tomorrow is another day

Hoje acordei e havia 365 seguidores neste blog. Número auspicioso para o dia 365 do ano.

Não querendo bancar o "grinch do ano novo" (até porque adoro festa), eu não tenho muito interesse nesse clima de "renovação" mundial coletiva catalisada por 20 minutos de fogos. Não acredito em anos, não acredito em "últimos" dias do ano nem em compartimentalizar a existência em blocos de trezentos e sessenta e cinco dias, como se o próximo bloco fosse de alguma forma diferente do anterior. No ginásio, o ano novo pelo menos trazia a oportunidade de começar a rabiscar numa agendinha nova. Hoje em dia a agenda fica no iPhone e eu não troquei de celular.

Por outro lado (e para não infectar ninguém com o meu negativismo crônico) acho válido encenar esses recomeços. Muitas vezes eles acabam sendo o pontapé necessário pra tirar a bunda da cadeira e tomar atitudes necessárias mas que vinham sendo adiadas por inércia. Se a gente precisa de um empurrãozinho de vez em quando para voltar a fazer planos e sonhar com o futuro, por que não? Os meus planos para a noite de hoje incluem um prato de arroz, feijão, farofinha de ovo, frango à milanesa, bolo de sobremesa e, para beber, SIDRA. Sim, senhores. O menu "Volta às Origens" deve ser completo. Melhor que isso, só se eu fechasse a noite com paçoca. Opa, que a padaria ainda está aberta...

Fora do âmbito alimentício, meus planos incluem solidão. Minha mãe deverá ir para a igreja, e nem com a promessa de um banquete depois do culto da meia noite eu me animei a acompanhá-la. Meu pai provavelmente vai estar dormindo. Recebi convites de última hora, mas o fato é que a) por que não convidaram antes? e b) eu quero mesmo estar rodeada de "gente que não me convidou antes" quando posso estar em casa comendo bolo?

Meus planos certamente não incluem o Reveillon de Copacabana. Em muitos anos de Rio de Janeiro, passei apenas duas viradas na "praia mais famosa do Brasil". Num deles eu estava com amigos e a gente ficou lá, bebendo latinhas de cerveja quente no meio do tumulto, todo mundo de roupinha branca (macumba coletiva?) estourando garrafas de sidra Cereser. Naquela época, naquela idade e principalmente naquelas condições financeiras, a gente acreditava que aquilo era melhor do que nada - ou seja, melhor do que ficar em casa comendo. Mas depois daquela noite, chutando areia com o tênis, pisando em despacho e com medo de assalto, começamos a questionar nossas certezas.

No meu segundo reveillon em Copacabana (2004) eu estava num restaurante na orla, sentada na varanda, cercada de gringos - entre os quais meu noivo. Foi o ano em que o vento trollou o reveião carioca e soprou TODA a fumaça proveniente dos fogos na cara das pessoas. Teve gente reclamando que nem deu pra ver o foguetório direito, e eu sinceramente estava mais interessada em ver os camarões no meu prato e fazer piada da situação com o futuro Respectivo.



Ou seja, nunca tive experiências muito boas; nem como povão, nem como elite. Na adolescência já passei reveillon em casa, chorando por ter levado bolo de uma amiga que no último instante decidiu "esquecer" de vir me buscar. Já passei reveillon com o namorado no barraco onde ele morava, vendo os fogos do quintal - ele, mineiro do interior, encantado com o espetáculo e olha que nem estávamos na Zona Sul. Já passei reveillon em Jersey dentro de casa, me entupindo de comida e espumante com meu marido e rindo dos especiais Top 50 qualquer-coisa na TV. Já passei reveillon vestida de preto, com All Star coberto de tachinhas e coleira de cachorro no pescoço, bebendo cuba libre com a minha turma de góticos. Já passei reveillon sozinha, sentada na calçada de casa, olhando os fogos coloridos no céu e me sentindo a mais feliz das criaturas. Já passei reveillon na piscina com o namorado enquanto os pais dele brigavam e puxavam facas um pro outro na cozinha e a gente só conseguia rir. Já passei reveillon dormindo porque a preguiça de tudo e todos à minha volta havia me vencido e Morfeu me parecia melhor companhia do que qualquer um dos babacas com quem eu podia estar.

Hoje em dia eu prefiro Natal a Reveillon. Porque gosto do tema, da decoração natalina, das comidas e do fato que a programação da data já está resolvida: basta passar em casa com a família, comendo. Ano Novo traz todo um stress envolvido de "onde passar a virada", comer lentilhas, pular ondinhas, usar branco, QUECORDECALCINHA, todos aqueles clichês babacas de sempre. Não tenho afeição por esse sincretismo religioso de ocasião, mais falso que nota de sete reais. Não tenho empatia com gente que se faz de católica na véspera indo à igreja pedir benção divina e depois vai poluir o mar atirando flores para Iansã em prol das "boas energias". Ora me poupem. Dia seguinte eles estão de ressaca, Iansã (ou melhor, a maré) cospe tudo de volta na areia, já decomposto, apodrecido e fedido, e toda as "boas vibrações" se resumem a duas coisas: lixo e mais trabalho para a sofrida equipe de limpeza urbana.



Um dos melhores reveillons que passei na vida se deu numa função no terreiro de umbanda da minha avó paterna. Eu era bem pequena, mas lembro de mulheres vestidas de branco, com saias longas e rodadas de renda, turbantes, colares coloridos e que rodopiavam sorridentes ao som dos tambores. Elas faziam uns passinhos que eu tentava imitar, vestida com uma cópia em miniatura da roupa delas que minha mãe havia costurado (só que azul céu ao invés de branca).

Havia uma mesa nos fundos, do lado de fora, cheia de tigelas de comida gostosa. E outros pais com crianças, mas eu era a neta da dona do terreiro (ela tinha outros, mas eu era a única que estava lá) e por isso estava no topo da cadeia alimentar: todo mundo vinha me apertar bochechas e rir das minhas tentativas de emular a mãe-de-santice alheia. Eu adorava os quadros com as imagens de santos, e a de Iemanjá era especialmente linda, exatamente essa e eu ficava fascinada com aquela mulher de cabelos longos saindo do mar com uma estrela na cabeça. Depois eu acabei ganhando o quadro de presente, que meu pai infelizmente deixou para trás quando vendemos nossa casa.

Havia muita música, o terreiro e o altar (lindo, decorado com uma mini cachoeira) eram generosamente enfeitados para a ocasião, eu roubava a pipoca e a canjica dos santos pra comer (gorda in the making feelings), era paparicada e assistia aos fogos do terraço; eles soltavam aqueles sinalizadores de navio e uma luz em forma de seta que eu só vi uma vez e nunca mais esqueci. Quando a gente é criança tudo é mágico, tudo é surpreendente. Depois chega o cinismo.



Me perguntaram se 2011 havia sido um ano bom. E a resposta foi: melhor que 2010, certamente. Eu não passei 2011 tendo crises de ansiedade e não houve um único dia em que eu fosse obrigada a pisar num consultório de oncologia para fazer uma biópsia, como em 2010. Eu nunca soube o que desejar para o meu pior inimigo antes. E agora, exatamente por saber, não desejaria.

Como este foi um ano bom, eu pensei que talvez devesse celebrar sua passagem com uma festa. Comemorei o término de um ano ruim (2010) tomando Perrier Jouet numa festa em um hotel lindo em Dinan, no norte da França. Esse ano eu estarei num apartamento barulhento, comendo bolo sozinha. Se é pra ficar em casa, que pelo menos seja da maneira que eu mais gosto: all alone with myself. O fato é que nada é mais deprimente do que se esforçar para se animar e falhar. O melhor, nesses casos, é ficar na sua casinha, cercada de comidinhas, músicas e filmes amados, enquanto o mundo repete no automático o script de celebração anual. Não estou sendo subversiva, estou apenas sendo preguiçosa.

Planos para 2012? A princípio, os mesmos que fiz para 2011: sobreviver.
E se sobrar energia, pretendo ler mais, ver mais filmes (Allah sabe da pilha de livros e dvds que eu tenho pra ler/assistir), me forçar a sair mais de casa porque eu sempre gosto quando me livro da inércia e subo naquela bicicleta para receber um pouquinho de ar puro nos pulmões. Fazer algum tipo de exercício, mesmo não gostando. Não voltar a ganhar peso, não só por razões estéticas (embora eu me prefira magra) mas porque eu estou verdadeiramente encantada com a minha nova capacidade de subir degraus, ladeiras, carregar peso e conseguir respirar ao mesmo tempo.

Continuar monitorando a minha saúde porque ela é delicada e eu não quero me sentir estúpida no futuro morrendo de algo facilmente diagnosticável caso eu tivesse me dado ao trabalho. Sentir apenas preguiça de quem rotula meus problemas de saúde, reais ou imaginários, de frescura. Adotar pelo menos mais um gato. Me mudar (é mais um sonho que um plano, porque não depende só de mim). Se não me mudar, juntar forças com inspiração e começar a decorar a casa onde estou, mesmo que isso signifique perder dinheiro, porque a sensação de estar num "lar temporário" não me faz sentir em casa, e sim num hotel com wi-fi no quarto.

Voltar a fazer minhas colagens, costuras, fotos, enfim, todas as coisas que gosto e passar menos tempo me aborrecendo com humanos em redes sociais. Sugiro o mesmo para todos, já que internet devia servir pra informar, divertir e relaxar; não irritar. Viajar. Quero ir para Tóquio em 2012, de preferência antes que o mundo acabe. Depois que eu for, por mim pode acabar. Bucket list status: COMPLETE. Também tirar da lista Praga e Brugges, tão próximas e fáceis e ainda assim eu nunca vou. Ir a mais shows, mesmo que sozinha, porque eu preciso aproveitar a oportunidade de ter shows frequentes e baratos tão perto de casa. SUMIR de Londres durante as olimpíadas porque, francamente, eu não atirei pedra na cruz. Visitar meu best friend forever na Itália. Ou até no inferno, se ele estiver morando lá.

Beber mais água (e mais coca zero para compensar o sacrifício). Separar roupas para doar, jogar os lixos fora e organizar meu guarda roupas. Definir prioridades a fim de gastar menos dinheiro, apesar de eu já gastar bem pouco. Comprar um BOM aparelho de som, porque uma dessas prioridades é música. Ser mais organizada no âmbito doméstico. Assinar o Spotify. Assinar algumas revistas. Assinar os canais de filmes na SKY. Cancelar o Lovefilm. Voltar a escrever diariamente, apenas para mim. Continuar sem filhos. Continuar acreditando. E, se tudo falhar, continuar somente, que já está muito bom e é melhor do que a alternativa.


Não acredito em datas. Acredito em fases ruins. E acredito que elas passam.
E, acima de tudo, acredito que tudo poderia ter sido muito, muito pior para a maioria de nós que estamos na internet reclamando de 2011. It wasn't that bad.

E afinal, amanhã é outro dia.



Happy New Year. ♥

25 Merry Melodies

Não tendo nascido numa família religiosa, o Natal para mim sempre se resumiu a duas coisas somente: comida e música.
Entre as as lembranças mais remotas dos natais da minha infância eu incluo passar o dia 24 de dezembro sentada no chão da cozinha lambendo latas de leite condensado descartadas pela mãe e os vinte e cinco primeiros dias de dezembro ouvindo esse disco até furar o vinil. O cheiro do peru sendo assado e o vizinho tocando pagode no último volume enquanto queimava a carne do churrasco. Minha mãe polvilhando as rabanadas (que eu adoro) com canela (que eu odeio) enquanto colocava na vitrola mais um CD do Roberto Carlos (que eu adoro) ou do Agnaldo Timóteo (que eu odeio). Meu pai assando castanhas, eu assando sob o sol e ouvindo minha fita mal gravada dos Smiths enquanto esperava a chuva que *sempre* caía na véspera de natal. A melodia piegas, porém grudenta do comercial do Banco Nacional ou o emocionante jingle natalino da Varig pontuando os especiais de TV, enquanto a pequena Lolla engolia bolinhos de bacalhau ainda quentes em série, sentada no sofá da sala sob as luzinhas piscantes na árvore. Não havia tanta expectativa pelos presentes como havia pelos cheiros, sabores e sons do Natal.

Por isso hoje eu pensei em fazer uma mixtape indie, depois mudei de idéia e considerei fazer uma rock'n'roll. E depois uma clássica anos 50, ou uma com regravações, ou uma só com vocais femininos ou ainda uma só de hinos religiosos cantados por artistas pop. Depois resolvi parar de ser hipster, me render ao clichê da data, misturar tudo e saiu isso aí. Curiosamente, eu nem mesmo gosto de algumas dessas músicas, mas é inconcebível pensar em Natal sem elas. Músicas que me acompanham desde a infância e outras que conheci quando mudei de país. Elas me irritam, me emocionam, me fazem rir, me fazem dançar, me fazem ter vontade de assassinar os intérpretes com requintes de crueldade, me deprimem, me lembram de fantasmas de natais passados e de como eu gosto dessa época do ano. E querendo ou não, se tornaram parte da trilha sonora do meu Natal e da minha vida.

Trilha que eu já passei para um CD e estarei ouvindo amanhã. All day long, como é de hábito.

(mas deixei a Simone de fora; MAL AÊ)

Christmas Time by Lolla Moon on Grooveshark

25 Merry Melodies

01. Winter Wonderland - Bing Crosby
02. Do They Know it's Christmas? - Band Aid
03. Driving Home for Christmas - Chris Rea
04. Let it Snow - Dean Martin
05. Santa Claus is Coming to Town - Jackson 5
06. All I Want for Christmas is You - Mariah Carey
07. Rudolph the Red Nosed Reindeer - Destiny's Child
08. Last Christmas - Wham!
09. Silent Night - Frank Sinatra
10. Have Yourself a Merry Little Christmas - Judy Garland
11. Merry Christmas Darling - The Carpenters
12. Jingle Bell Rock - Bobby Helms
13. Rockin' Around the Christmas Tree - Mel & Kim
14. Baby, It's Cold Outside - Tom Jones & Cerys Matthews
15. Santa Baby - Eartha Kitt
16. Fairytale of New York - The Pogues & Kirsty MacColl
17. Walking in the Air - Aled Jones
18. A Wonderful Christmas Time - Paul McCartney
19. Merry Christmas Everybody - Slade
20. We Wish you a Merry Christmas - Weezer
21. Blue Christmas - Elvis Presley
22. Christmas Through your Eyes - Gloria Estefan
23. War is Over - John Lennon, The Harlem Community Choir, Yoko Ono & The Plastic Ono Band
24.O Come All Ye Faithful - Luther Vandross
25. White Christmas - Darlene Love



You're doing it wrong, Charlie Brown.
Não espere que o Natal te faça feliz. Fique feliz porque é Natal.
E porque você está aqui.

Have yourself a merry christmas, biatches and dudes. ♥
E mandem mensagens de amor pro meu TIM Infinity. Rá.

Rio, quase 40 graus.

Chuva e sol intermitentes. Internet idem, e que só funciona até o telefone tocar. Calor. Suor, muito. Barulho de trânsito, de engarrafamento, da igreja que faz vigílias quase diárias e me faz compreender por que Deus permitiu que a granada de mão fosse inventada. Voltar a ver amigos, voltar a me irritar com eles. Depender de condução que não tem leis a obedecer. Carestia, 45 reais por um pacotinho de Post-it. Pessoas que me sorriem e falam comigo, pessoas que não olham para mim. Cartões de crédito e dinheiro dentro da calcinha numa bolsinha plástica; kit prevenção de assaltos. Alto da Boa Vista. Alto Leblon. Baixo Gávea. Baixada. Festa. Feira dos Nordestinos. Carne de sol deliciosa, porém paguei seu peso em ouro. Praia de Ipanema à noite. Metrô. Telefone tocando. Toda. Hora. Maquiagem não, filtro solar sim. Panetone com leite condensado. Queijos ruins. Carrocinha de churros. A reforma que ainda não aconteceu na Central do Brasil. Minha árvore de natal brasileira. Inchaço. Brigas. Pele boa, cabelo péssimo. Celular sem plano de dados. Chip da TIM, plano Infinity (stop calling, stop calling, i don't wanna talk anymore). Ana Maria Braga. Novelas ruins. Deliciosas reprises dubladas de Everybody Hates Chris. Beber com minhas primas. Táxi de madrugada. Ônibus que não roda de madrugada. Frangão de Natal. Zero clima de Natal. Planos para o Ano Novo. Saudades. Risadas. Olhos revirando. Ver as coisas de sempre com novos olhos, ver coisas novas com os olhos de sempre. Não saber se fico. Não saber se vou. Não saber por que estou aqui. Não saber por que estou lá.

Calor demais, e o verão nem mesmo começou.

Put a ring on it.

Peço desculpas pelo sumiço, amigos. Cheguei ontem de viagem (cinco dias em Milão e dois em Hanover), louca pra cair na cama e dormir umas vinte horas, mas tive uma recepção deliciosa: Chantilly, minha querida felina, havia desocupado todo o conteúdo do seu intestino em cima do nosso edredom. Virtualmente impossível entrar no quarto, dado o cheiro. Recolhi o "material ofensivo", abri as janelas, acendi uma vela BASTANTE perfumada e, às onze da noite, fui procurar no google o endereço de algum supermercado próximo que ficasse aberto 24 horas a fim de comprar outro edredon - porque todos os outros que temos aqui ela já havia "batizado" e estão na fila da lavanderia.

E pensar que eu não tive filhos para não ter que lidar com excrementos alheios, HEIN.

Enfim.
Vamos falar de coisas mais, erm, "perfumadas". Literalmente:








Achei essa pequena surpresa na H&M italiana; sendo eu A Louca das Latas, é claro que viria pra casa. Eles também tem uma latinha preta, aroma diferente, mas eu só percebi a variedade depois que havia pago e estava saindo da loja. I'll be back! Os brinquinhos de tigre eu comprei por aqui mesmo (só não lembro onde); o porta maquiagem de renda também é H&M.

Como eu estava em Milão mesmo fui visitar as lojas da KIKO. Gosto bastante dos esmaltes dessa marca milanesa, que só agora começa a fazer algum sucesso por essas bandas. A loja e as embalagens têm um jeitinho de MAC mas os preços são pra lá de amigos sem economizar na qualidade. Esses esmaltes custaram 1.50 euros cada e estou usando o cinza esverdeado há quase uma semana.




De lá também vieram os lipglosses. Por não ser exatamente fã de maquiagem, muitas vezes um batom leve e máscara para cílios são as duas únicas coisas que me animo a usar. Tenho vários batons escuros, como o Dark Side e o Ruby Woo da MAC, mas é fato que batons escuros e opacos envelhecem. Como essa não é a minha intenção, aposto no efeito rejuvenescedor dos brilhinhos labiais.





Esses aí se dizem "extra volume", mas não percebi nada muito diferente - no máximo ilusão de ótica, já que os brilhos refletem a luz e fazem a boca parecer maior. Já usei batons que efetivamente aumentavam a boca, mas por conter ingredientes irritantes que faziam com que os lábios inchassem - erm, no thanks. Até porque nasci bem dotada no quesito beiços, talvez para compensar a economia no cérebro. As cores, no entanto, são bem bonitas. A duração é *muito* boa e sem deixar a boca gordurosa, como se você tivesse acabado de comer um prato de linguiça frita seguido de macarrão ao alho e óleo - um crime comum dos brilhos labiais.



Continuando o assunto batom (futilidade imperando hoje, tenham paciência), olha só que bonitinhos esses protetores labiais. O da Hello Kitty veio de uma filial do Carrefour (!) em Milão. Tem um cheiro maravilhoso de framboesa e uma cor linda, mas só serve mesmo para proteção porque não colore. Já o da Labello... Não por acaso, minha marca favorita de protetor labial (e que tem fãs no mundo todo). Baratíssima, vendida em farmácia, mas os produtos são cheirosos e não apenas protegem do frio literalmente "de rachar" do inverno, como também dão cor e brilho. Pena que nunca acho na Inglaterra; só a marca "irmã", produzida pela Nívea, mas que não tem a mesma variedade. No começo do ano achei dois na França (morango e cereja, maravilhosos) e nessa mini estadia em Hanover encontrei esse novo sabor (goiaba!) na drogaria Rossmann. Delícia! Se alguém achar protetores Labello em viagens, especialmente os da linha "Fruit and Shine", compre sem pestanejar. Very good indeed. :)

Agora passando à outra obsessão:





A caveirinha e o coração com a Union Flag são da Primark (a filial de Hanover, que acabou de abrir e, apesar de ser sucesso absoluto, não vive cheia de gente mal educada e que joga as roupas no chão como aquele pesadelo de Oxford Street); a estrela é da Forever21.





A corujinha eu comprei na Primark para a minha mãe, um ser que ama corujas. Depois de alguns dias considerei seriamente confiscá-lo para uso pessoal. A fim de evitar problemas, voltei lá e comprei um pra mim também. :)










O besouro (ou mosca? libélula anã? borboleta grávida? sei lá, não sou boa com insetos e tenho medo deles, mas gosto muito de anéis com tema de animais) veio da Primark; o ursinho panda e a coroa são do Ebay e a estrela é Forever21 - linda e brilhante, mas eu não percebi que estava com uma pontinha quebrada e a vendedora não me alertou. Ela certamente percebeu o defeito porque, assim que pegou o anel, berrou: "NÃO TROCAMOS BIJOUTERIAS!!" e eu lá, sem entender, fazendo cara de "whatever, dearie". Dã.

A salada de frutas aí embaixo é da Claire's - eu me lembro com SAUDADE de quando essa loja era barata...





Sobre a viagem... Eu sei que estou devendo posts sobre os lugares que visito, que tem gente esperando fotos de Nova York até hoje, que eu deveria postar com mais frequência ao invés de ficar dando ibope para redes sociais porque, afinal de contas, é para isso que tenho um blog pessoal. Um dos projetos para 2012, caso o mundo resolva não fazer a fineza de acabar, é dar uma pausa nessas inutilidades da web 2.0 e dar mais atenção ao meu querido diário virtual. Porque a) o facebook virou uma lixeira depois da invasão da patuléia que antes "não sabia mexer ali" e agora atualiza o "status" (ou melhor, a falta de) 50 vezes por dia com memes idiotas e fotos de cachorro morto; b) o formspring saiu de moda (quase todo mundo que valia a pena seguir ali deletou/abandonou a conta) e c) "xingar no Twitter" is sooo 2009.

Mas para fins de prévia, taí um pedacinho de Milão, ao lado da inacreditavelmente linda catedral de Duomo. Segundo o Respectivo esse é o me-lhor chocolate quente da história da humanidade. Olha esse biscoito. Olha quanto chantilly. Olha esses saquinhos de açúcar em formato de coração. E a bebida em si era docinha e espessa, parecia uma sopa cheia de pedaços de chocolate semi derretidos dentro. Até eu, que não gosto de chocolate, fiquei tentada. Mas resisti tomando um americano com creme de leite e adoçante (haha) porque o dia off da dieta seria no sábado...



Já está com fome? Manda abraço pras lombriga, amiga!

My Favourite Things #3

Natal quase aí, né? Na verdade, não. Estamos em meados de novembro ainda e eu já estou me adiantando. Mas não sou a única; cada vez mais cedo as lojas espalham festão e bolinhas coloridas pelas vitrines a fim de nos convencer a começar a gastar dinheiro mais cedo. Não reclamo porque gosto do clima festivo dessa época do ano. Por mim, quanto mais ele durar, melhor. E comprar não é necessário, mas antes de "bradar contra o consumismo natalino" (zzz) pense nos empregos e salários que dependem da sua carteira. Todo mundo merece ceia de Natal, inclusive aquele vendedor simpático da sapataria.

Minha árvore de natal (e os enfeites, luzinhas, guirlanda para a porta, christmas crackers e todo o resto) ficaram em Jersey. Como planejo ir ao Brasil esse ano para o Natal, não estou lamentando tanto não ter podido decorar essa casa. Quando eu voltar a TER uma casa de verdade, aí sim. :) Por ora, só pus na janela esses penduricalhos comprados em Chatsworth:







O outono ainda nem foi embora. As folhas já cobrem o jardim, os esquilos já estão em alerta vermelho para encarar o frio e a escassez comida que se aproxima, descobri um porco espinho construindo seu abrigo de inverno no fundo do quintal e já passou da hora de limpar e guardar essa mesa e essas cadeiras. Porque elas não voltarão a ser usadas até, quem sabe, março do ano que vem.



A vista da janela do meu "estúdio". Agora que as folhas caíram posso ver a ruazinha que passa na lateral da casa.



Estava percorrendo a TopShop outro dia quando vi essa caneca na seção de presentes. Como todos sabem, eu tenho obsessões por coisas randômicas. A saber, algumas: necessáires, porta cartões, anéis, cabides (não pergunte), cadernos e, claro, canecas. Eis a última aquisição, uma vez que não consegui deixá-la na loja.






De Chatsworth também veio esse postal, que é uma reprodução de uma pintura da artista Maria Cosway (1759-1838). A retratada é Georgiana Cavendish, duquesa de Devonshire - sim, a mesma do filme com a Keira Knightley e parente distante da Princesa Diana. Ela tem uma biografia deveras interessante (meio mal contada no filme; "licença poética", ok?) e era a verdadeira fashionista da sua época. Ainda bem que ela morreu há alguns séculos - do contrário estaria hoje vestindo color block, batom Snob, ankle boots e postando foto de look no seu blog fashion-aristocrático.



Hidratante labial da H&M. Não consegui resistir às latinhas (esqueci de adicionar LATAS à lista de coisas randômicas que eu "coleciono" sem nem perceber). Elas são bem mais bonitas ao vivo.





Essas aí vieram do Old House Museum em Bakewell.



E essa latinha aí embaixo eu não lembro de onde saiu. Mas era tão adorável, com esse arzinho levemente art nouveau, que eu trouxe para casa.





Infelizmente ela sofre da "síndrome de doce japonês". Nota dez em aparência; já o conteúdo... Dentro, pequenas balinhas açucaradas com sabor de... violeta? Sinceramente, muito ruins. Não sei o que fazer com elas; pena de jogar fora, mas gostaria de aproveitar a latinha para outros fins. O copo da foto é da Anthropologie.



Para finalizar esse post "enlatado": minha mãe é fã dos chás da Twinings e me pediu algumas caixinhas. Resolvi colocar as teabags dentro dessa latinha meiga em comemoração ao casamento real; ela já veio da loja cheia de chá, mas era o comum matinal e mamãe prefere os de fruta.





E aí, será que ela vai achar bonitinho? :)