Stop.



Slow down.
Pare de correr.
Pare de checar se ele leu a mensagem.
Pare de deletar as fotos que não recebem likes.
Pare de se perguntar o que os outros querem. O que você quer?
Não se preocupe se os vizinhos estão ouvindo. Não ouça os vizinhos.
Pare de comprar o afeto das pessoas às custas do seu bem estar emocional.
Aceite que você tem pouco controle sobre a opinião alheia a seu respeito.
O filme da sua vida nem sempre será um sucesso de público e crítica. Tudo bem.
Pare de se preocupar se o som que sai do seu fone de ouvido está alto demais e incomodando alguém.
Um dia os seus problemas não existirão mais. Um dia você também não.



Pare de poupar os outros às custas do seu sofrimento. Tente nunca ferir ninguém, mas se tiver que escolher a quem magoar, nunca magoe a si mesmo.
Pare de se achar inferior por não ser popular. Os populares também erram. Não transforme uma aleatoriedade da vida em outro peso dentro do seu saco de culpas.
Ignore a necessidade de se adequar às expectativas. Até mesmo as suas.
Pare de checar o email, as notificações, o número de likes, retweets e compartilhamentos o tempo todo. Aquele coração? É feito de pixels.
As pessoas boas também vão mentir para você.



Pare de se desculpar por estar triste, doente ou sem energia.
Pare de tentar fazer com que os outros gostem de você. Eles vão gostar - se quiserem.
Pare de se forçar a aceitar o que você não pediu, nem quer; tudo tem um preço e você não precisa dessa dívida.
Pare de fazer perguntas cuja resposta você já sabe. Ninguém poderá respondê-las melhor do que você mesmo.
Pare de correr atrás da felicidade. As pessoas que se declaram felizes o tempo todo estão mentindo. As que se declaram infelizes o tempo todo também.
Aprenda o que é felicidade. A sua. Para não esperar demais. Para não esperar de menos.



Pare de comprar por impulso. Falar por impulso. Amar por impulso.
Pare de depender tanto. Aprenda a cozinhar. Pintar uma parede. Usar o Google.
Pare de repetir os mesmos erros, os mesmos caminhos, as mesmas pessoas.
Nem todas as lições serão óbvias, nem todas serão sutis. Nem todas ensinarão algo.
Aceite que nem sempre pessoas ficam, nem sempre pessoas são necessárias, nem sempre pessoas fazem bem, nem sempre pessoas devem ficar. Let go.
Pare de sentir demais. Evite sentir de menos.



Pare de sufocar conflitos e evitar confrontos. Não se cresce sem esses enfrentamentos.
Pare e observe os outros. Enxergue a tristeza que não se vê. Saiba que ela está lá. Desenvolva empatia, por você e por todos.
Mas o mundo não lhe deve nada e você não deve nada ao mundo.
Pare de ser a pessoa em que lhe transformaram.
Pare de tentar consertar o mundo enquanto estiver tudo quebrado na sua casa e no seu coração.



Pare de buscar realização seguindo o caminho dos outros. Encontre o seu chamado, o que você ama fazer sem pressão e sem necessidade. Nem sempre isso vai pagar as suas contas. Faça assim mesmo. Viver não é apenas pagar contas.
Entenda que algumas situações são como um dente que dói. Arranque-o. O vazio é melhor que a dor.
Mas saiba que há dores muito entranhadas no tecido do seu coração e que fazem o músculo pulsar; elas são parte da sua essência, vêm de muito tempo, de outras vidas. Com essas é preciso aprender a dividir o espaço como quem divide um cobertor pequeno à noite. O cobertor nunca servirá aos dois, mas não desista: puxe sempre para o seu lado.
Aceite que alguns sacrifícios são necessários, mas nem todos. Nem todos.



you can choose a ready guide in some celestial voice;
if you choose not to decide you still have made a choice.


you can choose from phantom fears and kindness that can kill
i will choose a path that’s clear,
i will choose free will.

Fotos: Cambridge, UK.
Música: “Freewill” Rush.



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