She’s the still point of this turning world


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Continuando com o dia em Rye: a village também é famosa pelos antiquários - ok, a maioria não passa de mercadinhos de pulgas, mas são exatamente esses que eu prefiro visitar. Antiquários de verdade são caríssimos, o estoque não me agrada (acho tudo muito rebuscado, deprimente e feio), geralmente mantidos e frequentados por gente esnobe com pelo menos cinco sobrenomes e que te olha de cima a baixo com aquela cara de BITCH GOT NO MONEY, BITCH BETTER LEAVE quando sua figura proletária ousa fazer sombra dentro da loja.

Sem contar o medão de esbarrar num daqueles vasos horrorosos da dinastia ming-ling-sing-sei-lá-ding, partir a monstruosidade em pedacinhos e se ver obrigada a vender sua casa e pelo menos metade dos seus órgãos para saldar o prejuízo. Thanks but no, thanks. Me dê umas latinhas de tabaco comemorativas, umas bolsinhas de cetim de 1960, uns copos de cerveja surrupiados de pubs, pôsters vintage da Coca Cola, livros infantis dos anos 50 e estátuas de gatinhos de cerâmica (deliciosamente cafonas como só estátuas de gatinhos de cerâmica conseguem ser) and I’m happy. ♥

Outra coisa que me deixa very, very happy? A hora do almoço:

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Mexilhões em vinho branco + creme.

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Lulas à milanesa (nunca comi tão feias na vida, mas em termos de sabor foram as melhores)

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Penne com chorizo. Ou algo assim.

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Pizza com frango, presunto, salame e essas pimentas jalapeno; catei todas do prato feito aquelas crianças pentelhas depois que a primeira fatia quase pôs fogo na minha alma.

Pra refrescar:

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Sobremesa (dele) panna cota com coulis de frutas. Eu fiquei no cappuccino.

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Apesar da cara boa dos salões de chá (e dos bolos nas vitrines) achei Rye meio fraca no quesito restaurantes; há alguns pubs, mas o menu varia pouco. Os raros restaurantes são meio caros (precinhos de Londres) e o único que me animou estava lotado. Por sorte quando estávamos indo pra Camber Sands avistamos um pequeno italiano na saída da área dos antiquários chamado Simply Italian. Como resolvemos não ficar na praia (e os restaurantes lá não eram muito melhores) voltamos para Rye e ao ver mesas disponíveis no jardim do italiano sentamos em uma antes que o garçom pudesse dizer “mamma mia!”. Comida simples, boa e barata. E eu jamais dispensarei prosecco al fresco.

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Camber sands, a praia mais próxima com dunas de areia citada no outro post, tem um estacionamento nem um pouco barato e nesse dia específico (domingo ensolarado depois de uma semana nublada/chuvosa) tinha fila de carros pra entrar. E eu estava usando botas e cardigan… Bem, resolvemos deixar pra uma outra visita, de preferência em dia de semana a fim de evitar as hordas e onde o meu “look” tivesse menos cara de inverno e fosse mais propício a caminhar na areia. :)

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