That was the week that was

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1. Cherry blossoms: it’s time for the spam to begin.
2. Mini companhias. :)
3. Uma das novas cervejas favoritas. Assim, de graça, porque nem é lá essas maravilhas. Mas olha essa garrafa…
4. Falafel. Esse pãozinho é fantástico, mas eles podiam ser menos miseráveis com o hummus. Hummus nunca é demais.
5. Pelo menos agora o shish de cordeiro vem com mais arroz.
6. Brown Derby, sobremesa preferida do Respectivo (que assim como eu nem é muito fã de sobremesa): sorvete de creme com cobertura de chocolate em cima de um doughnut fresquinho.
7. Cidades ao longe.
8. Brixton, logo antes da chuva que me fez sentar no Starbucks e pedir um café. Preto. Morte horrorosa. Por que eu faço essas coisas ruins comigo mesma?
9. A torta que eu fiz com o spread de banofee. Depois teve creme batido e fatias de banana por cima (não fotografei, sorry), mas deu ruim porque eu deveria ter embebido a base da torta em algum tipo de líquido antes. Ficou muito seca. Mas foi comida assim mesmo.
10. É incrível como vestidos podem se tornar icônicos. Numa lojinha de antiques em Bibury eu apontei essa figura e todos souberam de quem se tratava. Mas 95 pilas?

Estou comendo uma truta defumada comprada ontem num pesque-e-pague em Bibury (não pescamos, só pagamos) e pensando que se todo peixe fosse assim eu certamente poderia começar a gostar mais de peixe. Achei traças na casa, ou melhor, achei 300 buracos em dois pulôveres de cashmere - uma morte anunciada, já que eu estava esbarrando nas mini mariposas cor de palha há meses. Tudo o que for de seda ou lã ou feito de fibras naturais terá que ser colocado em sacolas e congelado, ou então eu terei que entrar em negociação com as traças e armar uma barricada na frente do meu guarda roupas. Já decretei estado de emergência.

Certa vez briguei com um namorado porque ele leu meu diário - crime inafiançável na constituição de meninas de 16 anos. Em desagravo, ele pôs música numa das letras que eu tinha escrito lá. Pegou o violão e começou a tocar, e ficou tão foda que eu quase não reconheci a minha própria obra. Hoje estava relendo o diário (micos dos 15 anos são tão melhores de ler 15 anos depois, não é mesmo?), achei a letra e mano, era tão boa que por um momento duvidei que fui eu mesma quem escreveu. Cheguei a googlar uns trechos. Liguei perguntando se ele ainda lembrava da música e ele cantou um pedaço. Acho que vou registrar no youtube qualquer dia desses. Moral da (triste) história: eu já tive algum talento, e talvez por isso mesmo a derrocada em forma de neurônios fritos e viciados em atividades repetitivas e anestesiantes seja ainda mais doída.

Passatempo/exercício de força de vontade do momento: me convencer de que o problema entre eu e a maioria das pessoas não sou eu. Nem elas. É como naquele filme “o último americano virgem” (ou algo do tipo; meu amor por comédias adolescentes dos anos 80 não é proporcional à minha memória para traduções de títulos), onde o menino menos popular da turma se apaixona pela recém chegada gatinha - que engravida do gostosão clichê e logo em seguida é chutada por ele. O outro consola a menina, vende seus pertences e pega um empréstimo para pagar o aborto dela e no fim ela faz as pazes com o gostosão. E o loser volta pra casa chorando, um final infeliz brusco e inesperado que talvez hoje em dia teria sido rejeitado nas prévias e não teria se transformado numa cena icônica de decepção amorosa juvenil. E eu tenho vontade de sentar com ele, pegar na mãozinha e dizer “migo, o problema não é você. Você fez tudo certo. O ‘problema’ sequer existe: ela apenas gosta de outro.”


- ilustradora demonstra a relação que ela gostaria de ter tido com o pai: “eu desenho o que eu não tive”.
- pequenos momentos para apreciar a calma da solidão.
- calcule sua idade, gênero e renda com base nas apps que você tem no celular.
- nem parece que fica em Londres (ou “por que é tão difícil sair daqui”).
- ilustrações que mostram o dia-a-dia de mulheres.
- essa pose. ♥ e todo o instagram dessa moça linda que abriu sua própria sex shop.
- sempre quis ter uma casinha na árvore? essas miniaturas foram feitas em suculentas.
- coisas em que as pessoas reparam quando vão na sua casa (por isso evito visitas, risos)
- Os tweets sobre um milkshake que viralizaram na rede.
- Sinceramente? Prefiro essa sequência de tweets. Bem mais legal.

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