parisiando I

Estive na cidade luz em novembro e nunca sequer tive vontade de olhar as fotos da viagem. Talvez por saber que a imensa maioria não seria digna de figurar em buraco algum da internet. Meu entusiasmo pela fotografia vem decaindo e olha que comecei tão bem, lendo o manual da câmera, tutoriais pela internet, comprando livros sobre o assunto, gastando horas admirando portfólios inspiradores e praticando sempre que possível.

Eu sempre achei que, se a pessoa vai a uma cidade como Paris e não consegue fazer uma foto boa sequer, está na hora de vender a câmera e tentar outro hobby (bordado ponto-de-cruz, talvez). Porque Paris é tão irremediavelmente bonita que basta apontar a câmera em qualquer direção, clicar e torcer apenas para que a imagem não saia clara ou escura demais (foto borrada em Paris: não tem preço, mas para todas as outras coisas, existe photoshop). Não tive sucesso, mas well, nós sempre teremos Paris. Linda, ainda que tão mal retratada por fotógrafos wannabe através dos séculos, muito mais apaixonados do que competentes.

São Doisneau que nos perdoe a heresia, mas cercados de tamanha imponência e beleza, é impossível não querer, pelo menos, tentar.



Portas e janelas em Montmartre.





e a clássica escadaria que eu nunca consigo fotografar direito.



Casal perdendo a linha com classe na feirinha de atiguidades dominical da Rue Mouffetard.



Preparação do crepe gigantesco que eu não consegui terminar.



Doces interessantes que não comi. Cores radioativas demais.



Adoro essa vitrine. É de um salão de cabeleireiro alternativo.



Ruazinha em Montmartre.



Adoráveis carboidratos.



Lanchinho amigo no Starbucks porque a travel mate queria fazer xixi (tentei fugir de qualquer coisa com cara de Starbucks, entretanto) e detalhe do carrossel mais fotografado do mundo.



Estátua em frente ao Hotel de Ville, aludindo a um passado remoto onde existiam parisienses gordas.



Franceses sabem fazer muitas coisas muito bem. Jardins públicos não são uma delas.



Say "cheese". Ou melhor, fromage. Passei mal diante dessa vitrine.



Já a travel mate passou mal diante dessa aqui, por razões diferentes.



Diversão com as estátuas em Tuileries. Gosto de imaginá-las como pessoas de verdade, posando.



Parada quase obrigatória, mais ainda antes do Natal: Galeries Lafayette.



Pecado mortal. E o serviço era péssimo. Mas péssimo ele também é no Café de Flore, e pelo menos no McDonalds não me cobraram 30 euros apenas pra cheirar a comida. Rárá.



Fazendo a coisa errada: tomando café da manhã. Detesto o típico francês, cheio de açúcar, por isso vale procurar cafés alternativos; esse tinha sandubão, refrigerante e uma tortinha de "sobremesa". Feirinha de antiguidades perto do hostel; tentação, mas eu só tinha uma mala pequena.





"Pássaro solitário sobre Paris", luz sobre sensor, 2009. :)



Os indefectíveis.


Aproveitando para agradecer as menções e selinhos recebidos: Mi do Lullaby Land, e a Amélia do Chuva de Coelhos, que me passou esse selo; a pergunta é "10 Coisas que me deixam feliz", e aqui vão algumas, bem simples: chuva de verão, os primeiros narcisos abrindo na primavera, os dias ficando mais longos, o corn beef hash que Respectivo fez para o jantar hoje, saber que amanhã é sábado, ler os comentários deliciosos que vocês deixam aqui, acordar com o cabelo bonito sem que eu tenha precisado fazer nada, terminar um livro fantástico, descobrir episódios de um desenho querido no YouTube, me apaixonar pela música da semana. :)

Going, going, gone!

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