etiquette

Queria dominar a etiqueta das pessoas que fazem caminhada. Às vezes eu ando de cabeça baixa porque nunca sei se devo dar bom dia ao estranho vindo na direção oposta ou não. Às vezes o estranho se adianta e dá bom dia, ou sorri, ou puxa papo, age de forma agradável. Noutras eu olho para a pessoa e, meio que sorrindo, fico esperando um bom dia; ela vira o rosto. Escaldada, o que fazer? Sorrir para a próxima pessoa e arriscar outra esnobada? Dar as costas para alguém que teria me sorrido? Ou arriscar virar o rosto por azar na mesma hora em que essa pessoa começaria a me dizer "bom dia"? Pequenas ciladas do cotidiano. E não restritas a caminhadas no campo.















Na minha primeira semana nessa casa, uma senhora bateu à porta querendo saber se, por acaso, eu não estaria recebendo correspondência da casa dela, porque "nossos endereços eram parecidos" (sim, há outra casa na rua com nome parecido, mas os carteiros entregam aqui há anos e nunca erraram). Além do mais, não gostei muito da implicação de que eu estaria recebendo cartas destinadas a outros e ficando com elas. A mulher falou muito, me olhou muito, perguntou se eu conhecia o "vizinho excêntrico de barba branca" e foi embora, desprovida de cartas. Detalhe é que mais tarde fiquei conhecendo os moradores da casa com nome parecido e por eles soube que a tal mulher nunca havia morado ali. Quem Diabos era ela? Provavelmente apenas uma estranha querendo me averiguar. Se eu soubesse, teria atendido a porta de tanga, munida com uma lança e mostrado os dentes.

Eis a Exótica Mulher Brasileira, minha cara senhora. Satisfeita? Now go away.

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