte, não me parece que muita coisa tenha mudado. A diferença é que não existirão mais músicas novas e nem novas chances de ser processado.

De resto, Michael e seu legado continuam, quer os detratores queiram, quer não.

Preciso dizer: estou positivamente surpresa com a reação das pessoas; só tive que ler UM comentário do nível de "menos um pedófilo no mundo". Só não entendo o que motiva alguém a mandar dois ou três tweets consecutivos reclamando de que "ninguém mais fala de outra coisa na internet". A INTERNET É OPCIONAL. Rolou um evento ou comoção que não lhe interessa e a sua lista no Twitter/Facebook/MSN e similares se entregou a um chat coletivo sobre o assunto? Desligue o laptop e vá tomar um sorvete, ler um livro, brincar com seu filho, fazer a barba, estudar, lavar um tanque de roupas. Essas coisas que você reclama de nunca ter tempo pra fazer, mas que só não faz porque passa o dia com a cara enfiada num monitor e dedando o teclado. Então, aproveite que "a internet está um saco, hoje!", deixe as pessoas se manifestarem/desabafarem/comemorarem em paz e vá procurar o que fazer.

Michael, Michael. Por que empacotaste?? Eras novo, tinhas saúde (?). Estavas em relativa boa forma para vosso meio século, até onde saiba não fumavas ou bebias. Como o teu coração de repente decidiu que já era hora de encontrar Jeová em Neverland? Depois de uma infância horrenda, de apanhar tão severamente de mãos de que você, por direito, só poderia ter recebido carinho e proteção, de ter tido sua juventude explorada em benefício alheio, acusado do pior dos crimes por pais tão ganaciosos e cruéis como foram os seus próprios, de ter sido exposto ao cruel julgamento popular e ter passado a vida inteira sob o escrutínio de pessoas que nunca chegaram a conhecê-lo. Não sei se foi uma vida feliz, mas não tenho dúvidas de que foi uma vida marcante. E necessária. E inspiradora.


Anos 80 e aquela chamada no Show da Vida global para o vídeo daquele rapaz negro de "apenas 25 anos" (mas cara de 18) que estava "fazendo o maior sucesso nos Estados Unidos". Na verdade ele já vinha fazendo sucesso há quase 15 anos, mas sabe como as coisas demoravam pra chegar no Brasil. Quase ninguém pelas bandas dos trópicos conhecia o moleque, mas a apresentação do vídeo de "Billie Jean" (devidamente mutilado para caber no espaço alocado pelo Padrão Globo de Qualidade) causou tamanha impressão que, dia seguinte, hordas de crianças ocupavam calçadas de subúrbio para imitar cada passo e promover concursos de dança. Basicamente não se falou mais de outra coisa; pelo menos não até que o mesmo Fantástico resolveu "lançar" a Madonna com o vídeo de "Papa Don't Preach".

Lembro da primeira vez que assisti ao vídeo de Thriller. Sozinha em casa, e minha casa era meio sinistra e ficava num lugar não menos. Seis e meia da tarde (eu nem consegui esquecer o horário). O medo foi tão grande que eu acendi todas as luzes, liguei o rádio no último volume e passei mais ou menos uma hora (até meus pais voltarem) pulando e gritando para tentar convencer o meu cérebro de que eu não estava sozinha. Uma criança não esquece uma experiência dessas. Eu nunca esqueci.


Então eu ia fazer um "Top 5 MJ vídeos", mas me dei conta de que talvez precisasse dividir o paradão em duas partes. Porque certos vídeos do Michael valem pelo que representaram em termos históricos e musicais, e outros pela produção e tecnologia envolvidas e o espétaculo que proporcionaram. Acho que somente um marca ponto nas duas categorias, e não apenas por isso ele é o primeiro da minha lista. E aí vai ela (com os runner ups que estariam num Top 10):

Runner-ups:
Remember the Time - O mundo pirando em Black or White, e eu acho o vídeo de "Remember the Time" bem mais cool. Talvez pelo fato de eu ter achado o Macaulay Culkin bancando o roqueiro poser mimado profundamente irritante. E aqueles efeitos especiais de face morph no final do vídeo cansaram rápido. Prefiro o Michael pagando de amante de rainha egípcia (a lindíssima modelo Iman, senhora David Bowie) e deixando Eddie Murphy pra lá de puto e afim de decapitar geral. Sem falar nas dancinhas, no Magic Johnson, nos belos cenários e figurinos, no gatinho adorável e a música que é ótima. E momento confessionário: eu cobiço o cabelo do Michael nesse vídeo.

Liberian Girl - Esse deve ter sido o vídeo com maior número de celebridades presentes na história. Adoro quando a Whoopi Goldberg pergunta, "mas quem está dirigindo esse vídeo?" e aparece a cadeirinha de diretor com o nome do Spielberg e o próprio sentado nela. O mote da coisa é que geral teria sido convidado a gravar um vídeo musical com MJ, e então estão todos lá, lendo script, preparando figurino, maquiagem, e ao mesmo tempo se perguntando, "onde está Michael Jackson?". E eis que ele aparece no final, câmera na mão, depois de ter gravado todo mundo e anuncia que o "vídeo" estava pronto. Se isso fosse vida real, acho que teria rolado um espancamento coletivo.

Don't Stop Till You Get enough - Observem como ele era lindo antes de pirar no bisturi. Claro que o nariz já havia entrado na faca por essa época, mas todos nós seremos unânimes em afirmar: as coisas deveriam ter parado por aí. Enfim, não importa. O que importa: perceber como apenas a presença, a voz e o carisma de alguém consegue transformar um vídeo rudimentar num clássico. Nada além de um chroma key tosco ao fundo, aquele trecho musical que serviu de vinheta para tantos "programas de videoclip" dos anos 80 e Michael dançando (ok, às vezes mais de um). E isso basta.

The Top 5:
5 - They Don't Care About Us - "máicou, máicou, eles não ligam pra gente!!". Erm. Não sei de quem foi a idéia de incluir essa "introdução", mas o fato é que o vídeo é muito bom. Há uma outra versão, gravada numa cadeia, com mensagem de abertura paternalista e takes de tragédias mundiais. Prefiro a versão da favela. Nada a ver com o fato de ter sido gravada no Brasil, e tudo a ver com o Olodum. As cores são incríveis, as cenas de rua ficaram lindas (geral se acabando de dançar na laje), Michael à vontade com o povão (a parte em que a moça o agarra e eles dançam juntos é ótima, assim como a que ele imita os passinhos das crianças do Olodum) e o vídeo inteiro pulsa com cor, ritmo e vida. Lindo.

4 - Beat It - Apesar da mensagem pacífica o vídeo quase faz com que violência pareça uma coisa cool; a maioria dos participantes foram escalados entre gangues de rua reais. Michael deve ter curtido o resultado, porque obviamente se inspirou nele para o vídeo de Bad (cuja coreografia está muito "branca" e mainstream; além disso, MJ estava de "nariz novo" again e queria mostrá-lo; daí os intermináveis - e chatos - closes). "Beat It" é um pop com cara de rock, como não nega o solo de guitarra de Eddie Van Halen. Coreografia clássica e repetida em calçadas de subúrbio por meninos e meninas para quem Michael era provavelmente o primeiro ídolo. E você também queria aquela jaqueta vermelha. Não negue.

3 - Smooth Criminal - Michael bancando o badass de novo, dessa vez vestido de malandro da Lapa. Originalmente parte do filme Moonwalker, esse trecho é um dos meus vídeos preferidos do MJ. A música, a coreografia, o cenário, a iluminação... Tem aquela parte bizarra lá pela metade, com geral se contorcendo e uivando, como se estivessem possuídos ou no meio de uma orgia e o vídeo meio que "perde a mão". Mas logo em seguida Michael retoma o leme, entra a cena onde ele faz aquela inclinação louca (há uma explicação para ela, mas isso não a torna menos impressionante) e a parte fofa com as criancinhas. No fim, vira um tiroteio em baile funk. All levels of awesome.

2 - Billie Jean - Pena que a qualidade do vídeo esteja uma bosta, mas a música é o vídeo (e o baixo na introdução) são 100% icônicos. Segundo reza a lenda a música teria sido inspirada numa "experiência real na vida de Michael" (aham), além de ter sido o primeiro videoclip de um artista negro a ser apresentado pela MTV (que achava que "música negra não era rock'n'roll o bastante"). A emissora foi forçada a rodar o vídeo sob ameaça de ver a sua atitude racista estampada nos jornais; a ironia é que tê-lo exibido serviu para popularizar a MTV, até então um canal mais alternativo. Segundo o próprio Michael Billie Jean era uma das suas preferidas ao vivo e foi nessa apresentação (comemorando os 25 anos da Motown) que ele mostrou pela primeira vez ao mundo o famoso "moonwalking", treinado na cozinha de casa.

1- Thriller - Versão completíssima, desde a declaração do artista, Testemunha de Jeová, se isentando de culpa por estrelar um vídeo sobre "ocultismo", até os créditos finais. Você leu direito: créditos. Como se fosse um filme de verdade. E É um filme de verdade. É melhor do que muitos "filmes de verdade". A voz cavernosa do Vincent Price narrando a carnificina que haverá de se seguir? O filminho inicial que você pensa já ser o vídeo, só para se surpreender com o vídeo propriamente dito logo em seguida? A transformação do Michael em lobisomem? Os zumbis soltando pedaços pelo caminho? Os zumbis dançando com Michael? Os berros histéricos da heroína quando ela realiza que vai virar marmita de morto-vivo? A risadinha maléfica no final, que viverá para sempre no inconsciente coletivo? Nunca houve, nem haverá, um vídeo musical como esse.

Mas no fim, foi um começo muito brilhante para terminar de forma tão... comum e até mesmo patética.


Hoje ouvi alguém reclamar que ontem, enquanto o ícone de pelo menos duas gerações e influência musical absoluta se retirava do palco em definitivo, a MTV (aquela mesma, que não veiculava "música de preto"), ao invés de montar pelo menos um simples especial de vídeos, exibia um programa chamado "16 Anos e Grávida".

É isso aí, galera. O pop acabou.
O último a sair pendure a luva de prata atrás da porta.



porque você não é nin-guém na noite se não apareceu nos Simpsons.

Noa Noa

As fotos da coleção de verão da Noa Noa estão quase tão lindas quanto as roupas:












Quanto morei na Alemanha, num bairro meio "posh", havia uma loja da Noa Noa quase na esquina. Eu passava por lá quase todos os dias, quando ia à cidade, e babava alguns litros na vitrine. Roupas do jeito que eu gosto, cheias de rendas, babados, fitas, em tons pastéis e neutros, tudo muito rococó e over the top. :)

Pena que era tudo tão caro. Eu lembro que passei o inverno inteiro choramingando na vitrine por um casaco de veludo verde escuro. Parecia saído do armário de um príncipe dos contos dos irmãos Grimm. Infelizmente a etiqueta marcando DUZENTOS euros me fazia cair na realidade. Eu até tinha o dinheiro, mas tinha também outras prioridades. E pensava que aquele casaco lindo em mim ia ficar parecendo um saco jogado em cima de um sofá velho (baixa estima diz OI).

Enfim, suponho que uma das vantagens de se ter uma criança (talvez a única, haha) é poder usá-la para satisfazer nossos impulsos consumistas frustrados. Fazê-la de boneca e gastar todo o seu salário entupindo o guarda roupas da coitada de coisas adoráveis, daquelas que você vai morrer de pena de jogar fora, reciclar ou vender quando ela finalmente estiver grande demais para usá-las.












Ufa, ainda bem que não tenho nenhuma.
O limite do meu cartão de crédito agradece.

Coisas que não entendo.



Marmelada. De LARANJA. It doesn't sound right.
Porque no Brasil a gente tem a fruta chamada MARMELO e convencionou-se chamar de "marmelada" o doce feito com ela. Mas existe marmelo na Inglaterra, também; só que ele se chama quince e seu doce, "quince jelly". Erm.

SEMPRE que vou comer em algum lugar (principalmente o famoso - e tão desprezado pelos brasileiros - english breakfast) e eles nos trazem aqueles potinhos pequenos de "orange marmalade", "lemon marmalade"... eu balanço a cabeça. E, mentalmente, começo a cantar:

"Marmelada de banana, bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-Pau amarelo"

Foto feita na janela da cozinha da sogra, na casa onde morei por um ano (antes de a véia vir para Jersey), esperando a reforma da nossa casa ficar pronta. A casinha fica acima da garagem mas, como o terreno é em aclive, ela tem um jardim convencional atrás (a geografia aqui é meio complicada, porém interessante). Da janela da cozinha (onde está o pote de marmelada) e da varanda da frente, tem-se uma visão completa da frente da minha casa, e eu passei aqueles mais de 12 meses observando de lá o desenrolar da obra, louca para que ela acabasse e eu pudesse, enfim, começar a criar o meu lar.

Essa foto aí embaixo foi feita na varanda da sogra e, ao fundo, a fachada da nossa casa. Dá pra ter uma noção do quanto é perto, né?


E, por fim, mudando de alho para bugalhos; o que fazer com os seus potes antigos de Bonne Maman? Reciclar, lógico. São bonitos demais para se jogar fora, o vidro sextavado, a tampinha com cara de toalha de piquenique. Eu uso os meus para guardar coisas belas. Como, por exemplo, as flores de fita que fiz:


Pronto, os potes já têm uso.
Falta eu achar alguma utilidade prática para as flores; sugestões?

Nancy and Marco.

Adoráveis as ilustrações dessa menina:








Ela tem um LookBook que é o melhor de todos porque a) as roupas que ela usa são perfeitas e b) ela desenha uma bonequinha parecida com ela, usando as mesmas roupas que ela na foto!








Quero enfiar essa menina na minha bolsa e andar com ela por aí (e com as roupas dela também).

Book bargain



Nada mais gostoso do que livrinhos de decoração. Capa dura então, melhor ainda.
E cada um custou apenas uma libra, numa "dump sale" aqui em Jersey.

(sem desculpa agora para negligenciar a casa e deixar o jardim com cara de selva)

London food

Londrinos que encaram o 9 às 5 diário raramente almoçam; afinal, a pressa é inimiga da digestão. A não ser quando se trata de um almoço com clientes, a maioria acaba pegando um daqueles combos de "sanduíche + bebida + batatinha frita". Quem estiver disposto a gastar um pouco mais (e ter um lugar para sentar), procura por lojas de rede como Starbucks, Nero, Pret A Manger, EAT, Costa e similares, que se espalham feito praga pelas metrópoles.

Dessa vez fui obrigada a experimentar a EAT. Eu estava dentro da TopShop de Oxford Circus, morrendo de cansaço e fome e querendo fazer xixi. A lojinha me oferecia sofás acolchoados, banheiros limpos e estava bem ali na minha frente; eu nem precisava enfrentar a fila pra pagar, sair da loja e ir procurar um café semelhante, porém lotado e sem lugar pra sentar. Nem pensei duas vezes. Sanduíche de peru com frutas silvestres (cranberries, e o Google me traduziu como OXICOCO), coca cola e um singelo cupcake rosa com uma florzinha amarela de marzipan em cima.


Entre as redes eu gosto do Wasabi, que não fica em chinatown mas deve ser a rede de sushi mais famosa de Londres. Dizem que os sushizinhos são preparados por robôs (mais higiene, preço menor). Pegue um bentozinho de papelão, escolha os seus sushis (ou um bento já montado, ou um baldinho com carne + arroz ou noodles) e manda ver. :)

Aí embaixo, F. em chinatown totalmente desprezando a minha escolha de bebida. Mas esse suquinho de uvas verdes com pedacinhos de fruta é o paraíso geladinho por menos de uma libra.


Para onde você olhe em chinatown, haverá uma vitrine de restaurante coberta de patos à moda de Pequim, só esperando um prato.


Lá você também encontra lojinhas vendendo todo o tipo de tranqueira oriental, os docinhos com as embalagens mais fofas, centenas de balas, biscoitos e pudins com a Hello Kitty de garota propaganda e os "bolos de padaria" mais fenomenais da cidade:






Juro que um dia vou comprar um bolo desses só pra mim, e descobrir se eles são apenas bonitos ou também gostosos (dúvida que sempre me assola quando se trata de sobremesas orientais).

E quanto às tralhinhas, dessa vez não pirei muito. Só comprei essas balas de leite (mastigáveis e viciantes), o suco de lichia e os biscoitinhos com cara de sorvete - sem graça também, porém embalados individualmente em envelopinhos em tons pastéis. Ah, os japoneses...




Outro restaurante oriental de que muito gosto é o Wagamama. De novo, está por toda a parte e você pode esperar comida boa e farta, preços acessíveis, cardápio interessante, mesinhas comunitárias (onde todo mundo se senta junto, o que não significa que você vai sair do restaurante cheio de amigos) e filas nos horários e locações mais concorridas.

Eu, R. e E. chegamos já bem tarde, pouco antes das dez da noite (já estavam quase fechando), e o lugar estava vazio. Foi uma experiência única; acho que o mais perto que cheguei de um Wagamama às moscas foi em Earl's Court, mas também porque o lugar não é central e eu cheguei no meio da tarde. De entrada, edamame beans cozidos com sal marinho em cima. Yummy:


Eu não lembro, nem fotografei o que o E. pediu; mas a R. (que nunca havia comido ali) confiou na minha dica e pedimos um chicken curry katsu, meu prato predileto do cardápio. Por sorte ela amou, se bem que a meu ver não há como não amar arroz branquinho + fatias finíssimas de frango à milanesa super macio + curry bem leve e uma saladinha com molho delícia:


Se você tem gostos mais patrióticos e não abrir mão de típica comida de boteco carioca quando estiver nos domínios de Lilibeth, também não precisa arrancar os cabelos. Pois em verdade vos digo: as melhores coxinhas que já comi na vida saíram todas daqui. E com guaraná Antarctica gelado ainda; o que mais você quer?


Se você precisa de algo com mais "sustança", corra para um dos muitos restaurantes "brazucas" (esse termo agride meus tímpanos, mas enfim) localizados em áreas como Camden, Kensal Green, Willesden, Kensal Rise, Charing Cross, Oxford Street... Desculpem as fotos sem foco e feitas às pressas; nós estávamos com fome!








A caipirinha de morango é uma delícia, mas não vale o preço cobrado porque o copo tem mais gelo do que bebida; uma pena. A feijoada também é ótima, mas vem da cozinha com uma mixaria de farofa, que aliás tem cara de ser daquelas em saquinho da Yoki (talvez até seja), sem falar na quantidade ridícula de couve. Pelo preço cobrado (12 libras) eu esperava bem mais. Já o "snack platter" (bandeja de salgadinhos) pelo mesmo preço é value for money; vem bastante coisa e, na foto, você pode ver a F. em apuros para conseguir terminar o dela (é claro que nós ajudamos, hehe).

Outro porém foi o garçom, medianamente gatinho, que não quis nem por decreto dizer para as moçoilas solteiras e interessadas (tô fora desse grupo) que era de Portugal, mesmo com o sotaque pesado. As meninas perguntaram de onde ele era, já que a maioria dos garçons dos restaurantes brasileiros é paulista, mineira, carioca ou goiana e estranhamos o maluco só falando conosco in english.

Manuel: "I'm from Europe".
Lolla: "But where in Europe?"
Manuel (virando as costas): "I'll leave you guessing, ora pois!"

Haha.

Cansou? Quer relaxar? Então vá tomar um cafezinho no Ritazza, que tem muffins maravilhosos para acompanhar, ao contrário daqueles tijolos sem gosto do Starbucks. Só não tem o wi-fi de graça do Starbucks; mas a gente veio aqui pra beber ou pra blogar? :) Aí embaixo, meu Latte Macchiato em Victoria Station, na companhia da edição de Julho da Nylon:

Relaxed.

Eu não entendo muito bem gente que diz adorar cachorros e detestar gatos. E vice versa. Para mim, quem gosta de bicho, gosta de bicho. Assim, sem muitas condições e poréns. Confesso não ser muito fã de insetos, mas acho que nesse caso eu posso culpar picadas, alergias e inconveniências como mosca na sopa, abelha no refrigerante e formiga no bolo (uma regra fundamental para que qualquer bicho conquiste a minha estima: não mexa com a minha comida).

Mas é impossível não se sentir em paz com um felino adormecido ao redor. Pra mim, casa sem gato não é um lar.




Gosto de todo e qualquer bicho mas optei por ter felinos porque, assim como eu, eles sabem relaxar e curtir o seu próprio espaço. Cães são seres incríveis, mas muito agitados e dependentes. O meu completo oposto. Daí eu me derreter para eles na rua, mas não ter tanta certeza se um cachorro caberia na minha vida. Let's see.