Lolla goes shopping

Hi there, boys and girls. :)
Desculpem o sumiço voluntário, mas estive viajando. Dez dias em New York! Fotos e fatos sobre a viagem muito em breve, caso eu não morra de tédio antes ou com o cérebro fundido tentando selecionar, editar e organizar cerca de 500 fotos - a maioria muito ruim, diga-se. Levei minha câmera profissional e ela ficou lá, junto com o kit de três lentes poderosas descansando quietinha no fundo da mala. Estou ficando velha e sair para caminhar por uma cidade (cujo transporte público não é muito bom, ou seja, você precisa cobrir distâncias a pé) carregando um TIJOLO pendurado no ombro não existe. Eu gosto tanto da minha coluna vertebral e do meu conforto que me recuso a usar sapato de salto. Então não faz sentido carregar um estúdio fotográfico nas costas. Mal aí.

Well! Enquanto não tem foto e nem maiores reclamações (hahaha) a respeito de New York, the concrete jungle where dreams (e bolhas nos pés) are made, eu vim aqui só deixar um alô, avisar que não foi desta vez que o avião caiu e contar sobre o novo shopping que foi inaugurado aqui em London: Westfield Stratford!

Já existia um outro Westfield aqui, nas imediações de Shepperd's Bush (perto de Notting Hill) mas agora, com os estádios olímpicos sendo construídos em Stratford - uma área considerada de baixa renda e barra pesada, mas que está supostamente sendo "revitalizada" com todas essas obras e melhorias... tomara que sim - os senhores do capital decidiram que seria uma idéia interessante abrir um GRANDE! SHOPPING! CENTER! ali do ladinho, para que a turistada toda siacabe muito de gastar dinheiro na Topshop, MAC e H&M.



O novo Westfield (que, ao contrário do antigo, fica em East London; por que não se chamar EASTfield? Haha) foi inaugurado no dia 13. Nesta data eu estava acordando para o meu primeiro dia em Manhattan e perdi a festa. Ontem, primeiro sabadão de volta à terra adotiva, resolvi investigar. O shopping fica a apenas quatro estações de metrô de distância, mas resolvemos ir de carro. Chegamos por volta das duas da tarde procurando almoço, e em verdade vos digo: só conseguimos sentar a bunda numa mesa de restaurante para começar a pensar no que ingerir por volta das quatro.

EU NUNCA VI UM SHOPPING TÃO LOTADO NA VIDA.
Um dos meus princípios na vida é: nunca entrar em fila de restaurante. Se houver fila na porta, eu procuro outro lugar pra comer. Infelizmente tínhamos acabado de chegar, e pagar estacionamento só pra sair, ir comer em outro paradeiro e voltar seria pouco prático. Não havia UM restaurante sequer sem uma fila de pelo menos trinta pessoas na porta. Na fila do Nando's (que no Rio certamente seria chamado de Palácio do Frango Frito, haha) devia haver umas 150. Escolhemos um lugar chamado Las Iguanas unicamente pelo fato de a fila estar pequena. A comida era "latina" e eles serviam Brahma e Xingu... Além de uma caipirinha que aparentemente estava aceitável (e, não entendi a razão, ganhamos uma extra). Infelizmente a dieta não me permitiu experimentar nada disso e, para evitar ser servida coca cola normal "por engano" ao invés de diet, eu fiquei na água com gás e limão... :(





A comida estava OK, mas nada especial. Depois de uma semana e meia na América eu achei as porções pequenas. Mas a vantagem é que pagamos infinitamente menos - mais sobre isso no post sobre NY.

Depois do almoço fomos conhecer o lugar e as lojas. Ou, pelo menos, tentar.





Juro que eles não estavam dando nada de graça nesse McDonald's. Imagine o barulho e o empurra-empurra... Como alguém consegue sentar pra comer com a família num lugar assim?





É... where am I, indeed! LOL



Essa loja era uma delícia de olhar. Os cupcakes coloridos disseram olá para as minhas lombrigas, que imediatamente taparam os ouvidos, fecharam os olhos e começaram a assobiar a Quinta Sinfonia de Beethoven.



Três andares. O último é quase que exclusivamente dedicado a restaurantes e há um "espaço de orações". Para todas as religiões, mas a gente sabe que aquilo só foi colocado ali por causa dos muçulmanos, que precisam rezar a cada X horas. Entrei por engano de chinelo, camiseta de halloween e pulseirinha de caveira - e me olharam tão feio que eu praticamente evaporei dali. So much for religious tolerance...



Vitrine hipster da Forever 21.



Vitrine DELISH da Schuh (rede de sapatarias hipster britânica).



O nome dessa loja de cosméticos é KIKO (senti vontade de perguntar pelo Chaves ou se era ali que a Dona Florinda comprava os rolinhos de cabelo, mas me contive) e é uma espécie de "MAC de pobre" - o layout da loja e a embalagem dos produtos sendo bastante parecida à queridinha dos beauty blogs. Já os preços são um espetáculo à parte; BEM mais baratos. Fiquei fascinada em especial pelos esmaltes: não consegui colocar nem a metade do catálogo de cores disponíveis nessa foto. Simplesmente LINDAS, incluindo cores com glitter, micro partículas e craqueladas. Vi todos os Chanel da moda lá, em imitações perfeitas; testei na loja e a cobertura é maravilhosa. E o precinho: 3.50 cada. Tô voltando lá semana que vem!





A indefectível Apple Store hiperlotada de hipster pãbre que, na impo$$ibilidade de comprar um iPad, passa horas jogando Angry Birds no balcão. PHYNO.

Meu estrago: caderninho/cartelas de adesivo na Paperchase e uma penca de bonequinhas Lalaloopsy (oi, dez anos ♥).

Pronto, fim da aventura no templo do consumo. O resto do fim de semana será aproveitado na cama, lendo a americaníssima Nylon e o inglesíssimo (Anne Hathaway à parte...) One Day.


Pixlr-o-matic

Hoje no twitter eu estava fazendo uma espécie de "diga-me que filtro do Instagram usas e te direi quem és". As fãs do Early Bird, por exemplo: tudo "hipster-cupcake". :) Foi quando o pessoal começou a comentar sobre novas apps de fotografia (que eu adoro e coleciono) para smartphones, e então a Mellanie me deu a dica do Pixlr-o-Matic. À primeira vista os filtros e texturas me pareceram meio exagerados e cafonas, mas foi só testar para mudar de idéia.

Em alguns minutos eu dei uma "reciclada" nessas fotos aí embaixo que estavam hibernando há meses no iphone; a maioria eu sequer pus no Flickr porque não havia gostado muito delas.

















Mesmo os filtros/texturas com mais cara de "blog de miguxa" como estrelinhas, bokeh colorido, chuva fake, etc. podem transformar uma foto - desde que seja a foto certa para aquele efeito. Não estou afirmando ter acertado a mão 100% aqui, mas pelo menos me diverti tentando. :)

E o que é melhor: pra quem não tem smartphone, dá pra fazer direto pela web OU baixar o programa e usar offline!


Se eu fosse você baixava isso logo antes que eles comecem a cobrar.

E vocês, têm alguma app preferida de fotografia? Compartilhem aí nos comentários! Eu tenho Hipstamatic, Instagram, ShakeIt, CameraBag, Infinicam, TiltShiftGenerator, Diptic, Pudding Camera, Camera+, Plastic Bullet e 100Cameras (além do Pixlr-o-matic, claro).

p.s.: Preciso fotografar mais com o meu iphonezinho.

The Smiths Project

OMG. Janice Whaley regravou a discografia inteira dos Smiths (incluindo suas próprias versões das capas originais) e lançou em CD/box. Detalhe: não há instrumentos. Todos os sons em todas as faixas são cortesia da própria voz da Janice. Tudo disponível para ouvir online, comprar ou fazer download.



Ainda não consegui descobrir se gostei ou não, já que para mim versões da "sagrada" obra dos Smiths são sempre ou excelentes ou péssimas. Ouvi algumas faixas da Janice mas vou precisar ouvir outras e mais vezes para estabelecer uma opinião. A princípio achei mais interessante como projeto do que, de fato, bom de se ouvir. Mas a pergunta real aqui nem é "amei ou detestei?" e sim "como é que eu não fiquei sabendo disso antes??"

Você pode ouvir faixas no site do projeto ou no canal da Janice no YouTube.

peace, quiet and light.













Cheirinhos baratos que encontrei na Home Sense, outra boa recomendação para quem está por essas bandas procurando coisas interessantes para decorar a casa. É preciso saber separar o joio do trigo, mas os preços compensam o pequeno trabalho.

P.S.: A vela azul da primeira imagem não veio de lá, e sim do Sainsbury's. ;)

Devilish Feast.

No domingo fomos almoçar na casa do mano mais velho do Respectivo. Minha vontade de ir não era das maiores - cheguei, num dado momento, a me recusar a acompanhá-lo. Mas capitulei porque ele foi legal comigo no sábado, me levando para passear no shopping de Romford (hahaha), almoçar no Outback (eu nem sabia que havia Outback fora do Brasil) e aguardando pacientemente enquanto eu fazia escova no cabelo - uma ocorrência tão rara quanto detestada.

O irmão é bacana, mas eu tenho restrições quanto à namorada. Boa pessoa, porém mulher e inglesa. TODAS SABE que eu tenho problemas com essas duas amostragens humanas em separado; quando combinadas a coisa tende a piorar. Fico com a sensação de que estou sendo observada, analisada e julgada (desfavoravelmente) o tempo todo e eu podia passar sem isso, obrigada. Também tenho a sensação de que algumas pessoas aqui toleram imigrantes numa boa, desde que eles fiquem em seus lugares - isto é, casados com conterrâneos, trabalhadores, humildes, longe das vizinhanças abastadas e devidamente pobres.

O irmão gosta de caçar. Não tenho muitos problemas com isso, até porque ele consome tudo o que mata. De certa forma é um carnívoro mais merecedor do que eu, já que põe na mesa aquilo que caçou com as próprias mãos, enquanto eu, defendendo de forma pouco convincente as vantagens de se estar plantada no topo da “cadeia alimentar”, compro meus bichos mortos já limpos, fatiados e higienicamente embalados em plástico e isopor. É difícil respeitar a morte de um ser vivo se a única parte que você vê dele é um bife que em nada lembra a gloriosa existência encerrada num abatedouro. Eu jamais atiraria para matar, mas isso não me faz melhor do que o cunhado; só me faz mais covarde. Ele construiu uma espécie de abatedouro/frigorífico nos fundos do jardim, em madeira pintada de vermelho com janelas brancas - igualzinho a uma casa de campo finlandesa, com direito a tinta importada da escandinávia. Lá dentro ele limpa, corta e congela as vítimas, digo, jantar.

Comemos carne de Bambi. Ok, na verdade o negócio mais parecia uma sopa. A namorada usou uma dessas panelas elétricas para cozinhar a carne lentamente, só que a meu ver a coisa cozinhou demais e havia mais caldo do que carne no prato. Como eu não pude tocar nas batatas, cenouras e batata doce, devo confessar que fiquei meio com fome. O sabor da carne de veado foi aprovado; lembrou carne de boi assada. Veado entra para a lista de “carnes exóticas degustadas na Europa”, ao lado de avestruz (na Alemanha) e rena (na Finlândia). Também provei lagosta pela primeira vez na França, e faisão e salmão em Jersey. Nunca comi coelho, apesar de rabbit pie constar da minha lista de “coisas para experimentar antes de morrer”.

De sobremesa havia uma mousse de frutas vermelhas, feita em casa, que parecia ter sido muito gostosa antes de ser esquecida no freezer… Toca colocar colheres de molho em água fervendo para tentar ajudar a derreter o bagulho; mas estava tão congelado (e a casa tão fria...) que o negócio permaneceu em Iceberg Mode On durante todo o tempo em que ficou plantado no meio da mesa, sendo cutucado, espancado e esfaqueado por todos aqueles que pretendiam comê-lo. Por sorte eu não podia anyway. :)

O curioso foi quando a namorada foi procurar a tal mousse no freezer da cozinha e não encontrou. “Procure no freezer grande, embaixo dos esquilos!” foi a resposta do cunhado. “Embaixo do QUÊ??”, perguntei eu, e então ela me levou até o freezer imenso que fica no tal abatedouro/frigorífico e dentro dele havia pequenos esquilos cinza congelados dentro de sacos plásticos, as patinhas na frente do corpo e os dentes de fora.

Esquilos cinza são vistos como “peste” na Inglaterra, já que não são originários das ilhas britânicas. Foram trazidos da América do Norte por algum idiota que os achou bonitinhos e acabou causando um enorme e irreparável desequilíbrio ecológico. Os esquilos cinza são maiores e mais agressivos que os pequenos vermelhos (nativos da Inglaterra), e vencem fácil a competição por comida. Além disso são portadores de um vírus que não lhes faz mal algum porém mata os vermelhos, fazendo com que eles estejam praticamente extintos no seu habitat natural (em Jersey os vermelhos permanecem, já que os cinzas felizmente não cruzaram o canal). Apesar disso não acho que promover uma carnificina de esquilos yankees vá fazer muita diferença agora. E depois, a culpa não foi deles.

A namorada se prontificou a explicar: “ele mata os esquilos e guarda para um amigo, que tem uma serpente de estimação; ela adora um delivery de esquilinhos!”. Engoli em seco pensando nos esquilos que moram no meu jardim em casa e passam o dia pegando sol sentados na cerca, coçando a barriguinha. Para completar o dia, o irmão declarou que atirou num gato que estava roubando a comida do gato da família - e que o próprio gato da família seria curado com um tiro quando ficasse doente, já que eles gastaram uma quantidade impossível de dinheiro tentando curar o anterior, em vão. Compartilho do sentimento, mas não consigo de maneira alguma aprovar o método.

Festa estranha, com gente esquisita.
Fiz um omelete quando cheguei em casa.