Rio, quase 40 graus.

Chuva e sol intermitentes. Internet idem, e que só funciona até o telefone tocar. Calor. Suor, muito. Barulho de trânsito, de engarrafamento, da igreja que faz vigílias quase diárias e me faz compreender por que Deus permitiu que a granada de mão fosse inventada. Voltar a ver amigos, voltar a me irritar com eles. Depender de condução que não tem leis a obedecer. Carestia, 45 reais por um pacotinho de Post-it. Pessoas que me sorriem e falam comigo, pessoas que não olham para mim. Cartões de crédito e dinheiro dentro da calcinha numa bolsinha plástica; kit prevenção de assaltos. Alto da Boa Vista. Alto Leblon. Baixo Gávea. Baixada. Festa. Feira dos Nordestinos. Carne de sol deliciosa, porém paguei seu peso em ouro. Praia de Ipanema à noite. Metrô. Telefone tocando. Toda. Hora. Maquiagem não, filtro solar sim. Panetone com leite condensado. Queijos ruins. Carrocinha de churros. A reforma que ainda não aconteceu na Central do Brasil. Minha árvore de natal brasileira. Inchaço. Brigas. Pele boa, cabelo péssimo. Celular sem plano de dados. Chip da TIM, plano Infinity (stop calling, stop calling, i don't wanna talk anymore). Ana Maria Braga. Novelas ruins. Deliciosas reprises dubladas de Everybody Hates Chris. Beber com minhas primas. Táxi de madrugada. Ônibus que não roda de madrugada. Frangão de Natal. Zero clima de Natal. Planos para o Ano Novo. Saudades. Risadas. Olhos revirando. Ver as coisas de sempre com novos olhos, ver coisas novas com os olhos de sempre. Não saber se fico. Não saber se vou. Não saber por que estou aqui. Não saber por que estou lá.

Calor demais, e o verão nem mesmo começou.