tomorrow is another day

Hoje acordei e havia 365 seguidores neste blog. Número auspicioso para o dia 365 do ano.

Não querendo bancar o "grinch do ano novo" (até porque adoro festa), eu não tenho muito interesse nesse clima de "renovação" mundial coletiva catalisada por 20 minutos de fogos. Não acredito em anos, não acredito em "últimos" dias do ano nem em compartimentalizar a existência em blocos de trezentos e sessenta e cinco dias, como se o próximo bloco fosse de alguma forma diferente do anterior. No ginásio, o ano novo pelo menos trazia a oportunidade de começar a rabiscar numa agendinha nova. Hoje em dia a agenda fica no iPhone e eu não troquei de celular.

Por outro lado (e para não infectar ninguém com o meu negativismo crônico) acho válido encenar esses recomeços. Muitas vezes eles acabam sendo o pontapé necessário pra tirar a bunda da cadeira e tomar atitudes necessárias mas que vinham sendo adiadas por inércia. Se a gente precisa de um empurrãozinho de vez em quando para voltar a fazer planos e sonhar com o futuro, por que não? Os meus planos para a noite de hoje incluem um prato de arroz, feijão, farofinha de ovo, frango à milanesa, bolo de sobremesa e, para beber, SIDRA. Sim, senhores. O menu "Volta às Origens" deve ser completo. Melhor que isso, só se eu fechasse a noite com paçoca. Opa, que a padaria ainda está aberta...

Fora do âmbito alimentício, meus planos incluem solidão. Minha mãe deverá ir para a igreja, e nem com a promessa de um banquete depois do culto da meia noite eu me animei a acompanhá-la. Meu pai provavelmente vai estar dormindo. Recebi convites de última hora, mas o fato é que a) por que não convidaram antes? e b) eu quero mesmo estar rodeada de "gente que não me convidou antes" quando posso estar em casa comendo bolo?

Meus planos certamente não incluem o Reveillon de Copacabana. Em muitos anos de Rio de Janeiro, passei apenas duas viradas na "praia mais famosa do Brasil". Num deles eu estava com amigos e a gente ficou lá, bebendo latinhas de cerveja quente no meio do tumulto, todo mundo de roupinha branca (macumba coletiva?) estourando garrafas de sidra Cereser. Naquela época, naquela idade e principalmente naquelas condições financeiras, a gente acreditava que aquilo era melhor do que nada - ou seja, melhor do que ficar em casa comendo. Mas depois daquela noite, chutando areia com o tênis, pisando em despacho e com medo de assalto, começamos a questionar nossas certezas.

No meu segundo reveillon em Copacabana (2004) eu estava num restaurante na orla, sentada na varanda, cercada de gringos - entre os quais meu noivo. Foi o ano em que o vento trollou o reveião carioca e soprou TODA a fumaça proveniente dos fogos na cara das pessoas. Teve gente reclamando que nem deu pra ver o foguetório direito, e eu sinceramente estava mais interessada em ver os camarões no meu prato e fazer piada da situação com o futuro Respectivo.



Ou seja, nunca tive experiências muito boas; nem como povão, nem como elite. Na adolescência já passei reveillon em casa, chorando por ter levado bolo de uma amiga que no último instante decidiu "esquecer" de vir me buscar. Já passei reveillon com o namorado no barraco onde ele morava, vendo os fogos do quintal - ele, mineiro do interior, encantado com o espetáculo e olha que nem estávamos na Zona Sul. Já passei reveillon em Jersey dentro de casa, me entupindo de comida e espumante com meu marido e rindo dos especiais Top 50 qualquer-coisa na TV. Já passei reveillon vestida de preto, com All Star coberto de tachinhas e coleira de cachorro no pescoço, bebendo cuba libre com a minha turma de góticos. Já passei reveillon sozinha, sentada na calçada de casa, olhando os fogos coloridos no céu e me sentindo a mais feliz das criaturas. Já passei reveillon na piscina com o namorado enquanto os pais dele brigavam e puxavam facas um pro outro na cozinha e a gente só conseguia rir. Já passei reveillon dormindo porque a preguiça de tudo e todos à minha volta havia me vencido e Morfeu me parecia melhor companhia do que qualquer um dos babacas com quem eu podia estar.

Hoje em dia eu prefiro Natal a Reveillon. Porque gosto do tema, da decoração natalina, das comidas e do fato que a programação da data já está resolvida: basta passar em casa com a família, comendo. Ano Novo traz todo um stress envolvido de "onde passar a virada", comer lentilhas, pular ondinhas, usar branco, QUECORDECALCINHA, todos aqueles clichês babacas de sempre. Não tenho afeição por esse sincretismo religioso de ocasião, mais falso que nota de sete reais. Não tenho empatia com gente que se faz de católica na véspera indo à igreja pedir benção divina e depois vai poluir o mar atirando flores para Iansã em prol das "boas energias". Ora me poupem. Dia seguinte eles estão de ressaca, Iansã (ou melhor, a maré) cospe tudo de volta na areia, já decomposto, apodrecido e fedido, e toda as "boas vibrações" se resumem a duas coisas: lixo e mais trabalho para a sofrida equipe de limpeza urbana.



Um dos melhores reveillons que passei na vida se deu numa função no terreiro de umbanda da minha avó paterna. Eu era bem pequena, mas lembro de mulheres vestidas de branco, com saias longas e rodadas de renda, turbantes, colares coloridos e que rodopiavam sorridentes ao som dos tambores. Elas faziam uns passinhos que eu tentava imitar, vestida com uma cópia em miniatura da roupa delas que minha mãe havia costurado (só que azul céu ao invés de branca).

Havia uma mesa nos fundos, do lado de fora, cheia de tigelas de comida gostosa. E outros pais com crianças, mas eu era a neta da dona do terreiro (ela tinha outros, mas eu era a única que estava lá) e por isso estava no topo da cadeia alimentar: todo mundo vinha me apertar bochechas e rir das minhas tentativas de emular a mãe-de-santice alheia. Eu adorava os quadros com as imagens de santos, e a de Iemanjá era especialmente linda, exatamente essa e eu ficava fascinada com aquela mulher de cabelos longos saindo do mar com uma estrela na cabeça. Depois eu acabei ganhando o quadro de presente, que meu pai infelizmente deixou para trás quando vendemos nossa casa.

Havia muita música, o terreiro e o altar (lindo, decorado com uma mini cachoeira) eram generosamente enfeitados para a ocasião, eu roubava a pipoca e a canjica dos santos pra comer (gorda in the making feelings), era paparicada e assistia aos fogos do terraço; eles soltavam aqueles sinalizadores de navio e uma luz em forma de seta que eu só vi uma vez e nunca mais esqueci. Quando a gente é criança tudo é mágico, tudo é surpreendente. Depois chega o cinismo.



Me perguntaram se 2011 havia sido um ano bom. E a resposta foi: melhor que 2010, certamente. Eu não passei 2011 tendo crises de ansiedade e não houve um único dia em que eu fosse obrigada a pisar num consultório de oncologia para fazer uma biópsia, como em 2010. Eu nunca soube o que desejar para o meu pior inimigo antes. E agora, exatamente por saber, não desejaria.

Como este foi um ano bom, eu pensei que talvez devesse celebrar sua passagem com uma festa. Comemorei o término de um ano ruim (2010) tomando Perrier Jouet numa festa em um hotel lindo em Dinan, no norte da França. Esse ano eu estarei num apartamento barulhento, comendo bolo sozinha. Se é pra ficar em casa, que pelo menos seja da maneira que eu mais gosto: all alone with myself. O fato é que nada é mais deprimente do que se esforçar para se animar e falhar. O melhor, nesses casos, é ficar na sua casinha, cercada de comidinhas, músicas e filmes amados, enquanto o mundo repete no automático o script de celebração anual. Não estou sendo subversiva, estou apenas sendo preguiçosa.

Planos para 2012? A princípio, os mesmos que fiz para 2011: sobreviver.
E se sobrar energia, pretendo ler mais, ver mais filmes (Allah sabe da pilha de livros e dvds que eu tenho pra ler/assistir), me forçar a sair mais de casa porque eu sempre gosto quando me livro da inércia e subo naquela bicicleta para receber um pouquinho de ar puro nos pulmões. Fazer algum tipo de exercício, mesmo não gostando. Não voltar a ganhar peso, não só por razões estéticas (embora eu me prefira magra) mas porque eu estou verdadeiramente encantada com a minha nova capacidade de subir degraus, ladeiras, carregar peso e conseguir respirar ao mesmo tempo.

Continuar monitorando a minha saúde porque ela é delicada e eu não quero me sentir estúpida no futuro morrendo de algo facilmente diagnosticável caso eu tivesse me dado ao trabalho. Sentir apenas preguiça de quem rotula meus problemas de saúde, reais ou imaginários, de frescura. Adotar pelo menos mais um gato. Me mudar (é mais um sonho que um plano, porque não depende só de mim). Se não me mudar, juntar forças com inspiração e começar a decorar a casa onde estou, mesmo que isso signifique perder dinheiro, porque a sensação de estar num "lar temporário" não me faz sentir em casa, e sim num hotel com wi-fi no quarto.

Voltar a fazer minhas colagens, costuras, fotos, enfim, todas as coisas que gosto e passar menos tempo me aborrecendo com humanos em redes sociais. Sugiro o mesmo para todos, já que internet devia servir pra informar, divertir e relaxar; não irritar. Viajar. Quero ir para Tóquio em 2012, de preferência antes que o mundo acabe. Depois que eu for, por mim pode acabar. Bucket list status: COMPLETE. Também tirar da lista Praga e Brugges, tão próximas e fáceis e ainda assim eu nunca vou. Ir a mais shows, mesmo que sozinha, porque eu preciso aproveitar a oportunidade de ter shows frequentes e baratos tão perto de casa. SUMIR de Londres durante as olimpíadas porque, francamente, eu não atirei pedra na cruz. Visitar meu best friend forever na Itália. Ou até no inferno, se ele estiver morando lá.

Beber mais água (e mais coca zero para compensar o sacrifício). Separar roupas para doar, jogar os lixos fora e organizar meu guarda roupas. Definir prioridades a fim de gastar menos dinheiro, apesar de eu já gastar bem pouco. Comprar um BOM aparelho de som, porque uma dessas prioridades é música. Ser mais organizada no âmbito doméstico. Assinar o Spotify. Assinar algumas revistas. Assinar os canais de filmes na SKY. Cancelar o Lovefilm. Voltar a escrever diariamente, apenas para mim. Continuar sem filhos. Continuar acreditando. E, se tudo falhar, continuar somente, que já está muito bom e é melhor do que a alternativa.


Não acredito em datas. Acredito em fases ruins. E acredito que elas passam.
E, acima de tudo, acredito que tudo poderia ter sido muito, muito pior para a maioria de nós que estamos na internet reclamando de 2011. It wasn't that bad.

E afinal, amanhã é outro dia.



Happy New Year. ♥

17 comments

  1. Uau! Eu nem acredito que li esse texto tão grande, mais é incrível como a sua forma de escrever sempre me faz ler sem cansar, sem pensar -depois que já comecei, quero dizer- "que texto enorme!", rs.

    Bem, eu gosto de marcar o fim do ano exatamente para ter este ponta-pé, esta iniciativa de colocar coisas desejadas em prática, não é exatamente pela data. Faço o mesmo no dia do meu aniversário, pois acho que o ano começa mesmo pra mim depois de ali.
    A sua lembrança de sua melhor passagem de ano é uma recordação muito bonita. Acho essa imagem de Iemanjá muito bonita também, eu tinha uma t-shirt branca com esta imagem toda em azul (só que com mais flores e pérolas entre o mar), era linda, um dia sumiu. Desconfio -tendo quase certeza- que alguém aqui de casa a jogou fora, o pessoal não gosta de nada relacionado. Enfim, só fiquei chateada porque eu a achava muito bonita, também não sou católica, evangélica, budista ou qualquer coisa assim.

    De qualquer forma, que 2012 seja um ótimo ano pra você, não só melhor que 2011, mas gratificante nos seus planos e sonhos em geral.

    p.s: Adoro esta tirinha da Mafalda, em especial. Muito verdadeira.

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  2. Eu nunca passei o Natal e Reveillon como eu esperava, fora de casa ou em uma reunião adorável em família (em casa mesmo) e não só com meus pais (apesar deu amar a companhia deles).. .mas acabei me acostumando, ainda que na marra.
    Hoje, não vai ter "banquete" tbm, mas cá estou eu cuidando do meu cachorro bundão com medo dos fogos,arrebentando minha janela..
    Enfim.. Te desejo um Feliz Ano Novo incrível,ainda que seja mais um dia comum,e que 2012 comece com o pé direito, sendo muito melhor que 2011. (:

    Beeijos!

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  3. Fiquei feliz de ler seu post, me identifiquei em várias situações, como você também não sou muito entusiasmada com este clima de "alegria coletiva", essa coisa de que todos temos que comemorar quando na real estou interessada em outras coisas e...tenho que esperar a banda passar. Ainda bem que você escreveu tão lindamente que fiquei até me sentindo mais normal,rsrs, adoro o jeito que você discorre sobre um assunto, de um modo lânguido que até se contrapõe com esse seu lado meio franco de dizer certas verdades, que eu acho interessante. Então, fico torcendo para que em 2012 você viaje bastante, mude de casa, tire muitas fotos, receba mais um gatinho, de 4 pernas, ouça mais músicas, se inspire cada vez mais, pinte, costure e borde!! e venha nos contar com esse jeito próprio de falar de sentimentos, eu ainda não aprendi.
    Beijos, Wilma

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  4. Acredita que passei a virada na casa de uma tia, e depois enfrentei uma noite terrível por causa do meu estômago, que se recusou à funcionar quase me matando de má digestão. Resultado, perdi 1 ou 2 horas acordado. Dias melhores virão.

    Lindo 2012 pra você também.

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  5. Olá Lolla
    Muitas das coisas que vc escreveu me fez pensar que nunca "pensei" em planos para o "ano novo". Continuo fã do seu blog, da maneira como vc escreve e torço para que vc consiga alcançar suas metas de colagens, costuras, livros, músicas e DVDs!
    Beijo e sejamos felizes que no final é isso que importa não é?
    Alê

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  6. Como voce entrou na minha cabeça e eu não percebi? Sério, tudo que vc escreveu é o que está acontecendo comigo. Pela primeira vez em 45 anos passei a virada na minha casa, sozinha. Uma delicia sem fim, visto que sou uma retardada social e odeio gente, e ter que fazer de conta que não sou tão ogra para não ofender os outros me deixa doente. Eu sei que as pessoas precisam de acreditar que existe um recomeço, mas acho esta euforia meio fora de propósito. Amanhã volto a trabalhar e vou continuar tendo ganas de matar meu chefe, aquele a quem abracei e desejei um monte de coisa legal. Tem lógica isto? Acho que não.

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  7. "Voltar a fazer minhas colagens, costuras, fotos, enfim, todas as coisas que gosto e passar menos tempo me aborrecendo com humanos em redes sociais."

    IDEM IDEM IDEM IDEM!

    que bonito texto, lolla. desejo que seus desejos se concretizem, né?
    ótimo 2012 pra ti :)

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  8. Eu também sofro de crises de ansiedade (sindrome do panico) e 2011 foi certamente um ano meio esquisito nesse ponto, então meu maior desejo é saúde, sempre! O resto é bônus!
    Feliz ano novo pra vc!
    Beijos
    Fernanda

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  9. Compartilho da tua preguiça e misantropia, e algumas de suas metas são também as minhas.
    Seu texto, como sempre, belamente escrito e saboroso.
    Feliz Ano Novo!

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  10. Oi Lolla, como vai?

    Como sempre, amei o texto. Gosto da maneira como você escreve. Como a Pagu disse lá em cima, não cansa.

    Eu, como procrastinadora nata, deixo tudo pro dia 365. Ele é importante para mim, pois eu preciso de um pontapé.

    Beijos e, muita saúde em 2012.

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  11. Passei o último dia do ano em casa, sozinha. Marido viajou pra trabalhar numa festa em Búzios e eu, de emprego novo, não consegui me programar pra acompanhá-lo.

    Sogra chamou pra passar na casa dela... mas fiz planos de ir à missa das 20h (sou católica mesmo, você sabe disso rs) e atravessar a cidade sob chuva forte até chegar à casa dos meus pais. Acabei aproveitando aquele tempo só pra mim - tava precisando. Abri um vinho, assisti a filmes antigos... à meia-noite, aumentei o volume pra não perder os diálogos de Bonequinha de Luxo. Acabei correndo pra minha pequena varanda, de onde espiei a queima de fogos - fraquinha, escondida atrás dos muitos prédios do meu bairro.

    Nem contei pra minha sogra que ficaria em casa; acho que ela iria querer me resgatar. Não falei pra quase ninguém, que o povo não entende mesmo... Meus pais compreenderam e me receberam para almoçar no domingo com um sorrisão; são uns fofos.

    Eike delícia, foi a melhor virada dos últimos tempos. ;)

    Beijos e feliz 2012 pra você, de coração.
    Letícia R.

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  12. HAUHAUAHUHAU nossa, como vc tem histórias para contar aos seus futuros netos. rs
    Esse dilema de "onde vou passar a virada" é de fato, um dilema chato. Empurrado pela sociedade para a arrecadação de dinheiros em cervejas. Mas acredito em boas vibrações. Passar a virada dormindo ou caindo de bêbado não me parece atrair boas vibrações. Não curto a idéia de jogar flores, velas e sei lá mais o que nos mares. Mó poluição.

    O importante é estar bem consigo mesma.

    bjs e Feliz 2012!

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  13. Lolla,Obrigado, por compartilhar sua vida,Conosco, desejo a vc e seu marido um Feliz Ano Novo, Saude,Paz.

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  14. Também não acredito muito em datas, principalmente quando elas acarretam tantos problemas e gastos. Os fogos de artifício, por exemplo, acabam causando acidentes e matando muitos animais, principalmente pássaros, que morrem de susto.
    O blog está lindo, parabéns...

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  15. Lolla, simplesmente adoro.
    Não poderia organizar, eu mesma, em minha cabeça o que sinto pela virada de ano... Adoro o seu jeito de escrever o que sente.
    Congrats.
    E sim, after all tomorrow is another day!!!

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  16. Olá, só li esse post mas já amei seu blog.

    Sinto tudo muito parecido com o que você descreveu..Só ainda não me desapeguei de alguns rituais, mas já aprendi que não significam nada rsrrs..

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  17. <3 Amei, pois compartilho do sentimento... It wasn't that bad anyway...

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