Eighteen.









































- coisas em que gastar dinheiro: louça vintage, jóias de prata (cansei de jogar dinheiro fora comprando bijouteria que se desintegra na pele), tecidos para almofadas e colchas, plantas, sapatos confortáveis, dvds usados no ebay (não trabalho com torrent), comida.

- coisas em que não gastar dinheiro: maquiagem (quanto mais barata, melhor), netflix (assumir que não gosto mesmo de seriados e assinar o readly), academia (voltar a fazer caminhadas), artigos de papelaria (já tenho o suficiente), roupas (idem).

- uma parte muito importante de quem eu sou é quem eu não sou. descartar expectativas que não eram minhas eliminou 90% do meu "fear of missing out", a sensação de que não se está aproveitando a vida por não fazer o mesmo que as outras pessoas. parar pra me perguntar se eu de fato queria estar fazendo essas coisas (e se lavar pratos numa sexta à noite bebendo malbec e ouvindo jefferson airplane era de fato deprimente sendo que eu estava curtindo) pode parecer uma atitude corriqueira, mas levei um tempo até desenvolver a honestidade de aceitar que não. e fico feliz por ter chegado a essa conclusão sendo ainda jovem o suficiente para apreciar o que ela significa.

- eu nunca mais vou ler tantos livros quanto lia na adolescência (quando não existiam outras distrações e responsabilidades) e tudo bem. devo ter lido uns três livros completos esse ano e estou em paz, encarando isso como uma opção e não uma falha. eu não quero me forçar a terminar uma leitura insatisfatória só porque é, omg, um livro quando poderia estar lendo sites, revistas, blogs e artigos que me ensinam coisas, me inspiram, divertem e relaxam. não é inferior só porque não é um volume com 400 páginas; é produção intelectual, é literatura e, acima de tudo, é entretenimento, aprendizado e cultura pra mim.

- os projetos e as idéias que abandonei antes de terminar foram válidos, seguiram seu curso e não foram perda de tempo pois me ensinaram que não eram realmente importantes pra mim.

- manter por perto pessoas de quem discordo às vezes (e que erram comigo às vezes) desde que tenhamos uma relação interessante e recíproca; descartar gente "correta" e com quem compartilho visões de mundo se não tivermos interesse verdadeiro na companhia um do outro. debater uma polêmica e ter um arranca rabo ocasional com alguém com quem me divirto e que me inclui na sua vida é mais recompensante do que manter relações superficiais e supérfluas com gente aleatória só porque dividimos a mesma bolha ideológica. eu lido bem com idéias conflitantes, mas a essa altura do campeonato não posso mais desperdiçar meu tempo com quem não me dá absolutamente nada em troca dele. todas as pessoas que estão na nossa vida servem a um propósito (ou deveriam) e é preciso aceitar quando a temporada delas ao nosso lado acabou. let it go, elsa.

- pelas minhas contas eu já visitei 22 países, o que é pouco sim, porém bem mais do que eu imaginava. e pelas minhas contas felizmente existem apenas mais uns nove ou dez que eu ainda tenho vontade de visitar. let's make some plans.

- the world is your drawing board. keep sketching. it's looking good.

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