i will be waiting for the pain to cure the fear

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o tapete mais bonito e abundante do outono é um oferecimento das beech trees - ou "faias" em português, esse idioma que às vezes degola a poesia. elas agora começam a se vergar sob o peso da estação, o tom verde brilhante do verão dando lugar ao amarelo vivo e, depois de secar nos galhos, ganha essa cor enferrujada quando por fim volta à terra para apodrecer lentamente durante todo o inverno e na primavera fertilizar as mudas novas. e segue o baile da natureza.

floresta de epping semana passada:

+ um dos pubs mais bonitinhos dessas bandas de cá que toca hits dos anos 90 o dia inteiro (nesse tinha backstreet boys e spice girls, risos) mas como nada é perfeito serve um café com gosto de morte (mental note: never again).

+ os kobito dukan que me fizeram dar um tombo na câmera (já está pedindo arrêgo e eu ainda jogo a moribunda no chão).

+ a moça do guichê de turismo que foi meio grossa comigo (depois se desculpou, coisa rara, mas infelizmente não pôde me ajudar com a pesquisa que eu precisava fazer).

+ "como você fala para uma abóbora que ela não é mais necessária?" já dizia pepper patty - e certíssima, pois saia justíssima. awkward. climão. poucas coisas são mais tristes que um jack o'lantern abandonado depois do halloween, mas acho que as árvores de natal naturais jogadas na calçada no começo de janeiro ainda ganham de longe o concurso de "visão pós-festiva mais triste". você olha pro despacho e só consegue pensar no dia em que ela foi escolhida pela forma perfeita e levada para casa com cuidado e euforia, as agulhas fragrantes cheirando a pinho, para ser enfeitada com luzes e penduricalhos colecionados vida afora. passada a festa as decorações voltam pra dentro das caixas no sótão, mas o pinheiro - já meio ressecado e perdendo as agulhas ao menor toque - vira um trambolho, uma tarefa no bullet journal: "get rid of the tree".

descartada por não ter mais utilidade depois de ter dado a vida pela causa? too close to home, too near the bone. árvores de natal jogadas nas caçambas, atiradas em terrenos baldios ou depostas na frente das casas à espera do caminhão de lixo são uma das poucas coisas que me fazem chorar.

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