Aleatórias da semana

Fiz um bolo que tinha tudo pra ficar lindo (bati claras em neve e tudo, vejam só) e ele SOLOU amargamente. Não por culpa minha e sim do forno, que está desregulado. Comecei a assar e só levou cinco minutos para que a crosta ficasse marrom bombom com manchas pretas na superfície e o resto da massa completamente crua. Tirei às pressas do meu forno precário e o transportei para o da sogra, cruzando o quintal segurando a fôrma com luvas de cozinha (eu JURO que só faltaram os bobs na cabeça para virar o arquétipo da Amélia... vexatório). O bolo terminou de assar, mas não ficou tão fofinho como eu esperava. Resolvi o problema fazendo uns furos com garfo e despejando em cima uma mistura de leite, açúcar e essência de baunilha. Está comível e come-lo-ei com chá.

E, por falar em chá, como você prefere o seu? Forte, fraco? Com ou sem leite? Limão? Uma ou duas colheres de açúcar, ou açúcar nenhum? Biscoitinho? :)





Essa xícara é uma gracinha e encontrei por £4 na BHS. Já as colherinhas de prata (super oxidadas; preciso limpar) eu encontrei no fundo de uma caixa de papelão cheia de tralhas aqui em casa mesmo. Ah, as surpresas das "vidas passadas" do Respectivo. Nem ele sabe de onde são essas colheres. Excelente: assim não preciso devolver caso não pertençam à família. :)

Minha mãe pergunta ao telefone se Michael Jackson era brasileiro, "porque ele era preto". Eu não soube por onde começar e nem se deveria. E depois cerumanos SE ofendem e me xingam nos comentários quando digo que mamãe é master em formular perguntas genialmente imbecis. Nada mais que a verdade, minha gente. Além de uma qualidade a ser admirada. :)

Como vocês devem ter notado (ou não...) a lista de arquivos está crescendo. Estou, aos poucos, incluindo arquivos de blogs antigos aqui. Se alguém resolver linkar esse blog, não recomendo que usem o endereço do blogspot, já que ele provavelmente vai mudar quando eu terminar de organizar os arquivos. E, por falar neles, estou tendo que ler algumas coisas do passado que me fazem ter vontade de enfiar o dedo na goela e regurgitar o intestino. Vergonha. Não adianta tentar; eu não consigo escrever NADA meigo e poético. Se tentar, sai piegas, forçado, ridículo. Talvez porque seja falso; eu não sou uma pessoa sentimental. Daí a dificuldade de escrever cartões de aniversário, parabenizar ou consolar pessoas e manter um blog supostamente adulto.

Adoro essas fitas adesivas japonesas feitas de papel hashi. Viraram febre entre as blogueiras artesãs e eu, que piro fácil em qualquer artigo de papelaria diferente e colorido, também quero. (mais variedade na loja japonesa)

Arruine a dieta daquela sua amiga sofisticada e fashion victim: dê a ela cupcakes Chanel de presente! (a Maison não tem nada a ver com isso e nem deve ter gostado; afinal, moças que comem cupcakes não vão caber nos terninhos tamanho 0 da loja)

Essas fotos lindas de um autêntico mercadinho de velharias francês. Daria o dedo mindinho para estar lá e comprar esse jogo de porta mantimentos quadriculado vermelho e o boneco do elefante Babar.

Descubra por que vampiros não podem usar maquiagem (do ótimo See Mike Draw)

Esse comentário sobre um post no Fuck My Life. Triste mas verdadeiro.

Sabe aquelas padronagens na parte de dentro de envelopes contendo saldos bancários, contas de luz, etc, que a gente encontra e descarta sem nem olhar? Esse set no Flickr mostra como eles podem ser artísticos e lindos. (nunca mais vou olhar para um envelope comercial do mesmo jeito)

A voz aveludada de um Michael Jackson ainda adolescente cantando "Happy". Linda música, porém quase irônica ao ser interpretada por alguém que talvez nunca tenha sido verdadeiramente feliz. (será que eu já fui? talvez a gente nunca saiba ao certo)

Menos uma luz na Ribalta

"Todo mundo que é fã do Michael começa a fazer Moonwalk agora. Vamos girar a terra ao contrário, voltar no tempo e salvá-lo". (by Erica Angelica)

Então, é mais ou menos assim: se até Michael Jackson pode morrer, então todos nós podemos.



Assim, de uma hora pra outra. Here today, gone tomorrow. No entanto, porque existem certas celebridades que desafiam a divisão vida/morte, não me parece que muita coisa tenha mudado. A diferença é que não existirão mais músicas novas e nem novas chances de ser processado por ter cometido o crime hediondo de sentar no mesmo banco que um garotinho imberbe sentou há vinte minutos atrás.

De resto, Michael e seu legado continuam, quer os detratores queiram, quer não.

Preciso dizer: estou positivamente surpresa com a reação das pessoas; só tive que ler UM comentário do nível de "menos um pedófilo no mundo". Só não entendo o que motiva alguém a mandar dois ou três tweets consecutivos reclamando de que "ninguém mais fala de outra coisa na internet". Para esses, eu tenho uma mensagenzinha singela: A INTERNET É OPCIONAL. Surprise surprise, você *não* precisa dela para respirar! Faz assim: rolou um evento ou comoção que não lhe interessa e a sua lista no Twitter/Facebook/MSN e similares se entregou a um chat coletivo sobre o assunto? Desligue o micro e vá tomar um sorvete, ler um livro, brincar com seu filho, fazer a barba, estudar, lavar um tanque de roupas. Essas coisas que você reclama de nunca ter tempo pra fazer, mas que só não faz porque passa o dia com a cara enfiada num monitor e dedando o teclado. Então, aproveite que "aiii, a internet tá um saco, hoje!", deixe as pessoas se manifestarem/desabafarem/comemorarem em paz e vá procurar o que fazer.

Sabe, eu não tenho saco pra quase nenhum tipo de evento esportivo. Se não morreu ninguém no jogo ou disputa, eu pouco me fodo. Então, quando é dia de jogo do Patropi e o pessoal resolve que seria muito legal narrar a partida chute a chute eu simplesmente dou um power off na internet e vou dormir. Simples assim, mas parece que os chatos, além de chatos, são também burros. Fazer o quê.

Michael, Michael. Por que empacotaste?? Eras novo, tinhas saúde. Estavas em relativa boa forma para vosso meio século, até onde saiba não fumavas ou bebias. Como o teu coração de repente decidiu que já era hora de encontrar Jeová em Neverland? Depois de uma infância de merda, de apanhar tão severamente de mãos de que você, por direito, só poderia ter recebido carinho e proteção, de ter tido sua juventude explorada em benefício alheio, acusado do pior dos crimes por pais tão ganaciosos e cruéis como foram os seus próprios, de ter sido exposto ao cruel julgamento popular e ter passado a vida inteira sob o escrutínio de pessoas que nunca chegaram a conhecê-lo. Não sei se foi uma vida feliz, mas não tenho dúvidas de que foi uma vida marcante. E necessária. E inspiradora.



Anos 80 e aquela chamada no Show da Vida global para o vídeo daquele rapaz negro de "apenas 25 anos" (mas cara de 18) que estava "fazendo o maior sucesso nos Estados Unidos". Na verdade ele já vinha fazendo sucesso há quase 15 anos, mas sabe como as coisas demoravam pra chegar no Brasil naquela época, né? Quase ninguém pelas bandas dos trópicos conhecia o moleque, mas a apresentação do vídeo de "Billie Jean" (devidamente mutilado para caber no espaço alocado pelo Padrão Globo de Qualidade) causou tamanha impressão que, dia seguinte, hordas de crianças ocupavam calçadas de subúrbio para imitar cada passo e promover concursos de dança. Basicamente, não se falou mais de outra coisa; pelo menos não até que o mesmo Fantástico resolveu "lançar" a Madonna com o vídeo de "Papa Don't Preach" (que eu não posso linkar porque, adivinhe, a gravadora limou todos os que haviam no YouTube).

Lembro da primeira vez que assisti ao vídeo de Thriller. Sozinha em casa, e minha casa era meio sinistra e ficava num lugar não menos. Seis e meia da tarde (eu nem consegui esquecer o horário). O medo foi tão grande que eu acendi todas as luzes, liguei o rádio no último volume e passei mais ou menos uma hora (até meus pais voltarem) pulando e gritando para tentar convencer o meu cérebro de que eu não estava sozinha. Uma criança não esquece uma experiência dessas. Eu nunca esqueci.



Então eu ia fazer um "Top 5 MJ vídeos", mas me dei conta de que talvez precisasse dividir o paradão em duas partes. Porque certos vídeos do Michael valem pelo que representaram em termos históricos e musicais, e outros pela produção e tecnologia envolvidas e o espétaculo que proporcionaram. Acho que somente um marca ponto nas duas categorias, e não apenas por isso ele é o primeiro da minha lista. E aí vai ela (com os runner ups que estariam num Top 10):

Runner-ups:
Remember the Time - O mundo pirando em Black or White, e eu acho o vídeo de "Remember the Time" bem mais cool. Talvez pelo fato de eu ter achado o Macaulay Culkin bancando o roqueiro poser mimado e depois o guetto nigga infantil profundamente irritante. E aqueles efeitos especiais de face morph no final do vídeo cansaram rápido. Prefiro o Michael pagando de amante de rainha egípcia (a lindíssima modelo Iman, mulher de David Bowie) e deixando Eddie Murphy pra lá de puto e afim de decapitar geral. Sem falar nas dancinhas, no Magic Johnson, nos belos cenários e figurinos, no gatinho adorável e a música que é ótima. E momento confessionário: eu cobiço o cabelo do Michael nesse vídeo.

Liberian Girl - Esse deve ter sido o vídeo com maior número de celebridades presentes na história. Adoro quando a Whoopi Goldberg pergunta, "mas quem está dirigindo esse vídeo?" e aparece a cadeirinha de diretor com o nome do Spielberg, trazendo o próprio sentado nela. O mote da coisa é que geral teria sido convidado a gravar um vídeo musical com MJ, e então estão todos lá, lendo script, preparando figurino, maquiagem, e ao mesmo tempo se perguntando, "onde está Michael Jackson?". E eis que ele aparece no final, câmera na mão, depois de ter gravado todo mundo e anuncia que o "vídeo" estava pronto. Se isso fosse vida real, acho que teria rolado um espancamento coletivo.

Don't Stop Till You Get enough - Observem como ele era bonito antes de pirar loko no bisturi. Claro que o nariz já havia entrado na faca por essa época, mas todos nós seremos unânimes em afirmar: ele devia ter parado por aí. Enfim, não importa. O que importa: perceber como apenas a presença, a voz e o carisma de alguém consegue transformar um vídeo rudimentar num clássico. Nada além de um chroma key tosco ao fundo, aquele trecho musical que serviu de vinheta para tantos "programas de videoclip" dos anos 80 e Michael dançando (ok, às vezes mais de um). E isso basta.

The Top 5:
5 - They Don't Care About Us - "máicou, máicou, eles não ligam pra gente!!". Erm. Não sei de quem foi a idéia de incluir essa "introdução", mas o fato é que o vídeo é lindo. Há uma outra versão, gravada numa cadeia, com mensagem de abertura paternalista e takes de tragédias mundiais. Prefiro bem mais a versão da favela. Não tem nada a ver com o fato de ter sido gravada no Brasil, e tudo a ver com o Olodum. As cores são incríveis, as cenas de rua ficaram lindas (morry com geral siacabando de dançar na laje), Michael esta à vontade com o povão (a parte em que a moça o agarra e eles dançam juntos é ótima, assim como a que ele imita os passinhos das crianças do Olodum) e o vídeo inteiro pulsa com cor, ritmo e vida. Quase dá pra sentir o cheiro. Lindo.

4 - Beat It - O vídeo faz com que briga de gangues pareça uma coisa cool, apesar da mensagem pacífica. A maioria dos participantes foram escalados entre gangues de rua reais. Michael deve ter curtido o resultado, porque obviamente se inspirou nele para o vídeo de Bad (cuja coreografia está muito "branca" e mainstream; além disso, MJ estava de "nariz novo" again e queria mostrá-lo; daí os intermináveis - e chatos - closes). "Beat It" é um pop com cara de rock, como não nega o solo de guitarra de Eddie Van Halen. Coreografia clássica e repetida em calçadas de subúrbio por meninos e meninas para quem Michael era provavelmente o primeiro ídolo. E você também queria aquela jaqueta vermelha. Não negue.

3 - Smooth Criminal - Michael bancando o badass de novo, dessa vez vestido de malandro da Lapa. Originalmente parte do filme Moonwalker, esse trecho é um dos meus vídeos preferidos do MJ. Adoro a música, a coreografia, o cenário, a iluminação... Tem aquela parte bizarra lá pela metade, com geral se contorcendo e uivando, como se estivessem possuídos ou no meio de uma orgia e o vídeo meio que "perde a mão". Mas logo em seguida Michael retoma o leme, entra a cena onde ele faz aquela inclinação louca (há uma explicação para ela, mas isso não a torna menos impressionante) e a parte fofa com as criancinhas. No fim, vira um tiroteio em baile funk. ALL LEVELS OF AWESOME PPLS.

2 - Billie Jean - Pena que a qualidade do vídeo esteja uma bosta, mas a música em si é absolutamente icônica. Segundo reza a lenda, teria sido inspirada numa "experiência real na vida de Michael" (aham), além de ter sido o primeiro vídeo de um artista negro a ser apresentado pela MTV (que achava que "música negra não era rock'n'roll o bastante"... wtf?). A emissora foi forçada a rodar o vídeo sob ameaça de ver a sua atitude racista estampada nos jornais; ironicamente, o fato de tê-lo exibido serviu para popularizar a MTV, até então um canal mais alternativo. A linha de baixo característica e a sonoridade única, contagiosa, definem a música. Segundo o próprio Michael era uma das suas preferidas ao vivo; e foi nessa apresentação (comemorando os 25 anos da Motown) que ele mostrou pela primeira vez ao mundo o famoso "moonwalking", treinado na cozinha de casa.

1- Thriller - Versão completíssima, desde a declaração do artista, Testemunha de Jeová, se isentando de culpa por estrelar um vídeo sobre "ocultismo", até os créditos finais. Você leu direito: créditos. Como se fosse um filme de verdade. E É um filme de verdade. É melhor do que muitos "filmes de verdade". A voz cavernosa do Vincent Price narrando a carnificina que haverá de se seguir? O filminho inicial que você pensa já ser o vídeo, só para se surpreender com o vídeo propriamente dito logo em seguida? A transformação do Michael em lobisomem? Os maravilhosos zumbis soltando pedaços pelo caminho? Os maravilhosos zumbis dançando com Michael? Os berros da heroína quando ela realiza que vai virar marmita de morto-vivo? A risadinha maléfica no final, que viverá para sempre no inconsciente coletivo? Nunca houve, nem haverá, um vídeo musical como esse. Engula a verdade, ó fã de Britney Spears.

Mas no fim, foi um começo muito brilhante para terminar de forma tão... comum e até mesmo patética.


Hoje ouvi alguém reclamar que ontem, enquanto o ícone de pelo menos duas gerações e influência musical absoluta se retirava do palco em definitivo, a MTV (aquela mesma, que não veiculava "música de preto"), ao invés de montar pelo menos um simples especial de vídeos, exibia um programa chamado "16 Anos e Grávida".

É isso aí, galera. O pop acabou.
O último a sair pendure a luva de prata atrás da porta.



porque você não é nin-guém na noite se não apareceu nos Simpsons.

Noa Noa

As fotos da coleção de verão da Noa Noa estão quase tão lindas quanto as roupas:












Quanto morei na Alemanha, num bairro meio "posh", havia uma loja da Noa Noa quase na esquina. Eu passava por lá quase todos os dias, quando ia à cidade, e babava alguns litros na vitrine. Roupas do jeito que eu gosto, cheias de rendas, babados, fitas, em tons pastéis e neutros, tudo muito rococó e over the top. :)

Pena que era tudo tão caro. Eu lembro que passei o inverno inteiro choramingando na vitrine por um casaco de veludo verde escuro. Parecia saído do armário de um príncipe dos contos dos irmãos Grimm. Infelizmente a etiqueta marcando DUZENTOS euros me fazia cair na realidade. Eu até tinha o dinheiro, mas tinha também outras prioridades. E pensava que aquele casaco lindo em mim ia ficar parecendo um saco jogado em cima de um sofá velho (baixa estima diz OI).

Enfim, suponho que uma das vantagens de se ter uma criança (talvez a única, haha) é poder usá-la para satisfazer nossos impulsos consumistas frustrados. Fazê-la de boneca e gastar todo o seu salário entupindo o guarda roupas da coitada de coisas adoráveis, daquelas que você vai morrer de pena de jogar fora, reciclar ou vender quando ela finalmente estiver grande demais para usá-las.












Ufa, ainda bem que não tenho nenhuma.
O limite do meu cartão de crédito agradece.

Coisas que não entendo.



Marmelada. De LARANJA. It doesn't sound right.
Porque no Brasil a gente tem a fruta chamada MARMELO e convencionou-se chamar de "marmelada" o doce feito com ela. Mas existe marmelo na Inglaterra, também; só que ele se chama quince e seu doce, "quince jelly". Erm.

SEMPRE que vou comer em algum lugar (principalmente o famoso - e tão desprezado pelos brasileiros - english breakfast) e eles nos trazem aqueles potinhos pequenos de "orange marmalade", "lemon marmalade"... eu balanço a cabeça. E, mentalmente, começo a cantar:

"Marmelada de banana, bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-Pau amarelo"

Foto feita na janela da cozinha da sogra, na casa onde morei por um ano (antes de a véia vir para Jersey), esperando a reforma da nossa casa ficar pronta. A casinha fica acima da garagem mas, como o terreno é em aclive, ela tem um jardim convencional atrás (a geografia aqui é meio complicada, porém interessante). Da janela da cozinha (onde está o pote de marmelada) e da varanda da frente, tem-se uma visão completa da frente da minha casa, e eu passei aqueles mais de 12 meses observando de lá o desenrolar da obra, louca para que ela acabasse e eu pudesse, enfim, começar a criar o meu lar.

Essa foto aí embaixo foi feita na varanda da sogra e, ao fundo, a fachada da nossa casa. Dá pra ter uma noção do quanto é perto, né?


E, por fim, mudando de alho para bugalhos; o que fazer com os seus potes antigos de Bonne Maman? Reciclar, lógico. São bonitos demais para se jogar fora, o vidro sextavado, a tampinha com cara de toalha de piquenique. Eu uso os meus para guardar coisas belas. Como, por exemplo, as flores de fita que fiz:


Pronto, os potes já têm uso.
Falta eu achar alguma utilidade prática para as flores; sugestões?

Alice in Burtonland

Então o queridinho dos alternativos agora vai fazer a sua versão de Alice no País das Maravilhas (estréia prevista para Março de 2010). Meu primeiro pensamento: "socorro". Segundo: "aposto que o Johnny Depp está no elenco". Bem, adivinhe:


Sem querer ser chata e jogar água na feijoada dos zilhões de fãs do rapaz (ele é bom, sim, mas não é isso TUDO) e das moças que o acham lindo (meh), acho que seria interessante se ele começasse a fazer uns papéis do tipo advogado, médico, professor universitário, etc. Porque se eu tiver que assistir a esse menino na pele de mais um personagem freak, weirdo e super maquiado eu grito.

Correndo o risco de ser apedrejada e oferecida em sacrifício no altar das celebridades alternativas, tenho que dizer que o Tim Burton é um diretor que me divide. Amo Edward Scissorhands, gosto muito de Nightmare Before Christmas e Beetlejuice. Não suportei Sweeney Todd e Charlie and The Chocolate Factory, Sleepy Hollow me entedia e Corpse Bride ficou aquém.

Mas nada me irrita mais do que a obsessão em escalar sua esposa em praticamente todas as suas produções. Olha ela aí de novo:


E, continuando o padrão de escalar atrizes malas, Anne Hathaway como White Queen (wtf).


Certo, já me expus à ira dos Deuses. Mas é claro que eu quero assistir assim mesmo, nem que seja pra imaginar Lewis Carroll se revirando na tumba (or not, hopefully).

Nancy and Marco.

Adoráveis as ilustrações dessa menina:










Ela tem um LookBook que é o melhor de todos porque a) as roupas que ela usa são perfeitas e b) ela desenha uma bonequinha parecida com ela, usando as mesmas roupas que ela na foto!








Não é de matar de fofo? Quero enfiar essa menina na minha bolsa e andar com ela por aí (e com as roupas dela também, se apenas eu fosse assim tão magrinha e elas coubessem!).

Book bargain



Nada mais gostoso do que livrinhos de decoração. Capa dura então, melhor ainda.
E cada um custou apenas uma libra, numa "dump sale" aqui em Jersey.

(sem desculpa agora para negligenciar a casa e deixar o jardim com cara de selva)

London food

Londrinos que encaram o 9 às 5 diário raramente almoçam; afinal, a pressa é inimiga da digestão. A não ser quando se trata de um almoço com clientes, a maioria acaba pegando um daqueles combos de "sanduíche + bebida + batatinha frita" que se encontram à venda em lugares tão díspares quando drogarias e livrarias (Boots e WHSmith, oi!).

Quem estiver disposto a gastar um pouco mais (e ter um lugar para sentar), procura por lojas de rede como Starbucks, Nero, Pret A Manger, EAT, Costa e similares, que se espalham feito praga pelas metrópoles. Por que não gosto delas? Porque elas transformam a experiência de escolher um café de rua para sentar, folhear um menu e decidir o que comer/beber numa coisa massificada, num ato mecânico. Você já se encaminha àquele endereço certo, nem pensa no que vai pedir porque já sabe de cor o que há no menu. Quando o cardápio muda em uma loja, vai mudar em todas as lojas da rede. Uma rua inteira servindo comida parecida, por mais bem feita que seja e por mais qualidade que tenham os ingredientes, não é exatamente a minha idéia de turismo gastronômico.

Enfim, evito sempre que posso, mas o fato é que nem sempre posso, porque realmente tem se tornado muito difícil encontrar cafés e lanchonetes alternativas pelo centro de Londres. Quando me deparo com uma lojinha pequena, escondida numa rua transversal de pouco movimento, com staff reduzido e geralmente compartilhando a mesma nacionalidade (italianos, turcos, brasileiros, romenos) chego a me emocionar. E mesmo que o sanduba venha meio mal montado, que a pessoa responsável por fazer meu cappuccino seja lenta e que os copos sejam reutilizáveis, é lá que eu vou tomar café.

Dessa vez fui obrigada a experimentar a EAT. Eu estava dentro da TopShop de Oxford Circus, morrendo de cansaço e fome e querendo fazer xixi. A lojinha me oferecia sofás acolchoados, banheiros limpos e estava bem ali na minha frente; eu nem precisava enfrentar a fila pra pagar, sair da loja e ir procurar um café semelhante, porém lotado e sem lugar pra sentar. Nem pensei duas vezes. Taí a minha escolha: sanduíche de peru com frutas silvestres (cranberries, e o Google me traduziu como OXICOCO. Socorro), coca cola real thing (porque a light me causa enjôo e dor de cabeça) e um singelo cupcake rosa com uma florzinha amarela de marzipan em cima (o buttercream meio doce demais, mas me acabei assim mesmo).


Preço: pouco mais de seis libras. Veredito? Bastante aceitável, mas ainda prefiro o panini de bacon, cranberry e queijo brie que eu como aqui no Lewis em Jersey. :)

Quando estou pelas imediações, sempre como em algum dos muitos estabelecimentos em chinatown. Gosto de comida asiática, porém descomplicada, bem no estilo lanchonete. Sem essa de mesa reservada, "gostaria de ver a lista de vinhos?", guardanapo no colo, entrada, main course, sobremesa, "gostaria de um café?", "a conta, por favor", adicione 10%. A variedade de lanchonetes estilo fast food é grande, a comida é bem feita, as porções generosas e o preço, justo. 100% made of win. Gosto do Wasabi, que não fica em chinatown mas deve ser a rede de sushi mais famosa de Londres. Os sushizinhos são preparados por robôs (mais higiene, preço menor) . Meu preferido é o da Oxford Street que fica quase em frente à Selfridges, com bastante lugar para sentar (desde que você chegue antes das 11 da manhã...). Pegue um bentozinho de papelão, escolha os seus sushis (ou um bento já montado, ou um baldinho com carne + arroz ou noodles) e manda ver. :)

Aí embaixo, Flávia em chinatown totalmente desprezando a minha escolha de bebida. Mas a verdade é que esse suquinho de uvas verdes com pedacinhos de fruta é o paraíso geladinho por menos de uma libra.


Para onde você olhe em chinatown, haverá uma vitrine de restaurante coberta de patos à moda de Pequim, só esperando um prato (novamente, vegetarianos, sorry pela foto assim tão gráfica!):


Lá você também acha lojinhas vendendo todo o tipo de tranqueira oriental, os docinhos com as embalagens mais fofas, centenas de balas, biscoitos e pudins com a Hello Kitty de garota propaganda e os "bolos de padaria" mais fenomenais da cidade:






Juro que um dia vou comprar um bolo desses só pra mim, e descobrir se eles são apenas bonitos ou também gostosos (dúvida que sempre me assola quando se trata de sobremesas orientais).

E quanto às tralhinhas, dessa vez não pirei muito. Só comprei essas balas de leite (mastigáveis e viciantes), o suco de líchia (meio sem graça, e os pedaços de GELATINA dentro da lata didn't quite enhance the experience) e os biscoitinhos com cara de sorvete - sem graça também, porém embalados individualmente em envelopinhos em tons pastéis. Ah, os japoneses...




Outro restaurante oriental de que muito gosto é o Wagamama. De novo, está por toda a parte (é uma rede, infelizmente, porém não tão predatória como as especializadas em cafeína), e você pode esperar comida boa e farta, preços acessíveis, cardápio interessante, mesinhas comunitárias (onde todo mundo se senta junto, o que não significa que você vai sair do restaurante cheio de amigos) e MUITA FILA nos horários e locações mais concorridas.

Eu, Renata e Erasmo chegamos já bem tarde, pouco antes das dez da noite (já estavam quase fechando), e o lugar estava praticamente vazio. Foi uma experiência única; acho que o mais perto que cheguei de um Wagamama às moscas foi em Earl's Court, mas também porque o lugar não é central e eu cheguei no meio da tarde. De entrada, edamame beans cozidos com sal marinho em cima. Yummy:


Eu não lembro, nem fotografei o que o Erasmo pediu; mas a Renata (que nunca havia comido ali) confiou na minha dica e pedimos um chicken curry katsu, meu prato predileto do cardápio. Por sorte ela amou, se bem que a meu ver não há como não amar arroz branquinho + fatias finíssimas de frango à milanesa super macio + curry bem leve e uma saladinha esperta com molho delícia:


Se você tem gostos mais patrióticos e não abrir mão de típica comida de boteco carioca quando estiver nos domínios de Lilibeth, também não precisa arrancar os cabelos. Pois em verdade vos digo: as melhores coxinhas que já comi na vida saíram todas daqui. E com guaraná Antarctica gelado ainda; o que mais você quer?


Se você requer algo com mais "sustança", corra para um dos muitos restaurantes "brazucas" (esse termo agride meus tímpanos, mas enfim) localizados em áreas como Camden, Kensal Green, Willesden, Kensal Rise, Charing Cross, Oxford Street... Desculpem as fotos sem foco e feitas às pressas; nós estávamos com fome!








A caipirinha de morango é uma delícia, mas não vale o preço cobrado porque o copo tem mais gelo do que bebida; uma pena. A feijoada também é ótima, mas vem da cozinha com uma mixaria de farofa, que aliás tem cara de ser daquelas em saquinho da Yoki (talvez até seja), sem falar na quantidade ridícula de couve. Pelo preço cobrado (12 libras) eu esperava bem mais. Já o "snack platter" (bandeja de salgadinhos) pelo mesmo preço é value for money; vem bastante coisa e, na foto, você pode ver a Flávia em apuros para conseguir terminar o dela (é claro que nós ajudamos, hehe).

Outro porém foi o garçom, medianamente gatinho, que não quis nem por decreto dizer para as moçoilas solteiras e interessadas (tô fora desse grupo) que era de Portugal, mesmo com a cara de Manuel e o sotaque pesado. As meninas perguntaram de onde ele era, já que a maioria dos garçons dos restaurantes brasileiros é paulista, mineira, carioca ou goiana e estranhamos o maluco só falando conosco in english.

Manuel: "I'm from Europe".
Lolla: "But where in Europe?"
Manuel (virando as costas): "I'll leave you guessing, ora pois!"

(ok - o "ora pois" eu confesso que foi piada minha)

Cansou? Quer relaxar? Então vá tomar um cafezinho no Ritazza, que tem muffins maravilhosos para acompanhar, ao contrário daqueles tijolos sem gosto do Starbucks. Só não tem o wi-fi de graça do Starbucks; mas a gente veio aqui pra beber ou pra blogar? :) Aí embaixo, meu Latte Macchiato em Victoria Station, na companhia da edição de Julho da Nylon: