Give me what I need and I will love you for an hour





































café da manhã com cookies experimentais que deram certo num daqueles lotes de “novidades” que a gente compra pra experimentar e acaba jogando quase tudo fora por motivos de: eca, yuck, ew ew. esses mini waffles, no entanto: 100% win. melhor ainda acompanhados de lixeratura da melhor qualidade.

walking about london town e a alegria de conhecer gente vivendo em pedacinhos da cidade que você adora e ter um motivo extra para circular por eles (e a conveniência de ter onde fazer um pit stop pra fugir da chuva, tomar um café e dar um update no arquivo de fofocas).

almoço de criança: panquecas, waffles e salgadinhos no my old dutch (o webdesigner tem 8 anos) de kensington. tia lolla recomenda o reduto para aqueles turistas brasileiros clássicos - ou seja, que não gostam de “comida inglesa” seja lá o que isso for, têm paladar infantil (fritura e carboidratos, basicamente) e não gostam de gastar dinheiro com comida porque precisam comprar a primark inteira - aproveitem que a libra está baixa. a cerveja de frutas é surpreendentemente boa e tem em vários sabores, o queijo de ervas é delicioso e as panquecas butterscotch, american style, estão entre as melhores que eu já comi em londres (e eu já comi muita panqueca em londres, trust me). e a moça ainda te dá leite condensado (ou chocolate, ou maple syrup, ou salted caramel) pra jogar em cima. i die.

o jantar no turco local, por outro lado, foi 100% #ComidasFeia, mas depois de tanto açúcar eu precisava compensar com uma orgia de proteínas, okay? okay.





essa é uma das minhas cerejeiras (ou pé de ameixa, não estou bem certa). nunca deu um fruto sequer pra agradar a jesus, porém é a mais bonita do outono pois as folhas ficam vermelhas. pena que duram pouco e ela já está peladinha; mas cheia de brotos para os cherry blossoms da primavera 2017. o ciclo da natureza não é lindo? vocês já não estão de saco cheio de me ouvir falar de outono? yes you are, but bear with me; só mais uns cinco ou seis posts com folha amarela caindo e we’re done. até outubro de 2017.

tinha essa hashtag nos trending topics de londres no twitter: “my earliest memory of london”. e eu parei pra pensar qual tinha sido a minha primeira lembrança daqui e de repente me vi de novo sentada no banco de trás de um black cab cruzando a famosa rua oxford e vendo a palavra BENTO BOXES no wasabi de tottenham court e pensando BITCH I HAVE ARRIVED I’M FUCKIN’ HOME e hoje eu sento nesse mesmo wasabi pensando “meh, esse onigiri veio com pouco recheio, my life sucks”

exatamente como quando eu era criança e tinha que esperar 12 longos meses pela “barbie do ano” (que sempre chegava no natal depois de uma tarde idílica com mamãe na rua da alfândega no centro do rio a fim de checar o estoque das lojas de brinquedo) e hoje em dia eu posso entrar sassy as fuck na toys'r'us e jogar a prateleira inteira da mattel dentro do carrinho e por causa disso a coisa meio que perdeu o allure.

como a gente se acostuma fácil com as coisas e dali é um passo para desprezá-las, não é mesmo?

mas eu nunca deixo me encantar com música e com a passagem das estações. as notas de uma canção nunca mudam (remixes e versões infelizes à parte) e ao mesmo tempo mudam tanta coisa. todo ano o ciclo se repete (folhas caindo, narcisos brotando, dias ficando curtos e longos) e todo ano eu me sinto inspirada. duas coisas gratuitas (mensalidade do spotify à parte), simples e que nunca se negam, nunca nos viram as costas. the music will always play and fill the silence with memories and joy. the spring will always come after a cold and harsh winter. trust. wait. celebrate. (fim da msg motivacional brega da semana)

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