Aleatórias

Criancinhas mal saídas das fraldas já escolhendo o que querem vestir. Eu deixei essa decisão nas mãos de costureira da minha mãe até uns 10 anos de idade e vestia o que ela comprasse/fizesse (imagine saias modelo “balonê” e cópias de roupas do Bicho Comeu, a grife infantil da Xuxa) ou o que o meu pai ganhasse no trabalho (logística de uma empresa de transportes): camisetas com propagandas da Texaco, Pirelli e Castrol.

Lembro que mamãe se recusou a pagar pela camiseta do uniforme de educação física (“é só uma camisetinha pra suar e sujar, qualquer coisa serve!”) e ficou enchendo o saco da diretora da escola, que resolveu se poupar da fadiga e deixou que eu fizesse as aulas com camisetas genéricas. O professor fanfarrão passou a me chamar de POSTO IPIRANGA em homenagem à mais usada. Minha mãe ficou putíssima quando descobriu, mas eu não dei a mínima pro bullying. Afinal eu podia usar uma camiseta diferente toda semana, enquanto as outras crianças cujos pais se curvaram ao capitalismo tinham que repetir brusinha. Vitória do proletariado (brought to you by Pneus Michelin).

Papai ganhava muita coisa legal. Lembro particularmente de um conjunto cinza de short e camiseta de plush, um tecido atoalhado porém super macio, que eu adorava usar - e usei até que ele tivesse tantos buracos que prosseguir vestindo configuraria atentado ao pudor. Outro tesouro eram os livrinhos RODAS, uma edição capa dura promocional/comemorativa contando a história do automóvel e do automobilismo através de charmosos textos curtos e ilustrações bacanas. Devorei esses livros de cabo a rabo centenas de vezes e aprendi muita coisa; inclusive que o nome “Mercedes” veio da filha francesa de um tcheco que curtia tudo que fosse da Espanha e deu um nome espanhol à rebenta - mais tarde usando-o pra rebatizar carros Daimler na França (já que depois da ocupação nazista ninguém ia vender nada com nome alemão).

Comecei falando de roupas, terminei falando de carros. O título do post não poderia ser mais apto.

Ano novo, agendas novas:



A maior tem datas e é para journalling, a segunda é na verdade um caderninho que eu pretendo usar como planner - mas ainda não sei se vai ser esse ou algum outro entre as centenas que tenho em standby nas gavetas, esperando uma chance. Eu devo ter mais cadernos do que anos de vida pela frente para usá-los (a menos que continue arrastando esse arremedo de existência por mais umas 8 décadas).



Ansiosa por usar também essas sticky notes fofas de gatinho que achei na Rossmann (sim, drogaria) em Hannover. ♥



Apesar da luz azul do restaurante deixar toda a comida com cara de vômito/catarro/disenteria/sangue menstrual/areia de gato mijada (espero que você já tenha jantado, leitor!) eu queria declarar meu amor verdadeiro, amor eterno pela bandeja de aperitivos do indiano local. Tanto o iogurte verde bizarro quanto o chutney de manga com essa farofinha de coco por cima são viciantes e muitas vezes eu fui comer lá só por causa delas.

Lembrei que não postei o meu resultado do meme “Best Nine” do Instagram em lugar algum. Taí: cores, plantas e lovely London.



13 anos hoje.
E sempre que ouço alguém dizer que todo policial é uma pessoa inerentemente má, cruel e violenta eu lembro de você e de que felizmente toda regra tem exceções.

Thank you for everything and rest in peace.

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