Crayfish Party

Outro dia eu browseava o site da Ikea (coisa que faço com relativa frequência, porque sou viciada mesmo e assumo) e descobri que naquela tarde estaria rolando a “Festa do Lagostim”. :) A comemoração do Dia de Santa Lucia ano passado foi um sucesso, por isso liguei imediatamente reservando uma mesa. De tempos em tempos a Ikea promove esses eventos temáticos com elementos da cultura sueca - e sempre envolvendo bufê liberado. \o/

Chegamos lá às 18:30h, meia hora depois do começo e o lugar já estava bom-ban-do de gente; o salmão defumado, inclusive, já tinha esgotado. Boo. :(



Parece vazio com esse monte de cadeiras desocupadas, mas nesse preciso momento havia uma fila IMENSA no bufê. Que é estilo bandejão: paga-se uma mixaria e come-se o quanto quiser (bebidas pagas à parte, mas o refil de refrigerante e café/chá é de graça). Imaginei que seria mais tranquilo como na festa de Santa Lucia - onde ok, a gente chegou bem no comecinho, totalmente por acidente. Dessa vez o lugar me pareceu estar bem mais lotado e eu vi gente empilhando uns CINCO pedaços de salmão no prato.

Mas ó, teve música ao vivo! E a música ao vivo em questão era uma banda cover do ABBA com direito a coreografia, peruca, roupinha e palco personalizado. Me apaixonei pela peruca de Barbie da Agnetha fake e por essas botinhas de go-go girl dos anos 80:



see that girl, watch that scene, digging the dancing queen

É comum a galera sueca se reunir no verão para encher a cara e comer lagostim - especialmente em agosto, que é o período onde a pesca do crustáceo é liberada. A decoração na Ikea era temática, incluindo bandeirolas, lanternas, aventais e chapeuzinhos com estampa de lagostim; mas os comensais que chegaram cedo já tinham malocado tudo quando chegamos. Perdi a oportunidade de comer vestida à caráter, mas anyway. Eat I would. :)





Muito bonito, muito vermelhinho e muito impressionante o crayfish - mas assim como a prima lagosta, é muita embalagem pra pouca carne. Além deles pegamos também um prato de entrada e outro com as magníficas e insubstituíveis almôndegas suecas. Aí embaixo o meu prato de entrada, contendo entre outras coisas… arenque em conserva ao molho de mostarda e mel:



O meu plano inicial era pegar o salmão, mas como o estoque estava zerado eu resolvi abandonar a frescura e me aventurar. Eu sou EXTREMAMENTE chata pra comer peixe, tenho nojo do cheiro e da textura/pele e não tenho saco pra ficar catando espinhas. Mas dessa vez não houve arrependimento: COISA MAIS DELICIOSA DO PLANETA - como assim eu nunca havia comido? Nem tinha muito gosto de peixe, parecia sobremesa. ♥

Minha sobremesa: café e queijos, já que não podia ser bolo. E olha que o bolo crocante da Ikea é TÃO bom que faz valer a pena o pico de glicose no sangue. Fica pra próxima.



Mas ok, os queijos também estavam gostosos; em especial esse blue cheese de sabor bem apurado.

Depois do jantar ficamos na mesa de papo, bebendo café e chá e curtindo pelo janelão o sunset over Ikea. :) God bless long summer evenings; I shall miss you.



E enquanto íamos saindo o ABBA cover já tinha trocado de roupa (luxo!) e estava fazendo outra coreografia. Sinta o glamour purpurinado desse camisolão e o mullet apropriado do clone do Björn (não consegui registrar o Benny nas fotos):





Apesar da fila enorme no bufê e do salmão esgotado, declaro como tendo sido um sucesso mais esse evento na minha loja de móveis favorita do universo. Que venham os próximos! E dessa vez vou chegar meia hora antes, só pra garantir. :)

Throw Back Thursday: Tóquio, 2013































Os planos de fazer muitas e muitas fotos no Japão foram por água abaixo muito, muito rápido. Não que Tóquio não seja uma cidade fotogênica; Tóquio é. Terrivelmente fotogênica. Um escândalo, uma obscenidade de fotogenia. Possivelmente fotogênica demais, a ponto de gerar um curto-circuito nos sentidos e tornar impossível escolher entre as centenas de cantinhos coloridos implorando por um clique.

Infelizmente para o meu instagram, por várias vezes eu esgotei a bateria do meu celular no meio do dia tentando usar o Google Maps para me localizar e o meu guia de japonês para tentar entender uma placa ou letreiro luminoso interessante. Infelizmente para os leitores do meu blog eu deixei a DSLR dentro da mala no hotel todos os dias e levei comigo apenas uma câmera portátil, que nessa viagem em particular se revelou uma bela porcaria e desde então jamais foi usada novamente.

Me arrependi de não ter encarado o peso da DSLR durante as andanças? Sim, mas só um pouco. Porque uma câmera portátil era só o que eu queria ter pesando na bolsa durante aqueles poucos dias onde havia tanta coisa para ver, provar, descobrir, comprar e absorver. Faltou tempo, faltaram várias fotos; muitas vezes faltou até mão para fotografar. Essas são apenas algumas imagens aleatórias que eu estava prestes a deletar do lote de mais de 400 que eu ainda pretendo mostrar aqui. Mas resolvi fazer esse post para elas. Porque hoje é quinta feira, quase meia noite, eu tinha que fazer um #ThrowBackThursday de última hora e, bem, o que não é 100% perfeito também é Japão.

Label Mania

Meio desenxabida porque o cartão de memória da minha câmera pifou e o novo que encomendei na Amazon deveria ter chegado ontem, mas nem sinal; então desculpem as fotos de celular do post.

Só queria apresentar o meu Coharu para as aficcionadas por papelaria que me acompanham aqui - e elas já haviam pedido desde que eu disse no Twitter que tinha comprado um em Tóquio.



Fiquei em dúvida entre um desses e uma dessas Fuji Instax que se popularizaram bastante nos últimos anos. A idéia era comprar os dois, mas concluí que na verdade eu não “precisava” de nenhum e então escolher um só fazia sentido economicamente. O que no fim das contas não faz sentido algum, porque se eu já estava gastando dinheiro com bobagens anyway PRA QUÊ, MELDELS, me preocupar com economia/ bom senso? Devia ter comprado ambos. Oh well. Fica pra próxima.



Então, né, vamos falar do bonitinho. O Coharu é uma etiquetadora (ou label maker, ou mini impressora, como prefiram) para fitas de papel. Tem formato de maleta e alça de couro legítimo (look away, vegan friends). Eu me interessei por ele muitos anos atrás, quando era uma pré-adolescente que curtia pegar o busão intermunicipal pra São Paulo e saracotear pela Liberdade comprando mangás - que eu evidentemente não tinha como ler porque estavam em japonês, mas QUEM. LIGA. Afinal as figuras eram tão bonitinhas e era divertido imaginar o que os personagens estavam dizendo/fazendo, criar diálogos e roteiros a partir dos quadrinhos… É, não existia facebook naquela época e as crianças tinham que apelar pra imaginação.

Voltando ao assunto (de novo, haha). Para quem não está familiarizado com mangás, naqueles calhamaços estilo lista telefônica havia páginas brilhantes coloridas (todo o resto era impresso monocromo em folhas recicladas) com anúncios de produtos infantis - brinquedos, roupas, comida, artigos de papelaria, etc. Foi numa dessas páginas que eu conheci o Coharu e imediatamente achei a coisa mais linda do planeta e quis um pra chamar de meu. O que só rolou duas décadas depois quando eu novamente saracoteava, dessa vez pelos corredores da maravilhosa Yodobashi Camera em Akihabara e me deparei com uma prateleira cheia de Coharus e fitinhas coloridas. ♥





O funcionamento do aparelho (que requer quatro pilhas AAA) é relativamente simples: você abre a parte de trás, insere a fita escolhida, liga, lê o HELLO todo bonitinho (com um desenho de abelhinha) com o qual o Coharu te recepciona, escolhe entre as seis fontes disponíveis, escolhe o tamanho do texto, digita e clica no passarinho rosa para imprimir. Ta-da!





Como dá pra ver também é possível inserir símbolos (dingbats). O menu traz cerca de 300 imagens disponíveis + molduras variadas. O manual é todo em japonês (damn!) mas com um pouco de paciência você consegue interpretar as instruções e usar sem problemas. :)



(aqui você pode ver alguns dos desenhos, molduras e as fontes).

O melhor de tudo é que a impressão é feita através de heat printing, ou seja, ela “queima” o papel, dispensando o uso de tinta. A única coisa que você precisa trocar são as pilhas. A impressão é bem forte, detalhada e perfeita. :)



Agora a pegadinha: o Coharu não funciona com washi tapes tradicionais. É preciso adquirir fitas próprias, que são do tamanho e material corretos e têm o lado colante protegido por um papel fininho a fim de evitar que grudem na impressora. As fitas não são exatamente baratas e são um pé no saco pra achar, mas já fiquei sabendo que é possível encomendar no Etsy. Mas de qualquer modo o carregamento que eu trouxe do Japão há de durar por pelo menos mais uns anos…



(faltando uma das fitinhas que eu esqueci de pôr na foto; é a primeira na pilha de fitas da primeira foto desse post. Taí outra coisa que eu deveria ter comprado mais, inclusive. :/)

Outra parte chatinha é que o Coharu “puxa” um pedaço grande de fita antes de efetivamente começar a imprimir, o que gera algum desperdício. Eu estou guardando os pedacinhos para usar em colagens (ou qualquer outra idéia que eu tenha para reutilizá-las) no futuro.



(A agenda é Filofax, as canetas são da MUJI).

Para quem se interessar, aqui tem um vídeo tutorial mostrando inclusive a embalagem fofa do produto.

E já que estamos aqui mesmo no assunto, aproveito para apresentar o meu MOTEX (esse veio da Amazon, mesmo):



É uma versão mais moderninha e kawaii daquelas etiquetadoras manuais antigas, que funcionam marcando à pressão fitas plásticas próprias para tal, deixando o texto em alto-relevo. Todo mundo já viu essas etiquetas em pastas de documentos em escritórios; foram muito populares nos anos 80 mas hoje em dia já existem eletrônicas que são mais rápidas e eficientes - só que eu curto a vibe retrô e tal. :)

http://i.ytimg.com/vi/EmUCt0Z7NhY/0.jpg

(foto daqui pra dar o exemplo, já que eu não fiz foto das fitas prontas)



Eu também tenho um DYMO, esse gordinho azul à direita, mais tradicional, mas a MOTEX tem cores de fitas legais (incluindo transparentes, polka dots e fluorescentes) e a fonte é mais moderna e bonitinha. O meu tem duas rodas; uma de minúsculas + números e a outra com maiúsculas + desenhos decorativos/pontuação.

Por fim, outra desnecessidade que eu trouxe de Tóquio (mas que dá pra comprar na Amazon e no Ebay): Deco Rush. Parece fita corretiva, mas é decalque - ao invés de uma fita branca para cobrir as suas mancadas você tem desenhos. ♥



Essas eu sinceramente achei meio blé. Ok, bonitinhas, mas às vezes não funcionam direito e os desenhos ficam meio falhos. Nada extraordinário, o que no entanto não me impede de cogitar comprar mais (tsc, tsc, tsc…).

Bônus: kit de 25 pincéis que eu comprei ontem na Wilkinson por TRÊS. DINHEIROS. ♥



Não me olhem com essa cara que eu tenho uso sim pra pincéis, viu? ;)