Friday



Depois que comecei a trabalhar, mais especificamente, as sextas feiras passaram a ser meu dia favorito da semana - antes costumava ser sábado. É claro que eu continuei gostando dos sábados (alguém não gosta?), mas as sextas feiras eram melhores porque incluíam no pacote a felicidade de sair do trabalho sabendo que o resto da noite era todo meu, sem a necessidade de acordar cedo no dia seguinte - e, quando acordasse, o fim de semana ainda estaria inteirinho pela frente. O sábado era ótimo, mas a sombra nefasta do domingo já começava a se espalhar.

Domingo é o meu dia menos favorito da semana; sempre foi, desde que uma igreja evangélica se mudou para a vizinhança, e a partir daí todas as manhãs e tardes domingueiras ganharam uma trilha sonora de louvores tão deprimentes que seriam capazes de fazer Polyana cometer suicídio se enforcando com a própria trança. Eu ficava esperando que Jesus se materializasse na frente dos fiéis e, antes que eles pudessem se atirar no chão gritando MILAGRE!, dissesse: "AÊ, só quero saber QUEM É O DJ? Vou adiantar o Armagedon pra daqui a quinze minutos se não melhorar o nível dessa bagaça!". Porque amigos, era foda. Sem contar os programas dominicais (Faustão? Gugu? Fantástico? Eu tinha MEDO da abertura do Fantástico quando era pequena!), aquela moleza generalizada após o longo e alcoólico almoço de domingo, o desânimo e a depressão se instalando... Amanhã é segunda feira... Urgh. E a sensação ruim continua até hoje, mesmo agora que não trabalho e não sou mais obrigada a ouvir as vinhetas do Fantástico. Os domingos já foram legais, sim - mas isso foi há tanto tempo que eu mal consigo me lembrar. Lembro apenas de coca cola + pão com mortadela no café da manhã, ou o pedaço do bolo da festa de aniversário de algum coleguinha (sempre num sábado à noite) que eu corria para pegar na geladeira.

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