Go East.

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rolando uns stresses obrísticos na estação de liverpool street. still gorgeous though.
eu adoro essa divisa entre o east end todo depauperado pelo tempo e pela sujeira e pelas lojas de quinquilharia que sabe lá deus quem frequenta além dos imigrantes que trabalham nelas e os prédios novinhos, modernos, angulares e reluzentes da city e seus banqueiros engravatados e educados que adentram pubs como o dirty dicks feito aliens com curso superior, sotaque de colégio particular e todos os dentes ainda na boca.

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foi quando por acaso, depois de tropeçar na décima sacola de lixo na calçada, eu achei meu restaurante:

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o melhor: com esse nome eles serviam PEIXE.

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e.t. tranquilo fazendo um “enjoei” dos óculos vintage; com esse tal de “e.t. phone home” toda hora tava ficando muito caro os interurbanos (não dá pra “ir de zap” na etelândia) e ele precisou levantar uma grana rapidão. a nativo-americana ali do lado arregalou os olhos; deve ter achado tudo apropriação cultural.

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quero muito essa vela da frida, mas se é pra nunca acender qual a graça?

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camiseta perfeita para a PRIDE daqui a duas semanas. ♥

a famosa hora do podrão:

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esse frango tava meio cru e temi pelos meus intestinos, mas o bom de estar acostumada a comer comida de rua é que são as bactérias que têm medo de dar pinta no seu bucho. basicamente as suas tripas viram no-go area pros germes, tipo aqueles bairros perigosos que os guias aconselham os turistas a não pisar de jeito nenhum. minha flora intestinal é baile de favela. GO AHEAD SALMONELLA, MAKE MY DAY.

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bitch can’t spread cream cheese on diamonds” - MONROE, Marilyn

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o bacana do east end é que não importa quantas vezes você vá, sempre vai ter alguma coisa diferente pra ver. um grafite novo, uma colagem na parede, uma barraquinha de comida estragada diferente, um indiano novo enfiando folhetos de curry house na sua cara, uma loja cuja vitrine foi depredada ou que mudou de nome e função, uma fila para alguma novidade que não estava ali semana passada e que daqui a pouco não estará mais.

camden, por outro lado, pouco ou nada muda. tô aqui há doze anos e está sempre mais ou menos igual, fossilizou naquela muvuca turística com espírito de gotiquinha maconheira de 15 anos que escuta ariana grande escondido. muvuca que eu amo muito também, claro; mas brick lane é mais roots, mais tr00 e tem mais grit.

and sometimes, baby, i like it rough.

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