A Casa da Valentina

Adorei o apartamento da Lucila Turqueto, dona do blog Casa de Valentina (a matéria saiu na Revista TPM):



Essa escrivaninha linda a acompanha desde a infância.



adorei a idéia de usar o porta sabonete líquido como vaso de flores.



adoro as cadeiras coloridas. essa cômoda veio do Mercado Livre e foi repintada.

The Sock Ultimatum

Todo dia de manhã era a mesma coisa.
Respectivo tentando achar um par de meias, não encontrando o par de meias desejado e dando uma vociferadinha básica (que tem mais cara de frustração divertida do que de irritação genuína; eu já falei aqui o quanto Respectivo é ZEN? Se disse, repito). O diálogo é mais ou menos o mesmo:

Lolla: mas a gaveta de meias está CHEIA de meias!
Respectivo: sim, mas são meias de inverno.
Lolla: são o quê?!
Respectivo: meias de inverno. veja, o material delas é mais grosso.
Lolla: quero nem saber. vim de um país onde meia é meia, sem diferenciação sazonal.
Respectivo: ahá, pois TENTE usar uma meia de inverno dessas no calor de 40 graus do Rio de Janeiro! ONDE estão minhas meias de verão??
Lolla: I HAVE NO IDEA. E aqui NUNCA faz 40 graus! pode ir usando suas meias de inverno/outono/primavera e me deixe dormir!

Aham. Hoje, vesti a fantasia de Boa Esposa e fui tentar elucidar o Curioso Caso das Meias de Verão Desaparecidas. Comecei por retirar todas as meias de inverno da gaveta porque, já que estamos no VERÃO, seria mais prático guardar as de lã grossa numa caixa no armário do que deixá-las ali, ocupando espaço e confundindo a rotina matinal do Respectivo. Retiradas todas as meias de inverno da gaveta, adivinhem o que estava logo embaixo delas?

Isso aí mesmo. As meias de verão. Dois meses de encheção de saco que poderiam ter sido evitados se alguém tivesse se dignado a procurar. E nem teria sido preciso uma exploração arqueológica - era só ter enfiado o braço um pouquinho mais pro fundo. Suspirei. Pus as meias de verão na caixa destinada às de inverno e me dirigi ao topo da escada. Lá embaixo, na sala, Respectivo batucava alegremente no teclado do seu computador (eu já falei aqui que ele está trabalhando EM CASA? Mais sobre isso em breve - se eu sobreviver). Assobiei, ele olhou pra cima e eu anunciei: "EI, não era você quem estava procurando pela coleção primavera/verão de meias da lojinha de 0,99 da esquina? TOMA!"

Virei a caixa e aproximadamente 30 pares de meias (dobrados par a par cuidadosamente em forma de bolinhas) caíram na cabeça do folgado; uma delas foi parar dentro da xícara de chá.

Ah, as alegrias da vida doméstica... Pure bliss. Vocês conseguem entender essas meninas de 19 anos (cronológicos ou mentais) que dizem que "casamento é uma coisa ultrapassada e eu nunca vou querer um marido, BLÁ BLÁ BLÁ"? Eu não consigo - apesar de já ter tido 19 anos e dito precisamente a mesma coisa. Existe algo melhor do que ter alguém sempre a postos para que possamos torturar??

Se existir, não me contem. Quero manter a ilusão de que minha vida é fan-tás-ti-ca e que fazer guerra de bolinha de meia às nove da manhã vestindo pijamas é a melhor coisa que já inventaram depois de purê de batata instantâneo.

Random Love

Esse livro de ilustrações chamado "French Milk". A história (verdadeira) é mais ou menos assim: uma mãe e sua filha em férias da faculdade decidem passar seis semanas em Paris para comemorar seus aniversários (a mãe fará 50 anos e está meio surtada com a idéia da velhice; a filha fará 22 e está meio surtada com a idéia de virar adulta). As duas se hospedam num pequeno, porém charmoso apartamento alugado no quinto arrondissement e se jogam de cabeça nos costumes locais e no modo de viver parisiense, borboletando por mercados, cafés e museus. O livro conta essas seis semanas em forma de fotos e ilustrações de Lucy Knisley (a filha):


Essas sapatilhas descartáveis, idéia de um namorado inglês, já meio de saco cheio de aguentar a namorada, viciada em saltos altíssimos, reclamar no fim da balada "meus pés estão me matando!". Como ninguém gosta de levar bolsa grande (onde caiba um par de sapatos confortáveis) quando sai pra dançar, nada melhor do que poder comprar um naquelas maquininhas de banheiro - que vendem desde cigarro a chiclete, absorventes higiênicos e camisinha - pelo preço de um maço de cigarros. Na hora do sufoco vale a pena; e o alívio está disponível em quatro cores:


A blogosfera em polvorosa com a nova coleção da Kate Spade e tudo é lindo mesmo (amo os tons de especiarias, muito vermelho, marrom, mostarda, verde, bem outonais), mas meu coração vai para essa bolsa de coruja que ainda nem está disponível para venda, mas logo estará. OH. (pena que seja tudo tão caro)


A arte dessas meninas brasileiras, uma nos Estados Unidos, e a outra em Belo Horizonte, com estilos bem distintos, mas muito talentosas - a simbologia, as belas cores e o traço das obras da Patrícia e a beleza, atitude e sensualidade das meninas criadas pela Maru. Vão lá checar o talento das moças:


Essas canecas da Makool Loves You (feitas no Japão pelo artista Shizi Katoh) não poderiam ser mais lindas e práticas: a parte de cima pode ser usada para manter a bebida quente, proteger de insetinhos chatos ou manter o seu sanduíche ou biscoito quentinho - não é genial?




Da mesma loja, adoro essas calcinhas com jeitinho vintage:


Sabe aqueles bastidores que a sua avó usava para bordar? Sabe aqueles restos de tecido com estampas tão lindas que dá vontade de pendurar na parece? Junte os dois e você vai ter quadros super interessantes a preço de banana (esses da foto abaixo estão sendo usados também como mural de recados):


Cerâmicas com cara retrô da Berry Red; quero muito essa linha com estampa floral meio anos 70, mas acho que eles não entregam em Jersey...


Esse hub para entradas USB em forma de tulipas. Quem pensaria em algo tão cool? Além de totalmente cute. Nem preciso de mais portas USB, mas necessito de tulipinhas na minha mesa!

As coisas por aqui estão neuróticas; estou pintando paredes, limpando e redecorando cômodos, tentando planejar viagens (Escócia em Setembro, mas também tenho que passar em Londres para pegar minha mãe no aeroporto, visitar amigos brasileiros que estarão por lá e assistir ao show da Tori Amos), trabalhando (depois falo mais sobre isso) e tentando retormar velhos hobbies que acabei abandonando por falta de tempo e aporrinhações com pessoas desnecessárias. Paciência comigo. :)



Friday Drops

Bardot e Birkin.



Johhny.



Lennon e Sean.



Rachel Hurd Wood



 Bardot e Picasso.



 Amanda Seyfried.



Hedy Lamarr, Lana Turner and Judy Garland em Zigfield Girl (1941).



 Audrey.



 Beth Ditto.



 Bowie.



 Cecil Beaton, auto-retrato.


Excelente fim de semana para todos! Programa de hoje? Pizza Hut + cinema + Royal Yacht. ♥

Family affairs

Então, amanhã minha prima Andreia (ex-prostituta e atualmente evangélica semi-praticante e dona de sacolão) se casa na igreja, véu e grinalda e recepção para 300 (!) convidados. Eu não acredito que vou perder esse acontecimento social digno de figurar na coluna do saudoso Ibrahim. A bichinha é empreendedora e digna de admiração; sem contar o bolo que foi feito pela minha mãe e a batida de maracujá + torta salgada da minha tia. Acho que vou ali nadar até o Rio de Janeiro e volto daqui a uns 20 anos.

O noivo, Leonardo, é uma figura. Lembro dos churrascos inesquecíveis que ele costumava promover em sua casa nos confins do bairro Independência, terceiro distrito do município de Duque de Caxias. Carne de primeira, cerveja geladíssima, muito funk carioca e A NATA da sociedade de Independent comparecendo. Se você nunca dançou o "Rap do Sapinho" calçando havaianas num quintal de terra batida com um copo de Skol na mão, então você não viveu, meu amigo.

Falando no copo, me lembrei de uma historinha pitoresca. A prima Andréia "trabalhava em casa de família" (um eufemismo desnecessário pra doméstica) onde cuidava de uma velhinha esclerosada, já que a filha mais velha, que morava com ela, passava metade do ano nos Estados Unidos a trabalho. Então, na maior parte do tempo, eram apenas a Andréia + a velha louca + o gato no apartamento de três quartos na Tijuca. Quer dizer, isso até a velha ter posto o gato dentro da pia da cozinha e jogado uma chaleira de água fervendo em cima do bicho "porque a água estava fria demais para tomar banho". Faça idéia da situação. Minha prima, para matar o tempo e espantar o tédio, costumava dar a Elza em vários itens de uso pessoal da velha, por achar que, sendo louca, ela não daria por falta de nada. Como de fato não deu (e se desse e ameaçasse dar com a língua nos dentes, Andréia ameaçava contar para a filha o verdadeiro destino do gato que havia "fugido").

Belo dia, geral no churrascão, eu sentada no quintal em cima de um caixote de madeira, prato de linguicinha fatiada numa mão e copo de geléia cheio de cerveja na outra, pintolixando alegremente. Daí entra o Leonardo (que havia acabado de sair pra comprar mais cerveja) correndo portão adentro, sem cerveja, branco feito o vampiro de Twilight: "Ó ANDRÉIA, ESCONDE TUDO QUE A SANDRA TÁ CHEGANDO AÍ!!".

Sandra era a filha da velha esclerosada, que estava no Brasil. A velha (que até podia ser esclerosada, mas não era burra) ouviu Andréia combinando os preparativos do rega-bofe com o noivo pelo telefone, e achou que seria divertido dizer à filha que a empregada lhe havia convidado para um churrascão em sua casa no sábado. ALL HELL BROKE LOOSE. De repente panelas, pratos, copos, almofadas, quadros, talheres e o que-mais começaram a ser removidos de suas posições iniciais e atirados às pressas dentro do armário. Meninos, eu vi: uma panela de arroz ser tirada do fogo e jogada atrás da televisão. Lençóis, fronhas e camisetas sendo arrancados do varal de roupas e enfiados dentro do forno. Me levantei inocente (até ali eu não sabia de nada) e fui perguntar quem era Sandra e o que estava acontecendo. Resposta? "Querida, ME DÁ AQUI ESSE PRATO, eu vou ali pegar outro pra você!".

Sandra chegou e foi prontamente abraçada pela Andréia.

Sandra: Ué, Helô, mamãe te deu essa saia minha?
Heloísa: ...

Expired.

Depois de passar horas tentando comprar uma passagem de avião pela inútil EasyJet (o nome ImpossibleJet faria bem mais sentido), desisto e resolvo descansar uns dez minutos porque de tanto segurar o fone na orelha eu já não estava mais sentindo o meu braço. Para matar o tempo sentada no sofá, começo a folhear as páginas do meu passaporte distraidamente até me dar conta do pequeno detalhe: o dito cujo havia EXPIRADO. Em MAIO.

Eu aqui, numa boa igual à poupança Bamerindus, achando que passaporte tupiniquim era igual a passaporte ingrêis que só expira em dez anos. São CINCO, Braziu. Resumo bem resumidinho da ópera: me ferrei. Agora, passaporte vencido, duas opções: correr e dar entrada no pedido de cidadania e passaporte (processo que pode levar até oito meses) ou correr e renovar o verdinho.

O que significa que minha viagem para Tóquio dançou. Fuck my Life. Passeio, por enquanto, só pelo Reino Encantado, porque não preciso de passaporte para vôo doméstico. Bora ir encher o pote de cerveja na Irlanda e acordar com o nariz num bueiro cantando "Danny Boy". Maaas enfim, podia ser pior. Eu podia ter conseguido comprar as passagens. Olha o prejuízo aí, minha gente. Me livrei; thanks, EasyJet, por não prestar.

E por falar em cerveja, esqueci de postar as fotos da "festinha" - e olha que essas nem são as piores - que se estendeu pelos domínios do La Calla, do Dog and Sausage e do fatídico The Lounge (que anda sempre TÃO vazio que me pergunto COMO eles conseguem pagar o aluguel do imóvel). No Dog and Sausage tive que aguentar um inglês bêbado me pedindo pra "dar uma sambadinha", porque B1 havia lhe informado que éramos brasileiras. Minha contra-proposta: "só se você me fizer agora uma xícara de chá vestido de guarda do palácio de Buckingham". Aí ele foi tentar imitar os guardinhas e caiu. STRIKE.


A cara das pessoas vai piorando gradativamente à medida que a noite vai deixando de ser uma criança. As poses também (prometi que não ia postar as piores fotos, sorry).

Random Love

Essas botas. Juro que amei, nas duas cores (mas nada de calça branca, para evitar o efeito "fantasia de super herói"):


Essas caixinhas para organizar fitas; tenho muitas e elas estão todas soltas dentro de uma mesma caixa.
Bijoux da Ebony and Ivory, com jeitinho de infância vintage.





Os pratos que encontrei browseando pela Felicissimo. Tão lindos que dá até para pendurar na parede, mas também funcionam muito bem cheios de cupcakes. Ops.



Essa casa maravilhosa no Flickr. As cores, os objetos, a luz, os tecidos, as idéias. Nem tenho como descrever. A dona também tem um blog (pena que em sueco).



The Garden Shed

Fim de semana movimentado: aniversário de amiga na sexta, zoológico no sábado e muito trabalho no domingo: terminada a montagem da summer house (confesso que foi preciso ajuda profissional), comecei a pintá-la. Essas fotos foram feitas na semana passada - quando ocorreu a fatídica queda do meu iPod dentro da lata de tinta... Não chorem, ele sobreviveu - e ontem terminei o exterior (que é azul). Faltam apenas alguns detalhes nas portas e janelas (desculpem as fotos ruins; usei uma câmera meio tosca).



Respectivo "inspecionando" a pintura. Eu mereço.




Para quê serve isso? Bem, as opções são várias; muita gente usa para guardar ferramentas de jardinagem e proteger as plantas mais sensíveis ao frio durante o inverno. Outros usam o espaço extra como estúdio ou escritório, quarto para as crainças brincarem ou simplesmente um cantinho do jardim onde relaxar. No meu caso, a summer house veio para resolver um problema. No lugar onde ela foi montada, havia uma estufa de plantas bem vagabunda e velha, toda quebrada. Como eu não sou assim tão apaixonada por jardinagem a ponto de consertá-la ou comprar outra para pôr no lugar, resolvi jogar fora.

Acontece que embaixo dela havia sido feita uma enorme placa de concreto para servir de base, já que o terreno do jardim é irregular. O trabalho que daria quebrar tudo para replantar grama e flores sairia mais caro do que comprar essa casinha bonitinha e pôr em cima. E temos agora um motivo para visitar o fundo do jardim, onde a gente praticamente nem ia e que acabava ficando meio abandonado.


Sempre volto do zoológico ainda mais apaixonada por animais e com uma lista de bichos de estimação meio impossível: um ai-ai, um morcego frutívoro, um suricate bebê, um rato gigante pulador, um lêmur, um pato sibilante africano e um gorila. Dá pra ser?

E depois do zôo, o sábado terminou mais ou menos assim:



Torta de framboesa e chocolate branco.



Os famosos scones ingleses com creme e geléia.



Pudim de pão com sorvete de baunilha.