Outono/Inverno 2016























Pulôveres de gola alta. Bem amplos, feitos de lã quentinha e macia (merino, cashmere, alpaca, angorá) e graças à gola não precisar de cachecol.

Poder voltar a acordar tarde em paz, porque não tem um SOL atravessando a cortina e brilhando BEM na sua cara às cinco e meia da manhã.

Tirar do fundo armário aquele chinelinho de ficar em casa estilo RYDER porque dá pra usar com meia (os chinelos de dedo obviamente hibernam durante o inverno).

Abrir a gaveta cheia de suéters em todas as cores do arco íris (no meu caso basicamente cinza e preto, com um ou outro tom outonal) e dizer MY PRECIOUSSSS, MAMMA IS BACK



Encontrar panetone, stollen e mince pie no supermercado, ficar chocada e berrar “que ABSURDO estamos em setembro/outubro, onde ficam os limites, daqui a pouco vai ter panetone pra vender em AGOSTO” enquanto joga cinco panetones, três stollen e um pacotão duplo de mince pies dentro do carrinho sabendo que teria feito igual em agosto fuck the police you don’t own me.

O retorno triunfante das couves de bruxelas. ♥ E dane-se Londres: quando você se cansa de COUVE DE BRUXELAS você está cansado da vida.



Poder usar botas de novo. E fazer fotos dos seus pés cercados de folhas amarelas/vermelhas (e jogá-las pro alto fazendo chuvinha de folha quando ninguém estiver olhando)





(esse CHINELO de DEDO aí foi um erro da Matrix; eu estava na calçada de casa, abstraiam)

Começar a espalhar novamente pelas superfícies da casa todas as 957 mantas quentinhas e coloridas que você enfurnou no armário em junho (aos prantos).

Bebidas quentes com xarope de abóbora. Sempre a mesma coisa todo ano, você nunca consegue terminar porque é doce demais, sempre acha que devia ter pedido um caramel latte e be done with it, mas todo ano vira peteca nas mãos do marketing e fica lá sentada com cara de bunda e o seu copinho na mão, desejando que ele fosse tão bonito quando a caneca do cartaz. E daqui a pouco virão os copos VERMELHOS do natal e você apenas SABE que vai estar lá de novo. Yep.



Reclamar que não consegue mais usar o celular na rua por causa das luvas (luva com dedo descoberto = frostbite no dedo, anyone?) mas depois achar um par com “dedinhos touchscreen” (que funcionam) por 04 dinheiros na Tiger e que evitam que os seus dedos virem estalactites.

Começar a pesquisa de preços/modelos a fim de escolher o pijama do natal. Ano passado cometi o erro de comprar uma calça e um pulôver sem cara de pijama e que podem ser usados na rua e é claro que fiquei com dó de estragar usando em casa. Bad Lolla, no donut for you. Pijama de natal deve ser barato (pra durar um inverno só), ridículo (porque well, pijama de natal, né? vale estampa de rena, panetone ou couve de bruxelas) e vagabundo (porque você precisa ter coragem de jogar fora pra comprar outro ano que vem).

Comida de inverno. Pega essa saladinha, enche de bacon e sirva com uma porção de purê de batatas. Ganhar uns quilos is ok, porque vide item 01 dessa lista que manterá seus love handles/excessos de gostosura protegidos dos elementos e dos olhos do grande público até abril. Quando então você vai surtar, mas até lá YOLO, bitches.



Tomar banho e pegar uma toalha cheirando a amaciante e ainda quentinha da secadora. JOY OF JOYS. E esfregar na pele todos os creminhos cheirosos que você guarda na gaveta para a única época do ano em que sente vontade de se esfregar neles (e sejamos justos, a única época do ano em que eu tomo banho todo dia).

Tralhas de halloween nas lojas fazendo a sua adolescente gótica interior dar pulinhos de alegria - mesmo que hipoteticamente alegria não conste da listinha de emoções aceitáveis para uma gótica. Todas as caveiras, abóboras, sangue artificial, rosas pretas, bruxas, doces em forma de vísceras humanas, caixões e fantasmas que você conseguir comprar por uma libra na Poundland e decidir se vai sair vestida de Vandinha Adams, Elvira a Rainha das Trevas (com direito a nipple tassels) ou Calavera.







(inclusive revoltadíssima porque achei candy corn e witches brew, mas não forbidden fruit)



Mais uma vez lamentar não estar nos Estados Unidos para ver aquela folhagem incrível e as decorações de Halloween/Harvest das casas nessa época do ano. One day. :) Por enquanto a gente se contenta com o que tem por aqui mesmo.

Limpar o cafofo, fazer um chá, colocar uma musiquinea pra tocar na vitrola e acender TODAS as velas perfumadas que você vinha estocando com pena de usar no verão. Sua casa cheira a prostíbulo de beira de estrada onde cada mouça usa um perfume barato diferente; tem vela de 40 pilas da Diptyque, tem vela de 99 centavos da Primark, mas eis a beleza do multiculturalismo aromático.





Derreter dentro de metrô/busão, derreter na rua feito um cubo de gelo largado no sol, usar a cópia grátis do Evening Standard pra se abanar, ser obrigada a expôr braços e pernas ao câncer de pele? Muahaha, see ya.

Bath bombs, óleos de banho, banheira. ♥



(a água ficou com cheiro de canela e cor de xixi mas hey, 99 centavos na Pounland, you’re welcome)



Os dias frios escurecem mais cedo, excelente justificativa para aposentar o “fear of missing out” e aquela obrigação moral de “aproveitar a vida” do verão. Quando tudo o que você quer é praticar um mimetismo com a estampa do sofá e jogar uma manta em cima das pernas pra comer junk food assistindo TV lixo, nada mais perfeito do que ter uma desculpa para fazer exatamente isso. Yay for cold, shitty weather. ;)



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