The Year in Pictures

É, a retrospectiva 2014 no Instagram não foi das mais abrangentes.Talvez porque o ano não tenha sido dos melhores; só uma teoria.

Percebi que deixei muita coisa de fora (viagens, consumismos, comilanças, sóis se pondo, peripécias felinas, etc) por perfeccionismo tolo, e uma das resoluções para 2015 é ser menos pedante. Deixo de registrar aqui e lá por achar que as imagens não ficaram boas. E embora eu prefira não divulgar certos acontecimentos (sabe como é, os abutres) e que eu seja mesmo um pouco seletiva com as fotos (curto ter um stream/blog bonitinho, que as pessoas tenham algum prazer em acompanhar) não quero me esquecer de que a idéia principal é me divertir e registrar o passar dos dias em square format. :)

(Por outro lado, em 2014 deletei quase todos os meus selfies do Instagram. Decidi que definitivamente não é o meu forte, não é a minha praia, eu não me sinto confortável e não preciso me obrigar a isso só porque todo mundo faz. Ok? ok!)

Enfim, o que teve (e foi pro Instagram):

JANEIRO
Ano novo, planner novo.
Meu romance com a Filofax durou bastante, mas optei por um Hobonichi para 2014; preferi ter mais espaço para escrever, desenhar e colar minhas tralhas (também considerando me jogar no Project Life, porque eu não aprendo, risos). Mas não descarto a hipótese futura de voltar para a Filofax num outro set-up, porque agenda estilo fichário definitivamente é melhor.

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Meu aniversário. ♥ Melhor bolinho da Marks & Spencer com meu Sonny Angel de topping.

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FEVEREIRO
Window shopping em York

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MARÇO
Andanças. Desbravei vários cantos da cidade em 2014, mais do que em 2013 e me diverti/aprendi bastante no processo. De quebra serviu como exercício; os dez mil passos diários registrados no meu Pacer me transformaram de pessoa “sedentária absoluta” em “pessoa ativa”. Yay. Quase uma Pugliesi (#SoFaltaABarrigaNegativa #HajaWhey).

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ABRIL
Café. :) Também foi o mês em que fui para a Alemanha e Bruges (Part One and Two), e me surpreendi por não ter postado lá *nenhuma* foto dessas viagens. :/

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MAIO
Primavera.

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Jersey, para matar saudades por alguns poucos (mas intensos) dias. Incluindo sessões de fotos com uma modelo mirim especial. :)

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Churrasco.

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JUNHO
Copa (teve sim; cês reclamaram e valeu por duas).

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JULHO
Verão na cidade.

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AGOSTO
Casamentos (e festinhas na Ikea!)

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SETEMBRO
Piqueniques. :) E revoluções domésticas (esse quarto já está totalmente diferente, haha, whatever).

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OUTUBRO
Outono. E folias gastronômicas em Chinatown.

Beautiful Leeds. ♥

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NOVEMBRO
Veranico.

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Minha biblioteca, finally. :)

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Itália. ♥

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DEZEMBRO
Natal.

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Enfim, 2014 não foi um dos melhores anos na minha história recente e vai deixando um gostinho de anti-clímax. Não foi melhor ou mais marcante do que 2013, nem particularmente agitado; colecionei frustrações, fracassos e decepções e tive que me questionar profundamente sobre diversas coisas que eu já tinha aceitado como satisfatórias. Por outro lado me joguei nas oportunidades que apareceram de realizar coisas das quais eu não me imaginava capaz. E well, surprise: eu fui. \o/

Também fortaleci laços com pessoas importantes, muitas vezes depois de me decepcionar profundamente com elas. É quando o carro atola na lama que a gente descobre a força da tração nas quatro rodas. :) 2014 cimentou a impressão que eu sempre tive de que 90% das minhas melhores amizades são meio “disfuncionais” e é exatamente por isso que elas “funcionam”; gente muito bem ajustada costuma operar numa frequência diferente da minha, o que nem sempre dá liga. Acho que prefiro me arranhar nas arestas pontiagudas da personalidade de uma meia dúzia de loucos a rolar eternamente na ausência de atrito ao lado de 300 pesos mortos que não me provocam, não me acrescentam e nem fazem, de verdade, questão da minha presença. Para muitos desses acho que 2014 foi o fim da linha; não vamos nos sentir a falta.

Foi um ano de DR interna em que eu discuti em silêncio a minha relação comigo mesma, nem sempre chegando a conclusões muito agradáveis. Mas foi uma “chamada no cantinho” que precisava acontecer, e mesmo que não tenham tido resultado imediato eu espero, no futuro, me lembrar dessas conversas como o começo de uma revolução.

Manda ver, Fifteen.
Um melhor Ano Novo para todos nós, e muito obrigada pela companhia. :)

Throw Back Thursday: Val D'Isère

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Antes que a quinta feira e o Jesus Birthday terminem (no Brasil, pelo menos, porque aqui eles já são história), photo dump do Natal de 2005. Fomos gentilmente convidados a passar uma semana no chalé de um amigo do Respectivo em Val D'Isère, um estação de esqui nos alpes. Esse foi o primeiro Natal que passei fora do Brasil, foi o perfeito White Christmas e foi incrível; direto pra lista de memoráveis para todo o sempre.

Eu nunca tinha visto neve na vida e o primeiro momento em que cruzamos caminho foi durante a parada de xixi + cigarro do shuttle bus do aeroporto. Quando desci, toda encasacada e sentindo o frio da morte, vi aquele pó branco num cantinho ao lado do meio fio e foi encantamento à primeira vista.

Segurei a onda, claro, porque mico de roceiro tropical dando chilique por causa de neve é sempre uma coisa meio ridícula de presenciar por quem já está acostumado/de saco cheio - mas peguei com a mão e fiquei chutando com a ponta dos pés, maravilhada. Depois de chegar na estação propriamente dita eu ia ter neve saindo das minhas orelhas por sete dias - mas foi aquele primeiro contato que se tornou inesquecível.

(sorry amgs pelo spam de fotos de baixa resolução e ruins; apenas pra deixar o registro, ‘k?)

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A árvore de Natal mais escrota da história dos Alpes. Acho que foi “decorada” pelas filhinhas pequenas do amigo do Respectivo, que obviamente não estavam muito interessadas na atividade e cuja mãe não estava lá para dirigir os trabalhos.

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O chalé em si era awesome. Quatro quartos e uma piscina aquecida. O aluguel incluía todas as refeições, preparadas e servidas pelo staff: uma vasta mesa de café da manhã, lanche pós-esqui (todos os dias eles assavam um bolo diferente) e à noite drinks e canapés seguidos de um jantar com entrada, prato principal, sobremesa e vinhos. Eu ganhei 300 quilos em sete dias mas amigos, valeu a pena.

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Baudelaire no banheiro demonstrando os produtinhos Bulgari.

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Eu, típico papagaio de pirata, fui só pra comer e ver neve. Até me enfiaram um par de esquis no pé, mas durou tempo o suficiente para eu perceber que aquilo não era pra mim e não ia dar certo. Ou seja, 30 segundos, onde eu não tentei esquiar ou mesmo sair do lugar. Umas das minhas maiores qualidades é saber o tamanho dos passos que sou capaz de dar. Passos esses que não seriam dados com esquis. Arranquei, taquei longe e fui procurar uma cerveja. Ou três. :)

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imageComida. ♥ Porque além dos banquetes no chalé havia também os restaurantes.As racletes, os crepes de Grand Marnier, as tortas, as batatas fritas, os vinhos e os cappuccinos. :)

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Havia também o frio. No sol era perfeitamente aceitável, mas assim que ele se punha o ser humano congelava. Certa vez o fim do dia me pegou toda serelepe de casaquinho e CALÇA JEANS nas montanhas. Voltei pro chalé andando sem sentir as pernas e quando cheguei estava vermelha como se tivesse pego sol das dez da manhã às cinco da tarde em Cancun. A água dessas bicas aí embaixo congelou enquanto caía.

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Pegue aqui o seu saquinho e colete as cacas do seu cachorrinho (ou do seu filho. whatever).

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Dica de esquiadores experientes: “never eat yellow snow” (nunca coma a neve amarela). O que levaria uma pessoa a comer neve me escapa, mas em todo caso, fica a dica. You never know.

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Foguetório de Natal. Não era nenhuma Brastemp Copacabana, mas asseguro que foi bem menos chocho do que parece nessas fotos.

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Frutos do mar no mercdo (quem precisa de geladeira?) e o maravilhoso staff, formado por dois gigantes e uma baixinha, todos australianos.

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Foram sete dias de frio, neve, gula e alegria, que provavelmente não vão se repetir porque jamais teremos libra$ para alugar um chalé desse nível - mas anyway, experimentei a riqueza por uma semana (ao som de Last christmas I gave you my heart do Wham! que não parava de tocar em todos os restaurantes, cafés e pistas) e de nada mais me lembro, Berenice. ♥

Ding dong merrily on high

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A caneca do Natal 2014 é Santastic.
O pijama do Natal 2014 tem estampa de zumbis (esqueci de fazer foto, please wait).

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Queria apenas informar a vocês que:
- Sim, eu estou meio sumida daqui. Vai voltar ao normal, prometo. :)
- Por motivos de força maior, vou ficar devendo a playlist de Natal 2014. So sorry. Melhorarei em 2015.
- Comprei DOIS panetones com PASSAS
- Estou comendo uma caixa de cookies. Com PASSAS
- Na cozinha tenho um saco de um quilo de PASSAS porque vai ter PASSAS na farofa
- E PASSAS na salada de batata
- E se bobear vou enfiar PASSAS no pernil.
- Tô pensando até em fazer um cordão de PASSAS pra pôr em torno da árvore de Natal.
- Parem com essa babaquice de fazer bullying com comida. Vocês ficam parecendo aquelas crianças pentelhas criadas a Toddynho com biscoito Passatempo que não comem nada além de batata frita e ficam empurrando os legumes pro canto do prato. Nós já passamos dessa idade, não é mesmo? Pelo menos cronologicamente. Vocês já são adultos e têm dinheiro pra comprar a porcaria do seu “chocotone”, então por que ficar reclamando das passas e frutas cristalizadas do panetone que os OUTROS compraram?
- Parem de reclamar da comida que mamãe fez com carinho.
- Largue o celular na hora da ceia. É rude e você fica parecendo um bobalhão batucando naquele aparelho o tempo todo. Mas é aceitável fingir que o celular vibrou quando o tio reaça fizer uma pergunta imbecil que você não quiser responder. Fingir um ataque de piriri e se refugiar no banheiro também é válido. Nesse caso, não se esqueça de levar o celular.
- Presentes não são importantes. Tem outras oportunidades pra dar presente, esse não é o único dia do ano para isso. Presentes espontâneos e sem prompting, aliás, são os mais bacanas.
- O que você vai vestir hoje: não é importante.
- As bobagens que você vai ouvir hoje: desimportantes.
- Lembrar desse dia quando algumas pessoas queridas não estiverem mais por perto: muito importante.
- Aproveitar a presença delas: muito, muito importante.
- Comer mais do que você acha que consegue: VITAL. Não pense na balança; segue com 2015, tem outras dieta.
- Mas pega leve na bebida. Jesus não gosta de quem vomita no presépio.
- Fazer esse dia especial e de alguma forma mágico para as crianças: importante. Lembranças felizes que elas vão levar pela vida toda e passar adiante para os seus próprios filhos é o melhor presente que você pode dar. Não me lembro de quase nenhuma boneca ou cacareco que ganhei de Natal, mas lembro perfeitamente bem do meu pai cortando a cerca do jardim e fazendo marcas de “pata de rena” com lama na calçada, para me fazer acreditar que Papai Noel tinha passado ali.
- Não subestime o valor de luzinhas de natal para o seu estado de espírito. Compre todos os pisca-pisca do camelô: ajude a melhorar o Natal dele melhorando o seu. Acenda todos e me agradeça depois.
- Cuidado com curto circuito.
- Continua valendo meu conselho do ano passado.
- Sejam bons.
- Comam a porcaria das passas.

Merry Christmas :)