garimpo

Achados de farmácia: o "Mosaic Glow" de marca desconhecida, menos de dois dinheiros na Boots. Na verdade se trata de um bronzer, coisa que eu sempre jurei jamais passar no rosto (visual "saúde" não combina com a minha personalidade; o fato de ser morena me impede de adotar o look Mortícia). Mas enfim, duas libras. Embalagem bonitinha e brilhosa. Mosaico de cores. Fiquei curiosa.





E gostei ! Dá um arzinho de "acabei de chegar das minhas férias em Mustique", além de um leve toque prateado. Não sei onde estou com a cabeça - geralmente odeio cara queimada de sol ou qualquer coisa com brilho ou glitter no rosto. Eu tô bem amarela no momento (viva o inverno europeu) e acredito que esse bronzer vá ficar ainda melhor quando eu estiver no Rio e, forçosamente, com "cor de saúde". Rárá. Porque eu não fico com "cor de saúde"; a única coisa que o sol consegue fazer comigo é me deixar manchada. Eeeek.

Além do bronzer, trouxe essas duas sombras + blush da Natural Collection e esse esmalte da Bourjois. A Natural Collection é a linha "preços populares" da Boots, e os três potinhos custaram menos de cinco dinheiros. Ok, a embalagem é uma merda; mas o blush é uma maravilha. Faz tempos que eu estou querendo testar blush rosa no meu tom de pele, mas não estava a fim de comprar um produto caro para depois descobrir que não, eu definitivamente não combino com a cor. Daí peguei esse baratex aí embaixo e gostei tanto dele que nem vou comprar o carésimo da Guerlain em que eu estava de olho. Ok, talvez eu compre - mas só quando esse aí acabar.


Pena que não deu pra dizer o mesmo das sombras. A clarinha, em particular, é muito fraca. E a fixação é péssima (eu não uso primer de pálpebra porque né, pelamor). A marrom eu estou usando pra definir a sobrancelha (funciona bem), mas da próxima vez comprarei sombras da Revlon - boas, bonitas e relativamente baratas. O esmalte: achei a cor muito escura na unha (apesar de mais clara do que aparece na foto; luz ruim, desculpem). E, como eu estou numa fase tom pastel em termos de esmaltes, não sei se vou usar muito . Fora que é uma bitch tirar esmalte escuro do dedo.

Também adquiri esses potões de Tresemmé na promoção (que ajudam a deixar meu cabelo pelo menos apresentável) e esse shower gel de morango (o cheiro é uma delícia); meio litro por 1,99.


Praticamente as duas únicas coisas que me fazem adentrar a Body Shop (tenho uns perrengues ideológicos com a marca, assunto pra outro dia): esse gel de banho de morango que tem um cheiro ainda melhor do que aquele lá em cima (e esse, que não faz tanta espuma, eu uso no chuveiro - o potão lá em cima é pra despejar na banheira) e o gel facial Tea Tree, que eu uso pra lavar a cara pela manhã e mandar a oleosidade da minha pele mista ir passear em Neverland. Ele é bem mentolado e deixa a pele limpinha e fresca. Os esmaltes neon-with-lasers? Comprei na Boots e já foram pro Brasil num pacote pra Marya - espero que dessa vez chegue, já que a última vez que tentei mandar esmalte pro patropi foi um absoluto e retumbante FAIL. Flamingo Pink da Barry M e Spangles da Hot Looks.


O casaquinho de cashmere vintage eu achei na Rokit em Camden. Amo cashmere, a maciez e a sensação de conforto quentinho são incomparáveis; mas paga-se o preço pelo esforço de tosquiar os cabritinhos chineses especiais que produzem a fibra. E é pra isso que servem brechós: pra comprar cashmere de boa qualidade e por uma fração ridícula do preço que ele custou quando saiu pela primeira vez de uma loja. :) De lá também veio a camisola, que eu aliás usei por baixo do cashmere como se fosse um vestido. Os brincos com cara de coisa de avó vieram da liquidação de natal da Miss Selfridge, uma das minhas lojas preferidas no mundo.


Yes, nós temos calcinhas da Primark! :) Essas são, na verdade, shortinhos em estilo masculino. Gostosas de usar, confortáveis, não marcam nem sobem. E tudo isso com direito a estampa fofa e trocadilhos double entendre. O que mais você pode querer?

around the attic

O (abandonadíssimo) cantinho de costura, antes da pequena reforma (o depois não será exibido porque a suposta reforma ainda não acabou).


Mood board do mês passado (já mudou, por sinal).


E a minha tentativa fail de copiar idéias que vi flanando pela web; um porta velas e um porta retratos, ambos feitos de potinhos vazios de comida de bebê (que eu como e adoro, por sinal). Não gostei - parecia bem mais bonitos nas fotos originais. Ou eu não tenho talento para crafts ou fotografo mal. Possivelmente ambos. Whatever.




Alguns dos mil livros que eu estou tentando ler, nesse momento. Colette está na metade; mal comecei os outros três (fora a outra pilha que está na sala, e uma terceira na minha mesinha de cabeceira). Sim, tô lento 1984 de novo. E nem é em homenagem ao Big Brother (sono de quem fica buscando ligações Orwellianas/antropológicas pra justificar o fato de que assiste; assumam que se trata de uma novela, estourem uma panela de pipoca e sejam felizes).

pink and green

Tentei fazer uma echarpe com a lã comprada em Hannover, mas infelizmente calculei mal a quantidade e ela acabou na metade do processo - damn! Agora, olhando o "trabalho", tive vontade de fazer uma capa para almofada com essas mesmas cores e lã.

technicolor kitchen

Numa singela homenagem às meninas que reclamam que o esquema de cores do meu cafofo é infantilizado e brega, a direção informa: piramos no pincel. Terminei de pintar as laterais do armário, pintei mesa e cadeiras de branco e entupi as prateleiras de cafonália colorida. Creche e Jardim de Infância Pintinho Feliz manda beijos.





Sorry, colegas monocromáticas; eu já nasci em technicolour, a idade mental é dez anos e eu estou armada com uma pistola de tinta spray; corram para as montanhas.

cookie monster



Comprar comida (ou qualquer outra coisa) por causa da embalagem é ocorrência rotineira por essas bandas. As latinhas de biscoito que a Marks & Spencer lança no Natal são sempre irresistíveis. A fofura aí em cima é o mais recente item da coleção (ok, não existe coleção nenhuma - apenas três latas de três natais diferentes, que no momento servem de porta-trecos)





(pena que os biscoitos são de chocolate; Respectivo e papai ajudaram na inglória tarefa de "desocupar a lata")



Não que eu tenha feito a minha parte. ;)

alguns links

Todas as cores da casa da Jenny; tenho tido surtos minimalistas-paranóicos onde encaro minhas paredes technicolour e desejo ardentemente que as tivesse pintado de branco. Para refletir a luz melhor, permitir diferentes esquemas de cores, etcétera. Mas aí vejo essa parede amarelinha (quase a mesma cor do meu pseudo quarto vago fluorescente), esse azul quase celeste e... bem, eu gosto de cores. E ficamos assim - por enquanto.

Quer folhear eye candy no Flickr mas acha aquele mecanismo de procurar as fotos marcadas como "interessantes" (o que quer que isso signifique) meio lento? Resolvido o seu problema: Beauty in Everything - de acordo com eles, "o melhor do Flickr" em uma página só. Veremos.

As 100 melhores primeiras frases de livros, escolhidas pelos editores da American Book Review.

Todas as loucuras da New Your Couture:.

Estou querendo ir ao Broadway Market (nem sei onde fica) só pelos bolinhos dessa moça. Conheci o site através do blog da Tommy, e morro um pouco (de fome...) a cada foto. Bolo com café quentinho é bom em qualquer lugar e mais ainda aqui, onde permanecer forçosamente em casa por causa do clima é uma ocorrência habitual, mas nem por isso menos deprimente - e a minha droga de escolha costuma ser carboidrato ao invés do Lexotan.

new year's walk

Mini caminhada de ano novo. Fui procurar uma casa de fazenda em ruínas que adoro (faz mais de três anos que não passo por lá) mas não encontrei. Esqueci qual era a entrada, passei por ela sem ver e segui andando. Minhas mãos congelaram quando cheguei ao cais. Vento frio vindo da praia, um cachorro cavando maniacamente a areia, fiquei lá sozinha, a baía de Rozel só pra mim, lendo o menu pintado nas paredes do Hungry Man. Os músculos do rosto enrigeceram e eu falava com a boca meio torta.

















etiquette

Queria dominar a etiqueta das pessoas que fazem caminhada. Às vezes eu ando de cabeça baixa porque nunca sei se devo dar bom dia ao estranho vindo na direção oposta ou não. Às vezes o estranho se adianta e dá bom dia, ou sorri, ou puxa papo, age de forma agradável. Noutras eu olho para a pessoa e, meio que sorrindo, fico esperando um bom dia; ela vira o rosto. Escaldada, o que fazer? Sorrir para a próxima pessoa e arriscar outra esnobada? Dar as costas para alguém que teria me sorrido? Ou arriscar virar o rosto por azar na mesma hora em que essa pessoa começaria a me dizer "bom dia"? Pequenas ciladas do cotidiano. E não restritas a caminhadas no campo.















Na minha primeira semana nessa casa, uma senhora bateu à porta querendo saber se, por acaso, eu não estaria recebendo correspondência da casa dela, porque "nossos endereços eram parecidos" (sim, há outra casa na rua com nome parecido, mas os carteiros entregam aqui há anos e nunca erraram). Além do mais, não gostei muito da implicação de que eu estaria recebendo cartas destinadas a outros e ficando com elas. A mulher falou muito, me olhou muito, perguntou se eu conhecia o "vizinho excêntrico de barba branca" e foi embora, desprovida de cartas. Detalhe é que mais tarde fiquei conhecendo os moradores da casa com nome parecido e por eles soube que a tal mulher nunca havia morado ali. Quem Diabos era ela? Provavelmente apenas uma estranha querendo me averiguar. Se eu soubesse, teria atendido a porta de tanga, munida com uma lança e mostrado os dentes.

Eis a Exótica Mulher Brasileira, minha cara senhora. Satisfeita? Now go away.

first snowdrops

O vizinho excêntrico e descendente de piratas morreu há mais ou menos um mês. Esqueci completamente. Lembro que certa vez ele, lá pelos idos de 2006, veio bater na minha porta bastante agitado, reclamando do barulho que as obras externas na minha casa estavam fazendo, e que caminhões pesados com material de construção estavam usando a calçada dele para manobrar, quebrando tudo (consenso na vizinhança: a calçada dele estava quebrada há pelo menos três décadas). Mandei-o voltar mais tarde e se entender com o Respectivo, coisa que ele nunca fez. Em novembro do ano passado minha gata havia sumido e fui procurá-la no belíssimo jardim do velho (muito bem cuidado pelo simpático jardineiro inglês), que me recebeu com biscoitos e copos de vinho do Porto e conversamos sobre flores e viagens. Eu o apelidei de Santa Claus por causa da longa barba branca. Ele falava com uma certa dificuldade, era escritor e viajava todos os anos à Índia para se tratar com médicos de lá (melhor e mais barato, segundo ele, e eu concordo). E foi lá que ele morreu.

Essa semana as primeiras snowdrops do ano começaram a desabrochar no jardim do Santa Claus. Fiquei olhando para elas da janela do sótão e não pude deixar de ficar triste por saber que esse ano ele não está mais aqui para admirá-las. Mas elas estão lindas mesmo assim. Life goes on, nature won't stop the show for anyone.