the girlie show

As pessoas costumam me perguntar sobre moda e eu sempre acabo dando uma resposta vaga, no nível de "não gosto de moda mainstream", "não ligo para designers", "compro roupa em brechó". É claro que eu gosto de moda, mas prefiro coisas atemporais, daquelas que a gente não saiba exatamente de onde vieram só de olhar e, principalmente, que não venham a ficar datadas num futuro próximo. Ou seja, gosto de coisas clássicas.

Tudo o que o meu cérebro não tem de feminino veio parar no meu gosto para roupas. Quando mais mulherzinha, melhor. Amo laços, rendas, babadinhos, cores mil, tons pastéis, bolsas vintage enormes, estampas de coração, estrela, muuuitos florais. Certamente muitas dessas coisas não ficam bem em mim, mas adaptando é possível usar um pouco de tudo o que se gosta sem cair no ridículo, sem gastar muito dinheiro e sem ficar com cara de despacho de grife.

Dei uma olhada nos meus "arquivos de inspiração" e fiz esse pequeno resumo com muitas imagens e pouco texto, que talvez transmitam melhor do que palavras o tipo de moda que me interessa e no que me inspiro quando abro o guarda roupas. :)



















































Isso foi apenas uma amostragem aleatória e breve, mas o resumo da ópera é que terninho cinza, sapato combinando com a bolsa, jeans + camiseta ou pretinho básico com saltão são imagens que me provocam um certo sono. Sempre que me vi obrigada a usar roupas assim por força das circunstâncias (leia-se trabalho chatinho) me senti invisível, cinzenta, amorfa, meio morta. E bem mais velha. Talvez seja uma relutância em aceitar o envelhecimento e uma tentativa desesperada de adiar o momento de calçar as chinelas e pegar o tricô.

Ou não. Eu já passo meus dias em casa, calçando meias e fazendo crochê - porque não sei tricotar ainda. Mas assim é a vida; pura expressão do que vai por dentro. Não fosse assim aniversariantes não se vestiriam de princesas ou piratas, noivas não se vestiriam de rainhas e viúvas não usariam preto. O fato é que, quando ponho meus sapatinhos de verniz vermelho para fora, essa sou eu. Com toda a cor, excesso, pompa, circunstância e cafonice que tão bem me definem. Rainbow is my favourite colour.

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